Mostrando postagens com marcador PODER. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PODER. Mostrar todas as postagens

Poder Mudança nas cúpulas do STF e do TSE redefine a relação entre Justiça e política nas eleições

 

A configuração das cúpulas do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral, em 2026, abre um novo capítulo na relação entre Justiça e política em ano eleitoral. De um lado, o STF será comandado por Edson Fachin, com Alexandre de Moraes na vice-presidência, dupla que esteve no centro da resposta institucional aos ataques às urnas e ao resultado das eleições de 2022. Do outro, no TSE o comando ficará nas mãos de Kássio Nunes Marques, com André Mendonça como vice, ambos indicados ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e associados a uma atuação mais contida da Justiça Eleitoral.
A mudança de eixo no TSE — atualmente presidido pela ministra Cármen Lúcia —, que deixa para trás o protagonismo exercido por Moraes e Fachin em 2022, tem provocado debates no meio jurídico e político sobre como a Corte reagirá, desta vez, às campanhas de desinformação, às críticas às urnas eletrônicas e às tentativas de judicialização do resultado eleitoral e, sobretudo, à manipulação da inteligência artificial para a disseminação de mentiras.

Para o advogado Luiz Gustavo Cunha, especialista em direito eleitoral, o contraste entre as duas duplas é grande. "Em 2022, o TSE adotou uma postura expansiva, intervindo de forma direta e, por vezes, criativa, para conter o avanço de narrativas que colocavam em dúvida a integridade do processo eleitoral. Essa atuação foi vista por muitos como decisiva para a preservação do resultado, mas, também, gerou questionamentos sobre os limites constitucionais do tribunal", afirma.

No pleito de 2022, o tribunal editou resoluções que aceleraram a remoção de conteúdos considerados desinformativos nas redes sociais, restringiu propaganda paga na internet nos dias que antecederam a votação e atuou de forma intensa em ações contra candidatos e partidos. Para críticos, esse modelo reforçou a percepção de judicialização da política e alimentou discursos de perseguição e censura.

(*) Correio Braziliense

PODER De derrota em derrota, bolsonarismo vive a pior fase da história Com o ex-presidente Jair Bolsonaro inelegível e em prisão domiciliar, Eduardo desafia aliados e o próprio pai, divide a direita e vê Lula crescer em aprovação no vácuo deixado pela oposição

Depois de sucessivas derrotas ao longo do último mês, o bolsonarismo vive seu pior momento desde a ascensão de Jair Bolsonaro (PL), que o colocou no Palácio do Planalto em 1º de janeiro de 2019. Acostumado a arrastar multidões e a ter o monopólio da narrativa política no campo conservador, Bolsonaro agora está em prisão domiciliar, inelegível e condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. O ex-capitão acompanha a distância, de dentro de sua mansão no Jardim Botânico, seus filhos e aliados políticos negociarem em seu nome, inclusive, no projeto de dosimetria para os golpistas do 8 de Janeiro. Enquanto isso, a gestão Lula cresce em aprovação.

Com Bolsonaro fora do jogo, pré-candidatos à Presidência em 2026 sabem que a única candidatura viável será aquela que tiver o apoio explícito do ex-presidente. O obstáculo, no entanto, tem nome e sobrenome: Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que já sabotou a pré-candidatura do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e sinalizou que pretende disputar o Planalto em 2026 mesmo sem autorização de seu pai. A justificativa é que seu Bolsonaro não estaria em condições de tomar decisões políticas. A retórica tem sido utilizada, inclusive, para justificar sua inflexão sobre a revisão das penas. Para a insatisfação do ex-presidente, o parlamentar tem boicotado qualquer negociação que envolva reduzir a pena em vez de tirá-lo da cadeia.

Em termos práticos, Eduardo Bolsonaro agora é visto por caciques da direita como um ponto central de inflexão. Em 19 de setembro, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, chegou a dizer que, se Eduardo lançar uma candidatura contrariando o pai, vai "ajudar a matá-lo de vez" — algo que o deputado classificou como "canalhice". Já o senador Ciro Nogueira, presidente do PP e ex-ministro da Casa Civil de Bolsonaro, pediu união na direita na sexta-feira passada.

(*) CorreioBraziliense

PODER Embaixada dos EUA endossa ataque a Moraes e confirma suspensão de vistos de ministros Representação reproduz publicação do subsecretário de Diplomacia Pública dos Estados Unidos, Darren Beattie, sobre o ministro do STF, logo depois de ser divulgada resposta a advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro

A embaixada dos Estados Unidos voltou a replicar mais uma mensagem ameaçadora do subsecretário de Diplomacia Pública dos Estados Unidos, Darren Beattie, na qual acusa o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de ser o "coração pulsante" do processo de "perseguição" e "censura" contra Jair Bolsonaro. A postagem no X (antigo Twitter) foi feita depois de o magistrado divulgar a resposta à defesa do ex-presidente, na qual explicita o alcance das medidas restritivas que impusera.

Segundo a publicação de Beattie, "graças à liderança do presidente (Donald) Trump e o secretário (de Estado Marco) Rubio, estamos atendo e tomando as devidas providências". O subsecretário deixa no ar quais seriam essas "providências", mas, na semana passada, o visto de Moraes e de mais sete ministros do STF para entrada nos EUA foi suspenso.

Por sinal, sobre esse episódio, a embaixada republicou a postagem de Rubio no X. "O presidente Donald Trump deixou claro que seu governo responsabilizará cidadãos estrangeiros responsáveis por censurar a liberdade de expressão protegida nos Estados Unidos. A política de caça às bruxas do ministro do Supremo Tribunal Federal do Brasil, Alexandre de Moraes, contra Jair Bolsonaro criou um complexo de perseguição e censura tão ampla que não apenas viola os direitos básicos dos brasileiros, mas também se estende além das fronteiras do Brasil para atingir os cidadãos americanos. Portanto, ordenei a revogação imediata dos vistos de Moraes e de seus aliados no tribunal, bem como de seus familiares diretos", diz o texto.

A representação diplomática no Brasil está sem um embaixador desde que Trump retornou à Casa Branca, em janeiro. O comando vem sendo exercido pelo encarregado de negócios Gabriel Escobar e, diferentemente de gestões anteriores, a embaixada dos EUA têm feito frequentes postagens em tom considerado incomum às maneiras diplomáticas.

Na quarta-feira, a representação utilizou uma cena do filme E.T., o extraterrestre para advertir os imigrantes ilegais de que devem sinalizar a condição irregular para receberem auxílio para que deixem o território norte-americano. "Se você está nos EUA ilegalmente, faça como o E.T.: é hora de ligar para casa. Use o aplicativo CBP Home e vá embora agora, com apoio e dignidade. Você receberá assistência para a viagem e uma ajuda de custo para retornar ao seu país de origem", diz a publicação na conta da embaixada no Instagram.

PODER Lula a Trump sobre publicação pró-Bolsonaro: "Dê palpite na sua vida"

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mandou, ontem, um duro recado a Donald Trump, por conta de postagem numa rede social em que defendeu o ex-presidente Jair Bolsonaro. Na coletiva que se seguiu ao fechamento da reunião do Brics, no Rio de Janeiro, ao ser indagado sobre o que pensava da publicação do líder norte-americano, o brasileiro foi direto: "Dê palpite na sua vida, não na nossa".

A reação de Lula, porém, contrasta com o gesto de visitar a ex-presidente Cristina Kirchner, entendido pelo governo de Javier Milei como uma intervenção na política interna argentina. Condenada por corrupção e cumprindo prisão domiciliar, ela recebeu o presidente com autorização judicial, na semana passada, quando esteve em Buenos Aires para a cúpula do Mercosul. Lula, inclusive, cobrou a liberdade da ex-presidente.

Para integrantes do governo Lula, as publicações pró-Bolsonaro e uma anterior de Trump atestam que os Estados Unidos estão preocupados com os temas tratados na cúpula do Brics — entre eles, a possibilidade de o bloco dar início às tratativas para adotar moedas locais, em substituição ao dólar, a serem utilizadas em transações comerciais.

Na primeira postagem pela plataforma Truth Social, da qual é dono, Trump tentou intimidar os integrantes do Brics afirmando que as exportações das nações do bloco poderiam ser taxadas em mais 10%, caso contrariassem os interesses dos Estados Unidos. Na segunda, horas depois, saiu em defesa de Bolsonaro e acusou o Poder Judiciário brasileiro de perseguir o ex-presidente, que é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado, depois das eleições de 2022.

Escreveu Trump: "O Brasil está fazendo uma coisa terrível no tratamento ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Eu venho assistindo, assim como o mundo, enquanto eles não fazem nada além de ir atrás dele, dia após dia, noite após noite, mês após mês, ano após ano! Ele não é culpado de nada, exceto de ter lutado pelo povo".

O presidente norte-americano foi além: elogiou Bolsonaro e classificou-o de "um negociador muito duro" em temas comerciais. Classificou, ainda, as ações judiciais em andamento contra o brasileiro como ataques a um oponente político — disse, inclusive, que sofre o mesmo tipo de perseguição.

"Estarei observando a caça às bruxas contra Jair Bolsonaro, sua família, e milhares de seus apoiadores, bem de perto. O único julgamento que deveria estar acontecendo é um julgamento pelos eleitores do Brasil — chama-se eleição. Deixem o Bolsonaro em paz!", acrescentou.
Primeira vez

Foi a primeira vez que o presidente dos EUA se manifestou abertamente a favor de Bolsonaro, embora outros integrantes da gestão Trump e de órgãos oficiais governamentais norte-americanos já tenham criticado o governo e o Judiciário brasileiros. Em fevereiro, o Departamento de Estado — equivalente ao Ministério das Relações Exteriores brasileiro — divulgou uma nota afirmando que decisões do STF contra plataformas digitais dos EUA eram "incompatíveis com os valores democráticos". O chefe da pasta, Marco Rubio, também anunciou restrições na emissão de vistos a autoridades da América Latina que sejam "cúmplices de censura", que poderiam atingir o ministro do Alexandre de Moraes, do Supremo.

Pelo Instagram pessoal, Lula mandou um recado a Trump. "A defesa da democracia no Brasil é um tema que compete aos brasileiros. Somos um país soberano. Não aceitamos interferência ou tutela de quem quer que seja. Possuímos instituições sólidas e independentes. Ninguém está acima da lei, sobretudo, os que atentam contra a liberdade e o Estado de direito", frisou.

A um voto de se tornar inelegível, Bolsonaro apela e pede que 'Deus toque o coração' de Alexandre de Moraes "Ainda não acabou. Quem sabe Alexandre Moraes tenha um momento em que Deus toque seu coração. Até o momento, em nenhum momento isso ocorreu", disse o ex-mandatário



247 - A um voto de se tornar inelegível pelos próximos oito anos, Jair Bolsonaro (PL) afirmou na noite da quinta-feira (29) que o julgamento que enfrenta no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda "não chegou ao fim" e disse esperar que "Deus toque o coração" do ministro Alexandre de Moraes, presidente da Corte Eleitoral.

"Não terminou o jogo. Em um julgamento justo seria 7 a 0. Nem mesmo a ação do PDT deveria ser admitida. Ainda não acabou. Quem sabe Alexandre Moraes tenha um momento em que Deus toque seu coração. Até o momento, em nenhum momento isso ocorreu", afirmou Bolsonaro ao deixar o condomínio Vivendas da Barra, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, de onde seguiu para Belo Horizonte (MG), de acordo com o jornal O Estado de S. Paulo.

Bolsonaro enfrenta nesta sexta-feira (30) a reta final do julgamento no TSE, e já é considerado praticamente inelegível. A pontuação está em 3 a 1 a favor da inelegibilidade do ex-mandatário. Falta apenas um voto para que o Tribunal forme maioria e condene-o por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.

O histórico dos três ministros que ainda vão votar – Kassio Nunes Marques, Cármen Lúcia e Alexandre de Moraes – sugere poucas chances de Bolsonaro escapar do revés. "É uma injustiça comigo, meu Deus do céu", disse.

O julgamento será retomado às 12h desta sexta-feira e as atenções estarão voltadas para a ministra Cármen Lúcia, que abrirá os votos. Em seguida, Nunes Marques e Moraes se manifestarão. Na quinta-feira, votaram os ministros Raul Araújo, Floriano de Azevedo Marques Neto e André Ramos Tavares. Raul Araújo foi o único a votar pela absolvição do ex-mandatário.

PDT EM EBULIÇÃO <> CLIMA DE DIVISÃO NO PARTIDO



Os dissidentes do PDT se reuniram, nesta segunda-feira, no Bairro Aldeota, em Fortaleza, para sinalizar apoio ao nome do senador Cid Gomes ao comando estadual da sigla. O clima é de divisão, de completa ebulição.
A crise interna exigiu a presença do Ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, que tenta estancar o conflito. O ministro conversa com Cid, André, Ciro e lideranças do partido no Ceará. Lupi está afastado da Presidência Nacional do PDT após assumir o Ministério no Governo Lula.

Cid tentou, na semana passada, convencer o atual presidente André Figueiredo a abrir mão do cargo em nome da reunificação da legenda. André disse não e afirmou que irá cumprir o mandato até o final de dezembro deste ano. A postura de André ganhou o apoio do ex-presidenciável Ciro Gomes.

DISPUTA DE PODER, RESSENTIMENTOS, CONFLITOS FAMILIARES, E INCERTEZA MARCAM O FUTURO DO PDT NO CEARÁ!!!!


A pouco mais de um ano para escolher candidatos e alianças na disputa pelas 184 Prefeituras do Ceará em 2024, o PDT tem rumos indefinidos e enfrenta um ambiente interno marcado pela disputa de poder, ressentimentos e conflitos familiares.
Há poucos dias, o comando nacional da sigla abriu, em Fortaleza, um ciclo de encontros nacionais e, de forma simbólica, articulava um movimento para reunificar o partido após o racha aberto nas eleições de 2022. O movimento fracassou. O partido saiu ainda mais dividido.

No TSE, Moraes consegue acordo com ministros para impedir adiamento de julgamento O TSE julga Bolsonaro por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. Condenação e inelegibilidade são o cenário mais provável

247 - Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Alexandre de Moraes negociou internamente para evitar pedidos de vista e o consequente adiamento do julgamento que poderá tornar Jair Bolsonaro (PL) inelegível por oito anos.

Segundo Malu Gaspar, do jornal O Globo, Moraes conversou pessoalmente com os dois ministros mais alinhados a Bolsonarona Corte Eleitoral: Kassio Nunes Marques e Raul Araújo. "Nessas conversas, Moraes argumentou que seria ruim para o país e para o TSE que o processo se arrastasse por muito tempo, e insistiu que o tribunal precisa encerrar essa fase da discussão sobre as eleições de 2022", relata a jornalista.

A estratégia de Moraes teria dado certo, segundo Malu Gaspar: tanto Nunes Marques quanto Raul Araújo prometeram proferir seus votos de imediato, sem pedido de vista. "O acordo vem sendo mantido no mais absoluto segredo para evitar o acirramento da pressão que os bolsonaristas têm feito, em público e nos bastidores, para que Nunes Marques ou Araújo peçam vista do processo", complementa.

De acordo com Lauro Jardim, do jornal O Globo, Bolsonaro e seus aliados depositam suas últimas esperanças em Nunes Marques e em um adiamento: "apostamos em adiar por três meses na esperança que, neste período, algum fato novo surja que possa mudar o resultado final”, resume um interlocutor de Bolsonaro.

20 deputados de partidos com cargos no primeiro escalão votaram contra reforma ministerial do governo Lula MDB, PSD e União, que ocupam ministérios no governo Lula, deram 20 votos contrários à reorganização da estrutura ministerial da atual gestão

247 - A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (30) o texto-base da Medida Provisória (MP) que estabelece a estrutura atual de 37 ministérios do governo Lula. Foram 337 votos a favor e 125 votos contra (veja abaixo como cada partido votou).

Segundo o G1, Entre os partidos que compõem a base governista na Casa (PT, PDT, PSB, Psol e Rede), todos os parlamentares votaram a favor do projeto. Já entre os partidos que ocupam ministérios, como MDB, PSD e União, houve 20 votos contrários à reorganização da estrutura ministerial da atual gestão.

O partido com mais votos contrários à medida foi o PL, que fechou questão contra a mudança e deu 78 "nãos" à reestruturação da Esplanada dos Ministérios. Na votação do marco temporal na terça-feira (30) também houve um racha na base governista. O voto contrário ao projeto não foi unânime entre os deputados do PSB e PDT. Já MDB, PSD e União somaram 95 votos de apoio à proposta, que limita a demarcação de terras indígenas.

Apesar da vitória, o governo ainda enfrenta resistências e insatisfações de parlamentares que alegam, principalmente, que não são ouvidos pelos principais articuladores do Planalto. O projeto aprovado pela Câmara ainda precisa ser analisado e aprovado pelo Senado até esta quinta-feira (1). Caso isso não ocorra, a medida provisória perde a validade e o governo terá que retomar a estrutura administrativa da gestão de Jair Bolsonaro.

PODER Weber diz que orçamento secreto é "regime de exceção ao orçamento da União" A ministra é a relatora das ações propostas por PSol, Cidadania, Rede e PSB em contestação às emendas de relator



Ao votar ontem pela inconstitucionalidade da execução das emendas de relator, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Rosa Weber, fez severas críticas ao orçamento secreto — que classificou como "um verdadeiro regime de exceção ao orçamento da União". A decisão da magistrada foi um duro recado sobretudo ao presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), apontado como o controlador da distribuição dos recursos.

A ministra propôs que as RP9 devem servir, apenas, à correção de erros e omissões. Pretende, também, que sejam tornados públicos os dados referentes aos serviços, obras e compras realizadas com verbas da União, além da identificação dos respectivos solicitadores e beneficiários, em até 90 dias.

Para Rosa, "o próprio destino desses recursos acha-se recoberto por um manto de névoas. Isso porque não há efetiva programação orçamentária. As dotações consignam elevadas quantias vinculadas a finalidades genéricas, vagas e ambíguas". A ministra é a relatora das ações propostas por PSol, Cidadania, Rede e PSB em contestação às emendas de relator.
Sistema inacessível

Rosa criticou os problemas no sistema do Congresso para acessar os dados dos recursos previstos no orçamento secreto. Em decisão anterior, ela já tinha se manifestado pelo veto às emendas e ordenou esclarecimentos sobre a destinação das verbas. As informações passaram a ser publicadas pela Comissão Mista de Orçamento, mas a página em que estão abrigadas dificulta o acesso — e não mostra qual deputado ou senador apadrinha cada transferência de recursos.

"Somente no momento do empenho, às vésperas da liquidação e do pagamento, torna-se possível identificar quem será o beneficiário dos recursos e o objeto das despesas. Desse modo, não é possível saber, com antecipação, quais municípios ou estados brasileiros serão contemplados, muito menos qual tipo de obra, serviço ou ação estatal será efetivada com tais recursos", criticou.

Lula busca se aproximar e conquistar Rodrigo Pacheco Com vinda a Brasília agendada para o próximo dia 12, o presidenciável petista vai aproveitar para, além das atividades junto ao diretório local, se reunir com Pacheco para iniciar a costura do apoio



As movimentações do PT em direção ao centro se voltaram para a conquista do apoio do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ainda no primeiro turno. A articulação tem sido realizada pelo líder do partido na Casa, Paulo Rocha (PA), integrante do núcleo da campanha eleitoral do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a Região Norte.

Com vinda a Brasília agendada para o próximo dia 12, o presidenciável petista vai aproveitar para, além das atividades junto ao diretório local, se reunir com Pacheco para iniciar a costura do apoio. Interlocutores próximos a Lula, aliás, garantem que a conversa entre eles está adiantada.

Segundo fontes do PT, a concessão feita pelo partido em Minas deu viabilidade à construção de um acordo. A manobra fortaleceu o PSD no estado com o apoio à candidatura de Alexandre Kalil ao governo local.

O ex-prefeito de Belo Horizonte, porém, está com dificuldades de conter o crescimento de Romeu Zema (Novo) nas pesquisas — que, aliás, enviou emissários a São Paulo em busca de apoio do ex-presidente. No entanto, Lula confirmou o apoio da Kalil, que é aliado de Pacheco.

Apesar do otimismo dos petistas, interlocutores do presidente do Senado asseguram que as conversas estão acontecendo, mas não há nada fechado. Mesmo com sinalizações positivas de Pacheco à oposição ao Palácio do Planalto na Casa — vem dando apoio à instalação à CPI do MEC, que pretende investigar o gabinete paralelo na pasta e a atuação do ex-ministro Milton Ribeiro —, ele é conhecido também por ter bom trânsito com os governistas. Como pretende pavimentar a reeleição ao comando do Senado, personagens próximos a ele afirmam que não tomará nenhuma decisão que possa ameaçar esse projeto.

"O Pacheco está decidindo. O que segura é a reeleição ao Senado, ele não quer se queimar com a base governista", explicou uma fonte próxima ao senador.
Sem reeleição

Lula, aliás, usou ontem a palavra "imbecil" para se referir a banqueiros, durante entrevista a uma rádio de Salvador. Indicou, ainda, que caso seja eleito em outubro, não deverá tentar a reeleição. "Daqui a quatro anos vai ter gente nova", afirmou o petista, que completa 77 anos em outubro e terá 81 ao buscar eventual quarto mandato em 2026.

Na entrevista, Lula voltou a criticar o setor financeiro e, ao se referir a banqueiros, disse que "essas pessoas não podem ser ignorantes de querer só acumular riqueza". "Fulano de tal é o mais rico do mundo, tem 50 milhões de dólares, outro tem 70 milhões. Para quê? Você vai gastar no quê? Para que você quer acumular tanto dinheiro, imbecil? (...) Distribua um pouco do seu salário."


(Com Agência Estado)



Câmara tenta acelerar aprovação da proposta que turbina benefícios sociais Reunião de líderes, na segunda-feira, deve definir tramitação da proposta que turbina benefícios sociais. Ideia é votá-la sem alterações

Foto: Correio Braziliense


Com aprovação quase unânime no Senado, na última quinta-feira, a proposta de emenda à Constituição (PEC) 1/2022, que amplia benefícios sociais, tramitará na Câmara a partir da próxima semana. O texto deve ser votado junto com a PEC 15, dos biocombustíveis. Segundo o líder do governo na Casa, Ricardo Barros (PP-PR), a matéria não deve sofrer alterações.

"A proposta é apensar na PEC 15 e votar sem alterações os textos aprovados no Senado", disse. Ele acredita que o rito de tramitação será decidido na reunião de líderes, agendada para segunda-feira. "Esse é o caminho para entregar o mais breve possível os benefícios que a população espera neste momento de crise. Vamos trabalhar duro para votar antes do recesso", acrescentou, numa referência à pausa dos trabalhos do Congresso, a partir de 18 de julho.

A PEC aumenta o valor do Auxílio Brasil, de R$ 400 para R$ 600; cria o voucher-caminhoneiro, de R$ 1 mil; prevê benefícios a taxistas e suplementação financeira para o Alimenta Brasil, entre outros pontos. As medidas, em caráter emergencial, têm vigência apenas até dezembro deste ano. A proposta é classificada como eleitoreira pela oposição que, no entanto, votou a favor no Senado.

DE MADRUGADA, CÂMARA VOTA REGRAS PARA FUNDO ELEITORAL DE R$ 1,7 BI


REUTERS/Ueslei Marcelino

- Uma Câmara obscura...
Correndo contra o tempo para aprovar as novas regras de financiamento de campanha, a Câmara votou madrugada a dentro os pontos do Projeto de Lei 8.612/17; apesar da tentativa dos deputados em finalizar os debates, a medida não deve ter validade nas eleições de 2018. Para isso, depende de apreciação do Senado até o dia 7 de outubro, um ano antes do pleito; a próxima sessão do plenário da Casa, porém está marcada apenas para segunda-feira (9); o PL regulamenta o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), criado para custear campanhas eleitorais com recursos públicos; expectativa dos parlamentares é que o fundo alcance o valor de R$ 1,7 bilhão.
247

Sob polêmica, Câmara aprova fundo eleitoral com dinheiro público



Em uma sessão tumultuada, a Câmara aprovou a criação do projeto de lei 8703/17, que cria o Fundo Especial de Financiamento de Campanha, um caixa com dinheiro público para financiar campanhas eleitorais que pode chegar a R$ 1,7 bilhão. A proposta já havia sido aprovada pelo Senado.
O texto foi aprovado em votação simbólica, em que cada parlamentar não é obrigado a expor o seu voto. A forma de deliberação gerou um grande bate-boca entre os deputados porque boa parte deles, por ser contra a criação do fundo, queria votação nominal. A questão foi para o plenário, que rejeitou a votação aberta por um apertado placar de 226 votos a 202.
Assim que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), proclamou o resultado, deputados protestaram contra a aprovação simbólica e quase partiram para a agressão física. Um dos que protagonizaram a confusão foi o deputado Julio Delgado (PSB-MG), que foi à tribuna e classificou como “vergonha” a votação não ter sido nominal.
O deputado Celso Pansera (PMDB-RJ) criticou os parlamentares que não apoiaram o fundo. “Eu quero ver no ano que vem quem vai aceitar dinheiro do fundo para fazer campanha. Vou comparar a prestação de contas e voltarei aqui no final de 2018 para cobrar os senhores”, disse.
Os deputados votaram e rejeitaram os destaques. Agora, com a votação concluída, o projeto vai para sanção. Para que os partidos possam ter acesso ao dinheiro no processo eleitoral em 2018, as novas regras têm de ser sancionadas até 7 de outubro.
Pela proposta, a principal fonte de recursos do fundo serão as chamadas emendas impositivas de bancada, instrumento partidário usado para destinar dinheiro do Orçamento a redutos eleitorais dos parlamentares. A proposta de Monteiro garante ao menos 30% do valor dessas emendas para as campanhas eleitorais. Para 2018, por exemplo, o Orçamento garante 4,4 bilhões de reais em recursos deste tipo. Isso quer dizer que, deste total, 1,3 bilhão de reais será destinado ao fundo.

CCJ aprova demissão de servidor por insuficiência de desempenho


CCJ aprova demissão de servidor por insuficiência de desempenho

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado aprovou nesta quarta-feira (4) regras para a demissão de servidor público estável por ‘insuficiência de desempenho’. A regra é aplicável a todos os Poderes, nos níveis federal, estadual e municipal.
Pelo texto, o desempenho funcional dos servidores deverá ser apurado anualmente por uma comissão avaliadora e levar em conta, entre outros fatores, a produtividade e a qualidade do serviço. O servidor terá direito ao contraditório e à ampla defesa.
De acordo com o texto aprovado, o servidor correrá o risco de ser demitido quando obtiver conceito N (não atendimento) nas duas últimas avaliações ou não alcançar o conceito P (atendimento parcial) na média das cinco últimas avaliações. O servidor poderá pedir reconsideração ao setor de recurso humanos dentro de dez dias de sua divulgação. A resposta terá de ser dada no mesmo prazo.
Ainda haverá a possibilidade de recorrer da decisão de negar, total ou parcialmente, o pedido de reconsideração. Essa a possibilidade só será aberta ao servidor que tiver recebido conceito P ou N.
Esgotadas todas essas etapas, o servidor estável ameaçado de demissão ainda terá prazo de 15 dias para apresentar suas alegações finais à autoridade máxima da instituição onde trabalha. O substitutivo deixa claro também que a insuficiência de desempenho relacionada a problemas de saúde e psicossociais poderá dar causa à demissão, mas apenas se a falta de colaboração do servidor no cumprimento das ações de melhoria de seu desempenho não decorrer exclusivamente dessas circunstâncias.
Em seu parecer, o senador Lasier Martins (PSD-RS), relator do projeto, transferiu a responsabilidade da avaliação do chefe imediato para uma comissão. Ao justificar sua opção, Lasier disse que nem sempre o chefe imediato é um servidor estável, mas sim um comissionado sem vínculo efetivo com a administração pública.
Ele também levou em consideração o temor de entidades representativas dos servidores de deixar exclusivamente a cargo da chefia imediata uma avaliação que pode levar à exoneração de servidor estável.
A matéria ainda passará por três comissões, a começar pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS).
(Com Agência Senado)

Decisão do STF sobre Ficha Limpa pode cassar mandatos de prefeitos e deputados


Resultado de imagem para lei da ficha limpa

05 DE OUTUBRO, QUINTA-FEIRA
A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que validou ontem a aplicação da Lei da Ficha Limpa para casos anteriores a 2010 pode provocar a cassação do mandato de centenas de vereadores, pelo menos 20 prefeitos, além de deputados estaduais e federais. Ainda não há um levantamento oficial da Justiça Eleitoral sobre a situação dos eleitos, mas os números foram citados pelo ministro Ricardo Lewandowski durante o julgamento.Diante da situação provocada pela decisão, o alcance do resultado do julgamento deve ser discutido pela Corte na sessão desta quinta-feira (5), motivada pela preocupação do ministro, que proferiu um dos votos contrários a aplicação retroativa.
“Fui informado por um grupo de parlamentares que centenas de vereadores já no exercício do mandato, cerca de 20 prefeitos na mesma situação, alguns deputados federais, incontáveis estaduais podem ter os seus mandatos cassados por esta decisão retroativa, afetando inclusive o coeficiente eleitoral”, disse o ministro.Com a decisão do STF, por 6 votos a 5, o entendimento que prevaleceu é no sentido de que é no momento do registro de candidatura na Justiça Eleitoral que se verifica os critérios da elegibilidade do candidato. Dessa forma, quem foi condenado por abuso político e econômico, mesmo que anterior à lei, está inelegível por oito anos e não poderá participar das eleições do ano que vem.
O processo, que tem repercussão geral, e cuja tese se aplicará a centenas de casos que se acumulam na Justiça Eleitoral, foi motivado pelo recurso do vereador Dilermando Soares, de Nova Soure, na Bahia, que foi condenado por abuso de poder econômico e compra de votos em 2004, quando ficou inelegível por três anos, conforme a regra vigente à época. Após a Ficha Limpa, entretanto, ele teve seu registro negado nas eleições de 2012.

Chefe de quadrilha segundo a PGR, Temer se diz vítima de quadrilha


Agência Brasil:

Atualizado, às 12:40
Michel Temer usou sua conta no Twitter para justificar sua agenda com quase 50 deputados nesta terça-feira (3), afirmando que é preciso "lidar com mais uma denúncia inepta e sem sentido"; ele também criticou o ex-procurador geral da República Rodrigo Janot, responsável pela segunda denúncia contra o peemedebista; "Precisamos lidar com mais uma denúncia inepta e sem sentido, proposta por uma associação criminosa que quis parar o país", postou.
247

Para barrar denúncia, Temer faz maratona de reuniões com deputados


Governo Temer

O presidente Michel Temer fará nesta terça-feira (3) uma nova maratona de reuniões com parlamentares para barrar o avanço da segunda denúncia contra si que tramita na Câmara dos Deputados.
Assim como às vésperas da primeira denúncia, à qual os parlamentares não deram aval para prosseguir, em agosto, o peemedebista intensificou o encontro com deputados na agenda. Serão ao menos 42 deputados que passarão pelo Palácio do Planalto, segundo a agenda oficial divulgada.
A agenda inclui membros da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), como Édio Lopes (PR-PR), o segundo na agenda, e Alceu Moreira (PMDB-RS), que participará de duas reuniões com Temer.
É por lá que passará primeiro a peça do Ministério Público, para então seguir para avaliação do plenário da Casa.
Em sua conta oficial do Twitter, Temer afirmou ainda que os encontros com parlamentares são uma rotina que sempre teve.
"Vou conversar com representantes de todos os partidos da base, de todas as regiões do Brasil. É uma rotina que sempre mantive", escreveu o presidente.
A ideia é que a romaria continue até a votação final no plenário, e se estenda a parlamentares indecisos.
Nesta terça, por exemplo, uma das deputadas que deve ser recebida por Temer é Shéridan (PSDB-RR), a relatora de uma das PECs da reforma política, que não compareceu para votar na primeira denúncia —apesar de ter declarado que se posicionaria pelo prosseguimento das investigações.
Também nesta terça, Temer voltou a alfinetar o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot e, nas redes sociais, afirmou que o Brasil "não será pautado pela irresponsabilidade e falta de compromisso de alguém que se perdeu pelas próprias ambições".
O presidente chamou a denúncia que o acusa de obstrução de Justiça e organização criminosa de "inepta e sem sentido".
Folha de São Paulo

Condenado por “ofender” Cunha, Nassif critica inação de Cármen Lúcia

Agência Brasil:
Jornalista Luís Nassif reclama a paralisia da ministra Cármen Lúcia na defesa da democracia; Nassif, que foi condenado por "ofender" o ex-deputado Eduardo Cunha, relata no texto que teve um encontro com a ministra e cobrou dela ações em favor da liberdade de imprensa para o jornalismo independente; "De lá para cá, nenhum retorno, nenhuma resposta, nenhuma preocupação com as ameaças reais sofridas no exercício do jornalismo. Com serenidade e firmeza, Carmen Lúcia nada decidiu. E não se manifestou quando um jornalista foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Rio, por criticar o mais notório dos políticos corruptos do país"
247

Chefe do Exército reúne oficiais da ativa e da reserva

Reprodução Twitter/Agência Brasil: <p>Villas Boas</p>
No momento em que vários generais defendem uma intervenção militar no Brasil, o chefe do Exército, general Villas Boas, fez uma reunião na noite de ontem com generais da ativa e da reserva; oficialmente, a agenda do encontro foi "orientar" o grupo, garantindo um discurso de coesão nas Forças Armadas; general Hamilton Mourão, que defendeu abertamente um golpe militar na semana passada, não será punido pelo Exército.
247

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...