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Vorcaro pagou hospedagem para Motta e Ciro Nogueira em Lisboa, diz PF

 

A Polícia Federal (PF) concluiu que o banqueiro Daniel Vorcaro pagou diárias em um hotel em Lisboa para o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o senador Ciro Nogueira (PP-PI) em 2024.

A informação consta em um relatório das investigações da Operação Compliance Zero, produzido pela corporação em abril deste ano. O documento foi tornado público nessa terça-feira (16) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso Master na Corte.

Segundo a PF, mensagens de WhatsApp encontradas no celular do banqueiro revelam que Vorcaro solicitou a um aliado chamado Leo Serrano, no dia 18 de junho de 2024, a realização de reservas de hotel na capital portuguesa para “Ciro e Hugo”. De acordo com os investigadores, nomes se referem ao presidente da Câmara e ao senador.

Em seguida, o banqueiro enviou uma mensagem de áudio para Serrano e demonstrou preocupação com a privacidade do Hotel Four Seasons, local escolhido para a hospedagem.

“Após a realização das reservas, ainda no mesmo dia, Daniel Bueno Vorcaro encaminhou mensagem de áudio na qual demonstrou acentuada preocupação com a privacidade do evento, ressaltando, inclusive, a necessidade de privatização do espaço localizado em frente ao local, a fim de impedir qualquer visualização do que ocorresse em seu interior”, diz o relatório.

Motta não é investigado pela PF. O senador está entre os investigados e já foi alvo de busca e apreensão autorizada pelo STF.

Custos

De acordo com a PF, o custo de cinco diárias no hotel foi de aproximadamente 3 mil euros, equivalente a R$ 18 mil. Uma fatura do pagamento foi encontrada no e-mail do banqueiro

“A própria invoice [nota fiscal] indica a contratação de “2x Jr. Suítes”, sendo uma destinada a Ciro Nogueira e outra a Hugo Motta, o que reforça a identidade dos beneficiários da despesa”, informou a corporação.

Proximidade

O relatório da Operação Compliance também revelou a proximidade entre Ciro Nogueira e Vorcaro. Segundo a PF, Ciro teve viagens pagas por Vorcaro a Paris, Nova Iorque e Courchevel, nos Alpes franceses.

Pelos cálculos da corporação, as viagens custaram mais de R$ 400 mil.

“Conclui‑se que o benefício econômico direto atribuído a Ciro Nogueira, decorrente das viagens internacionais examinadas no subtópico 5.3.4, perfaz o montante de R$ 468.721,78, sem considerar os gastos com voos privados”, concluiu a PF.

Outro lado

Na tarde de hoje, ao ser perguntado por jornalistas sobre o episódio, Motta disse que está “tranquilo” e que esteve em Lisboa para participar de um evento jurídico promovido pelo ministro Gilmar Mendes.

Até o momento, Ciro Nogueira não se pronunciou sobre o relatório da PF.

Notícias do Brasil

PF cumpre 34 mandados contra grupo suspeito de fraudar licitações em municípios do Ceará


A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (21), a Operação Kingdom, que investiga um suposto esquema de fraudes em licitações, desvios de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo municípios do Ceará.

A ação ocorre em conjunto com a Controladoria-Geral da União no Ceará (CGU-CE) e cumpre 34 mandados de busca e apreensão.

Segundo as investigações, uma das empresas investigadas movimentou cerca de R$ 290 milhões, valor que, conforme a PF, é suspeito de ter sido utilizado em esquemas ligados a fraudes licitatórias e ocultação de recursos desviados.

Conforme imagens enviadas pela PF, a sede da Prefeitura de Jardim (CE) e Secretaria Municipal de Educação foram endereços alvos dos agentes da PF e CGU.

Os mandados são cumpridos nos municípios:Juazeiro do Norte;
Jardim;
Sobral;
Barbalha;
Aurora;
Porteiras.

A Justiça determinou o afastamento cautelar de dois agentes políticos do município de Jardim, no Cariri cearense. Os cargos não foram divulgados. As decisões foram expedidas pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5).
Grupo atuava com empresas de fachada e 'laranjas'

De acordo com a Polícia Federal, o núcleo do grupo investigado atuava a partir de Jardim e utilizava empresas com indícios de fachada, vínculos familiares e possíveis “laranjas” para direcionar contratos públicos e ocultar valores obtidos de forma ilícita.

As investigações também apontam que editais de licitação teriam sido elaborados com cláusulas restritivas para favorecer empresas escolhidas pelo grupo.

A suspeita é de que os contratos fossem direcionados de maneira irregular em troca de vantagens indevidas a agentes públicos.

Segundo a PF, cinco empresas investigadas mantiveram contratos com mais de 30 municípios nos estados do Ceará, Pernambuco e Piauí. Juntas, elas receberam mais de R$ 15 milhões em recursos públicos federais e cerca de R$ 32 milhões de órgãos públicos.

Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, fraude à licitação, corrupção, lavagem de dinheiro, peculato e falsidade ideológica.

As apurações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos e a extensão do prejuízo causado aos cofres públicos.

PF cumpre mandado na casa de Ciro Nogueira em operação do caso Master Policiais federais cumprem 10 mandados de busca e apreensão.


A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (7), uma nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Entre os alvos da ação está o presidente nacional do partido Progressistas, o senador Ciro Nogueira.

Segundo informações obtidas pela TV Globo, agentes da PF cumprem mandado de busca e apreensão na residência do parlamentar, em Brasília. O g1 informou que tentou contato com o senador, mas não recebeu resposta.

Ao todo, policiais federais cumprem 10 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária, todos expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As ações ocorrem nos estados do Piauí, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal.

Conforme o jornal O Globo, os alvos da operação são:Ciro Nogueira, senador e presidente do PP
Felipe Cançado Vorcaro, primo do banqueiro Daniel Vorcaro (Prisão)
Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, irmão de Ciro Nogueira
Bernardo Rodrigues de Oliveira Filho
Empresas Green Investimentos e Green Energia Fundo de Investimentos
Nogueira seria destinatário central de 'vantagens indevidas' de Vorcaro, diz PF

Conforme a decisão, à qual a jornalista Ana Flor da GloboNews teve acesso, a PF "aponta a identificação da suposta conduta do senador em favor do banqueiro, em troca do recebimento de vantagens econômicas indevidas".

A Polícia Federal aponta como exemplo o caso de uma emenda apresentada pelo senador Ciro Nogueira, com objetivo de ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. Segundo investigadores, ela teria sido elaborada com participação de integrantes do Banco Master.

A investigação afirma que o texto foi produzido pela assessoria do banco, enviado ao empresário Daniel Vorcaro e depois entregue em um envelope destinado ao senador no endereço residencial dele.
Bens milionários bloqueados

A decisão judicial também determinou o bloqueio de bens, direitos e valores que somam R$ 18,85 milhões.

A Operação Compliance Zero apura possíveis irregularidades financeiras ligadas ao Banco Master. A PF não divulgou detalhes sobre a participação dos investigados nem sobre os crimes apurados nesta nova fase da investigação.

(*) Diário do Nordeste

"Fizeram conosco, a gente faz com eles"

PRINCÍPIO DA RECIPROCIDADE
O presidente da República, Luíz Inácio Lula da Silva (PT) elogiou a ação do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, de retirar as credenciais diplomáticas de um agente de imigração dos Estados Unidos (EUA) que atuava na sede da Polícia Federal (PF) em Brasília.

"Eles fizeram conosco, a gente vai fazer com eles. Esperando que eles estejam dispostos a voltar a conversar e as coisas voltarem à normalidade", disse o presidente, em vídeo publicado nas redes sociais.

De acordo com Lula, o ato corresponde ao princípio da reciprocidade.

A medida foi tomada após o governo dos Estados Unidos determinar a saída do delegado brasileiro Marcelo Ivo de Carvalho, também da PF, dos EUA.

O delegado teria atuado na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem, que foi condenado a 16 anos de prisão na ação penal relacionada à trama golpista.

Mais cedo, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) informou, em nota publicada na rede X, que a representante da embaixada norte-americana foi comunicada na terça-feira (21) que o Brasil iria aplicar o princípio da reciprocidade.

"Diante da decisão sumária contra o agente da Polícia Federal, que não foi precedida de qualquer pedido de esclarecimento ou tentativa de diálogo sobre o caso", diz a nota.

"O agente brasileiro atuava com base em memorando de entendimento firmado entre os dois governos sobre a facilitação do intercâmbio de oficiais de ligação na área de segurança", acrescenta, afirmando sobre a adoção do mesmo tratamento ao agente norte-americano.

(Foto: Ricardo Stuckert)

3 PESSOAS SÃO PRESAS TENTANDO LEVAR DROGAR PARA A EUROPA

Relatório da PF sobre suposto esquema criminoso do deputado Júnior Mano cita conversas com SAFADÃO; CANTOR NÃO É INVESTIGADO



O relatório da Polícia Federal que apontou o envolvimento do deputado federal Júnior Mano (PSB) em um esquema de negociação de emendas parlamentares, fraudes a licitações de prefeituras e financiamentos ilegais de campanhas eleitorais no Ceará também mostrou que o parlamentar mantinha negociações constantes com o cantor Wesley Safadão e sua família.
As conversas encontradas no aparelho celular do parlamentar mostram que Júnior Mano solicitou patrocínio de R$ 200 mil a uma empresa de Safadão, pouco após o artista fechar contrato para show na cidade de Nova Russas, que tem como prefeita a esposa do deputado, Giordanna Mano (PRD).

A Polícia Federal apontou a participação de 13 pessoas no suposto esquema criminoso, envolvidos em crimes como organização criminosa com fins eleitorais, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica eleitoral e captação ilícita de sufrágio. Safadão e família não são investigados por nenhum destes crimes.

PF deflagra 3ª fase da Operação Compliance Zero

 


Operação fecha o cerco contra fraudes. Foto: Divulgação

A terceira fase da Operação Compliance Zero foi deflagrada no início da manhã desta quarta-feira (4) pela Polícia Federal (PF). Os policiais investigam “possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa”.

A PF cumpre, desde cedo, quatro mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nos endereços ligados aos investigados nos estados de São Paulo e Minas Gerais. “As investigações contaram com o apoio do Banco Central do Brasil”.

O STF determinou também afastamento de cargos públicos de alguns investigados, além de sequestro e bloqueio de bens, no montante de até R$ 22 bilhões.

A medida tem por objetivo interromper “a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado e preservar valores potencialmente relacionados às práticas ilícitas apuradas”, informou a PF.










(Agência Brasil)



PF apreende carga de 1,3 tonelada droga no Oceano Atlântico em operação internacional

A Polícia Federal participou de uma operação internacional que resultou na apreensão de uma carga de 1,3 tonelada de droga no Oceano Atlântico. A ação ocorreu em alto-mar no dia 1º de fevereiro de 2026, mas as informações só foram divulgadas nesta segunda (9).

Conforme a Polícia Federal, a operação foi realizada por autoridades estrangeiras, com apoio de organismos internacionais especializados no combate ao tráfico transnacional.

A interceptação da embarcação brasileira foi conduzida por um navio militar francês, após o compartilhamento de informações operacionais repassadas ao longo de janeiro de 2026. Os dados indicavam a possível utilização de rotas oceânicas por organizações criminosas da América do Sul para o transporte de cargas ilícitas. A troca de informações entre agências internacionais permitiu a identificação prévia da embarcação suspeita, localizada em área marítima fora da costa brasileira.

A Polícia Federal informou ter contribuído com informações de inteligência sobre rotas marítimas, padrões de navegação, logística utilizada por grupos criminosos e perfis de embarcações associadas ao tráfico de entorpecentes.

"Esse intercâmbio possibilitou a atuação coordenada e o direcionamento das equipes envolvidas, favorecendo a tomada de decisão que culminou na interceptação bem-sucedida", disse a PF.

Após a apreensão da carga, três tripulantes brasileiros foram presos e levado à sede da PF no dia 5 de fevereiro de 2026. A entrega ocorreu no Porto do Mucuripe, em Fortaleza, quando uma equipe da PF embarcou na fragata estrangeira para realizar os procedimentos necessários. Em seguida, os detidos foram conduzidos à Superintendência Regional da PF.

(*) g1 Ceará

Geral Perícia da PF usa tecnologia avançada para acessar celular de dono do Banco Master

 

Foto: Ana Paula Paiva/Valor

A Polícia Federal recorre a ferramentas de perícia digital de alta complexidade para acessar o conteúdo do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que se recusou a fornecer a senha do aparelho durante depoimento. À PF, ele afirmou ter “amigos de todos os Poderes” e disse temer o vazamento de informações sobre relações pessoais e privadas em Brasília.

A informação é do jornal O Globo. Mesmo sem a colaboração do investigado, o material apreendido — incluindo celulares de Vorcaro, de familiares, ex-sócios e do investidor Nelson Tanure — já teve os dados extraídos em uma área de acesso restrito do Instituto Nacional de Criminalística (INC), na capital federal. O conteúdo foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) e deve ser decisivo para definir se o caso permanece no Supremo Tribunal Federal (STF) ou desce para a primeira instância, possibilidade já admitida pelo relator Dias Toffoli.

Para romper as barreiras de segurança, a PF utiliza softwares especializados, um de origem israelense e outro norte-americano, capazes de quebrar senhas e acessar dados em sistemas iOS e Android. A análise envolve técnicas semelhantes às usadas em grandes operações anteriores e é conduzida por peritos com experiência em grandes volumes de dados e inteligência artificial.

O trabalho é coordenado pelo perito Luiz Felipe Nassif, chefe do setor de informática da PF, que também desenvolveu um sistema interno usado há mais de uma década para filtrar evidências digitais em meio a milhões de arquivos. Antes da extração, os aparelhos passam por protocolos rigorosos de preservação, como o isolamento em recipientes que bloqueiam sinais externos, garantindo a cadeia de custódia do material.

Entre os dados de interesse estão mensagens, áudios e grupos de WhatsApp mantidos por Vorcaro, inclusive conversas criadas às vésperas da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas envolvendo o Banco Master e outras empresas do setor financeiro. Parte desse material chegou a ser compartilhada com a CPI do INSS, mas teve o acesso posteriormente suspenso por decisão judicial.

Além da análise de comunicações, a perícia também deve se debruçar sobre planilhas e documentos financeiros que possam ser recuperados, inclusive arquivos apagados. Técnicas como o “datacarving”, que tenta reconstruir dados excluídos a partir de fragmentos digitais, fazem parte do arsenal usado pelos investigadores e podem revelar informações sensíveis para o andamento do inquérito.

(*) Blog do BG

Polícia Federal: A Polícia Federal (PF) apreendeu R$ 500 mil em dinheiro durante uma ação realizada ontem, segunda-feira (26/1) em Juazeiro do Norte, no Cariri cearense.

A Polícia Federal (PF) apreendeu R$ 500 mil em dinheiro durante uma ação realizada nessa segunda-feira (26/1) em Juazeiro do Norte, no Cariri cearense.
A quantia estava com dois homens que haviam acabado de sacar o valor e seguiam viagem para outro município do sul do estado.

Segundo as informações apuradas pela PF, a abordagem ocorreu após o recebimento de dados de inteligência que indicavam o transporte recorrente de grandes somas em espécie, sem lastro aparente em atividades econômicas compatíveis.

Durante a fiscalização, o dinheiro foi localizado com um dos investigados, que não conseguiu explicar a origem nem a finalidade dos recursos.

As apurações iniciais apontam que os dois homens vinham realizando saques frequentes e volumosos ao longo do último ano, evitando o uso de transferências bancárias ou outros meios eletrônicos, prática considerada atípica pelos investigadores.

Em um período de cerca de 12 meses, os levantamentos indicam que os valores retirados em espécie podem chegar a R$ 2,5 milhões.

A investigação também alcança uma empresa que mantém diversos contratos com um único município do sul do Ceará e que, segundo a PF, fazia retiradas constantes de dinheiro em espécie.

Há indícios de que parte desses valores possa ter sido desviada de recursos públicos federais e direcionada a servidores municipais. Um dos homens abordados já teria ocupado cargo na administração local.

Todo o montante foi apreendido e encaminhado para perícia. A Polícia Federal investiga se o esquema envolvia lavagem de dinheiro, fraude em licitações e associação criminosa, além de possível desvio de verbas públicas.

PF investiga compra de votos em campanha eleitoral no Cariri

 

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feria, a Operação “Propositum Sine Filtrum”. O objetivo é apurar denúncia de possível corrupção eleitoral envolvendo integrantes de campanha eleitoral na Região do Cariri. Documentos e registros de prestação de contas estão sendo analisados. Os mandados de busca residencial, pessoal e veicular foram expedidos pela 70ª Zona Eleitoral de Brejo Santo.

Segundo a assessoria de imprensa da PF do Ceará, estão sendo investigados transferências bancárias e pagamentos via PIX para pessoas, incluindo menores, com o objetivo de garantir presença em eventos políticos. Também foram identificadas mensagens que sugerem orientação para oferecer “incentivos” a participantes, incluindo menores de idade.

O material apreendido será periciado e analisado, e os envolvidos poderão responder pelos crimes dos artigos 299 e 350 do Código Eleitoral.

Abuso sexual

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos dispositivos eletrônicos nos quais foram encontradas imagens de abuso sexual infantil. O investigado foi preso em flagrante pelo crime de posse e armazenamento desse tipo de material ilícito. Os dispositivos serão submetidos à perícia para aprofundamento das investigações.

Embora o termo “pornografia” ainda seja utilizado pela legislação (Estatuto da Criança e do Adolescente) para definir “qualquer situação que envolva criança ou adolescente em atividades sexuais explícitas, reais ou simuladas, ou exibição dos órgãos genitais de uma criança ou adolescente para fins primordialmente sexuais”, a comunidade internacional entende que o mais adequado é referir-se a crimes de “abuso sexual de crianças e adolescentes” ou “violência sexual de crianças e adolescentes”, pois a nomenclatura ajuda a dar dimensão da violência infligida às vítimas desses crimes tão devastadores.

(*) Blog do Eliomar

Geral PF cumpre mandados no RN e em outros sete estados em nova fase de operação contra fraudes no INSS

A Polícia Federal, com apoio da Controladoria-Geral da União, deflagrou nesta quinta-feira (9) nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.

No Rio Grande do Norte, a ação cumpre mandados de busca e apreensão, junto a outros sete estados: São Paulo, Sergipe, Amazonas, Santa Catarina, Pernambuco, Bahia e o Distrito Federal. Ao todo, são 66 mandados expedidos pelo Supremo Tribunal Federal.

O objetivo da operação é aprofundar as investigações e apurar crimes como inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa e atos de ocultação e dilapidação patrimonial.

A ação reforça o combate a fraudes que atingem aposentados e pensionistas em todo o país, com foco especial em unidades federativas onde foram registrados maiores números de denúncias.



Geral PF deflagra ação em todo o país contra abuso sexual de crianças

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (8), em ação conjunta com as polícias civis de 16 estados, a Operação Nacional Proteção Integral III. O objetivo é identificar suspeitos envolvidos em crimes de abuso sexual de crianças e adolescentes praticados, sobretudo, pela internet.

Em nota, a corporação informou o cumprimento simultâneo de 182 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de prisão preventiva em todo o país. Até a última atualização, haviam sido registradas 19 prisões em flagrante, duas apreensões de menores e uma vítima resgatada.

Participam da ação 617 policiais federais e 273 policiais civis dos seguintes estados: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Espirito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, além do Distrito Federal.
Integração


“A ação reforça a integração entre forças policiais federais e estaduais e demonstra o compromisso conjunto de defesa da infância e da adolescência. A Operação Proteção Integral III dá continuidade às edições anteriores, deflagradas em março e maio de 2025, evidenciando o trabalho permanente da Polícia Federal nessa frente de combate”, informou a PF.

Dados da corporação indicam que, entre janeiro e setembro deste ano, foram cumpridos mais de 1.630 mandados de prisão de foragidos condenados por crimes sexuais.


“A Polícia Federal alerta pais e responsáveis sobre a importância de acompanhar e orientar o uso da internet por crianças e adolescentes, conversando abertamente sobre riscos e ensinando como agir diante de contatos inadequados em ambientes virtuais. A prevenção e a informação são as ferramentas mais eficazes para garantir a segurança e o bem-estar de crianças e adolescentes”, concluiu a Polícia Federal.

(*) Agência Brasil

PF apura se presidente do União Brasil teria cedido aviões usados por membros do PCC

A Polícia Federal está investigando o presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, pela suposta ligação com membros do PCC (Primeiro Comando da Capital) alvos de uma operação que revelou um esquema bilionário de fraudes e desvios no setor de combustíveis. Em nota, o União Brasil disse que “não existem quaisquer relações de Rueda com os fatos”.

A apuração teria começado após a denúncia de um funcionário de uma empresa de táxi aéreo. Ele teria relatado que aeronaves registradas nos nomes de terceiros na verdade pertencem a Rueda e teriam sido usadas por integrantes do PCC.

Duas pessoas que teriam usado as aeronaves ligadas a Rueda são Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como “Beto Loco”, e Mohamad Hussein Mourad, do antigo grupo Aster/Copape.

No fim de agosto, ambos foram alvo de operações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal por serem apontados como chefes de um esquema bilionário de combustíveis ligado ao PCC.

Mais de 1.000 postos de combustíveis teriam operado para o grupo, movimentando R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024. Só em sonegação de impostos, a Receita Federal estima prejuízo superior a R$ 8,6 bilhões.

Além disso, existe a suspeita de que a matrícula de algumas das aeronaves de Rueda tenham sido registradas no nome de uma empresa que tem relação com duas pessoas que em 2024 foram alvo de operação da Polícia Federal pela venda de decisões judiciais no STJ (Superior Tribunal de Justiça).

(Também com site R7)
(*) Blog do Eliomar

Preso pela PF , “Careca do INSS”vai ao Congresso na segunda prestar depoimento em CPI que investiga fraude em descontos. ATUALIZAÇÃO, 14h54

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, que investiga descontos ilegais em aposentadorias, vai ouvir nesta segunda-feira (15) Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o "Careca do INSS". Ele é considerado pelos investigadores um dos articuladores do esquema que desviou bilhões de reais do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

A informação foi confirmada pelo presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), e pela defesa de Antunes. Anteriormente, a defesa havia afirmado que o "Careca do INSS" não compareceria após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), facultar a ida ao colegiado.

O empresário foi convocado na condição de investigado e não terá obrigação de responder a todas as perguntas feitas pelos parlamentares, caso entenda que isso poderá incriminá-lo. Foram 14 pedidos de convocação para ouvi-lo.

Sem citar nomes, o presidente da CPMI afirmou ainda que está em contato também com "outros envolvidos no recebimento do dinheiro, que também estão se predispondo a ir à CPMI".



Empresários e servidores da Receita são alvos de operação da PF por fraudes em importações

Empresários, um auditor fiscal e um perito credenciado perante a Receita Federal foram alvos de uma operação deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (11), por suspeita de importações irregulares, com fraudes durante a fiscalização aduaneira.

Ao todo, foram cumpridos 27 mandados de busca e apreensão contra 22 alvos nas cidades de Fortaleza, Aquiraz, Maranguape e Maracanaú, no Ceará; além do município de Salvador, na Bahia.

Também são realizadas ações na cidade de Barueri (SP) e no recinto alfandegário do Aeroporto Internacional de Fortaleza.

A Operação Snooker, realizada em conjunto com a Corregedoria da Receita Federal, visa desarticular um esquema criminoso de corrupção, descaminho e lavagem de dinheiro relacionado a importações irregulares.

As investigações tiveram início em 2022, a partir de uma denúncia anônima encaminhada à Ouvidoria do então Ministério da Economia, relatando possíveis irregularidades praticadas por um servidor da Receita Federal no Aeroporto Internacional de Fortaleza.

Durante as apurações, os agentes identificaram que, entre os anos de 2020 e 2025, agentes públicos e empresários atuaram de forma articulada para fraudar a fiscalização aduaneira. Com isso, o servidor favorecia as importadoras em troca de pagamentos.

Eles agiam em dois núcleos: um voltado à importação de produtos de origem chinesa e outro à entrada irregular de mercadorias de prata, que eram classificadas de forma fraudulenta como bijuterias, resultando em expressiva redução da carga tributária.



Polícia Federal revelou, por meio de operações recentes, conexões entre facções criminosas, o mercado financeiro e o setor de combustíveis/////SEGUNDA-FEIRA, 01/09, 10h53

A Polícia Federal revelou, por meio de operações recentes, conexões entre facções criminosas, o mercado financeiro e o setor de combustíveis. As apurações também expuseram indícios de relações entre grupos do crime organizado e a política, com uso de emendas parlamentares em esquemas fraudulentos. As informações foram divulgadas pelo jornal Carta Capital.

PF investiga grupo suspeito de fraudar a contratação de cartões de crédito da Caixa Econômica, no CE De acordo com a PF, foram identificadas 86 contratações fraudulentas, que resultaram na emissão de 336 cartões de crédito no período de janeiro a abril de 2024, causando um prejuízo confirmado de R$ 637.738,54.

A Polícia Federal realizou na manhã desta sexta-feira (29) uma operação contra uma organização criminosa suspeita de fraudar a contratação de cartões de crédito da Caixa Econômica Federal mediante o uso de dados e documentos falsos.

O esquema envolvia a utilização de informações pessoais de terceiros para a emissão irregular de cartões de crédito, cujos limites eram rapidamente esgotados em estabelecimentos comerciais suspeitos, distribuídos em diversos municípios do Ceará.

De acordo com a PF, foram identificadas 86 contratações fraudulentas, que resultaram na emissão de 336 cartões de crédito no período de janeiro a abril de 2024, causando um prejuízo confirmado de R$ 637.738,54.

Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato contra a Caixa Econômica Federal, associação criminosa, falsidade ideológica, uso de documento falso e, eventualmente, lavagem de dinheiro. Somadas, as penas máximas podem ultrapassar 30 anos de reclusão.

As investigações foram iniciadas a partir de comunicação feita pela Centralizadora de Segurança em Cartão de Crédito (CECAC) da Caixa Econômica Federal, que identificou movimentações atípicas e indícios de fraude e comunicou às autoridades federais.

Ainda de acordo com a Polícia Federal, o núcleo central da organização se valia de alterações cadastrais para direcionar os cartões para um endereço familiar previamente definido, onde eram recebidos e desbloqueados com o auxílio de números de telefone vinculados a contas bancárias e chaves PIX.

As investigações apontam também para a possível utilização de identidades falsas para ocultar a autoria das contratações.

Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na residência dos investigados. Nos locais, apreenderam diversos aparelhos celulares, chips de telefonia móvel, documentos de terceiros alheios à residência, cartões de crédito, cheques bancários e outros materiais.

"Os elementos reforçam a tese de que o núcleo familiar se utilizava de dados de terceiros para viabilizar a emissão fraudulenta de cartões de crédito, com o intuito de realizar compras em estabelecimentos comerciais", aponta PF.

As investigações continuam com a análise do material apreendido, a fim de identificar outros possíveis envolvidos nos crimes.

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