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Política Trump “está interessado” em reunião com Lula, diz autoridade da Casa Branca///Atualização 13h01

 

Uma fonte da Casa Branca informou à agência de notícias Reuters, nesta quarta-feira (22), que o líder dos Estados Unidos, Donald Trump, está interessado em encontrar o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, na Malásia, onde os dois estarão para participar de uma cúpula da Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático), durante o fim de semana.

A CNN apurou anteriormente que Lula deve encontrar Trump no domingo (26).

O encontro vem sendo articulado há semanas por integrantes dos governos do Brasil e dos EUA, desde que os dois chefes de Estado se encontraram brevemente durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York.

O governo brasileiro disse que os líderes tiveram um telefonema amistoso, melhorando as perspectivas para as relações bilaterais.

Lula desembarcou nesta quarta-feira (22) em Jacarta, capital da Indonésia, onde dá início a uma visita de Estado de quatro dias ao Sudeste Asiático.

Como parte da agenda, Lula se reunirá com o presidente indonésio Prabowo Subianto. Na ocasião, os dois assinarão atos e memorandos de cooperação entre os países.

O governo brasileiro mapeia oportunidades com o objetivo de fortalecer relações e ampliar o comércio no país asiático.

Ainda na Indonésia, o presidente brasileiro se encontrará com o secretário-geral da Asean para discutir “prioridades” na relação entre o Brasil e a organização.

Depois, Lula viajará para Malásia, na sexta-feira (24), onde participará da cúpula em Kuala Lumpur. Ele também terá uma série de encontros com autoridades e empresários.

A comitiva oficial do presidente é integrada pelos ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária), Alexandre Silveira (Minas e Energia) e Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Inovação) e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

CNN

Geral Reunião bilateral de Lula e Trump deve acontecer domingo (26) na Malásia 20/10/2025 16h38

Está prevista para o próximo domingo (26/10) em Kuala Lampur, na Malásia, a reunião bilateral entre os presidentes Lula e Donald Trump.

A informação foi antecipada pelo colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo, e confirmada pela coluna do jornalista Igor Gadelha, no Metrópoles, por duas fontes do governo brasileiro.

Lula e Trump estarão no país asiático no mesmo período para participar da 47ª cúpula da Asean, a Associação de Nações do Sudeste Asiático.

Os dois presidentes conversaram por telefone em 6 de outubro. Antes disso, tiveram um rápido encontro na ONU, em Nova York, no final de setembro.


Igor Gadelha

Internacional "Tanto Israel quanto a Palestina têm o direito de existir", diz Lula


O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu nesta segunda-feira (22) a implementação da solução de dois Estados para a pacificação do Oriente Médio: o Estado da Palestina e o Estado de Israel.

Lula participou, nos Estados Unidos, da segunda sessão da Conferência Internacional de Alto Nível para a Resolução Pacífica da Questão Palestina e a Implementação da Solução de Dois Estados.

“O que está acontecendo em Gaza não é só o extermínio do povo palestino, mas uma tentativa de aniquilamento de seu sonho de nação. Tanto Israel quanto a Palestina têm o direito de existir”, disse o presidente Lula na conferência.

A reunião, convocada por França e Arábia Saudita, ocorreu em Nova York, e antecede a 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU).

Segundo o governo brasileiro, a paz, segurança e a estabilidade no Oriente Médio passa pela implementação de um Estado da Palestina, independente e viável, coexistindo lado a lado como Estado de Israel, dentro das fronteiras de 1967, incluindo a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, com Jerusalém Oriental como capital.

Em discurso, Lula frisou ainda que a questão da Palestina surgiu há 78 anos, quando a Assembleia Geral da ONU adotou o Plano de Partilha, originando a perspectiva de dois Estados. No entanto, apenas um se materializou, o de Israel.

“O conflito entre Israel e Palestina é símbolo maior dos obstáculos enfrentados pelo multilateralismo. Ele mostra como a tirania do veto sabota a própria razão de ser da ONU, de evitar que atrocidades como as que motivaram sua fundação se repitam”, afirmou.

O presidente brasileiro afirmou que o país apoia a criação de um órgão inspirado no Comitê Especial contra o Apartheid, que teve papel fundamental no fim do regime de segregação racial na África do Sul. “Assegurar o direito de autodeterminação da Palestina é um ato de justiça e um passo essencial para restituir a força do multilateralismo e recobrar nosso sentido coletivo de humanidade”, disse.

Lula destacou ainda que o Brasil condenou enfaticamente os atos cometidos pelo Hamas. O presidente brasileiro ressalvou, porém, que o direito de defesa não autoriza a matança indiscriminada de civis.

“Nada justifica tirar a vida ou mutilar mais de 50 mil crianças, destruir 90% dos lares palestinos e usar a fome como arma de guerra, nem alvejar pessoas famintas em busca de ajuda”, disse.


nos estados unidos Lula fará discurso na Assembleia da ONU nesta terça (23); confira o que o presidente deve abordar

Esse poderá ser o primeiro momento de contato direto entre Lula e Trump, presencialmente, desde que o presidente dos EUA determinou uma sobretaxa de 50% sobre a importação de produtos brasileiros

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará o discurso na abertura do Debate Geral da 80ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira (23), em Nova York. Tradicionalmente, o Brasil é o primeiro país a falar no evento, logo após o secretário-geral da ONU, António Guterres, e a presidente da Assembleia, Annalena Baerbock.

No discurso, Lula deve abordar temas centrais da política externa brasileira, como democracia, multilateralismo e a necessidade de uma reforma na ONU. Também deve abordar a importância da soberania dos países, em meio aos ataques do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para pressionar a Justiça brasileira – incluindo a imposição do tarifaço de 50% sobre a importação de produtos brasileiros. Lula ainda deverá enfatizar a defesa do livre comércio mundial, com críticas calibradas às ações de Trump.

Outro ponto a ser destacado será a questão ambiental. Lula deve destacar a importância do empenho internacional contra as mudanças climáticas e a transição energética, especialmente por ser o Brasil o país anfitrião da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), que ocorrerá em novembro. O presidente buscará viabilizar o financiamento para ações climáticas por países desenvolvidos.Além disso, poderá também falar sobre paz e sobre os conflitos atualmente em curso, como o que ocorre na Ucrânia, além dos bombardeios promovidos por Israel na Faixa de Gaza. Lula vem defendendo publicamente um cessar-fogo e negociações para interromper os ataques.


Primeira viagem aos EUA desde o tarifaço

Essa é, além disso, a primeira vez que ele vai ao país desde o anúncio do tarifaço do presidente norte-americano Donald Trump. Esse poderá ser o primeiro momento de contato direto entre Lula e Trump, presencialmente, desde que os dois assumiram a presidência do Brasil e dos Estados Unidos, respectivamente.


Política Lula viaja neste domingo aos EUA para Assembleia Geral da ONU

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca neste domingo (21), às 10h, para os Estados Unidos (EUA) para participar da 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas. A assembleia ocorre entre os dias 22 e 24 de setembro em Nova York. Lula será acompanhado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e por outros ministros e especialistas que integram a comitiva.

Como tradição desde 1955, o Brasil será o primeiro Estado-membro a discursar na abertura do debate geral. Lula falará na terça-feira (23) de manhã, logo após os discursos do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, e da presidente da 80ª assembleia geral, Annalena Baerbock.

Além de apresentar prioridades da política externa brasileira, o presidente deve participar de encontros que discutem desde o cenário na Palestina até a crise climática, em preparação para a 30ª Conferência da Organização das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (COP30), que ocorre em Belém em novembro.
Palestina

Durante a viagem a Nova York, Lula participa, na segunda-feira (22), da segunda sessão da Confederação Internacional de Alto Nível para Resolução Pacífica da Questão Palestina e a Implementação da Solução de Dois Estados, convocada pela França e pela Arábia Saudita.

Segundo o Itamaraty, o governo brasileiro espera que o momento sirva de oportunidade para que mais países reconheçam a Palestina como Estado – além do Brasil, outras 147 nações já reconhecem a Palestina. Países como França, Reino Unido, Canadá e Portugal manifestaram interesse em fazer o mesmo durante o encontro da ONU.
Democracia

Na quarta-feira (24), o presidente participa da segunda edição do evento Em Defesa da Democracia e Contra o Extremismo, acompanhado de representantes de cerca de 30 países. Além do Brasil, lideram a iniciativa os presidentes do Chile, Gabriel Boric, e da Espanha, Pedro Sánchez.

De acordo com o Itamaraty, a iniciativa pretende avançar em uma diplomacia ativa, que promova a cooperação internacional contra a deterioração das instituições, a desinformação, o discurso de ódio e a desigualdade social. O primeiro encontro sobre democracia ocorreu no Chile, em julho, quando foi publicada uma declaração conjunta.


POLÍTICA INTERNACIONAL China, Rússia e Índia: o triângulo de potências unidas em desafio a Trump Reunidos na China, líderes de potências indicam intenção de uma aproximação mais intensa, mas pretensão esbarra em desconfiança e objetivos opostos

Um mês é muito tempo na política global.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, está novamente na China. Mas, nesta ocasião, é diferente.

Pela primeira vez desde a invasão da Ucrânia, Putin visita seu principal aliado, não como um vassalo do presidente da China, Xi Jinping, depois de ter sido encurralado pelas sanções econômicas do Ocidente.

Putin passou a ser um líder mundial, que fala de igual para igual com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, líder do país mais rico e do maior exército do planeta — ou seja, o principal rival da China.

A visita à China é uma vitória para Putin, depois da sua reunião de cúpula no último dia 15 de agosto, quando Trump o recebeu no Alasca de forma cerimoniosa, dando a ele as boas-vindas em solo americano.

Putin convenceu o presidente americano a não pedir novamente a suspensão dos bombardeios na Ucrânia e abandonar suas ameaças de aplicar novas sanções à Rússia.

Na China, Putin tem uma grande festa de boas-vindas. Mais de uma dezena de líderes regionais se reúnem na cidade de Tianjin, no norte do país, para uma cúpula de dois dias da Organização para a Cooperação de Xangai (SCO, na sigla em inglês).

Deste grupo, fazem parte o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un (nada alheio às críticas ao Ocidente) e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, cujas relações com Washington e Pequim são muito mais complexas.

Mas este é apenas o começo.

Na quarta-feira (3/9), em Pequim, eles irão assistir a um desfile militar para comemorar o 80° aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e "a vitória do povo chinês na resistência à agressão japonesa e na guerra contra o fascismo".

Seriam estes dois eventos um sinal de fortalecimento de uma aliança global contra os Estados Unidos?

E este bloco Rússia-Índia-China (RIC) — um grupo poderoso que tem como objetivo contrabalançar o domínio ocidental no cenário internacional, mas que ficou inativo nos últimos cinco anos — estaria sendo reativado, em um momento de intensificação da guerra comercial empreendida por Donald Trump?

Mais unidos

Diversos especialistas indicam que esta visita incomumente longa de Putin à China tem como objetivo demonstrar ao Ocidente que a "grande amizade" entre Pequim e Moscou está cada dia mais forte.

E que a intenção dos Estados Unidos de enfrentar os dois governos não será bem sucedida.

Os analistas destacam ainda que, mesmo se Trump entregar a Ucrânia para a Rússia e levantar as sanções, Moscou não irá se afastar da China.

Eles destacam que o ex-secretário de Estado americano Henry Kissinger (1923-2023) conseguiu tirar a China da esfera de influência da União Soviética nos anos 1970, durante o mandato do presidente americano Richard Nixon (1913-1994).

Mas, naquela época, as relações entre Pequim e Moscou eram tensas. Agora, as coisas são diferentes.

"Ao aumentar a pressão comercial sobre Pequim, o governo Trump só fortalece o eixo China-Rússia", explica o ex-diplomata Pierre Andrieu, especialista nas relações entre a China e a Rússia do Instituto de Políticas da Sociedade Asiática.

"E as tentativas de debilitar os vínculos entre os dois países, como fez Kissinger anos atrás, não produziram resultados tangíveis", declarou ele à BBC.

"Se a estratégia americana de atingir este distanciamento for levantar as sanções contra Moscou ou pôr fim à guerra na Ucrânia, é porque Washington menospreza a complexidade desta associação", destacou um analista anônimo, especialista nas relações entre a China e a Rússia, em um artigo publicado no portal do Centro de Análises de Políticas Europeias.

Embaixadora da Nicarágua deixou o Brasil antes de expulsão, atualização 16:18 h



Horas antes de ser expulsa do país pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a embaixadora da Nicarágua no Brasil, Fulvia Patricia Castro Matu, já havia deixado Brasília.

Funcionários da embaixada revelaram à CNN que a representante do país da América Central viajou na madrugada desta quinta-feira (8).

Pela manhã, o governo brasileiro anunciou a expulsão. A decisão ocorre por reciprocidade, após o presidente Daniel Ortega fazer o mesmo com o embaixador do Brasil na Nicarágua, Breno de Souza.

No caso do embaixador brasileiro, a expectativa é de que ele deixe Nicarágua ainda hoje. Segundo a CNN apurou, o país deve manter um encarregado de negócios no Brasil.

Breno de Souza foi expulso após desagradar Ortega por não ter comparecido ao aniversário da Revolução Sandinista, comemorado em evento no dia 19 de julho.

Ortega teria se sentido desprestigiado pelo governo brasileiro. Ele enviou o comunicado da expulsão do embaixador brasileiro na noite de quarta-feira (7). Segundo relatos feitos à CNN, a relação Brasil-Nicarágua já estava praticamente congelada nos últimos meses.

No ano passado, o Papa Francisco chegou a pedir para Lula interceder com Ortega, a favor de bispos e padres sequestrados na Nicarágua. Ortega teria ignorado as tentativas de contato feitas por Lula.

Lula se reúne nesta sexta (1°) com Nicolás Maduro e secretário-geral da ONU

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem diversos encontros bilaterais com chefes de Estado e autoridades nesta sexta-feira (1°), incluindo Nicolás Maduro e Gustavo Petro, presidentes de Venezuela e Colômbia, por exemplo.

A agenda internacional acontece na cidade de Kingstown, em São Vicente e Granadinas. O primeiro compromisso do petista será a 8ª cúpula de chefes de Estado e governo da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).

Na sequência, ele deve discutir a situação na Faixa de Gaza com Gustavo Petro e o ministro e a secretária de Relações Exteriores do Chile e do México, respectivamente.

Lula está envolvido em uma polêmica em relação ao conflito em Gaza, tendo sido criticado por comparar a operação militar israelense com o Holocausto e, posteriormente, reiterar que está ocorrendo um genocídio no território palestino.

Já durante a conversa com Nicolás Maduro, o presidente brasileiro deve abordar a importância de se fixar uma data para as eleições presidenciais na Venezuela ainda em 2024, conforme estabelecido pelo Acordo de Barbados.

Entretanto, ele não deve citar episódios que preocuparam a comunidade internacional na Venezuela, como a prisão de uma ativista e a expulsão de funcionários do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos do país.


CNN Brasil

Secretário dos Estados Unidos se reúne com Lula nesta quarta-feira

 



O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, estará no Brasil nesta semana para encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quarta-feira (21), às 9h, no Palácio do Planalto. O norte-americano também irá participar da reunião de ministros do G20, grupo que reúne as 19 maiores economias do mundo, mais a União Europeia e a União Africana, no Rio de Janeiro.

Segundo comunicado do governo americano, o secretário irá enfatizar o apoio dos Estados Unidos à presidência do Brasil no G20 e à parceria entre os dois países pelos direitos dos trabalhadores e na cooperação na transição para energia limpa.

“O secretário busca uma conversa e envolvimento robustos com o presidente Lula sobre uma série de questões globais. O Brasil é um parceiro fundamental em uma série de questões, entre elas as questões de paz e segurança globais”, disse o secretário de Estado Adjunto para Assuntos do Hemisfério Ocidental, Brian Nichols, em entrevista à imprensa.

Outro tema que deve ser tratado na conversa é a disputa entre Venezuela e Guiana em torno do território de Essequibo. “O governo brasileiro expressou sua preocupação com a situação ali e desempenha um papel importante para ajudar a resolver as tensões entre as autoridades de Maduro e o governo da Guiana sobre o Essequibo, por exemplo”, informou o secretário adjunto.
G20

No Rio de Janeiro, o Secretário Blinken participará nos dias 21 e 22 da Reunião de Ministros dos Negócios Estrangeiros do G20. “À margem da reunião, o secretário envolverá parceiros do G20 e outros na Missão Multinacional de Apoio à Segurança no Haiti, um esforço fundamental que responde ao apelo do povo haitiano por ajuda para restaurar a segurança e a estabilidade”, acrescentou Nichols.

Na quinta-feira (22), Blinken irá à Argentina para se encontrar com o presidente Javier Milei para discutir questões bilaterais e globais, como crescimento econômico sustentável, a prosperidade econômica, os direitos humanos e o reforço do comércio entre os dois países.

(*) Agência Brasil

Padilha nega possibilidade de Lula se desculpar por fala sobre Israel e Hitler: 'o posicionamento está claro'

 

247 - O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, negou a possibilidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vir a público se desculpar devido a fala em que ele comparou a escalada dos ataques israelenses contra os palestinos em Gaza ao Holocausto nazista. Padilha afirmou que o chefe do Executivo deixou claro seu posicionamento em relação à defesa da existência do Estado de Israel.

“O presidente em sua própria fala deixa claro o posicionamento em relação a Netanyahu e a sua postura (de Lula) histórica enquanto presidente da República nesse momento de defesa da existência do Estado da Palestina e a relação que ele sempre teve com a comunidade judaica no Brasil. O chanceler brasileiro já esclareceu isso, o assessor de Relações Internacionais, a primeira-dama fez questão de fazer uma postagem correta. Vamos analisar o sentimento que moveu o presidente naquele momento”, disse Padilha, de acordo com o jornal O Globo.

Saiba mais - O ex-chanceler e assessor especial para assuntos internacionais da Presidência da República, Celso Amorim, classificou como “absurda” a decisão de Israel que considerou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como “persona non grata” devido a fala em que ele comparou a escalada dos ataques israelenses contra os palestinos em Gaza ao Holocausto nazista. “Isso é coisa absurda. Só aumenta o isolamento de Israel. Lula é procurado no mundo inteiro e no momento quem é [persona] non grata é Israel”, disse Amorim à coluna da jornalista Andréia Sadi, do G1.

Desde o início do massacre, o governo de Netanyahu já assassinou quase 30 mil palestinos e está sendo acusado de genocídio na Corte Internacional de Justiça.

(*) 247




Política Lula envia Celso Amorim para reunião com Maduro e presidente da Guiana 10/12/ 09:50

10/12/2023 <> DOMINGO


Foto: Getty Images

O presidente Lula vai enviar o ex-chanceler Celso Amorim, atual chefe da assessoria especial do Palácio do Planalto, como seu representante à reunião entre os presidentes da Venezuela, Nicolás Maduro, e da Guiana, Irfaan Ali.

O encontro acontecerá na quinta-feira (14/12), em São Vicente e Granadinas, país do Caribe que comanda atualmente a Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e que intermediou a conversa entre Maduro e Ali.

O principal tema da reunião será a disputa pelo Essequibo, região de Guiana rica em petróleo a qual Maduro tenta anexar à Venezuela. O ditador ameaça invadir a região, após aprovar a anexação em um referendo no país que preside.

Lula foi convidado a fazer parte do encontro, mas não poderá ir porque já tem agendas marcadas.


Igor Gadelha – Metrópoles

Política Sem presidente ou vice na posse, Lula quebra tradição de 40 anos entre Brasil e Argentina



A cerimônia de posse do novo presidente da Argentina, o ultraliberal Javier Milei, vai marcar a primeira vez em quatro décadas que o Brasil não será representado por seu presidente ou por seu vice.

Trata-se de uma situação inédita após a redemocratização nos dois países, processo que se deu nos anos 1980. A última vez que um presidente brasileiro ou seu vice não foi a Buenos Aires para celebrar o início de um governo eleito no país vizinho foi na posse de Raúl Alfonsín, em 1983.

Javier Milei toma posse neste domingo (10), em meio a um clima de turbulência e desconfiança do lado brasileiro. Isso porque o então candidato atacou em seus discursos acordos e instituições que são caros ao Brasil, como o Mercosul, além de ter adotado uma retórica hostil contra o presidente Lula (PT).

Milei disse na campanha que não negociaria com o líder brasileiro e o chamou de “corrupto” e “comunista”.

Após a eleição, o argentino baixou o tom. O maior gesto de conciliação aconteceu quando Milei enviou a futura chanceler argentina, Diana Mondino, a Brasília para entregar um convite para que o brasileiro comparecesse à posse.

Mesmo com o gesto, Lula decidiu que o representante brasileiro seria o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. A escolha se deu após a avaliação de que o clima ainda será hostil ao brasileiro, além de colocar num mesmo ambiente o petista e o seu antecessor e rival, Jair Bolsonaro (PL) –que foi convidado por Milei para a cerimônia e já está em Buenos Aires.

A decisão de enviar Mauro Vieira também visa enviar um recado ao novo governo, de que uma relação pragmática é possível, mas deixando claro o desconforto do Brasil com a situação. Em termos diplomáticos, a presença de um chefe de Estado ou mesmo de seu vice em cerimônias de posse de um país estrangeiro dá uma sinalização da importância para a relação entre as nações.

Folhapress

Política Integrantes do Planalto consideram permanência de embaixador de Israel no Brasil insustentável



Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Integrantes do Palácio do Planalto disseram à CNN que a permanência do embaixador de Israel no Brasil, Daniel Zonshine, é insustentável.

O governo, porém, pretende tratar do assunto apenas após a chegada em solo brasileiro do grupo que deve deixar nesta sexta-feira (10) a Faixa de Gaza.

Isso porque uma eventual ação do governo brasileiro para retirar o embaixador israelense do Brasil poderia atrapalhar o retorno dos brasileiros.

São três as ideias ventiladas no Planalto.Uma, a de que seja interrompida a interlocução do governo com o embaixador, fazendo com que ele perca na prática sua função no país, forçando o governo de Israel a chamá-lo de volta.
Outra, a de pedir a Israel que ele seja retirado.
E uma terceira, considerada mais radical, a de expulsar o embaixador.

Zonshine esteve na quarta-feira (8) na Câmara de Deputados com Bolsonaro e parlamentares de direita. Na ocasião, exibiu um filme com imagens do ataque do Hamas no dia 7 de outubro.

CNN Brasil

Política Zelensky sobre reunião com Lula: “Discussão honesta e construtiva”


O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, se pronunciou sobre a reunião que teve com Lula em Nova York nesta quarta-feira (20).

“Reunião importante com Lula. Após a nossa discussão honesta e construtiva, instruímos as nossas equipas diplomáticas a trabalhar nos próximos passos nas nossas relações bilaterais e nos esforços de paz”, publicou Zelensky no X, anteriormente conhecido como Twitter.

“O representante brasileiro continuará participando das reuniões da Fórmula da Paz”, acrescentou.

O encontro aconteceu no hotel Lotte New York Palace, onde Lula está hospedado em Nova York, e começou no final da tarde, por volta de 16h30 no horário local (17h30 em Brasília).

Foram mais de 30 minutos de reunião.

Esse foi o primeiro encontro presencial entre os dois líderes.

O Antagonista.

Vitória de Milei nas primárias aponta Argentina muito perto de ser governada pela extrema-direita fascista Milei obteve 30,5% dos votos. Ele fala em dolarizar a economia, fechar o Banco Central e acabar com o Ministério da Educação



BUENOS AIRES, 13 de agosto (Reuters) – Os eleitores argentinos puniram as duas principais forças políticas do país em uma eleição primária no domingo, colocando um candidato externo libertário que canta rock em primeiro lugar, em uma grande reviravolta na corrida em direção às eleições presidenciais de outubro.

Com cerca de 90% dos votos contados, o economista libertário de extrema-direita Javier Milei obteve 30,5% dos votos, muito mais do que o previsto, com o principal bloco de oposição conservadora atrás com 28% e a coalizão governista peronista em terceiro lugar com 27%.

O resultado é uma repreensão severa à coalizão peronista de centro-esquerda e ao principal bloco de oposição conservadora do Juntos pela Mudança, com a inflação em 116% e uma crise de custo de vida que deixa quatro em cada dez pessoas na pobreza.

"Somos a verdadeira oposição", disse Milei em um discurso enfático após os resultados. "Uma Argentina diferente é impossível com as mesmas coisas de sempre que sempre fracassaram."

A votação nas primárias é obrigatória para a maioria dos adultos e cada pessoa tem um voto, tornando-a efetivamente um ensaio geral para as eleições gerais de 22 de outubro e dando uma indicação clara de quem é o favorito para vencer a presidência.

Jornais destacam assassinato de presidenciável Villavicencio no Equador

 


O Estado de S. Paulo

No Equador, candidato à presidência é morto

Quilombolas e indígenas usam drones contra tráfico no Norte

O Globo

PF vê provas de ação ilegal da PRF para sabotar eleitores de Lula

Perdão bilionário de multa da J&F racha o MPF

Correio Braziliense

Candidato a presidente do Equador é executado a tiros

Ameaça à eleição leva à prisão ex-diretor da PRF

(*) O Antagonista


A "Ucrânia nazista" e os papagaios do Kremlin

O roteiro de ficção começou a ser escrito por Putin em 2014, por ocasião da invasão da Crimeia, e é repetido na agressão a um país democrático.

A mentira de que a Ucrânia tem um regime nazifascista — e que, portanto, é verdadeiro o pretexto de Vladimir Putin de invadir o país para “desnazificá-lo” — começou a ser inventada em 21 de novembro de 2013, quando houve o início do que viria a ser chamado de Revolução de Maidan. Centenas de manifestantes se reuniram na principal praça de Kiev (“Maidan” significa “independência”), para protestar contra a recusa do então presidente do país, Viktor Ianoukovytch, de assinar o acordo de associação com a União Europeia, nos termos que a Geórgia, por exemplo, hoje mantém com o bloco. Viktor Ianoukovytch cedeu à pressão de Vladimir Putin para não cumprir o compromisso que havia assumido com os cidadãos, favoráveis à entrada na União Europeia. O protesto aumentou exponencialmente à medida que o governo usou da força para tentar conter os protestos. A coisa foi num crescendo, para, em janeiro de 2014, virar insurreição contra um regime se submetia à Rússia, contra os interesses nacionais, privilegiava uma oligarquia corrupta, havia restringido a liberdade de manifestação, prendido um monte de gente — e cuja polícia matara três manifestantes. Partidos de oposição tomam o lado dos manifestantes.

Foi nesse contexto que um pequeno grupo de extrema-direita, chamado Setor Direita, mostrou a face, promovendo atos violentos contra o governo, no seio de uma imensa maioria pacífica. A tensão ganhou voltagem e, em 18 de fevereiro de 2014, o governo de Viktor Ianoukovytch decide desocupar a praça Maidan, matando 95 manifestantes. No embate, morreram 19 policiais. No dia 21, um acordo entre o presidente e os partidos de oposição foi assinado, com o aval dos ministros das Relações Exteriores alemão e polonês, para que as eleições presidenciais fossem antecipadas. O representante russo, que também estava no grupo de mediação, recusou-se a colocar o seu jamegão no acordo. Viktor Ianoukovytch fugiu e, dias depois, apareceu na Rússia, numa entrevista coletiva, dizendo-se vítima de um golpe. O roteiro de ficção estava escrito para que a Rússia colasse o adjetivo “nazista” na Ucrânia, propiciando a Vladimir Putin invadir a Crimeia e fazer as suas porcarias em Donbas, inclusive com o uso de sua força mercenária, a Wagner — fundada e chefiada por um nazista –, assunto de um artigo publicado ontem por mim.

* Por Mário Sabino (Colunista)

(*) O ANTAGONISTA
www.carlosdehon.com

Na ONU, Brasil critica sanções e fornecimento de armas dos EUA e europeus à Ucrânia

 28/02/2022 <> SEGUNDA-FEIRA



Na ONU, o embaixador brasileiro Ronaldo Costa Filho criticou sanções e fornecimento de armas dos EUA e europeus à Ucrânia.
Na reunião que determinou uma convocação extraordinária da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) para esta segunda-feira (28), o embaixador brasileiro no órgão, Ronaldo Costa Filho, reafirmou o voto do Brasil condenando o conflito, mas alertou que sanções econômicas de Europa e Estados Unidos mais o envio de armas para a Ucrânia podem piorar a situação.

"O fornecimento de armas, o recurso a ciberataques e a aplicação de sanções seletivas, que podem afetar setores como fertilizantes e trigo, com forte risco de aumentar a fome, acarretam o risco de agravar e espalhar o conflito e não de resolvê-lo", afirmou Costa Filho na reunião sobre convocação do Conselho de Segurança da ONU.

"Não podemos ignorar o fato de que essas medidas aumentam os riscos de um confronto mais amplo e direto entre a OTAN [Organização do Tratado Atlântico Norte] e a Rússia", completou, segundo informações do Itamaraty.

(*) SPUTNIK BRASIL
WWW.CARLOSDEHON.COM

Bolsonaro não é só uma peça da propaganda de Putin





Ao debochar de Zelensky, declarar neutralidade ante a invasão russa e relativizar o massacre, presidente levanta suspeitas sobre real motivo de sua visita à Rússia.

Jair Bolsonaro foi parar na capa do site da agência russa RIA Novosti, após declaração debochada sobre Volodymyr Zelensky, para ele apenas “o comediante que foi eleito presidente da Ucrânia”. “O povo confiou em um comediante para traçar o destino da nação”, disse o brasileiro, ontem, num intervalo de seus passeios pela orla do Guarujá.

Ao declarar “neutralidade” diante da invasão russa e relativizar o “massacre”, Bolsonaro rema contra o resto do mundo civilizado e levanta suspeitas sobre o real motivo de sua recente visita à Rússia, país que vem interferindo no processo eleitoral de vários países, inclusive dos EUA.

Já está claro que o motivo oficial — garantir fornecimento de fertilizantes para o agronegócio — serviu apenas de fachada para a viagem, uma vez que o acordo para a compra da fábrica de fertilizantes foi anunciada semanas antes pela própria ministra Tereza Cristina e seu funcionamento não está garantido.

Não à toa a presença de Carlos Bolsonaro na comitiva despertou desconfiança no Supremo, pois o vereador é responsável pela estratégia digital da campanha e foi acompanhado de um assessor de Bolsonaro ligado ao ‘gabinete do ódio’. Sem falar que o bolsolavismo ficou órfão, após a derrota de Donald Trump e do declínio de Steve Bannon, além da morte de Olavo de Carvalho.

Quem acompanha a guerra de propaganda do Kremlin na crise ucraniana também percebe um padrão, especialmente no uso intensivo do Telegram para disseminação de fake news. A manipulação em massa foi reconhecida ontem pelo próprio Pavel Durov, fundador da plataforma.

Todos esses elementos sugerem que, se não levarmos a sério as aparentes presepadas de Bolsonaro, corremos nós o risco de sermos os palhaços em outubro.

(*) O Antagonista

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