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Privatizada, Eletrobrás reconhece que apagão se deu por falha em seu sistema de proteção Após a privatização, empresa reduziu investimentos em manutenção e ampliou dividendos a acionistas



247 – A Eletrobras, maior empresa de geração de enegia do Brasil, privatizada de forma bastante questionável por Jair Bolsonaro em 2022, esclareceu, na noite de ontem, que o apagão da última terça-feira foi resultado de um desligamento não programado na linha de transmissão Quixadá II/Fortaleza II, a qual opera em 500 quilovolts (kV). Esse desligamento foi desencadeado por uma falha no funcionamento do sistema de proteção.

A Eletrobras revelou que o sistema de proteção atuou indevidamente, ativando um protocolo conhecido como ERAC, que consiste em cortes automáticos de carga quando as linhas de transmissão estão sobrecarregadas. A interrupção da operação da linha foi detectada em questão de milissegundos antes do apagão generalizado, iniciado às 8h31 do mesmo dia.

Em sua declaração oficial, a empresa assegurou que a manutenção da linha de transmissão estava em conformidade com todas as normas técnicas pertinentes. A Eletrobras também ressaltou o critério de confiabilidade "N-1", pelo qual as redes de transmissão do Sistema Interligado Nacional (SIN) são planejadas. Esse critério determina que, mesmo na ocorrência de desligamentos de componentes, o sistema elétrico deve continuar operando sem interrupções no fornecimento de energia.

A empresa deixou claro que o desligamento isolado da linha de transmissão em questão não teria sido suficiente para causar o impacto sistêmico observado no apagão. Como parte de seus esforços para esclarecer o ocorrido, a Eletrobras está colaborando ativamente com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), visando a identificação das raízes da perturbação e das razões por trás dos desligamentos em larga escala que afetaram o SIN.

Desde que foi privatizada, a empresa reduziu investimentos em manutenção e ampliou dividendos a acionistas.

Governo Bolsonaro quer avançar na privatização dos Correios e mais sete empresas públicas

Para 2021, a missão do Governo Bolsonaro é destravar o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). Nesse sentido, já esquadrinhou oito empresas públicas para serem vendidas/concedidas à iniciativa privada.

Duas, contudo precisam de aprovação do Congresso: Correios e Eletrobrás.

A titular do PPI, Martha Seillie, disse que o projeto dos Correios deve ser encaminhado nos próximos dias.

Equipe Focus

focus@focus.jor.br

Privatização da Eletrobras deve reduzir tarifas para os consumidores

Linhas de transmissão de energia, energia elétrica.
O presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Júnior, disse hoje (12), no Rio de Janeiro, que o valor de capitalização da Eletrobras, dentro do processo de privatização, “vai ser um número justo”, com repercussão positiva para os consumidores em termos de redução tarifária. 
Ferreira Júnior salientou que o princípio é que não haja ganho nem perda, porque é o mercado de capitais que vai comprar. Segundo ele, todo o procedimento tem que ser muito transparente para a sociedade brasileira. 
“O que você vem verificando nos últimos leilões é queda das tarifas. Independente da Eletrobras, há uma tendência muito clara de menores tarifas em energias renováveis”, disse. Para ele os processos têm que ser “mais positivos, isto é, mais baratos, para o consumidor”. E completou: “Não tenho dúvida que vai ter serviço melhor, com mais qualidade e menor preço”.
A estimativa é que a aprovação do Projeto de Lei 5.877/2019, que trata da privatização da Eletrobras, encaminhado pelo governo ao Congresso no último dia 5, ocorra no primeiro semestre de 2020, com a desestatização no segundo semestre, dando origem à criação de uma nova estatal privada, para gerir a Eletronuclear e a Usina de Itaipu Binacional, mais um conjunto de programas integrado pelo Luz para Todos, Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) e o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa).
O projeto de lei estabelece que um terço do valor adicionado vai ser feito para capitalizar a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Essa é a primeira vez que isso ocorrerá. Os dois terços restantes se referem à outorga e irão para o governo.
Saúde financeira

Governo anuncia privatização dos Correios nesta quarta

247 - A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos está na lista das 17 estatais que serão privatizadas ainda este ano. O anúncio será feito nesta quarta-feira (21), segundo informou o ministro da Economia, Paulo Guedes, nesta terça-feira (20).
Na visão do secretário geral da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, José Rivaldo da Silva, "a privatização será uma tragédia para a população brasileira, pois vai reduzir o atendimento e o acesso de quem realmente precisa dos serviços dos Correios". 
A secretária da Mulher e também presidenta do SINTECT-DF, Amanda Corcino, lembrou casos de privatização dos Correios em outros países que estão sendo revertidos, dada a importância logística dessas empresas. Amanda também defendeu o monopólio do serviço postal como forma de proteger a estrutura dos Correios e manter sua função social.
Apesar de sinalizar a venda da Estatal, em junho deste ano o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o governo federal não pode vender estatais sem o aval do Congresso e sem licitação quando a transação implicar perda de controle acionário.
247

Se eleito, Bolsonaro diz que privatizará os Correios




O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, voltou a falar em privatizações de empresas onerosas que encontram similares na iniciativa privada, que poderão ser privatizadas ou mesmo extintas. O candidato tranquilizou o mercado e os servidores de que tudo será feito com critério, sem que ninguém seja prejudicado.
“O que eu posso garantir ao mercado, aos funcionários e servidores é que tudo será feito com muito critério e nós buscamos o melhor para o Brasil sem levar qualquer percalço aos funcionários ou aos seus acionistas”, disse Bolsonaro, em entrevista à Rede Bandeirantes.
Perguntado se a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) poderia ser privatizada por ter dado prejuízo nos últimos anos, Bolsonaro respondeu que sim. “Seu fundo de pensão foi implodido pela administração petista, diferentemente do passado. Então, os Correios, tendo em vista não fazer um trabalho daquele que nós poderíamos estar recebendo, pode entrar nesse radar da privatização”, avaliou.

Privatização da Eletrobras – Relator diz que governo ficará com 30% do controle acionarío



Aleluia, com Danilo Forte (DEM/CE), deu palestra ontem à noite, em Fortaleza.
A Câmara dos Deputados instala hoje (6) a comissão especial que vai debater o projeto de lei de privatização da Eletrobras. A proposta é considerada uma das prioridades da agenda econômica do governo. A previsão é de que a comissão, que terá 35 membros titulares e 35 suplentes, seja instalada à tarde, quando deverão ser escolhidos o presidente e o vice-presidente do colegiado. Estão cotados como presidente Hugo Motta (MDB-PB) e como relator o deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA). O quorum mínimo para o início dos trabalhos é de 18 membros titulares indicados.
O governo encaminhou o texto ao Congresso Nacional no fim de janeiro e trabalha com o mês de abril como data para votação.
Pela proposta apresentada, a privatização ocorrerá por meio do lançamento de novas ações no mercado até que a quantidade transforme a União em acionista minoritária. O projeto também prevê que para preservar interesses estratégicos nacionais, os novos acionistas serão proibidos de acumular mais de 10% do capital da empresa.

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