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A expectativa pela denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe está agitando Brasília.

A expectativa pela denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe está agitando Brasília.
O documento, quase pronto, está com o procurador-geral da República e foca na atuação de Bolsonaro como líder de uma organização criminosa para dar um golpe de Estado, segundo a Polícia Federal.

No Congresso, aliados de Bolsonaro minimizam os ataques de 8 de janeiro, chamando-os de vandalismo e questionando a culpa do ex-presidente.

Já no STF, ministros se preparam para enfrentar ataques nas redes e no Congresso.

A PF apontou que a cúpula do governo Bolsonaro incentivou e financiou os atos, e a PGR usará isso como base para a denúncia.

Parlamentares bolsonaristas tentam enfraquecer a denúncia, insistindo na teoria de revolta popular.

PGR abre investigação sobre ataque com fogos contra Supremo

Brasília - O Conselho Superior do Ministério Público Federal autorizou hoje a prorrogação dos trabalhos da Operação Lava Jato, no Rio de Janeiro (José Cruz/Agência Brasil)
A Procuradoria-Geral da República (PGR) instaurou uma investigação preliminar própria sobre o ato na noite de sábado (13) em que foram lançadas rajadas de fogos de artifício contra a sede do Supremo Tribunal Federal (STF), conforme vídeo que circulou nas redes sociais e na imprensa.
A PGR atendeu a uma solicitação do presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli, que, em ofício enviado no domingo (14), havia pedido "a responsabilização penal daquele(s) que deu/deram causa direta ou indiretamente, inclusive por meio de financiamento, dos ataques e ameaças dirigidas ao Supremo Tribunal Federal e ao Estado Democrático de Direito, na noite de ontem (13), inclusive com a utilização de artefatos explosivos (fogos de artifício)".
O procurador-geral da República, Augusto Aras, determinou a abertura de uma notícia de fato criminal, procedimento que precede uma investigação formal. Ele oficiou a Procuradoria da República do Distrito Federal (PRDF) para que informe ao vice-procurador-geral, Humberto Jacques, sobre qualquer procedimento ou providência adotados em relação ao episódio.
Jacques atualmente supervisiona um inquérito aberto em abril no Supremo para investigar manifestações que pedem o fechamento de instituições democráticas, como o Congresso e o STF. O relator é o ministro Alexandre de Moraes, o mesmo do chamado inquérito das fake news.
Nesta segunda-feira (15), seis pessoas foram presas no âmbito desse inquérito sobre atos antidemocráticos, incluindo a ativista Sara Winter, líder do grupo 300 do Brasil, que se encontrava acampado há mais de um mês nos arredores da Esplanada dos Ministérios e foi retirado da área no sábado (13) pelo Governo do Distrito Federal (GDF).
“Organização criminosa
A portaria assinada na noite de domingo (14) pelo procurador João Paulo Lordelo Tavares, que é auxiliar de Aras, a PGR determina ainda que sejam encaminhadas pela PRDF todas as informações a respeito de investigação aberta em maio contra Renan da Silva Sena.
À PGR, Toffoli pediu que Sena seja responsabilizado “por ataques e ameaças à instituição deste Supremo Tribunal Federal e ao Estado Democrático de Direito, inclusive por postagens em redes sociais”.
No mesmo ofício, o presidente do Supremo havia pedido também a responsabilização de “todos os demais participantes e financiadores, inclusive por eventual organização criminosa, os quais ficam desde logo representados, devendo-se ser adotadas as necessárias providências para a investigação e persecução penal”.
*Matéria alterada às 10h26 para acréscimo de informações; e às 11h01 para correção de informação no quinto parágrafo. Ao contrário do informado inicialmente, SEIS pessoas foram presas, e não SETE.
Edição: Kleber Sampaio

PGR pede depoimento de ministros em inquérito sobre ingerência na PF

O procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu ontem ao supremo Tribunal Federal (STF) realização de diligências no inquérito que apura suposta tentativa de interferência na Polícia Federal (PF). 
No pedido encaminhado ao relator, ministro Celso de Mello, Aras pede autorização para a tomada de depoimento de três ministros e realização de perícias. As medidas foram tomadas após o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro prestar depoimento à PF, no sábado (1º). Ao deixar o governo, Moro acusou o presidente Jair Bolsonaro de interferência na corporação. 
No pedido de diligências, o procurador pede que sejam realizados os depoimentos dos ministros da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), e da Casa Civil, Walter Braga Netto, além da deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), para “esclarecimentos dos fatos”. 
Também devem ser ouvidos os delegados da PF Maurício Valeixo, Ricardo Saadi, Carlos Henrique de Oliveira Sousa, Alexandre Saraiva, Rodrigo Teixeira e Alexandre Ramagem para que informem se houve “eventual patrocínio, direto ou indireto, de interesses privados do presidente da República perante o Departamento de Polícia Federal, visando ao provimento de cargos em comissão e a exoneração de seus ocupantes”.
O procurador-geral da República também solicitou a cópia de uma reunião realizada no dia 22 de abril entre o presidente Bolsonaro, o vice-presidente, ministros e presidentes de bancos públicos, e os comprovantes das assinaturas de exoneração a pedido do ex-diretor da PF Maurício Valeixo. 
Desde a exoneração de Moro, o presidente nega que tenha pedido para o então ministro interferir em investigações da PF.
(Agência Brasil)

PGR informa ao Supremo ser a favor de licença-maternidade para companheira de mulher grávida

A Procuradoria Geral da República (PGR) enviou um parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (4) no qual informou ser favorável à concessão de licença-maternidade à mulher em união estável homoafetiva cuja companheira estiver grávida.
O caso em análise no STF tem repercussão geral, isto é, a decisão a ser tomada pelo STF deverá ser aplicada em casos semelhantes em todas as instâncias do Poder Judiciário. Ainda não há data para o julgamento do caso.
O tema será analisado pelos ministros a partir de um recurso apresentado pelo município de São Bernardo do Campo (SP). A mulher que pede o benefício na Justiça é uma servidora da cidade. Já a companheira, que engravidou por inseminação artificial, é autônoma e não tem direito à licença-maternidade.
No Juizado Especial, o casal obteve o direito de licença-maternidade para servidora por 180 dias. Na decisão de segunda instância, a Justiça entendeu que a licença é um benefício previsto na Constituição que deve ser interpretado de forma compatível à jurisprudência atual sobre a união homoafetiva.
O município alegou que não há previsão legal para o benefício neste caso, o que contraria o princípio de que a administração pública deve seguir estritamente o que está previsto na legislação.
"Em uma interpretação sistemática da ordem constitucional, bem como levando-se em consideração a evolução histórico-cultural da sociedade brasileira, a concessão do benefício supera o aspecto biológico da maternidade, abrangendo o vínculo parental afetivo e o favorecimento do contato familiar", afirmou a PGR no parecer.
(G1)

PGR muda de posição e tem acesso à cópia de inquérito das fake news



A Procuradoria-Geral da República (PGR) teve acesso a uma cópia do inquérito instaurado pelo próprio Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar ameaças, ofensas e fake news contra integrantes da Corte e seus familiares. Desde abril deste ano, o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, já havia autorizado o acesso do órgão ao processo, mas a então procuradora-geral da República, Raquel Dodge, havia rechaçado a investigação e pedido o seu arquivamento.
A investigação foi aberta em março deste ano por determinação do presidente do STF, ministro Dias Toffoli, que designou Moraes para cuidar do caso. O inquérito foi prorrogado para durar até janeiro de 2020 e vem sendo criticado por apurar fatos à revelia do Ministério Público.
Dentro do Supremo, a avaliação é a de que a nova posição da PGR é “correta e agregadora”.
Agora, ao obter a cópia do inquérito e tomar conhecimento dos fatos, Augusto Aras poderá pedir o arquivamento do caso, solicitar novas diligências ou encaminhar parte da apuração para Ministérios Públicos Estaduais, o que já vinha ocorrendo à revelia da PGR.
Com informações Agência Estado.

Além de Raquel Dodge, PGR identificou ataques a aparelhos utilizados por 24 membros do MPF

A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou em nota nesta quinta-feira, 25, que foram identificados ataques de hackers a aparelhos utilizados por 25 membros do Ministério Público Federal (MPF). Um deles é o da chefe do órgão, Raquel Dodge. Menos da metade dos aparelhos foram efetivamente comprometidos, segundo a PGR. A instituição já havia informado mais cedo que os invasores não conseguiram ter acesso aos dados de Raquel.
De acordo com a PGR, os ataques foram identificados no início do mês de maio pela Secretaria de Tecnologia de Informação e Comunicação (Stic) após a instauração de procedimento dentro da instituição. As providências foram tomadas para apurar as suspeitas de invasões nas contas do Telegram de membros da força-tarefa Lava Jato em Curitiba e no Rio de Janeiro.
"Ao analisarem o caso específico da procuradora-geral, técnicos da Stic perceberam uma característica que chamou a atenção e que posteriormente foi um dos elementos centrais para se desvendar como se deram as invasões. É que, diferentemente de outros aparelhos que tiveram o aplicativo invadido, o de Raquel Dodge estava com a caixa postal desativada", diz a nota da PGR.
O órgão também informou que entre as medidas adotadas após as invasões estão a troca de linhas telefônicas, ações de comunicação interna para que usuários habilitassem a dupla verificação das contas e que passassem a utilizar o eSpace (ferramenta de mensagens disponibilizada pelo Ministério Público Federal). "Também foi apresentada solicitação à operadora Claro para que desativasse o serviço de caixa postal de todos os telefones institucionais do MPF", afirma.
Agência Estado

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JUSTIÇA
- Recurso de Lula pode ser votado no STJ
Com a apresentação do parecer da Procuradoria-Geral da República ao Superior Tribunal de Justiça contra um pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que o processo do tríplex do Guarujá seja remetido à Justiça Eleitoral, a 5ª Turma da Corte está pronta para julgar o recurso do petista. Está nas mãos de Felix Fischer, relator da ação, decidir quando o processo será julgado. A próxima sessão será hoje quinta-feira (11). (Via VEJA.com)

Advogados públicos em revolta contra Dodge


Resultado de imagem para RAQUEL DODGE CONTRA OS ADVOGADOS

Os advogados públicos estão enfurecidos com a persistência da Procuradoria Geral da República em acabar de vez com os honorários que recebem nas causas vencidas pela União.Acusam a procuradora-geral, Raquel Dodge, de revanchismo, em resposta à declaração recente do advogado-geral da União, André Mendonça, em favor da ampliação do rol de membros do MPU aptos a assumir o comando da PGR, como procuradores que atuam na Justiça Militar.
Em nota, a Associação Nacional dos Advogados da União explica que o pagamento dos honorários — adicionais podem chegar a R$ 8 mil no salário — representa “estratégia remuneratória legítima” que serve de estímulo ao êxito dos profissionais nos processos judiciais.
De quebra, acusam a PGR de “hipocrisia inigualável” na contestação ao extra, porque o MP, até há pouco, concedia de forma ampla a seus membros o famigerado auxílio-moradia — que acabou tendo o pagamento restringido no ano passado.
O Antagonista

Joesley diz que pagou mesada de R$ 50 mil para Aécio por dois anos



Em declaração à Procuradoria-Geral da República, o empresário Joesley Batista que pagou R$ 50 mil por mês a Aécio Neves (PSDB-MG), ao longo de dois anos. Os repasses foram feitos por meio de uma rádio da qual o senador era sócio. Segundo Joesley, o tucano solicitou os pagamentos durante um encontro no Rio e teria dito que usaria o dinheiro para "custeio mensal de suas despesas".
De acordo com a reportagem da Folha de S. Paulo, o dono da JBS apresentou 16 notas fiscais emitidas entre 2015 e 2017 pela Rádio Arco Íris, afiliada da Jovem Pan em Belo Horizonte. Os comprovantes citam a prestação de "serviço de publicidade" e trazem a descrição de que o valor mensal era de "patrocínio do Jornal da Manhã", um dos programas da rádio.
No total, a JBS pagou à rádio da família de Aécio R$ 864 mil.
Joesley disse ao aos procuradores não saber se algum serviço de publicidade foi de fato prestado pela rádio Arco Íris. No entanto, o empresário reforçou que o objetivo dele foi repassar os R$ 50 mil mensais a fim de manter um bom relacionamento com o senador, que tinha sido candidato à Presidência em 2014 e poderia voltar a ser em 2018.

Janot denuncia Aécio Neves ao STF por corrupção e obstrução da Justiça


Valter Campanato/Agência Brasil

A Procuradoria-Geral da República denunciou o senador Aécio Neves ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira (2/6), por corrupção passiva e obstrução de Justiça. O pedido de indiciamento partiu do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. De acordo com a PGR, os indícios dos crimes apontados foram descobertos durante a operação Patmos, que levou ao afastamento do parlamentar do cargo de senador.
Além do político, também foi denunciada, Andrea Neves, irmã de Aécio; o primo, Frederico Pacheco; e o ex-assessor parlamentar do senador Zezé Perrela (PMDB-MG), Mendherson Souza Lima. Com exceção de Aécio, todos os demais denunciados nesta ação já estão presos. Um dos elementos utilizados pela procuradoria para enviar a denúncia ao STF é um áudio apresentado pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS, no qual ele conversa com o parlamentar.
Na gravação, Aécio pede R$ 2 milhões ao executivo, alegando que precisa do dinheiro para pagar advogados para se defender de acusações que ocorrem no âmbito da Operação Lava Jato. Em uma ação autorizada pela Justiça, a Polícia Federal flagrou Ricardo Saud, diretor da JBS, entregando uma parcela de R$ 500 mil ao primo de Aécio, Frederico Pacheco. Em seguida, o montante foi repassado a Mendherson de Souza Lima, assessor do senador Zeze Perrella (PMDB).Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Aécio alega ser “vítima de uma armação. “O tempo permitirá aos brasileiros conhecer a verdade dos fatos e fazer ao final um julgamento justo. Nessa história, os criminosos não sou eu nem meus familiares. Os criminosos são aqueles que se enriqueceram às custas do dinheiro público e que agora, nesse instante, lá no exterior, zombam dos brasileiros com os inacreditáveis benefícios que obtiveram”, argumenta o senador afastado.
Correio Braziliense

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