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Com 5 novas confirmações, Brasil tem 25 casos de coronavírus


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Mais cinco casos de infecção pelo SARS-CoV2 (coronavírus, que causa a doença Covid-19) foram confirmados neste domingo (08/03) no Brasil. O Ministério da Saúde afirmou que são três novos registros em São Paulo, um no Rio de Janeiro, um em Minas Gerais e um em Alagoas. A pasta ainda monitora 664 casos suspeitos, mas outros 632 já foram descartados. A reportagem é do R7.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que, neste fim de semana, oito países confirmaram seus primeiros casos de coronavírus. Com isso, já são 105.586 registros da doença em 102 nações, com 3.584 mortes.
Brasil já tem 4 casos de transmissão local de coronavírus
A maior parte dos casos está concentrada na China, onde 80.859 pessoas foram infectadas, entre as quais 3.100 morreram. Fora do país asiático, foram 24.727 diagnósticos e 484 mortes.
Apesar de preocupante, o coronavírus é menos letal que outras doenças. O virologista Maurício Nogueira, da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (SP), afirma que, com as informações atuais, a dengue deve ser o maior problema que Brasil enfrentará neste ano. Foram registrados, em apenas 34 dias, 91,1 mil casos prováveis de dengue.
Em 2019, foram registrados 754 óbitos pela doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o segundo mais alto da série histórica, segundo o Ministério da Saúde. Em 2018, foram 155 mortes pela doença e, em 2017, 185.
Os dados, de janeiro a 7 de dezembro de 2019, apontam ainda 1,527 milhão de notificações, concentradas principalmente nas regiões Centro-Oeste e Sudeste. Quase dois terços das ocorrências foram em São Paulo, Minas e Espírito Santo. E a tendência é de que os registros continuem altos em 2020.
Gravidade do novo coronavírus
Em pronunciamento no último dia (6), o presidente Jair Bolsonaro disse que não há motivo para pânico por causa do novo coronavírus. "Seguir rigorosamente as recomendações dos especialistas é a melhor medida de prevenção”, aconselhou o presidente.

Coronavírus: Por que o número de casos suspeitos no Brasil cresceu 1.500% em 24 horas?

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, disse que aumento repentino foi uma surpresa
© AFP O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, disse que aumento repentino foi uma surpresa
O número de casos de suspeita do novo coronavírus no país deu um salto de cerca de 1.500% em menos de 24 horas, após a confirmação do primeiro brasileiro contaminado.
Na última quarta-feira, o Ministério da Saúde havia informado que 20 suspeitas estavam sendo analisadas.
Agora, há 132, mas este dado é provisório — e o próprio ministério afirma que número final é provavelmente bem superior, porque ainda há 213 notificações enviadas pelas secretarias estaduais de saúde que não foram examinadas por técnicos da pasta.
"Na verdade, estamos perto de 300 casos suspeitos. A grande maioria dos casos pendentes vão entrar para a lista de suspeitas, mas não podemos garantir que serão 100%", disse o secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo.
O secretário explicou que os casos ainda não analisados foram classificados como suspeitas pelas secretarias por atenderem os critérios usados desde o início do surto: o paciente deve apresentar febre e algum outro sintoma respiratório e ter viajado para algum país onde houve ao menos cinco casos de transmissão local do vírus ou ter entrado em contato com um caso suspeito ou confirmado.
Mas, com um crescimento súbito das notificações enviadas pelos Estados, a equipe da pasta ainda não conseguiu analisar devidamente todos os casos pendentes.
"Estávamos recebendo dois, três, quatro casos por dia, e, de uma hora para outra, chegaram aqui 300 para análise. É preciso fazer um exame detalhado, ligar para a secretaria, falar com a vigilância epidemiológica, é um trabalho bastante artesanal, e não conseguimos dar conta", disse Gabbardo.
Mais países, confirmação de caso e Carnaval contribuíram para aumento
O secretário apontou alguns motivos que podem ter contribuído para esse crescimento repentino das notificações.
Em menos de uma semana, a lista de países que fazem parte dos critérios para identificação de suspeitas cresceu significativamente.
Até a última sexta-feira (21/02), apenas a China estava na relação. Foram então acrescentados outros sete países — Japão, Cingapura, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Tailândia , Vietnã e Camboja.

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