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"Urubus e Macacos" homem é preso em flagrante por racismo em boate na capital cearense

Um homem de 44 anos foi preso em flagrante na madrugada desta segunda-feira (25) suspeito de discriminação racial dentro de uma casa de shows em Fortaleza. Dois clientes afirmaram que foram chamados de "urubus" e de "macacos".
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), a polícia foi acionada para um conflito no local.

Os envolvidos na discussão teriam perguntado ao agressor o motivo pelo qual ele estaria os ofendendo, e ele respondeu que era porque ele queria. O suspeito já respondia pelo crime de disparo de arma de fogo.


RACISMO <> 'Você é preta, do cabelo duro, como todos os pretos são', diz Antônia Fontenelle contra Erika Hilton

A deputada federal Erika Hilton entrou na Justiça contra a atriz Antônia Fontenelle, acusando a influenciadora de racismo e transfobia após ser chamada de 'preta do cabelo duro'. Os ataques foram feitos em um vídeo publicado por Fontenelle na sexta-feira (18).

No vídeo, a atriz diz não ter medo de Hilton sobre qualquer tipo de processo, e menciona que a congressista é "preta, do cabelo duro, como todos os pretos são" e devem parar "de querer ser brancos e ser loiros porque vocês não são". O vídeo segue disponível no YouTube.

“Entre os votos contrários estão os de Erika Hilton, esperar o que de você, né? Que tinha um nariz desse tamanho [fazendo sinal com o dedo] e um cabelo de preta, que é o que você é, preta, e um discurso mentiroso”, atacou.

Num momento do vídeo, Antonia Fontenelle diz que vai "puxar a peruca e deixar [Erika] careca". "Isso aqui é meu", disse ela puxando o próprio cabelo.

A ação contra Fontenelle foi protocolada neste sábado (19), no Juizado Especial Cível da Comarca de São Paulo, no dia seguinte aos ataques da influenciadora, que foram direcionados aos parlamentares do PT e PSOL que votaram contra o projeto 1112/23, de autoria do deputado Alfredo Gaspar (União-AL).

Esse projeto altera a Lei de Execução Penal, que passaria a exigir o cumprimento de ao menos 80% da pena para que fosse aberta a possibilidade de progressão de regime em crimes hediondos ou comparados.

“Votar contra pena pra estuprador, é um estupro. Se dê ao respeito, porra. Você é preta, do cabelo duro, como todos os pretos são. E isso não é demérito. Mas você não quer ser uma preta do cabelo duro, quer ser uma branca loira”, afirmou.

O processo movido por Erika menciona que a atriz é reincidente em condutas ofensivas, e que já responde outras ações por calúnia, injúria e difamação.

Os advogados da parlamentar também alegam que a fala de Fontenelle fere a honra, a dignidade e a imagem de Hilton, o que configura injúria racial e transfobia.

Racismo Condenados por racismo não podem ter cargo público no Ceará, de acordo com lei sancionada

LEI OPERA ENQUANTO DURAR A CONDENAÇÃO
Você sabia que condenados por crimes de racismo não podem ser nomeados para cargos do serviço público no Ceará?

De acordo com a legislação federal, os casos de injúria por raça, cor, etnia ou origem nacional possuem pena de reclusão de dois a cinco anos, além de multa, e a mesma punição se aplica a quem praticar discriminação racial em ambientes de trabalho ou no atendimento público. A Lei opera enquanto durar a condenação e se aplica a cargos comissionados.

No Ceará, a lei que determina a proibição de servidores acusados por racismo foi sancionada pelo governador Elmano de Freitas (PT) no dia 9 de junho deste ano. De acordo com Zelma Madeira, secretária da Igualdade Racial do Ceará, a legislação é um ativo na luta contra o racismo.

“Essa legislação vem nessa direção, de que é preciso não naturalizar a questão racial e de que o sujeito que comete o crime pode, sim, ser penalizado. A nova lei vai desencorajar o sujeito a proceder assim”, comenta a titular da pasta.

Na justificativa do projeto, é dito que a iniciativa busca, além de inibir os crimes no Estado, corroborar com um dos princípios da administração pública: da moralidade.

“Não se pode permitir que o dinheiro público seja pago como salário àqueles que foram condenados pela nossa Justiça em crimes raciais, inclusive a injúria racial”, aponta o texto.

E você, já sabia dessa proibição?

Ex-gerente da loja Zara onde delegada negra foi barrada é condenado por racismo


O ex-gerente da loja Zara Bruno Filipe Simões Antônio, que barrou uma delegada negra de entrar no estabelecimento em um shopping em Fortaleza, foi condenado nesta sexta-feira (30) a um ano, um mês e 15 dias de reclusão, pelo crime de racismo.

Como o acusado era réu primário e pena não foi superior a quatro anos, o juiz substituiu a reclusão por duas penas restritivas de direito referentes à prestação de serviços à comunidade e limitação de fim de semana, a ser cumprida pelo período da pena aplicada.

O caso ocorreu em 14 de setembro de 2021 e ganhou repercussão mundial. Na época, a loja disse à delegada Ana Paula Barroso que ela tomava sorvete e estava sem máscara e, "por questão de segurança", não podia entrar na unidade, uma vez que o uso obrigatório de máscaras já estava em vigor no estado.

(*) g1 Ceará

Racismo no futebol; Governo Milei defende racismo dos jogadores da seleção argentina, 18/07/2024, 08:27 H

 

Javier Milei demitiu o subsecretário de Esportes que cobrou um pedido de desculpas por parte da seleção argentina após um cântico racista.

247 - O presidente ultradireitista da Argentina, Javier Milei, demitiu Julio Garro do cargo de subsecretário de Esportes depois que ele afirmou que o capitão da seleção argentina de futebol, Lionel Messi, deveria pedir desculpas pelo cântico racista entoado pelos jogadores após a conquista do bicampeonato da Copa América.

Em um comunicado, segundo a C5N, o Gabinete do Presidente confirmou que Garro deixou seu cargo após suas declarações. "O Gabinete do Presidente informa que nenhum governo pode dizer à Seleção Argentina Campeã do Mundo e Bicampeã da América, ou a qualquer outro cidadão, o que comentar, pensar ou fazer. Por essa razão, Julio Garro deixa de ser Subsecretário de Esportes da Nação", afirmou.

A polêmica começou nesta quarta-feira (17), quando, durante uma entrevista com a Urbana Play, o ex-prefeito de La Plata declarou que "o capitão da Seleção deve pedir desculpas nesse caso, assim como o presidente da AFA (Associação de Futebol Argentino), Claudio 'Chiqui' Tapia".

Impedida de entrar em loja, delegada negra faz denúncia de racismo

 

Vítima poderia ter dado voz de prisão ao funcionário, mas preferiu registrar boletim de ocorrência, documento no qual foi descrita como "em estado de choque", "consternada" e "chorosa"
Delegada Ana Paula Barroso foi impedida de entrar em uma loja da rede Zara


A delegada Ana Paula Barroso foi impedida de entrar em uma loja da rede Zara, do Shopping Iguatemi de Fortaleza, pelo gerente do local. Ela registrou boletim de ocorrência pelo crime de racismo. O caso ocorreu na terça-feira (14/9) e ganhou repercussão nesta segunda (20/9), quando a Polícia Civil foi até o local recolher as imagens da câmera de segurança da loja.
Depois que o inquérito foi aberto, o shopping cedeu o material gravado pelo circuito interno, mas a loja havia se recusado. Por isso, foi preciso que a Justiça expedisse um mandado de busca e apreensão, cumprido na noite de domingo (19/9) por uma força-tarefa da Polícia Civil que foi até o local. As imagens recolhidas devem ajudar na apuração da denúncia.
Entenda
A confusão começou quando Ana Paula, que é negra, entrou no estabelecimento tomando um sorvete e levando uma sacola de outra loja nas mãos. O gerente da Zara fez uma primeira abordagem pedindo para que ela se retirasse do estabelecimento sem dar maiores explicações, no que foi questionado pela vítima. Ele alegou "questões de segurança", mas não informou de que tipo seriam.

De acordo com o relato, ele chamou o chefe da segurança para que ela fosse barrada na entrada da loja e se afastou dos dois. Foi quando o segundo funcionário reconheceu a mulher como integrante da Polícia Civil. Acompanhada por ele, Ana Paula foi até o gerente pedir explicações, mas não recebeu um argumento plausível.


"Ele (o gerente) foi logo dizendo que não tinha preconceito e que tinha amigos negros, gays e lésbicas", contou Ana Claudia Nery da Silva, responsável pelo inquérito registrado na Delegacia de Defesa da Mulher de Fortaleza. Para a profissional, essa fala de antemão só reforça o caráter racista da abordagem.

Em entrevista ao Diário do Nordeste, ela afirmou também que a loja pode responder por fraude processual, caso a perícia identifique alterações nas imagens. Ainda de acordo com ela, Ana Paula poderia ter dado voz de prisão ao gerente da Zara no ato da ofensa, mas preferiu registrar um boletim de ocorrência. O boletim de ocorrência registra que ela estava consternada, em estado de choque e chorosa quando prestou queixa.

(*) CB

Governo espanhol avalia punição a homem que chamou idosa de “bastarda, preta e feia” em voo da Ryanair


Ryanair

Atualização, às 10:44
“Bastarda preta e feia”, gritava um passageiro branco a uma passageira negra sentada a duas poltronas de distância e que supostamente havia atrapalhado sua passagem. Foi na quinta-feira passada, 18, no voo FR9015 da Ryanair, que saiu de Barcelona com destino ao aeroporto britânico de Stansted. Só três pessoas intervieram em defesa da vítima, uma idosa de 77 anos. Entre elas estava o homem que gravou o incidente em vídeo e pediu à companhia aérea que expulsasse o passageiro do avião. A resposta da Ryanair se limitou a trocar a mulher de lugar. Tanto a companhia como o passageiro agressor receberam duras críticas nas redes sociais. O vídeo, publicado no Facebook por outro passageiro, David Lawrence, residente no Reino Unido, já acumula 15.000 comentários na rede social, 52.000 de compartilhamentos e 4,2 milhões de exibições.

Mulher sofre racismo em voo: ´Negra feia e desgraçada´



Um vídeo filmado por passageiros de um vôo da Ryanair de Barcelona com destino a Londres, mostra o momento em que um dos passageiros agride verbalmente com insultos racistas uma mulher negra de 77 anos. O caso ocorreu na última sexta-feira(19) e causou revolta nas redes sociais.
A publicação gerou uma onda de críticas a companhia aérea por ela não ter retirado o passageiro autor das ofensas da aeronave. Segundo a BBC, muitas pessoas ameaçaram, inclusive, boicotar a empresa sediada na Irlanda.
Em nota, a Ryanair afirmou que "não vai tolerar comportamentos indisciplinados como esse (do passageiro)". E informou que notificou a polícia britânica sobre o caso de racismo.
O vídeo publicado por um dos passageiros foi visualizado mais de 1,8 milhões de vezes no Facebook. Nas imagens é possível a filha da idosa que estava sentada ao lado do agressor tentando intervir."Não me importa se ela é uma pessoa com deficiência ou não. Não me diga o que eu devo fazer. Se eu digo a ela que ela tem que sair, ela tem que sair" disse ele à filha da passageira.
A mulher então responde: "Você fede. Você precisa de um banho".Ele reage com mais agressividade: "Estou dizendo a você. Se você não mudar de assento, eu vou empurrá-la para outro assento".

“GLOBO MAQUIA RACISMO”, ACUSA NEGRO BELCHIOR

Reprodução
"A pólvora da luta de classes no Brasil é o debate sobre o racismo, que estrutura as desigualdades, alimenta e justifica a violência," afirma Douglas Belchior, o Negro Belchior, em entrevista ao 247, horas depois que o apresentador da Globo William Waack foi derrubado por seus comentários racistas em vídeo que viralizou na internet; uma das mais principais vozes do movimento negro, Belchior lembra que a Globo é a "maior construtora de mentalidades do Brasil" e acusa a emissora de maquiar "uma Republica que nunca garantiu cidadania a população negra" a partir da noção de que o racismo limita-se as relações individuais, de pessoa para pessoa; Belchior diz que a em sua cobertura a Globo promove uma "espetacularização" em torno do racismo "para dar a impressão de que o assunto está sendo levado a sério"
247

Bolsonaro é condenado a pagar R$ 50 mil a comunidades quilombolas


jair bolsonaro em seu gabinete na camara dos deputados Foto:thais bilenky/folhapress ***DIREITOS RESERVADOS. NÃO PUBLICAR SEM AUTORIZAÇÃO DO DETENTOR DOS DIREITOS AUTORAIS E DE IMAGEM***

O deputado federal e provável candidato à presidenteJair Bolsonaro (PSC) foi condenado pela Justiça Federal do Rio de Janeiro a pagar R$ 50 mil a comunidades quilombolas e à população negra por danos morais. Os recursos devem ser revertidos para o Fundo Federal de Defesa dos Direitos Difusos.
A sentença é resultado de uma ação ajuizada pelo Ministério Público Federal, que processou o deputado por discriminação com base em declarações feitas durante discurso no Clube Hebraica, no Rio, em abril deste ano.

Na ocasião, Bolsonaro afirmou que visitou uma comunidade quilombola e "o afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas" e que "nem para procriador ele serve mais".
Os procuradores Ana Padilha e Renato Machado, que assinam a ação, dizem que "o julgamento ofensivo, preconceituoso e discriminatório do réu a respeito das populações negras e quilombolas é incontestável".
Dizem ainda que as afirmações "desumanizam as pessoas negras, retirando-lhes a honra e a dignidade ao associá-las à condição de animais". Na ação, os procuradores pediam uma indenização de R$ 300 mil.
Folha de São Paulo

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