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Paralisação ainda impacta de forma severa o Interior do Ceará



Diferente da Capital, as cidades do Interior cearense continuam com a rotina castigada pela crise de abastecimento gerada com a paralisação dos caminhoneiros. Apesar de parte da população apoiar o movimento paredista, combustíveis seguem em falta e alguns artigos alimentícios não chegam - fatores que comprometem atividades básicas dos municípios.
Os efeitos da paralisação ainda são sentidos nas cidades do Sertão Central após uma semana de protestos. Além da falta de combustíveis no fim de semana, com alguns postos ainda fechados nessa segunda-feira (28), a alta abusiva no preço da gasolina, com venda do litro a R$ 5,19 em Quixeramobim e R$ 4,99 em Quixadá, recebeu muitas reclamações dos consumidores.
Nos outros setores, como as farmácias e supermercados, ainda não foi notado nenhum desabastecimento na região. A possibilidade de os combustíveis não chegarem até as bombas com a continuidade do bloqueio fez com que muitos moradores não saíram de casa nos seus veículos no fim se semana. No fim da manhã de ontem, o movimento começava a se normalizar.
Mesmo assim, os três maiores centros de ensino superior do Sertão Central decidiram cancelar as aulas desta semana. Boa parte dos universitários utilizam como transporte ônibus movidos a diesel, não têm como comparecer às aulas. Além do mais a semana letiva será mais curta. Na quinta-feira é feriado de Corpus Christi.
Manifestação

Supermercados em Fortaleza só devem ter carne no estoque até este fim de semana



O 5º dia de greve dos caminhoneiros está impactando o setor de supermercados de Fortaleza, principalmente nos estoques de carne. O diretor de operações do Nidobox, da rede Uniforça, na Avenida Expedicionários,, Ivamar Cunha, estima que se a greve perdurar até domingo, 27, a situação vai ficar delicada, podendo haver ruptura de loja - ausência do produto na prateleira. Segundo Cunha, o fornecedor de carne do Nidobox informou que o alimento vai faltar segunda-feira, 28. O diretor diz que a situação é parecida em todos os supermercados da Rede Uniforça.
A Uniforça, inclusive, comunicou publicamente que o abastecimento está comprometido, podendo ocasionar aumento nos preços de produtos. Informou ainda que durante o período de paralisação não terá encartes de frutas, verduras e carnes. "Lamentamos o ocorrido e estamos sempre a disposição para melhor atendê-los", diz o comunicado. 
O gerente do mesmo estabelecimento, Orivaldo Silva, também chamou a atenção para o preço da batata inglesa saltou de R$ 2,99 o quilo para R$ 7,99. O aumento se deu em um dia, dessa quinta-feira, 24, para esta sexta-feira, 25. "É inevitável aumentar porque não tem o produto", diz.
Em entrevista ao O POVO Online, o presidente da Acesu e proprietário do Centerbox, Gerardo Vieira, reforça a versão do problema no abastecimento das carnes. Ele disse que há a possibilidade de faltar o alimento nos supermercados do Estado já nesta segunda-feira, 28, em caso de a greve dos caminhoneiros persistir. "Leite pasteurizado, por exemplo, faltou ontem em alguns supermercados. A probabilidade é de não ter amanhã. Leite longa, os fornecedores não estão garantindo nada".

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