Diferente da Capital, as cidades do Interior cearense continuam com a rotina castigada pela crise de abastecimento gerada com a paralisação dos caminhoneiros. Apesar de parte da população apoiar o movimento paredista, combustíveis seguem em falta e alguns artigos alimentícios não chegam - fatores que comprometem atividades básicas dos municípios.
Os efeitos da paralisação ainda são sentidos nas cidades do Sertão Central após uma semana de protestos. Além da falta de combustíveis no fim de semana, com alguns postos ainda fechados nessa segunda-feira (28), a alta abusiva no preço da gasolina, com venda do litro a R$ 5,19 em Quixeramobim e R$ 4,99 em Quixadá, recebeu muitas reclamações dos consumidores.
Nos outros setores, como as farmácias e supermercados, ainda não foi notado nenhum desabastecimento na região. A possibilidade de os combustíveis não chegarem até as bombas com a continuidade do bloqueio fez com que muitos moradores não saíram de casa nos seus veículos no fim se semana. No fim da manhã de ontem, o movimento começava a se normalizar.
Mesmo assim, os três maiores centros de ensino superior do Sertão Central decidiram cancelar as aulas desta semana. Boa parte dos universitários utilizam como transporte ônibus movidos a diesel, não têm como comparecer às aulas. Além do mais a semana letiva será mais curta. Na quinta-feira é feriado de Corpus Christi.
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