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Saúde mental: Conheça os caça-palavras e sudoku

Os jogos, antes vistos apenas como fonte de entretenimento, hoje são reconhecidos como importantes aliados do bem-estar mental e cognitivo. Caça-palavras e sudoku, por exemplo, exercem funções que vão muito além da diversão.⁠⁠
Eles estimulam áreas específicas do cérebro, fortalecem habilidades intelectuais e contribuem para a manutenção da saúde neurológica ao longo da vida. Essa combinação de estímulo, foco e desafio faz com que os jogos atuem como verdadeiros exercícios para a mente.⁠
“Eles [caça-palavras e sudoku] auxiliam na capacidade de memorização e no aumento do vocabulário, além de promoverem atividades neurais como as sinapses, que são conexões cerebrais que estimulam a memória”, explica Miria Ribeiro, psicóloga, escritora e palestrante.⁠

SAÚDE MENTAL É PRINCIPAL PROBLEMA PARA OS PROFESSORES BRASILEIROS, APONTA PESQUISA



SAÚDE MENTAL E VIOLÊNCIA
Um dos principais problemas enfrentados pelos professores brasileiros tem sido a saúde mental. É o que mostra o livro Precarização, Adoecimento & Caminhos para a Mudança. Trabalho e saúde dos Professores, lançado nesta semana pela Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho.

“Os estudos têm mostrado que as principais necessidades de afastamento para tratamento de saúde dos professores são os transtornos mentais [...] Hoje os transtornos mentais já têm assumido a primeira posição em causa de afastamento de professores das salas de aula”, disse Jefferson Peixoto da Silva, tecnologista da Fundacentro, em entrevista à Agência Brasil.

A publicação é resultado do do projeto “Os impactos do trabalho docente sobre a saúde dos professores: constatações e possibilidades de intervenção”, desenvolvido oficialmente no âmbito da Fundacentro, de 2014 a 2019.

Durante o lançamento, pesquisadores apontaram que, seja na rede pública ou na rede privada, os professores sofrem de um mesmo conjunto de males ou doenças, em que há predomínio dos distúrbios mentais tais como síndrome de burnout, estresse e depressão. Depois deles aparecem os distúrbios de voz e os distúrbios osteomusculares (lesões nos músculos, tendões ou articulações).

Outro problema que agravou a saúde dos professores é a violência, afirma Renata Paparelli, psicóloga e professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

O adoecimento dos professores pode ser resultado de três tipos de violência: a física, como as agressões e tapas; às ameaças; e também as resultantes de uma atividade psicossocial cotidiana, como os assédios, por exemplo, relacionados à gestão escolar, explica ela. Além disso, destaca, há também os episódios de ataques contra as escolas.

*Com informações da Agência Brasil.

Saúde mental requer visibilidade trans além da transfobia Neste domingo é o Dia da Visibilidade Trans

"De que tipo de visibilidade estamos falando?", questiona a psicóloga Jaqueline Gomes de Jesus, uma mulher trans negra, assim que é perguntada sobre o tema em entrevista à Agência Brasil. Neste domingo (29), Dia da Visibilidade Trans, a pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca, da Fundação Oswaldo Cruz (ENSP/Fiocruz), alerta que a transfobia e a violência são uma realidade que precisa ser exposta, mas que a promoção da saúde mental requer que a visão da sociedade e da população trans sobre si mesma seja estimulada a ir além da denúncia de que há um risco iminente de sofrer violência, da falta de acesso ao mercado de trabalho e da baixa expectativa de vida.

"No Brasil, a visibilidade trans tem sido muito pautada a partir de dados de violência letal. As pessoas muitas vezes conhecem a realidade da população trans somente por essa lente do 'somos do país que mais mata pessoas trans no mundo', em termos absolutos. Essa é a imagem que fica", afirma a pesquisadora, que avalia que isso impacta a política pública e a produção de conhecimento sobre a população trans.

"Geralmente, as políticas públicas e como se pensa a população trans se reduzem a dados como esses, ou dados sobre a precariedade laboral. Eles são fatos. Mas o que significa só reproduzir esses fatos?"

A pesquisadora coordena no Brasil o estudo global SMILE (Saúde Mental de Minorias Sexuais e de Gênero), que investiga a saúde da população LGBTQIA+ em países de renda baixa e média e se debruça sobre dados do Brasil, Quênia e Vietnã. Além disso, Jaqueline preside a Associação Brasileira de Estudos da Trans-Homocultura e também é professora de psicologia no Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ). Ela alerta que a visão única sobre a população trans como vítima da violência e exclusão tem um impacto severo sobre a saúde mental.

"Essas notícias constantes de violência e de assassinato e da limitação da expectativa de vida das pessoas trans, principalmente entre os jovens, isso tem um impacto direto na suicidabilidade, na exposição ao risco, e também em outros fatores como ansiedade", explica. "É importante que criemos condições para que a população trans seja vista e também se veja de forma mais positiva, com expectativa de sair dessa condição de exposição ao risco de violência e de transfobia. E não apenas que seja visível nessa condição", defende.

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