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Anvisa manda recolher milho para pipoca da marca Provatti

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento e a suspensão das vendas do milho para pipoca da marca Provatti após identificar informações incorretas sobre ausência de glúten no rótulo da embalagem. A resolução com a medida foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (12).

A medida vale para todos os lotes do milho para pipoca da marca Provatti distribuídos pela empresa Kaza Distribuidora, R&A Indústria, Comércio e Distribuidora de Alimentos LTDA.

INFORMAÇÕES CONTRADITÓRIAS

De acordo com a agência, o produto consta com aviso de "não contém glúten", embora também apresente o aviso indicando a presença de glúten, ou a chance de contaminação cruzada pelo cereal.

Nesse caso, conforme esclarece a Anvisa, a Lei nº 10.674/2003 não permite o uso da advertência sobre ausência de glúten.

Dessa forma, a resolução determina a suspensão da comercialização, distribuição, propaganda e uso do produto até que a irregularidade seja corrigida.

Dormir sobre o lado esquerdo é um hábito simples que pode trazer alguns benefícios interessantes para o corpo, principalmente relacionados ao sistema digestivo e circulatório. Isso acontece por causa da posição natural dos órgãos dentro do corpo.

Dormir sobre o lado esquerdo é um hábito simples que pode trazer alguns benefícios interessantes para o corpo, principalmente relacionados ao sistema digestivo e circulatório. Isso acontece por causa da posição natural dos órgãos dentro do corpo.
Quando você dorme do lado direito, o estômago fica em uma posição que pode facilitar o retorno do ácido para o esôfago, aumentando as chances de refluxo e azia. Além disso, a digestão pode se tornar um pouco mais lenta e há uma leve pressão maior sobre alguns órgãos internos.

Já ao dormir do lado esquerdo, o cenário muda. O estômago permanece em uma posição mais baixa em relação ao esôfago, o que dificulta o retorno do ácido gástrico. Isso ajuda a reduzir episódios de azia, principalmente em pessoas que já sofrem com refluxo.

Outro ponto importante é a digestão. Nessa posição, o processo digestivo tende a acontecer de forma mais eficiente, já que a gravidade favorece o trânsito dos alimentos pelo sistema digestivo. Isso pode trazer mais conforto, especialmente após refeições mais pesadas.

A circulação sanguínea também pode ser beneficiada. Dormir do lado esquerdo facilita o retorno do sangue ao coração, o que pode ser positivo principalmente para algumas pessoas com problemas circulatórios. Além disso, essa posição pode aliviar a pressão sobre a coluna e reduzir desconfortos nas costas.

Existe ainda a questão da drenagem linfática. O sistema linfático, responsável por ajudar na eliminação de toxinas do corpo, funciona melhor com o corpo nessa posição, contribuindo para um equilíbrio geral do organismo.

Mesmo com esses benefícios, é importante lembrar que não existe uma posição “perfeita” para todos. Cada pessoa deve priorizar o conforto e, em casos de problemas específicos como refluxo frequente, dores ou apneia do sono, o ideal é buscar orientação profissional.

No fim das contas, pequenos ajustes na forma de dormir podem fazer diferença na qualidade do sono e no bem-estar ao longo do dia.

Saúde Risco de morte materna cai até 31% entre quem recebe o Bolsa Família



Estudos desenvolvidos ao longo da última década por pesquisadores do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs), da Fiocruz Bahia, associam a participação no Programa Bolsa Família à redução da mortalidade materna e infantil.

Também foi observada queda na incidência de doenças infecciosas e de internações relacionadas a transtornos mentais.

Uma das evidências consideradas mais robustas pelos pesquisadores está relacionada à saúde materna e infantil. Entre as mulheres beneficiárias do programa, o risco de morte por causas relacionadas à gravidez e ao parto foi até 31% menor em comparação com aquelas que não recebiam o benefício.

Segundo os pesquisadores, o resultado está associado, entre outros fatores, ao maior acesso ao pré-natal e aos serviços de saúde estimulados pelas condicionalidades do programa.

Os efeitos também aparecem no início da vida. Em estudo que analisou mais de 4 milhões de nascimentos, as gestantes beneficiárias apresentaram menor probabilidade de dar à luz crianças com baixo peso ao nascer. O impacto foi ainda mais expressivo entre mães pretas e indígenas.

Outras pesquisas identificaram redução na ocorrência de partos prematuros e queda de 16% na mortalidade de crianças menores de cinco anos entre famílias atendidas pelo programa.
Doenças

O conjunto de estudos também revelou impactos importantes sobre doenças associadas à pobreza. No caso da tuberculose, por exemplo, beneficiários do Bolsa Família tiveram incidência 41% menor da doença e redução de 31% no risco de morte após o diagnóstico. Entre indígenas, a queda da mortalidade foi ainda mais expressiva.

Resultados semelhantes foram observados em relação ao HIV/Aids. O acompanhamento de mais de 22 milhões de brasileiros mostrou menor incidência da doença, menor mortalidade e melhores indicadores entre os grupos mais pobres da população.

Os pesquisadores também identificaram redução da ocorrência de hanseníase em municípios com alta transmissão e aumento das taxas de adesão ao tratamento e de cura entre os beneficiários.
Saúde mental

Um dos estudos apontou que a taxa de suicídio foi 56% menor entre pessoas atendidas pelo Bolsa Família. Outras análises apontaram redução das hospitalizações por transtornos psiquiátricos e por problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas, especialmente nos municípios com maiores índices de pobreza.

Para o epidemiologista Mauricio Barreto, da Fiocruz Bahia, os resultados ajudam a compreender como fatores econômicos e sociais influenciam diretamente os desfechos em saúde.


“Inúmeros problemas de saúde são determinados por fatores sociais e econômicos, especialmente a pobreza e as desigualdades. Reduzir a pobreza e incentivar o uso dos serviços de saúde, educação e assistência social deve fazer parte dos esforços para tornar a população brasileira mais saudável”, disse.

Vacina contra a dengue produzida pelo Butantan será suspensa após casos de reações severas A aplicação da vacina da dengue do Butantan foi suspensa após registros de reações severas. Entenda o que aconteceu, quem foi afetado e o que dizem as autoridades.



O Ministério da Saúde vai suspender temporariamente a vacinação contra a dengue com o imunizante produzido pelo Instituto Butantan a partir desta segunda-feira (8).
O QUE ACONTECEU?

Em coletiva de imprensa, o ministro Alexandre Padilha explicou que a decisão foi tomada por cautela, após o País registrar ao menos 42 casos de reações severas à vacina.

"Muitas vezes, na área da saúde, a precaução é a melhor medida. Em função disso, estamos tomando uma decisão hoje de descontinuar a atual estratégia de uso da vacina do Butantan", anunciou Padilha. Segundo ele, a pasta investiga duas mortes possivelmente relacionadas ao imunizante. Informações são do O Globo.
500 MIL
É o número de doses da vacina aplicadas no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. São investigados 42 casos de reações severas e duas mortes possivelmente relacionadas ao imunizante.


QUAIS REAÇÕES SEVERAS FORAM REGISTRADAS?

À imprensa, Padilha afirmou ainda que foram relatados três casos graves e, desses, dois evoluíram para óbito. "Não existem dados suficientes para estabelecer uma causalidade da vacina com a ocorrência desses casos graves, mas é um sinal de alerta", comentou o ministro.
QUAIS OS CASOS GRAVES FORAM REGISTRADOS?

Dos três casos mais graves, um diz respeito a uma mulher de 39 anos que teve febre, dores musculares e náuseas seis dias após a vacina.

O quadro dela, depois, evoluiu para um de dengue grave com choque, e ela chegou a ser internada para cuidados intensivos, mas se recuperou.

Já os óbitos foram:Mulher de 48 anos que desenvolveu sintomas de dengue grave 19 dias após receber a vacina. Ela teve comprometimento neurológico, com meningoencefalite;
Homem de 58 anos que teve febre cinco dias após a vacinação e evoluiu rapidamente para dengue grave com choque refratário.

QUEM JÁ TOMOU A VACINA PRECISA SE PREOCUPAR?

O Ministério da Saúde orienta a quem tomou a vacina nos últimos 21 dias fazer acompanhamento em unidade de saúde local para observar se aparecem ou não reações adversas.

De acordo com o governo, os casos graves têm apresentado sintomas como dor abdominal, vômitos persistentes e sangramentos.

Saúde: Ronco, cansaço e dor de cabeça, veja o que o sono, ou a falta dele revela sobre a sua saúde

A Rede Global de Vírus (GVN), que reúne eminentes virologistas de mais de 90 centros em mais de 40 países



ALERTA | A Rede Global de Vírus (GVN), que reúne eminentes virologistas de mais de 90 centros em mais de 40 países, está monitorando a nova variante BA.3.2 do SARS-CoV-2, vírus causador da Covid, apelidada de “Cicada”. Apesar de reconhecer que a cepa tem maior escape das defesas do organismo, o grupo afirma que as evidências atuais não indicam motivo para alarme ou maior preocupação.

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Frutas ricas em vitaminas C, como acerola e goiaba, fortalece a imunidade e podem ajudar a prevenir gripes

SAÚDE: RINS SAUDÁVEIS COMEÇAM COM PEQUENAS MUDANÇAS NO DIA A DIA


SAÚDE DOS RINS
Quantos litros de água você bebe por dia? A hidratação é essencial para o bom funcionamento dos rins, órgãos responsáveis por filtrar o sangue, ajudar no controle da pressão arterial e remover substâncias tóxicas e resíduos do metabolismo por meio da urina, entre outras funções importantes para o equilíbrio do organismo.

A prevenção de doenças renais também passa pela adoção de hábitos simples no dia a dia, como reduzir o consumo de sal e de alimentos processados, praticar exercícios físicos e evitar o tabagismo e o uso de medicamentos sem orientação médica, especialmente anti-inflamatórios, sem orientação médica.

Especialistas também orientam a realização de exames de sangue e urina pelo menos uma vez por ano, para avaliar o funcionamento dos rins e identificar possíveis alterações precocemente. Muitas doenças renais evoluem de forma silenciosa e, quando não são diagnosticadas a tempo, podem comprometer gradualmente a função dos órgãos.

Nos casos mais graves, quando os rins perdem a capacidade de filtrar o sangue adequadamente, o paciente pode desenvolver insuficiência renal e precisar de hemodiálise. O tratamento consiste em um procedimento realizado com o auxílio de uma máquina que filtra o sangue e remove toxinas e excesso de líquidos do organismo, desempenhando temporariamente a função dos rins.
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Em Fortaleza, pacientes com insuficiência renal contam com atendimento especializado na Santa Casa de Misericórdia. O local abriga o 1º Centro de Hemodiálise da rede pública municipal, em funcionamento desde o início do ano, e que realiza uma média de 1.500 sessões por mês.

O espaço tem capacidade para atender até 28 pacientes simultaneamente nas sessões de hemodiálise. Os equipamentos são modernos e garantem conforto e tratamento de ponta.

A reportagem conversou sobre o assunto com Camila Simões, coordenadora do Centro de Nefrologia da Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza.

A CHINA SUPREENDE O MUNDO AO ANUNCIAR CURA PARA DIABETES 1 E 2, USANDO CÉLULAS-TRONCO E CONSEGUINDO FAZER O CORPO VOLTAR A PRODUZIR INSULINA



A China voltou a chamar a atenção da comunidade científica internacional ao divulgar avanços importantes no tratamento do diabetes tipo 1 e tipo 2, utilizando terapias com células-tronco para estimular o organismo a voltar a produzir insulina.Pesquisadores chineses vêm desenvolvendo estudos com células-tronco reprogramadas em laboratório, capazes de se transformar em células semelhantes às células beta do pâncreas — responsáveis pela produção de insulina. Em alguns casos experimentais, pacientes tratados apresentaram melhora significativa no controle da glicose, reduzindo ou até suspendendo a necessidade de aplicações diárias de insulina.
No diabetes tipo 1, o sistema imunológico destrói as células produtoras de insulina. Já no tipo 2, o corpo desenvolve resistência à insulina ou produz o hormônio de forma insuficiente. A proposta da terapia celular é restaurar essa função natural do organismo.
Apesar do entusiasmo, especialistas alertam que os estudos ainda estão em fase de testes clínicos e acompanhamento rigoroso. Para que o tratamento seja considerado oficialmente uma “cura”, são necessários anos de monitoramento, validação científica internacional e aprovação por órgãos reguladores de saúde.
O anúncio representa um passo relevante na medicina regenerativa e reacende a esperança de milhões de pessoas que convivem com a doença em todo o mundo. Contudo, até que haja confirmação definitiva, o acompanhamento médico e os tratamentos convencionais continuam sendo essenciais para o controle do diabetes.

ANVISA PROÍBE VENDA DE TADALA PRO MAX E MANDA RECOLHER LOTE DO MEDICAMENTO, ATUALIZAÇÃO 13H36

Os usuários do Tadala Pro Max devem ficar atentos, pois a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu o consumo e distribuição do medicamento nesta semana. O órgão adotou medidas preventivas contra o produto, que é popularmente usado para disfunção erétil masculina, devido a irregularidades.
Segundo informações divulgados no Diário Oficial da União (DOU) ontem segunda-feira, 23, todos os lotes do Tadala Pro Max devem ser recolhidos das farmácias e outros médios de distribuição. Sua fabricação, distribuição, importação, propaganda e uso também devem ser interrompidos imediatamente.

Além deste medicamento, outros produtos e suplementos alimentares também foram citados na lista de proibições, tais como: Suplemento alimentar em pó da marca Equalkity Body Protein Cacau; produtos Soft Cann Canabidiol Broad Spectrum e Full Spectrum; Natu Sec; Lipoless; Retatrutide; Mounjaro; Tirzec Lipoland e Kefadim 1g.

O uso incorreto de produtos químicos no tratamento de piscinas pode provocar intoxicações graves, problemas respiratórios e até morte. O excesso de cloro, a mistura inadequada de saneantes e a falta de controle técnico da água representam riscos reais à saúde dos banhistas.


ENTENDA OS RISCOS 💦
O uso incorreto de produtos químicos no tratamento de piscinas pode provocar intoxicações graves, problemas respiratórios e até morte. O excesso de cloro, a mistura inadequada de saneantes e a falta de controle técnico da água representam riscos reais à saúde dos banhistas.

“O uso inadequado de cloro e outros saneantes em piscinas pode gerar sérios riscos à saúde, como irritação nos olhos e na pele, dificuldades respiratórias por causa dos vapores formados e até intoxicação aguda devido à alta concentração”, explica a presidente do Conselho Regional de Química da Paraíba, Raquel Lima, à Rádio BandNews Fortaleza 101.7 FM.

O alerta ganhou força após um caso registrado em São Paulo, onde uma mulher morreu e outras pessoas foram internadas depois de utilizarem a piscina de uma academia. A suspeita é de que tenha havido falha no controle ou no manuseio de produtos químicos na água.

A química destaca ainda que a mistura do cloro com outros compostos pode formar substâncias ainda mais agressivas. “A formação de cloraminas ocorre quando o cloro reage com outros produtos saneantes ou impurezas presentes na água. Esse é um risco muito sério à saúde”, afirma.

Os sintomas mais comuns atingem o sistema respiratório. “Pode haver tosse, irritação nos pulmões e chiado no peito. Em situações mais graves, pode ocorrer até edema pulmonar”, detalha. Na pele, são frequentes dermatites de contato, ardência, coceira e vermelhidão. Já nos olhos, o excesso pode causar ardência intensa e até conjuntivite química.

Há também sinais visíveis de que a piscina pode estar imprópria. O cheiro excessivamente forte de cloro, ao contrário do que muitos pensam, não é indicativo de limpeza eficiente. “O odor forte é um grande sinal de que essa piscina pode estar com excesso de cloro”, alerta. Água turva, esverdeada, com aspecto oleoso, formação de espuma ou presença de resíduos visíveis também indicam desequilíbrio químico.

Em casos de chiado no peito, vômitos ou confusão mental, o serviço de urgência deve ser acionado pelo 192 ou 193.

QUASE 110 MIL MORTES PODERIAM TER SIDO EVITADAS

QUASE 110 MIL MORTES PODERIAM TER SIDO EVITADAS
Quatro em cada dez mortes causadas por câncer no Brasil poderiam ser evitados com medidas de prevenção, segundo um estudo internacional sobre mortes pela doença, publicado pela revista The Lancet. A pesquisa estima que, dos casos de câncer diagnosticados no país em 2022, cerca de 253,2 mil devem resultar em morte em até cinco anos após a detecção. Desse total, 109,4 mil poderiam ser evitadas.

Os pesquisadores dividiram em dois grupos o total de mortes por câncer evitáveis no Brasil: 65,2 mil são preveníveis, ou seja, a doença poderia nem ter ocorrido, e as outras 44,2 mil são classificadas como evitáveis por diagnóstico precoce e acesso adequado a tratamento. O levantamento mostra um olhar mundial sobre as mortes por câncer. Em termos globais, o percentual de óbitos evitáveis é de 47,6%. Ou seja, dos 9,4 milhões de mortes, quase 4,5 milhões poderiam não ter acontecido. Estimando quantas mortes poderiam ter sido evitadas por medidas de prevenção, a equipe responsável pelo estudo apontou cinco fatores de risco:

- Tabaco;
- Consumo de álcool;
- Excesso de peso;
- Exposição à radiação ultravioleta;
- Infecções (causadas por vírus como o do HPV e o da hepatite e pela bactéria Helicobacter pylori).

Os países do norte da Europa mostram percentual de mortes evitáveis bem próximo de 30%. Por outro lado, as dez maiores proporções de mortes evitáveis estão em países da África. A pior situação apontada é em Serra Leoa (72,8%). Em seguida, figuram Gâmbia (70%) e Malaui (69,6%). Nesses locais, sete em cada dez mortes poderiam ser evitadas com mais prevenção.

O estudo Mortes evitáveis por meio da prevenção primária, detecção precoce e tratamento curativo do câncer no mundo integra a edição de março da revista científica The Lancet, uma das publicações médicas mais conceituadas do mundo. O trabalho é assinado por 12 autores, sendo oito deles vinculados à Agência Internacional para Pesquisa em Câncer, ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS) e sediada em Lyon, na França.

AUMENTO DE POSITIVIDADE DO VÍRUS DA GRIPE NO CEARÁ É NORMAL PARA O PERÍODO, DIZ SECRETARIA DE SAÚDE, ATUALIZAÇÃO, 10H27

Nipah: entenda o que é o vírus com alto índice de mortalidade que causa novo surto na Ásia, atualização 10h11

 


Cerca de 110 pessoas foram colocadas em quarentena na Índia em meio a um novo surto do vírus Nipah no país. A doença tem alto índice de letalidade e está na lista da Organização Mundial da Saúde (OMS) de patógenos com potencial epidêmico.

O isolamento aconteceu depois que dois profissionais de saúde foram tratados no início de janeiro após contraírem o vírus.

➡️ O Nipah pode causar infecções respiratórias agudas e encefalite (inchaço do cérebro). É transmitido entre humanos e também de animais como morcegos e porcos. (veja mais abaixo)

O vírus Nipah é classificado como prioritário pela OMS devido à sua capacidade de desencadear uma epidemia. Não há vacina para prevenir a infecção e nenhum remédio para curá-la.

Rosana Richtmann, médica infectologista do Grupo Santa Joana, explica que o vírus é muito agressivo do ponto de vista do sistema nervoso central.

"Os sintomas iniciais são como os de qualquer outra virose: dor de cabeça, dor no corpo, febre. Só que eles evoluem em alguns dias para um quadro de alteração do nível de consciência [...] que pode evoluir para consequências neurológicas e até para a morte", detalha a infectologista.

Ela destaca que a preocupação maior com relação ao vírus fica restrita à Índia e a países vizinhos, que têm o hospedeiro principal do vírus, um tipo de morcego.

⚠️ Não há registros da doença no Brasil nem em outros países da América Latina. Segundo especialistas, isso ocorre porque a região não abriga o hospedeiro necessário para a transmissão.

Como ocorre a transmissão do vírus Nipah

De acordo com a OMS, a doença é considerada zoonótica – ou seja, é transmitida de animais como porcos e morcegos frugívoros para seres humanos.

➡️ O vírus também pode ser transmitido por meio de alimentos contaminados e por contato com uma pessoa infectada.

"É um vírus zoonótico, ou seja, que pode passar dos animais para os seres humanos. A transmissão de pessoa para pessoa até pode ocorrer, mas é mais comum em profissionais da saúde", analisa Richtmann.

Ao entrar no corpo humano, o vírus afeta o sistema respiratório e o sistema nervoso central.

Quais os principais sintomas?

Nem todas as pessoas apresentam sintomas visíveis. Outras, no entanto, desenvolvem sinais e consequências como:

Sintomas semelhantes à gripe (incluindo febre, dor de cabeça, dor muscular, fadiga e tontura)
Dificuldades respiratórias
Encefalite (inflamação do cérebro que resulta em sintomas como confusão, desorientação, sonolência e problemas neurológicos como convulsões)

Quando o vírus progride rapidamente, há risco de coma e morte. Nos casos mais graves, sobreviventes podem experimentar efeitos neurológicos de longo prazo.

Como é o diagnóstico?

A infecção pode ser diagnosticada com base no histórico clínico durante a fase aguda e de convalescença da doença. Os principais testes utilizados incluem a reação em cadeia da polimerase em tempo real (RT-PCR) em fluidos corporais e a detecção de anticorpos por ensaio imunoenzimático (ELISA).

Outros testes utilizados incluem o ensaio de reação em cadeia da polimerase (PCR) e o isolamento do vírus por cultura de células.

Alta taxa de mortalidade

A taxa de mortalidade entre aqueles que contraem o vírus é alta – chega a 70%. Isso acontece porque não há remédio que possa combater a infecção. A única opção é controlar os sintomas.

"Não existe nem vacina, nem tratamento específico. O tratamento que a gente oferece é de suporte, isto é, hidratação e manutenção da pressão. Não existe nenhuma medicação específica", explica a infectologista.

Surtos anteriores

O vírus Nipah foi inicialmente identificado em 1999 durante um surto que afetou criadores de suínos na Malásia. Desde então, não foram registrados novos surtos desse vírus no país.

Em 2001, o vírus foi identificado em Bangladesh, onde surtos quase anuais têm ocorrido desde então.

Em 2018, a Índia, e mais especificamente a cidade Calecute, relatou seu primeiro - e pior - surto de Nipah, quando 17 dos 18 casos confirmados morreram.

Em 2019, um caso foi relatado no distrito de Ernakulam e o paciente se recuperou. Mas em 2021, um menino de 12 anos na vila de Chathamangalam, infectado, morreu.

Especialistas dizem que, devido à perda de habitat, os animais estão vivendo em maior proximidade com os seres humanos, o que ajuda o vírus a saltar dos animais para os humanos.

De acordo com a OMS, outras regiões também podem estar em risco de infecção, uma vez que evidências do vírus foram encontradas em reservatórios naturais conhecidos, como a espécie de morcego Pteropus, e em várias outras espécies de morcegos em diversos países, incluindo Camboja, Gana, Indonésia, Madagascar, Filipinas e Tailândia.

(*) g1 Ceará

Saúde SUS vai vacinar profissionais de saúde contra dengue em fevereiro

 

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou neste domingo (18) que cerca de 1,1 milhão de profissionais que atuam na atenção primária à saúde de todo o país poderão ser imunizados, a partir de 9 de fevereiro, com a vacina Butantan-DV, com tecnologia 100% nacional, desenvolvida pelo Instituto Butantan. O imunizante contra a arbovirose é o primeiro de dose única do mundo.

“São aqueles profissionais que atuam nas unidades básicas de saúde, que visitam as famílias, são os primeiros profissionais a receber quem tem sinal e sintoma de dengue", anunciou o ministro da Saúde.

"Os primeiros cuidados são feitos pelos médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, agentes comunitários de saúde, profissionais e equipes multifuncionais que estão cadastrados nas unidades básicas de saúde”, complementou.

O ministro explicou que a vacinação deste público será possível com a chegada de mais doses da Butantan-DV. O Instituto Butantan deve produzir e entregar até 31 de janeiro cerca de 1,1 milhão de doses adicionais desta vacina nacional contra a dengue, para garantir a imunização dos profissionais que atuam na linha de frente do Sistema Único de Saúde (SUS).

Os anticorpos da Butantan-DV oferecem proteção contra os quatro sorotipos do vírus da dengue. Os estudos clínicos indicam eficácia global de 74% da vacina brasileira, com redução de 91% dos casos graves e 100% de proteção contra hospitalização pela doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.
Produção de mais doses

O governo federal quer ampliar gradualmente a vacinação em dose única para todo o país, para pessoas de 15 a 59 anos, o que depende da disponibilidade de novas unidades da vacina Butantan-DV, que foram encomendadas no mês passado pelo Ministério da Saúde.

Para acelerar a fabricação em larga escala do imunizante, o ministro divulgou que o Instituto Butantan firmou uma parceria de transferência de tecnologia à empresa WuXi Vaccines, da China.

Com a parceria, a expectativa do Ministério da Saúde é que a produção chinesa da vacina com tecnologia brasileira seja ampliada em até 30 vezes.

“Eles [diretores da WuXi Vaccines] se comprometeram com um cronograma de produção e de entrega. Nossa expectativa é de termos, neste ano ainda, em torno de 25 a 30 milhões de doses [da vacina Butantan-DV]”, estimou o ministro da Saúde.

O titular da pasta prevê que à medida que cheguem as novas doses importadas, o próximo passo do governo brasileiro será realizar a vacinação nacional do público de 15 a 59 anos, começando pela população mais velha (59 anos) e avançando até o público mais jovem (15 anos).


“Na medida que a gente começa a ter uma grande produção, isso vai entrar no calendário oficial [de vacinação] de forma permanente”, projeta o ministro.

Para acompanhar a produção das doses da vacina desenvolvida pelo Butantã, em março deste ano, técnicos do Ministério da Saúde devem viajar à China. “A gente quer ver essas doses de vacinas o mais rápido possível aqui do Brasil”.

Alexandre Padilha explicou também que o Instituto Butantan já tem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para fazer a avaliação da vacina Butantan-DV no público com mais de 60 anos e já começou o recrutamento de voluntários deste público.

“Nós estamos otimistas que também seja uma vacina segura para quem tem mais de 60 anos de idade, o que vai ser muito importante para o combate à dengue”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

(*) Agência Brasil

Calor pode aumentar risco de casos de AVC, alerta médico

 

Casos de acidente vascular cerebral (AVC) tendem a aumentar no verão, disse à Agência Brasil o neurocirurgião e neurorradiologista intervencionista do Hospital Quali Ipanema, no Rio de Janeiro, Orlando Maia.

Segundo o médico, uma série de fatores predispõem o ser humano nessa época do ano ao AVC. Um dos principais é o próprio calor que gera uma desidratação natural das células que, por sua vez, causam um aumento da possibilidade de coagulação do sangue. “E isso tem um maior potencial de gerar AVC, porque o AVC está ligado a coágulo”, disse o médico.

Existem dois tipos de AVC. Um é o AVC hemorrágico, que é o rompimento de um vaso cerebral e representa a minoria dos casos, em torno de 20%. O outro tipo, que domina o número de casos, é o AVC isquêmico, causado pela formação de um coágulo e entupimento de um vaso. Orlando Maia explicou que, como o sangue fica mais espesso, mais concentrado devido à desidratação, isso favorece a trombose, que é a formação de um coágulo e, por isso, tem maior predisposição ao AVC.

Pressão arterial

Há outras causas que seriam relacionadas à pressão arterial. “A nossa pressão arterial no verão tem uma tendência, pelo calor, a diminuir por conta da vasodilatação. Ou seja, nossos vasos, para poder compensar o calor, se dilatam. E essa dilatação causa uma diminuição da pressão, o que favorece também a formação de coágulo e de uma outra situação cardiológica, chamada arritmia. É o coração batendo fora do ritmo”, explica o médico.

Quando isso acontece, favorece também no coração a formação de um coágulo que, entrando dentro da circulação sanguínea, tem grande predisposição de ir ao cérebro porque 30% de todo o sangue que sai do coração vão para o cérebro.

Uma outra causa do AVC, também comum no verão, é que as pessoas se cuidam menos por conta das férias, o que promove um aumento do consumo de bebida alcoólica, que, por sua vez, amplia a desidratação.

Orlando Maia afirmou que a bebida alcoólica também aumenta a possibilidade de arritmia. A negligência pode levar ainda a pessoa a esquecer de tomar remédio, o que contribui para elevar o risco de um AVC.

Doenças típicas

A isso se somam as doenças típicas de verão, como gastroenterite relacionada ao calor, o que dá diarreia, insolação e esforço físico. “Tudo isso associado faz com que a pessoa tenha uma maior tendência a ter um AVC no verão”, enfatiza.

O neurocirurgião lembrou que o tabagismo também colabora para isso. “O tabagismo hoje é uma das maiores causas externas para AVC”. O fumo contribui para a formação de uma doença cerebrovascular chamada aneurisma, que está muito ligada à nicotina.

“A nicotina bloqueia uma proteína do nosso vaso chamado elastina, diminui a elasticidade do vaso, então pode favorecer ao AVC hemorrágico, como também causa um processo inflamatório no vaso em si, favorecendo a aderir as placas de colesterol a longo prazo e o entupimento dos vasos. Então, o tabaco é diretamente proporcional à situação tanto do AVC hemorrágico como do AVC isquêmico”, preconiza o médico.

Para o médico, o estilo de vida moderno – aliado ao tabagismo e a doenças crônicas não controladas – faz com que cada vez mais pessoas com menos de 45 anos desenvolvam a doença.

Nessa época de verão, o Hospital Quali Ipanema, por exemplo, atende cerca de 30 pacientes por mês, o dobro de épocas normais do ano. Maia diz que o AVC é uma doença muito comum.

“Se você pegar o AVC como uma doença isolada, esquecendo que há vários tipos de câncer que podem ser separados, a doença mais frequente na humanidade é o AVC. E uma em cada seis pessoas vai ter um AVC na vida”, salienta. O médico disse ser muito importante a pessoa averiguar na sua família, entre os amigos, quem teve AVC porque não são casos isolados.

Mortes

O AVC é uma das principais causas de morte e incapacidade no mundo. “Quando não mata, deixa a pessoa incapaz. Eu digo que é uma doença que não é na pessoa, mas na família, porque pelo menos duas pessoas vão ter que se dedicar a cuidar daquele doente com AVC. Além da mortalidade, ela é uma doença extremamente desabilitadora. A pessoa fica sem andar direito, sem falar direito, sem condições de se alimentar sozinha. É uma doença extremamente crítica. Quando você vê uma pessoa andando com dificuldade é porque ela já teve uma sequela ou consequência de um AVC. Ficou paralisada de um lado ou sem conseguir falar direito, sem enxergar, se pegar a área da visão, porque o cérebro é um grande computador. Vai depender da área afetada pelo problema”, assegura o médico.

De acordo com Orlando Maia, a prevenção pode evitar um AVC. “É uma doença que a gente tem que gritar para todo mundo ouvir que há prevenção e tratamento. A prevenção [envolve] o hábito de vida saudável, prática de exercício físico regular pelo menos três vezes na semana, alimentação saudável, controle da pressão arterial, tomar os remédios direitinho e não fumar. E existe tratamento”.

No passado, como não havia tratamento, quando a pessoa chegava com AVC, não havia o que fazer, a não ser controlar a pressão. Hoje, há duas formas de tratamento e quanto mais rápido a pessoa chegar a um hospital, mais eficaz será o tratamento. O primeiro é a infusão de um remédio. “Você coloca um remédio na veia que dissolve o coágulo e, na maioria dos casos, o remédio resolve”, ensina.

Quando isso não acontece, ou em outros casos mais selecionados, Maia disse que os médicos entram com um cateter na virilha da pessoa e passam um desentupidor. Esse método retira aquele coágulo, por meio de uma aspiração dentro do vaso, liberando a circulação de volta. Com isso, a pessoa retorna ao normal.

Cateter

Orlando Maia esclarece, também, que o remédio tem uma característica: “só pode ser dado até quatro horas e meia desde o início dos sintomas. Já o cateter que aspira entra em um vaso na virilha, através de um aparelho e, em casos selecionados, pode ser usado até 24 horas a partir do início dos sintomas”. Ele frisou que quanto antes a pessoa tiver o sintoma e for a um hospital, melhor poderá ser o resultado.

Os sintomas indicando que uma pessoa está tendo ou vai ter um AVC incluem paralisia súbita de um membro ou dos dois membros de um lado, ou a fala fica enrolada, ou a pessoa perde a visão de um dos lados, ou tem uma tonteira extrema.

“Esses são os sintomas principais de uma pessoa que está tendo um AVC. Ela vai ter dificuldade de movimento, de fala, de visão ou uma perda súbita da consciência. É uma doença que acontece, na maioria das vezes, de uma hora para outra. Nessa situação, não tem que esperar nada. A pessoa tem que ser levada a um hospital porque é uma emergência médica”, finaliza o neurocirurgião.


(Agência Brasil)


Saúde: Dois fatores combinados aumentam risco de morte aos 5o anos,, em 83% dos casos, veja quais

Aos 50 anos, mudanças corporais costumam avançar de forma silenciosa. Parte delas passa despercebida em consultas de rotina, mas podem esconder um risco alto. Um estudo recente indicou, por exemplo, que a combinação de duas condições comuns eleva em 83% o risco de morte nessa fase da vida.
Segundo o estudo, ter acúmulo de gordura abdominal ao mesmo tempo em que se perde massa muscular com o envelhecimento leva a um ciclo vicioso que aumenta o risco de morte, especialmente por eventos cardiovasculares.

A pesquisa publicada na revista Aging Clinical and Experimental Research, em 2024, resulta de parceria entre a Universidade Federal de São Carlos (Ufscar) e a University College London.

O trabalho analisou dados de aproximadamente 5 mil pessoas ao longo de 12 anos para entender quais fatores silenciosos poderiam ser mais prejudiciais à saúde.


(*) Metrópoles

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