Mostrando postagens com marcador SECA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador SECA. Mostrar todas as postagens

Situação dos açudes do Sertão Central é crítica



Enquanto o Castanhão registra o seu maior aporte no ano, com volume de 66.928.742,m³, o equivalente a 3,73% da sua capacidade, açudes do Centro do Estado continuam praticamente sem receber água. A Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), responsável pelo monitoramento dos reservatórios públicos, aponta 17 deles como secos no Estado. A maioria está concentrada no Sertão Central. O Quixeramobim, na cidade homônima, é um deles. Outros 22 apresentam carga hídrica inferior a 1%, é caso do Banabuiú, terceiro maior do Ceará. Os dados são dessa segunda-feira.
A barragem do Açude e Quixeramobim costumava ser a primeira a sangrar na região, motivo de orgulho para os moradores e atração turística. Nestes últimos seis anos, o espetáculo não é mais visto com a chegada das primeiras chuvas do ano, explicou o operador do sistema do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Quixeramobim, Flávio Delfino da Silva. Além de riachos a barragem recebe a água excedente do Fogareiro, o maior açude do Município, ainda praticamente seco, apenas com 0,24% do seu volume. O Quixeramobim atingiu seu volume morto em outubro de 2016.

Seca extrema tem redução de 35% no Estado do Ceará



No mês que antecede o início da quadra chuvosa, índices positivos dão esperança para a diminuição gradativa da seca no Ceará. De acordo com o Monitor das Secas da Agência Nacional das Águas (ANA), ferramenta do Governo Federal para o monitoramento da situação de estiagem no Nordeste, 30,4% do território cearense apresenta Seca Excepcional. Ante janeiro do ano passado, o Estado passou por redução do maior grau de seca em 33,2%. A seca excepcional configura áreas onde pode haver perdas de cultura/pastagem excepcionais e generalizadas; escassez de água nos reservatórios, córregos e poços de água, criando situações de emergência.
No mesmo período de 2017, todos os municípios do Estado eram assolados pela seca grave (S2), quarto estágio na escala utilizada pelo Governo. No mês passado, 73,1% do território estava na mesma escala. Nem mesmo a seca moderada - terceiro estágio - assola todo o Estado, neste ano, sendo registrada a presença da mesma em 82,45%.
A maior redução, no entanto, foi registrado nos casos de seca extrema (S3), passando da incidência de 88,78% do Estado para 53,43%, registrando redução de 35,35%. Segundo o monitoramento, os impactos sociais, ambientais e econômicos causadas pela estiagem e pelo déficit de umidade devem ser de curto prazo (quatro meses ou menos) e de curto a longo prazo (mais de 12 meses) no Estado.
Pré-estação

21 municípios do Interior do Ceará só têm abastecimento de água até o fim deste mês



Mesmo com um prognóstico positivo da quadra chuvosa (de fevereiro a maio), conforme a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), a preocupação com o abastecimento nos municípios da Região Metropolitana de Fortaleza e no Interior é grande. Segundo estudo elaborado do Grupo de Contingência do Governo do Estado, dos 184 municípios, um total de 39 chegou ao início de 2018 em situação de criticidade considerada alta ou média, com abastecimento realizado em regime de contingência.
O levantamento do Grupo aponta que 21 municípios estão com abastecimento somente até o dia 31 de janeiro e outras 18 cidades com abastecimento assegurado até fevereiro.
De acordo com o levantamento, outros 31 municípios encontram-se em situação de alerta, visto que só possuem garantia de água até o mês de março ou abril, quando estaremos no meio d a quadra chuvosa deste ano. As demais localidades, somadas as nove abastecidas pelo sistema integrado da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), encontram-se sem risco de desabastecimento ou operando a partir de ações decididas pelo Grupo de Contingência do Estado.
O diretor de unidade de negócio do Interior da Companhia de Água e Esgoto do Estado do Ceará (Cagece), Helder Cortez, destaca que o abastecimento está sendo priorizado nas 21 cidades que estão em alta criticidade. "Vamos criar diferentes ações. Prolongamos o fornecimento de água em sete localidades até março. Outras 14 serão beneficiadas até o dia 27 (hoje)"
Ainda segundo Cortez, de início, 21 cidades iriam entrar em situação crítica a partir do dia 31 de janeiro, mas ocorreram algumas intervenções. "Das 21, temos 14 que pertencem à Cagece e sete que ao Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae). Das 14 de responsabilidade da Companhia, conseguimos melhorar o abastecimento em sete cidades e estamos nesses sete últimos dias do mês que nos resta resolvendo os problemas das demais, assim como as do Saae".

Calamidade: Moradores do distrito de Viçosa, em Ibicuitinga estão há um mês sem água 54 0



Região Central: O drama dos moradores da pequena localidade de distrito de Viçosa, pertencente ao município de Ibicuitinga, é de fazer pena. Mesmo diante da situação, a prefeitura tem se omitido juntamente com a Cagece, em buscar solução para o bem comum da população. Viçosa tem aproximadamente 900 moradores.
“Estou aqui para pedir que você denuncie nas redes sociais a calamidade que esse distrito está vivendo por falta de água. Hoje, exatamente, hoje faz um mês que a Cagece não distribui água”, denuncia uma popular que pede sigilo por medo da perseguição política. Isso não é a
Conforme a denúncia, não seria a primeira vez que acontece esse descaso. “Isso é um desrespeito com o consumidor, uma vez que já liguei para ouvidoria da Cagece, já liguei para central de atendimento e liguei para Cagece de Ibicuitinga e nada”.
Segundo a Central a Cagece, teria que ser, pelo menos de 48h em 48h distribuir água. “Me dói o sofrimento dos meus pais e familiares e de todos os moradores que se conformam em pagar uma conta sem utilizar a água todos os meses.”
Nessa comunidade há dois vereadores e estes não fazem nada pela situação.

Açude pedras brancas que abastece Quixadá e Quixeramobim está com apenas 5,22% de sua capacidade



Os 155 açudes monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), distribuídos em 12 bacias hidrográficas, cuja capacidade total são 18,64 bilhões m³, apresentam volume de 1,38 bilhões m³ (7,41%).
Atualmente, o volume de água das bacias está distribuído: Litoral (37,90%), Alto Jaguaribe (6,47%), Coreaú (52,35%), Metropolitanas (17,23%), Serra da Ibiapaba (20,08%), Médio Jaguaribe (2,57%), Salgado (9,04%), Acaraú (17,39%), Banabuiú (2,37%), Sertões de Crateús (0,26%), Curu (9,28%) e Baixo Jaguaribe (0,94%).
No ano de 2017 já foi registrado um aporte total de 1.445,8 milhão m³. No dia 21 de dezembro não houve aporte.
Na região, o açude pedras brancas, que abastece as cidades de Quixadá e Quixeramobim está com apenas 5,22% de sua capacidade máxima. Mesmo diante dessa, não há por parte da Cagece e das prefeituras campanhas educativas visando à conscientização dos consumidores.

Açude Castanhão: o gigante agoniza na estiagem



Construído, dentre outras finalidades, para garantir o abastecimento da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) e a perenização do Rio Jaguaribe, o gigante Castanhão, inaugurado em 2002 e que em 2004 encheu, hoje agoniza. Desde o dia 21 de outubro último, o manancial opera no volume morto, segundo o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs). Nessa data, atingiu 3,73% da sua capacidade de armazenamento. Atualmente, está com 3,12%. Há exatos cinco anos (2/12/2012), o Castanhão estava com 57,47% da sua capacidade total. A falência hídrica do equipamento trouxe dificuldades, desempregos e desesperança entre os moradores da nova Jaguaribara.
O administrador do Complexo Castanhão, Fernando Pimentel, não esconde a gravidade da situação e menciona um dado alarmante. "A perda de água é crítica. O que foi armazenado durante a quadra chuvosa, cerca de 77 milhões de m³, já tinha sido perdido no dia 31 de julho".
O prefeito de Jaguaribara, Joacy Júnior, lembra que o Castanhão era uma esperança para os munícipes e virou um pesadelo. "Se a Jaguaribara antiga está em ruínas, a nova, economicamente, está na mesma situação. Já realizamos até eventos para angariar recursos. Pela primeira vez em muitos anos, a fome voltou a surgir entre as pessoas mais carentes. A produção de tilápia, que representava 70% da economia do Município, ruiu. Nossa situação é desesperadora. Se não chover muito bem a partir deste mês que se inicia, não sabemos o que será da cidade", alerta.

Castanhão libera mais água para Baixo Jaguaribe




Iguatu. Após reunião entre o titular da Secretaria de Recursos Hídricos (SRH), Francisco Teixeira, e o diretor geral do Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs), Ângelo Guerra, ontem, houve entendimento para ampliar a liberação de água do Açude Castanhão para atender demanda de consumo de seis cidades do Vale do Baixo Jaguaribe, que corriam risco de entrar em colapso.
A situação mais grave é enfrentada pela cidade de Quixeré e pelo distrito de Lagoinha, que já ficam no fim do trecho de 100Km de extensão a partir do Castanhão, no leito do Rio Jaguaribe. A água é barrada pelo Açude Sucurujuba, ponto de captação para o sistema de abastecimento. Outros centros urbanos atendidos são Limoeiro do Norte, São João do Jaguaribe, Tabuleiro do Norte, Russas e a própria Jaguaribara, no entorno do reservatório.
A SRH e a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (SRH) consideravam urgente a liberação de mais água. Na terça-feira passada (14), a Cogerh enviou uma nota técnica solicitando ao Dnocs ampliar a vazão de 4,6m³ para 5,2m³ para o Rio Jaguaribe. O coordenador do reservatório, administrado pelo Dnocs, Fernando Pimentel, considerou estranha a solicitação e decidiu por não ampliar a vazão. "Só vou ampliar a vazão se vier ordem da direção", frisou. A direção do Dnocs exigia uma justificativa técnica da Cogerh.

Para Dnocs, Castanhão está no volume morto desde outubro



Jaguaribara. Desde o dia 21 de outubro, o Açude Castanhão opera no volume morto, segundo o Departamento Nacional de Obras contra a Seca (Dnocs). Nessa data, o manancial atingiu 3,73% da sua capacidade de armazenamento. Atualmente, está com 3,41%, o equivalente a 228 milhões de m³. Para o administrador do Complexo Castanhão, Fernando Pimentel, a situação é extremamente grave. A Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) nega a entrada no volume morto.
"A perda de água é impressionante. Para se ter uma ideia, de 10 de fevereiro e 24 de abril o Castanhão armazenou 77 milhões de m³. No dia 31 de julho, já tinha perdido todo esse volume. Em dias mais quentes, como o de hoje (ontem), a evaporação consome por volta de 4 mm de lâmina d'água. São 700 a 800 mil m³ de água por dia", explicou Pimentel.
Na tarde de ontem, enquanto dava entrevista, Fernando Pimentel recebeu um documento da Cogerh solicitando um aumento da vazão da água do Castanhão para o Rio Jaguaribe de 4,5 m³/s para 5,3 m3/s. "Isso é muito estranho. No momento em que o Açude atinge o seu menor percentual e a RMF não consegue atingir a tarifa de contingência", indagou.
Pimentel encaminhou a solicitação à direção geral do Dnocs. "Só liberarei o aumento da vazão se vier ordem da direção", garantiu. Por volta das 18h, Pimentel foi informado que "só haveria a liberação se a Cogerh desse uma justificativa técnica".
O presidente do Comitê da Bacia do Médio Jaguaribe, Daniel Linhares, disse que o assunto sequer foi discutido na última reunião do Comitê. "Teria que ser discutido e aprovado".
O prefeito de Jaguaribara, Joacy Júnior, também questionou a solicitação. "A nossa reivindicação foi o contrário. Pedimos para diminuir imediatamente a vazão. Esse nível de 4,5 foi acordado em maio último. De lá para cá, a situação se agravou. Ficou acertado que, em dezembro próximo, a válvula seria fechada. E para Fortaleza a vazão diminuiria de 3,0 para 2,5".
Dado contestado
A Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) contesta que o nível do Castanhão seja considerado volume morto e apresentou explicação técnica. Por meio de nota, o órgão afirma que o Castanhão continua operando normalmente as vazões deliberadas por meios dos Comitês de Bacias na Reunião de Alocação ocorrida em meados de junho: 4,6 m³/s no leito do rio (liberação feita por gravidade); e 2,85 m³/s pelo Eixão das Águas (por bombeamento).
A liberação por gravidade, aquela que ocorre para o leito do Rio Jaguaribe, é possível até a cota 61 do Castanhão, quando o reservatório contará com 83,4 milhões de m³. Para a Cogerh, volume morto é o nome que se dá à reserva de água mais profunda das represas, que fica abaixo dos canos de captação normalmente usados para retirar água da barragem. Ou seja, é o que fica abaixo da captação por gravidade, exigindo o uso de sistemas de bombeamento. Dessa forma, a Cogerh considera volume morto no Castanhão somente quando o nível da água chegar a 83,4 milhões de m³.

ALERTA: Severidade aumenta e seca passa atingir 100% do território do Ceará

Em virtude dos baixos índices pluviométricos que historicamente são esperados até novembro, a tendência é de piora no grau de severidade da seca em todas as regiões do Ceará até, pelo menos, a chegada das chuvas de Pré-Estação, em dezembro
O mais recente mapa do Monitor de Secas do Nordeste aponta que 100% do território do Ceará foi atingido por algum nível de seca, que varia de fraca a excepcional. Os dados divulgados pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) mostram que houve um avanço, principalmente, do grau mais crítico.
Em agosto, o Monitor mostrava que o Ceará ainda tinha 19,8% sem seca, já no último mês, o índice caiu para zero. Já a área com seca extrema, que era apenas de 5,28%, praticamente dobrou em setembro, passando para 10,75%, atingindo municípios das macrorregiões do Cariri, Sertão Central e Inhamuns.
Para o supervisor da Unidade de Tempo e Clima da Funceme, Raul Fritz, a ausência de chuvas nesta época é um fator muito importante para a variação da severidade da seca. Mesmo diante do atual cenário, ele lembra que a quadra chuvosa observada neste ano permitiu que os índices não fossem críticos quanto os registrados em setembro do ano passado. Naquela época, o nível mais extremo de seca atingia 34,38% do Estado.
Como as precipitações de 2017 atingiram principalmente a porção Norte do Estado, o Centro-Sul acabou sendo o mais afetado. Apesar disto, em razão desta variação observada, os impactos também se intensificaram. Na parte Norte, os impactos passaram a ser de curto prazo, atingindo, principalmente, agricultura e pastagens.
Fritz lembra ainda que, em virtude dos baixos índices pluviométricos que historicamente são esperados até novembro, a tendência é de piora no grau de severidade da seca em todas as regiões do Ceará até, pelo menos, a chegada das chuvas de Pré-Estação, em dezembro.
"Onde mais choveu em 2017 se tem, atualmente, um nível mínimo de seca. Porém, em virtude de melhores chuvas este ano em comparação ao ano passado, setembro de 2017 apresentou um quadro de severidade da seca menos grave que o mesmo mês de 2016. Mas a progressão da severidade da seca deve aumentar, nos próximos meses, até que chuvas mais regulares e abundantes venham a banhar o estado", explica o meteorologista.
Créditos do G1

Açude Pedras Brancas está com apenas 7,31% de sua capacidade total, afirma Cogerh



Para sensibilizar e garantir a participação efetiva da sociedade num processo de gestão integrada, compartilhada e descentralizada, foi realizada a Reunião Informativa do Sistema Hídrico Pedras Brancas, no dia 29 de agosto, no distrito da Lagoa da Serra. O objetivo é apresentar a situação hídrica atual do reservatório.
A reunião aconteceu a partir da mobilização social, com visitas às instituições públicas, organizações da sociedade civil e usuários de água, dos municípios de Banabuiú, Quixadá e Quixeramobim, e da Comissão Gestora.
Na ocasião foram explanados os dados sobre a evolução histórica volumétrica e os cenários de esvaziamento do açude Pedras Brancas, destacando as demandas. A capacidade do reservatório é 456.000.000 m³ e o volume atual é 33.339.414 m³ (7,31%).
A discussão foi baseada nas deliberações do Comitê da Sub-Bacia Hidrográfica do Rio Banabuiú, que baseado na Lei Estadual dos Recursos Hídricos a 14.844/10 priorizou as demandas de abastecimento humano para reservatório.
Estiveram presentes na reunião o secretário-geral do Comitê do Banabuiú, José Cláudio da Silva, membros do Colegiado e representantes da Comissão Gestora do Sistema Hídrico Pedras Brancas. A Cogerh/Quixeramobim estava representada pelos coordenadores, Dayana Magalhães e Luis César Pimentel, e o assistente administrativo, Hugo Costa.
MonólitosPost

Baixo nível do Castanhão levanta a hipótese de racionamento, diz secretário


Açude Castanhão está com menor nível desde que foi inaugurado (Foto: DNCS/Divulgação)

O responsável pelo abastecimento de Fortaleza e Região Metropolitana, o Açude Castanhão atingiu o mais baixo nível de armazenamento desde 2002, quando começou a operar : 4,6%, o que representa 308,71 milhões de metros cúbicos. O baixo nível de armazenamento – consequência de seis anos de seca no Ceará - compromete não apenas as atividades comerciais, como a piscicultura e a agricultura, mas também o consumo humano.
O secretário Dedé Teixeira, titular da Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA), explica que as ações que estão desenvolvidas dão uma certa “tranquilidade” apesar do baixo nível do reservatório. Por outro lado, ele não descarta a possibilidade de racionamento de água.
G1CE

Castanhão acumula apenas 4,69% de sua capacidade e repasse de água para RMF reduz 75%



Com o açude Castanhão acumulando apenas 4,69% da capacidade — o menor volume da história — o repasse de água do reservatório para Fortaleza diminuiu 75%. O reservatório cedia para consumo da Capital e Região Metropolitana 6 metros cúbicos por segundo (m³/s). Com o fim da quadra chuvosa, 1,5 m³/s passou a vir do Castanhão para a Cidade. Outros 7,5 m³/s continuam sendo retirados do açude para abastecer cidades vizinhas do Vale Jaguaribe e do Banabuiú e para manutenção de produção agrícola.
As informações foram repassadas pelo titular da Secretaria dos Recursos Hídricos (SRH), Francisco Teixeira, em sessão ontem na Assembleia Legislativa.
“Castanhão e Orós (com 9,21% do volume total) contribuíram o que podiam com a Região Metropolitana. A água agora está ficando lá, para manutenção de cidades do Vale do Jaguaribe e um resto de agricultura que ainda resiste”, explicou.
Teixeira detalhou que a água que abastece Fortaleza vem, prioritariamente, desde junho, dos açudes Pacoti (com 39,79% da capacidade), Riachão (com 44,67%) e Gavião (com 83,47%), que compõem a bacia Metropolitana (com 22 açudes com média de 30,26% do volume total).
Outra fonte de abastecimento da Capital tem sido a água de chuva captada nas calhas dos rios Banabuiú e Jaguaribe. “Mesmo que os açudes Orós, Banabuiú (com 0,7% da capacidade) e Castanhão estejam fechados (para o repasse de água para a Capital), a gente traz essa água para Fortaleza por meio das estações que herdamos do Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contra a Seca), da estação de Itaiçaba e do Canal do Trabalhador. Este ano conseguimos captar 30 milhões de m³ que iriam para o mar. Estamos trabalhando para melhorar essas estações”, apontou.
Com 11,13% da capacidade total nos 155 reservatórios monitorados do Estado, o secretário disse haver condições de manter o abastecimento de Fortaleza até meados de agosto de 2018. “O que se espera é que tenhamos chuvas mais regulares (na quadra chuvosa de 2018) e que cheguem águas da transposição do rio São Francisco”, projetou. Isso deve acontecer em março do ano que vem, estima o Ministério da Integração Nacional.
Até lá, 15 cidades do Interior vivem situação considera crítica: Alto Santo, Baixio, Catunda, Boa Viagem, Campos Sales, Catarina, Deputado Irapuan Pinheiro, Iracema, Ipaumirim, Milhã, Pereiro, Piquet Carneiro, Potiretama, Pedra Branca e Guaiúba. Com reservatórios exauridos, a perfuração de poços tem sido a solução encontrada pela SRH. As situações que mais preocupam são as de Boa Viagem, Campos Sales e Pedra Branca.
(O POVO – Repórter Domitila Andrade)

Castanhão pode secar antes da quadra chuvosa de 2018


s4

O principal reservatório do Estado, o açude Castanhão, pode esgotar a sua capacidade antes mesmo da quadra chuvosa de 2018. A análise é do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) a pedido do Diário do Nordeste. Segundo o órgão, a seca, recorrente principalmente no norte e oeste da Região Nordeste, já perdura por mais de doze meses, principalmente a oeste do Estado da Bahia, grande parte dos estados do Piauí, Ceará e norte de Minas Gerais.Segundo o coordenador geral de Operação e Modelagens do Cemaden, o meteorologista Marcelo Seluchi, o Castanhão apenas superou o volume de 5% após a estação chuvosa de 2017, o que é prejudicial para os próximos anos. "A projeção que nós temos é que o Castanhão chegue ao seu esgotamento antes da quadra chuvosa do próximo ano. O reservatório, considerando a situação atual, pode até manter os níveis e aguentar de 2 a 3% no máximo".
DIÁRIO DO NORDESTE

Defesa Civil reconhece situação de emergência em 61 municípios cearenses



O Ministério da Integração Nacional, por meio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), reconheceu, nesta quinta-feira (4), a situação de emergência em 61 municípios afetados pelo extenso período de seca. A partir de agora as prefeituras podem solicitar o apoio do governo federal para ações emergenciais de socorro, assistência e restabelecimento de serviços essenciais. Com a medida, publicada no Diário Oficial da União de hoje, o número de reconhecimentos federais no estado sobe para 94 cidades.
Entre os municípios reconhecidos estão: Aiuaba, Alto Santo, Antonina do Norte, Apuiarés, Aracati, Araripe, Arneiroz, Assaré, Aurora, Baixio, Banabuiú, Barro, Barroquinha, Beberibe, Boa Viagem, Campos Sales, Capistrano, Caridade, Cariré, Cascavel, Catunda, Caucaia, Chorozinho, Crateús, Deputado Irapuan Pinheiro, Granjeiro, Ibaretama, Iguatu, Independência, Ipu, Iracema, Itatira, Jaguaretama, Jaguaribara, Jaguaribe, Jati, Jucás, Limoeiro do Norte, Miraíma, Mombaça, Monsenhor Tabosa, Morada Nova, Novo Oriente, Ocara, Orós, Pacatuba, Parambu, Pedra Branca, Penaforte, Pentecoste, Pereiro, Quixadá, Quixeramobim, Saboeiro, São Luís do Curu, Sobral, Solonópole, Tarrafas, Tauá, Tejuçuoca e Tururu.
O reconhecimento federal é realizado mediante o decreto oficial de emergência ou calamidade pública do governo estadual e envio de documentação para análise da Defesa Civil Nacional. A medida tem vigência por 180 dias. É importante destacar que as cidades reconhecidas não refletem a quantidade de municípios que estão passando por períodos de seca ou estiagem no estado.
Apoio federal
Para obter o apoio financeiro disponibilizado pela Defesa Civil Nacional, as prefeituras devem apresentar o Plano Detalhado de Resposta (PDR), contendo um diagnóstico dos danos causados pelo desastre, por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2ID). Após a análise, se aprovado, o recurso é definido e liberado.
Além de viabilizar o fornecimento de água tratada à população, por meio da Operação Carro-Pipa, a medida também permite o acesso a outros benefícios, como a renegociação de dívidas no setor de agricultura junto ao Banco do Brasil e o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social para a retomada da atividade econômica nas regiões afetadas.

9,93% Orós registra volume abaixo de 10% e suporte ao Castanhão deverá ser suspenso amanhã

09 DE MARÇO, QUINTA-FEIRA
Com decisão, governo espera que açude se recupera ao longo do restante da quadra chuvosa.
O açude Orós, segundo maior do Ceará, registrou, na terça-feira (7), volume de água abaixo de 10% (9,93%) e deve suspender amanhã (9) o suporte ao Castanhão para o abastecimento de Fortaleza, da Região Metropolitana e do Vale do Jaguaribe.
Essa é a primeira vez que os três maiores reservatórios cearense – Orós, Castanhão(5,28%) e Banabuiú (0,59%) – registram volume abaixo de 10%. Com a decisão, o Governo Estadual espera que Orós possa se recuperar ao longo do restante da quadra chuvosa, que segue até o final de maio.

Previsão climática indica agravamento da seca no nordeste, principalmente no Ceará


Ceará - Variedades

Esta matéria foi atualizada as 17:15 horário de Brasília
08 de fevereiro de 2017
A seca na região Nordeste, que já dura cinco anos, pode se agravar ainda mais entre fevereiro e abril. É o que indica o documento divulgado na última segunda-feira (6) após reunião extraordinária do Grupo de Trabalho em Previsão Climática Sazonal do Ministério da Ciência Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).
Segundo o documento, a probabilidade de chover menos que previsto para o período é de 40%. Já as chances de chuva acima do normal são de apenas 25%.
Segundo o meteorologista Marcelo Seluchi, do Cemaden, se as chuvas ficarem entre a média histórica ou até 30% abaixo dela, a situação da maioria dos reservatórios de água da parte norte do Nordeste não terá recuperação significativa nos meses de fevereiro, março e abril, considerada a estação chuvosa do semiárido.
“Isso implicará em severos impactos na agricultura e na pecuária e no abastecimento de água para a população”, declarou Seluchi.
Participam do GT especialistas do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) e do Centro de Ciências do Sistema Terrestre (CCST) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), além de representantes dos Centros Estaduais de Meteorologia e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
De acordo com o mapa da seca divulgado pelo ministério pode-se notar que o estado do Ceará – em amarelo – está com a situação mais preocupante, reforçando as previsões de que as chuvas no estado podem ficar abaixo da média.

Pesquisadores preveem agravamento da seca no Nordeste entre fevereiro e abril com chuvas abaixo da média


Pesquisadores preveem agravamento da seca no Nordeste entre fevereiro e abril com chuvas abaixo da média

A seca na Região Nordeste, que já dura cinco anos, deve se agravar ainda mais no período de fevereiro a abril, de acordo com a Previsão Climática Sazonal. O documento foi elaborado pelo Grupo de Trabalho em Previsão Climática Sazonal (GTPCS), do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).
As previsões indicam que neste ano haverá menos chuvas na região, causando preocupação com o quadro hídrico. Segundo o documento, a tendência é que os reservatórios do Nordeste não tenham recuperação significativa durante a estação chuvosa, uma vez que as precipitações devem ficar abaixo da média histórica.
Os pesquisadores alertam para o "acentuado risco" de esgotamento da água armazenada em represas e açudes, entre novembro deste ano e janeiro de 2018, nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, da Paraíba, de Pernambuco.
Pelo aumento do potencial de queimadas a partir de fevereiro, a estiagem na região do extremo norte da Região Norte também gera preocupação, especialmente nas áreas leste e nordeste de Roraima.
Isso deve ocorrer em função das temperaturas mais altas. A seca eleva o risco de focos de incêndio, que podem se alastrar por grandes áreas de floresta. "Se a cobertura vegetal diminui, o solo fica mais exposto e gera um aumento maior na temperatura. É um círculo vicioso", diz o coordenador-geral de Pesquisa e Desenvolvimento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), José Marengo. O Cemaden é ligado ao MCTIC e tem participação no grupo de trabalho.
Agência Brasil

Chega a 88% o número de municípios cearenses com estado de emergência reconhecido


seca

A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), do Ministério da Integração Nacional, reconheceu nesta quinta-feira (19) a situação de emergência de 25 cidades afetadas pela seca no Ceará. Com a atualização, o estado chega a 162 cidades em situação de emergência, ou seja, 88%.
Os municípios que entraram em situação de emergência são Abaiara, Antonina do Norte, Aracoiaba, Catarina, Cedro, Choró, Ipaporanga, Itapiúna, Jaguaruana, Meruoca, Milagres, Nova Olinda, Nova Russas, Pacajus, Pindoretama, Pires Ferreira, Quixelô, Quixeré, Reriutaba, Russas, Santana do Acaraú, São Gonçalo do Amarante, Tabuleiro do Norte, Umirim e Várzea Alegre.
Em 2016, o Ceará fechou com 127 municípios em situação de emergência. Conforme a Defesa Civil do Ceará, até o dia 16 de janeiro deste ano, 137 cidades cearenses encontravam-se em situação de emergência por estiagem ou seca decretada ou homologada pelo Governo.
Apoio federal
A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta e irá permitir que os municípios tenham acesso às ações de apoio do Governo Federal para socorro e assistência à população, restabelecimento dos serviços essenciais e recuperação das áreas atingidas.
Além de viabilizar o acesso aos kits de ajuda humanitária, recursos materiais e financeiros para o restabelecimento de serviços essenciais, o reconhecimento federal também permite que as Prefeituras tenham direito a outros benefícios, como a renegociação de dívidas no setor de agricultura junto ao Banco do Brasil e o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a retomada da atividade econômica nas regiões afetadas.
DN Online

TV Jangadeiro: Totalmente seco, Açude do Cedro acumula mais de 400 tartarugas mortas e ameaça ecossistema

15 DE JANEIRO, DOMINGO
Imagem mostra açude Cedro com apenas uma gotinhas de água no fundo (foto: RC)

“Isso não se resume a uma simples tristeza do fato. Esses animais cumprem papel fundamental na cadeia alimentar, inclusive pela alimentação parcialmente detritívora, otimizando a ciclagem de nutrientes”, escreveu Hugo em publicação no Facebook.
O doutor em Zoologia pontuou ainda que a crise de sobrevivência dos animais teve início, provavelmente, antes da seca. O fato foi observado porque os cágados são todos de uma mesma espécie (Phrynops geoffroanus). A expectativa era de que, pelo menos, outras duas espécies menos resistentes habitassem o açude.
“Isso quer dizer que, antes da seca, a situação do açude possivelmente já estava crítica, talvez por poluição, alta salinidade da água ou outros fatores”, ressalta.
Diante do impacto percebido sobre os cágados, o professor alerta que o impacto pode ser muito maior diante dos milhares de peixes e milhões de invertebrados que ali viviam. “Cadê os predadores das larvas do Aedes aegypti? Os índices de dengue, zika, chikungunya e mayaro podem ser alarmantes se nada for feito para controlar a reprodução”, afirma.
O estudo do professor e seus alunos ainda está na fase inicial. Um plano de recuperação deve ser traçado pelo grupo. “A intenção é mostrar que o problema da seca do Nordeste é complexo demais para ser tratado com tanto descaso e falsas promessas há décadas. O que está acontecendo no Cedro é observado em dezenas de outros açudes. A biodiversidade da Caatinga e a população pobre do sertão merecem, por uma questão de direito basal, políticas que realmente resolvam”, destacou.
Assista a matéria da TV Jangadeiro / Tribuna do Ceará

Açude Pentecoste está praticamente seco


foto-acude-pentecoste

09 DE JANEIRO, ATUALIZADO AS 19:58 
Maior açude da bacia hidrográfica do rio Curu, o Açude Pereira de Miranda, conhecido como Açude Pentecoste, no Norte Cearense, a 89 quilômetros de Fortaleza, está praticamente seco.
Com vazão de 130 litros por segundo, o açude atualmente conta com apenas 0,13% de sua capacidade. Com 60 anos de construção, o Pentecoste é o quinto maior açude do Estado.
Diante da falta d’água, o município perdeu quase toda a produção de conqueiros, plantação que movia a economia de Pentecoste.
(Foto: Leitor do Blog)

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...