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Jornalista de Sobral apoiador de Bolsonaro é alvo de operação da PF contra Sérgio Reis

Ojornalista cearense e apoiador do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) Wellington Macedo foi um dos alvos da operação realizada pela Polícia Federal, nesta sexta-feira, 20. O cumprimento de mandados de busca e apreensão foi autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Nomes como o do cantor Sérgio Reis e do deputado federal Otoni de Paula (PSC-RJ) estão na mira da operação. A decisão atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e investiga a incitação de atos violentos contra a democracia.

A operação foi realizada nos estados do Ceará, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Paraná. O alvo cearense da operação, Wellington Macedo, utiliza as redes sociais, majoritariamente, com publicações de apoio ao Governo Federal.

Nesta semana, Wellington, por duas vezes, publicou declarações do cantor Sérgio Reis, outro alvo da PF nesta sexta-feira, em que o cantor afirmava que o País teria problemas caso as solicitações do artista não fossem atendidas, "se eles não obedecerem o nosso pedido, a cobra vai fumar", diz uma das publicações.

A determinação do ministro Alexandre de Moraes sinaliza que os alvos da operação devem ter documentos, bens relacionados aos fatos e delitos, além de celulares, computadores e quaisquer outros dispositivos eletrônicos recolhidos. A operação realizada no Ceará aconteceu no município de Sobral.

Dono de empresa suspeita de impulsionar Bolsonaro fez o mesmo por Dilma



O dono da QuickMobile, uma das empresas sob suspeita de atuar para empresários apoiadores de Jair Bolsonaro (PSL) no disparo de mensagens anti-PT, já esteve envolvido em campanha online similar para impulsionar Dilma Rousseff (PT) no pleito de 2014.
Na época, Peterson Rosa Querino era dono da Door2Doors, que não é mais dele.
Em fevereiro de 2016, o PSDB protocolou uma petição para que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) investigasse as contas da chapa Dilma/Temer sob a alegação de que existiam pagamentos irregulares feitos à agência Door2Doors, que prestou serviços de disparos em massa de mensagens de celular com informações contra o tucano Aécio Neves, concorrente da petista em 2014.

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