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SUS PASSA A OFERECER TESTE RÁPIDO DE DENGUE, ATUALIZAÇÃO 15h09




EM POSTOS DE SAÚDE E HOSPITAIS PÚBLICOS
O teste rápido para o diagnóstico da dengue foi incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS). O Teste Rápido de Dengue NS1 está na tabela nacional de procedimentos dos SUS, publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (26).

O exame é amplamente ofertado em ambulatórios de postos de saúde e em hospitais da rede pública. A solicitação do teste pode ser feita por médicos, enfermeiros, biomédicos e técnicos de enfermagem para pacientes de todas as idades.

O método pode detectar a presença da proteína específica liberada pelo vírus da dengue (antígeno NS1) no sangue, logo no início da infecção e em até 15 minuitos. É diferente dos exames de anticorpos (sorologia), que acusam o diagnóstico positivo para a doença somente após o corpo reagir ao vírus (geralmente após o sexto dia de infecção).

COMO FUNCIONA?
O teste funciona por imunocromatografia, que detecta agentes através de uma fita de teste. O dispositivo reage à presença do antígeno do vírus e o resultado fica pronto em poucos minutos. Para o exame, é necessário um um furo na ponta do dedo para coletar uma amostra de sangue da pessoa com suspeita de estar com dengue. Não é necessário jejum ou qualquer outro tipo de preparo.

O teste, que custa em média R$ 40 em farmácias privadas, será aplicado sem custo à população nas unidades públicas do SUS.

O método não identifica os sorotipos virais da dengue e não informa se a pessoa contraiu o vírus da dengue anteriormente.

VANTAGENS DO TESTE
A identificação rápida da doença pode ocorrer já nos primeiros dias após os sintomas característicos da doença, como febre alta, dor no corpo e mal-estar. Assim, o médico poderá detectar precocemente sinais de alerta, como a queda de plaquetas no sangue e o risco de evolução para a dengue hemorrágica.

O diagnóstico antecipado também garante maior precisão sobre a circulação do vírus, monitorada pela vigilância epidemiológica

O teste rápido da dengue não exclui a necessidade de buscar atendimento médico e poderá contribuir para o acompanhamento do profissional de saúde.

(Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

SUS A partir de novembro, SUS vai encaminhar pacientes para hospitais particulares no Ceará


ACORDO COM O SETOR PRIVADO
A partir de novembro, pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) que aguardam por consultas, exames e cirurgias em Fortaleza, Juazeiro do Norte, São Gonçalo do Amarante e Maracanaú poderão ser atendidos em hospitais privados do grupo Hapvida.

O acordo foi firmado nesta quinta-feira (30) entre o Ministério da Saúde (MS), o Governo do Ceará e a empresa.

A medida faz parte do programa Agora Tem Especialistas, que tem como objetivo reduzir o tempo de espera por atendimentos nas filas do SUS.

Como contrapartida, os convênios de saúde que aderirem ao programa poderão quitar dívidas existentes com a União.

ATENÇÃO:

Os pacientes serão encaminhados pelo SUS aos hospitais e clínicas privadas credenciadas. Portanto, não devem procurar diretamente os hospitais para buscar atendimento.

SUS <> MULHERES A PARTIR DOS 40 ANOS TERÃO ACESSO A MAMOGRAFIA NO SUS, MESMO SEM SINTOMAS

PARA AMPLIAR DETECÇÃO PRECOCE DO CÂNCER DE MAMA
Mulheres entre 40 e 49 anos terão acesso garantido ao exame de mamografia no Sistema Único de Saúde (SUS), mesmo sem sinais ou sintomas de câncer. A novidade foi anunciada nesta terça-feira (23), pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

💬 "Garantir a mamografia a partir dos 40 anos no SUS é uma decisão histórica. Estamos ampliando o acesso ao diagnóstico precoce em uma faixa etária que concentra quase um quarto dos casos de câncer de mama. Enquanto alguns países erguem barreiras e restringem direitos, o Brasil dá o exemplo ao priorizar a saúde das mulheres e fortalecer o sistema público”, afirmou Padilha.

A partir dos 40 anos, o recomendado é que o exame seja realizado sob demanda, em decisão conjunta com o profissional de saúde. A paciente deve ser orientada sobre os benefícios e desvantagens de fazer o rastreamento. A faixa etária de 40 a 49 anos concentra 23% dos casos da doença, e a detecção precoce aumenta as chances de cura.

Outra decisão anunciada é a ampliação da faixa etária para o rastreamento ativo, quando a mamografia deve ser solicitada preventivamente a cada dois anos. Antes, a idade limite era de 69 anos, e agora passará a ser até os 74 anos. Quase 60% dos casos de câncer estão concentrados dos 50 aos 74 anos, e o envelhecimento é um fator de risco para o câncer de mama.

O Ministério da Saúde ressaltou, ainda, que o programa Agora Tem Especialistas tem o objetivo de criar, no Brasil, a maior rede pública de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer do mundo.

💬 “Isso envolve pesquisa, inovação, formação de profissionais, fortalecimento do Inca e parceria com estados e municípios. O que estamos anunciando neste Outubro Rosa não é apenas para este mês, mas para deixar um legado permanente para as próximas gerações,” explicou Padilha.

Atendimento pelo SUS na rede privada, entenda como paciente serão atendidos em hospitais particulares


Para reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias eletivas, o Ministério da Saúde permitirá o uso da rede privada de saúde para atender pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

Através do programa Agora Tem Especialistas, a capacidade de atendimento do SUS foi ampliada por meio de uma parceria inédita com operadoras de planos de saúde que têm dívidas com o sistema público. Em vez de pagar os valores em dinheiro, essas operadoras poderão prestar serviços especializados como forma de quitar os débitos.

A medida vale para serviços de média e alta complexidade em áreas com grande demanda reprimida:
* Oncologia
* Ginecologia
* Cardiologia
* Ortopedia
* Otorrinolaringologia
* Oftalmologia

O paciente não poderá escolher diretamente o local do atendimento. A decisão caberá à regulação, que levará em conta critérios clínicos e prioridades definidas pelo Ministério da Saúde.

➡️ Confira no carrossel como irá funcionar.

A participação das operadoras de planos de saúde é voluntária. Elas devem se cadastrar na plataforma InvestSUS, informando os serviços que podem oferecer. O Ministério da Saúde avaliará se esses serviços correspondem à necessidade de atendimento do SUS em cada localidade.

Se a oferta for compatível, a operadora será autorizada a participar, e os contratos serão firmados para iniciar os atendimentos a partir de setembro.

As dívidas das operadoras surgem quando pacientes que têm plano de saúde são atendidos pelo SUS em situações que deveriam ser cobertas pela rede privada. Por lei, nesses casos, as operadoras devem ressarcir o sistema público.

Com a nova iniciativa, essas dívidas poderão ser convertidas em atendimento direto à população, desafogando a fila de espera por atendimento especializado.

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