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Liberado em farmácias, teste rápido para Covid-19 tem limitações



Antes aplicados apenas em serviços hospitalares, públicos ou privados, os testes rápidos para a detecção do novo coronavírus poderão ser aplicados também em farmácias e drogarias, como decidiu, nesta terça-feira (28), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Contudo, o método que promete resultados entre 10 e 30 minutos não é tão confiável, segundo as autoridades de Saúde, podendo fornecer falsos negativos e, até mesmo, falsos resultados positivos.
O teste rápido não detecta o coronavírus em si, mas a presença de anticorpos (IgG e IgM) produzidos pelas células de defesa do organismo após contato com vírus. Baseado na análise do sangue, soro ou plasma, o resultado fica disponível entre 10 e 30 minutos, segundo a Anvisa.
A doutora Bruna Ribeiro Teles, pesquisadora do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos da Universidade Federal do Ceará (NPDM/UFC) e integrante do Laboratório de Diagnóstico do Covid, explica que todo tipo de teste rápido tem um percentual de falso positivo e de falso negativo.
“Como ele é feito com a amostragem de sangue, alguns fatores podem influenciar na detecção, como a coagulação sanguínea, que pode gerar erros de leitura, resultando em falso negativo, e o percentual de sensibilidade do teste, que pode levar a erros de leitura do exame, resultando em falso positivo”, detalha.
O exame é considerado positivo quando detectada a presença de IgM e IgG, na qual o IgM positivo representa infecção recente e o IgG positivo representa o anticorpo da imunidade. Quando há ausência da detecção de ambos, o teste é considerado negativo.

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