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Continuidade de auxílios mensais aos atingidos de Brumadinho é incerta


Equipes de resgate durante buscas por vítimas em Brumadinho, onde uma barragem da mineradora Vale se rompeu.

Exatos dez meses após o rompimento da barragem da mineradora Vale em Brumadinho, em Minas Gerais, atingidos convivem com a incerteza sobre o futuro dos pagamentos emergenciais mensais. O acordo que estabeleceu esses repasses só os garantiu até um ano após a tragédia, que se completará em 25 de janeiro de 2020.
Uma prorrogação vem sendo negociada na Justiça entre a Vale, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a Defensoria Pública de Minas Gerais e outros órgãos. No entanto, até a última audiência para tratar do assunto na semana passada, não houve avanços. Um novo encontro já está agendado para a próxima quinta-feira (28).
Os pagamentos emergenciais mensais correspondem ao valor de um salário mínimo por adulto, a metade dessa quantia por adolescente e um quarto para cada criança. Eles foram assegurados a todos os moradores de Brumadinho, sem distinção. Nos demais municípios atingidos, o benefício foi concedido a pessoas que residem até um quilômetro de distância da calha do Rio Paraopeba. Atualmente, cerca de 108 mil fazem jus aos valores definidos.
A incerteza em relação ao futuro do pagamento levou um grupo de atingidos e protestar na semana passada, bloqueando uma linha férrea na altura do município de Mário Campos. Segundo André Sperling, promotor do MPMG, a divergência ocorre porque a Vale quer manter os repasses apenas para um número limitado de pessoas.
Agência Brasil

Oito funcionários da Vale são presos em investigação sobre rompimento da barragem de Brumadinho


Imagem de um capacete da Vale tirada 20 dias após a tragédia na mina Córrego do Feijão.

Oito funcionários da mineradora Vale envolvidos no trabalho de monitoramento da estabilidade da barragem I, que rompeu em Brumadinho e deixou pelo menos 166 mortos e 155 desaparecidos, foram detidos provisoriamente na manhã desta sexta-feira em uma operação policial realizada em três estados: São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Também foram realizadas buscas e apreensões de documentos nas casas de quatro funcionários da empresa alemã Tuv Sud, que produziu os últimos laudos de estabilidade da barragem.
As prisões provisórias visam apurar a participação e a responsabilidade dos oito funcionários no rompimento das barragens da Mina do Feijão. Os oito funcionários da mineradora deverão ficar presos por até 30 dias e poderão responder por homicídio, crime ambiental e falsidade ideológica, se as autoridades confirmarem as suspeitas dos investigadores. Entre as pessoas detidas nesta sexta-feira, está o gerente Alexandre de Paula Campanha. O engenheiro Makoto Namba, que trabalha na empresa alemã Tuv Sud, relatou ter se sentido pressionado por ele a atestar a estabilidade da barragem que rompeu em depoimento à Polícia Federal obtido pelo G1.

Vídeo inédito mostra momento em que barragem se rompe. Centenas de funcionários correm

Comoção e raiva marcam enterro de vítimas da Vale



À medida que os corpos estão sendo localizados e identificados, enterros coletivos e homenagens começam a acontecer na cidade de Brumadinho.

Em ruínas, a barragem de maior risco em Minas Gerais


Mina não emprega ninguém nem produz um real em royalties para o município

31/01/2019, QUINTA-FEIRA
RIO ACIMA (MG) - A menos de dez minutos do centro da pequena Rio Acima, cidade de 10 mil habitantes na Grande Belo Horizonte, a barragem Mina Engenho foi dominada pelo mato e está abandonada. Inativa há sete anos, a mina de ouro - que pertencia à Mundo Mineração, do grupo australiano Mundo Minerals, hoje em estado falimentar - não emprega ninguém nem produz um real em royalties para o município. Deixou para trás, porém, uma herança perigosa: as barragens de maior risco de Minas Gerais, segundo avaliação da Agência Nacional de Mineração (ANM), órgão regulador do setor.
Conforme o relatório mais recente da ANM, de janeiro, a barragem Mina Engenho foi a única do Estado a ser considerada de “alto risco” de vazamento. Para se ter ideia, as barragens da mineradora Vale em Brumadinho - na unidade onde houve o rompimento - eram consideradas de baixo risco. Outras foram classificadas de “risco médio” - uma delas está em Itabirito, perto de Rio Acima.

Encontrados corpos de dono de pousada e filho em Brumadinho



Os corpos dos proprietários da pousada Nova Estância foram identificados na manhã desta quarta-feira (30). Márcio Mascarenhas e o filho, Márcio Coelho Barbosa Mascarenhas, são vítimas da tragédia em Brumadinho (MG). Ontem, foi identificado o corpo de Cleosane Coelho Mascarenhas, a Cleo, que também era dona do estabelecimento. As informações são do G1.
A pousada, que ficava próxima ao Instituto Inhotim, e que foi soterrada pela lama da barragem Córrego do Feijão, da Vale, na última sexta-feira (25), era uma das mais conhecidas da região. Márcio Mascarenhas completaria 75 anos no dia 31 deste mês.
NoticiasaoMinuto

O SANGUE DOS INOCENTES NA LAMA DE BRUMADINHO

Tragédia em Brumadinho tem 60 mortos confirmados e 292 desaparecidos



28/01/2019, SEGUNDA-FEIRA
O número de vítimas fatais após o rompimento da barragem Mina do Feijão, em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, subiu para 60, segundo informou o Corpo de Bombeiros, na manhã desta segunda-feira (28).
Há ainda 292 pessoas ainda desaparecidas, enquanto 192 foram resgatadas com vida até o sábado (26). Há vítimas hospitalizadas e desabrigadas. 
"Não sabemos a quantidade de corpos ainda, mas os trabalhos estão sendo feitos. Por conta desse fato, vamos estender as buscas neste domingo", afirmou o tenente-coronel Flávio Godinho, da Defesa Civil de Minas Gerais.
A Polícia Civil de Minas informou que 19 mortos já foram identificados; veja a lista com os nomes das vítimas.
O presidente da Vale, Fabio Schvarstman, disse estar "consternado" com o rompimento da barragem da mineradora e afirmou que não conhece as causas da tragédia nem sua dimensão exata.
Um gabinete de crise da tragédia em Brumadinho foi estruturado na Faculdade Asa, que fica a pouco mais de seis quilômetros do local do acidente. 
Em entrevista a uma rádio de Brumadinho, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o rompimento da barragem da cidade poderia ser evitado.
NoticiasaoMinuto

“Punição será rigorosa. Já bloqueamos bilhões” diz Zema sobre Brumadinho


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Sobre a tragédia, ou melhor … sobre o crime ocorrido em Brumadinho/MG, o governador Romeu Zema declarou o seguinte:
“Todas as medidas judiciais já foram tomadas e recursos na casa dos bilhões foram bloqueados, de forma que a punição seja a mais rigorosa possível. Aquilo que a lei prevê, será feito.” disse Zema após se encontrar com Jair Bolsonaro.
É pouco governador! Vidas não têm preço.
Além dos bilhões bloqueados, queremos ver o ex-governador do PT (e o presidente da mineradora) na cadeia, além de todos dos os funcionários estaduais que provavelmente receberam “um agrado” da Vale para liberar as licenças ambientais.
Diário do Brasil

Brumadinho: Ônibus com vários corpos é encontrado soterrado


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Pedro Aihara, tenente do Corpo de Bombeiros, declarou em entrevista coletiva que um ônibus com vários passageiros mortos foi encontrado próximo da área do rompimento da barragem da Vale.
De acordo com o tenente, a equipe de regate terá que providenciar maquinários especiais para a retirar o veículo soterrado.
“O local é de difícil acesso … para acessar essa estrutura e retirar os corpos, precisaremos de equipamentos específicos. O número de óbitos aumentará consideravelmente” declarou o porta-voz do Corpo de Bombeiros.
Diário do Brasil

Chega a nove número de mortos pelo rompimento de barragem em Minas



O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais registrou, até o início da madrugada deste sábado, 26, nove mortes em decorrência do rompimento de uma barragem de rejeitos da mineradora Vale, no município de Brumadinho. O último balanço da corporação informa ainda o resgate de nove pessoas retiradas com vida da lama de rejeitos e de cerca de 100 pessoas que estavam ilhadas.
A mineradora divulgou, na manhã de hoje, uma lista com o nome das pessoas que não fizeram contato desde o rompimento da barragem. Mais de 400 pessoas, entre funcionários do quadro e terceirizados, integram o levantamento da mineradora.
De acordo com a empresa, a lista está sendo atualizada constantemente, conforme as pessoas são localizadas. “Se o seu nome está na lista, favor entrar em contato com a nossa ouvidoria para comunicar”, pediu a mineradora em comunicado. O telefone para atendimento é o 0800 821 500.

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