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Governo desapropria 168 mil hectares de terra para a transposição em cinco municípios do Cariri


















“Ficam declaradas de utilidade pública, para fins de desapropriação, os imóveis com suas benfeitorias, acessos e outros acessórios, correspondentes à área total de 168.463,97 ha, situados nos municípios de Barro, Mauriti, Brejo Santo, Jati e Penaforte/CE, conforme previsto nos Anexos I a IV deste Decreto. Parágrafo único. A desapropriação referida destinar-se-á à implantação dos Sistemas de Abastecimento de Água do Projeto de Integração do Rio São Francisco – PISF, com as bacias hidrográficas do Nordeste Setentrional, nos Municípios de Barro, Mauriti, Brejo Santo, Jati e Penaforte/CE”, diz o Diário Oficial do Ceará. As indenizações serão pagas pelo governo cearense.

Águas do São Francisco voltam a percorrer açudes do CE após quase um ano com serviços paralisados Liberação foi concedida nesta quinta-feira, durante encontro entre entidades de Pernambuco e do Ceará Transportação de água do Rio São Francisco para o Ceará estava paralisada desde novembro de 2022


O Núcleo de Controle Operacional da Integração do São Francisco, localizado em Salgueiro (PE), liberou água da estrutura do Rio São Francisco para a barragem de Jati, no Ceará, ontem  quinta-feira, 13. A barragem de Jati possui estrutura com capacidade de acumular até 28 milhões de metros cúbicos de água.Por conta de serviços de manutenção no conjunto de bombas da Estação de Bombeamento EBI-3, o equipamento ficou paralisado por dez meses.
Com a liberação, o Ceará volta a ter mais segurança hídrica, visto que, será uma fonte disponível para eventuais crises.
Quando necessário, as águas do Projeto de Integração do Rio São Francisco irão percorrer o trecho emergencial Cinturão das Águas do Ceará (CAC) até o Riacho Seco, no município de Missão Velha, e depois fluirá para os rios Salgado e Jaguaribe, com destino final no açude Castanhão. Uma vez chegada ao Castanhão, acontece a transferência para a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), pelo Eixão das Águas.

Chegada das águas do São Francisco no Castanhão em 2021 depende de cenário chuvoso e esbarra no alto preço da água

Açude Castanhão no Ceará
Desde outubro de 2020, a água do rio São Francisco preenche os 53 quilômetros do trecho emergencial do Cinturão das Águas (CAC), por onde deve chegar ao Castanhão, abastecendo a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Contudo, é possível que o percurso até o maior reservatório do Estado não seja feito ainda em 2021, conforme a Secretaria de Recursos Hídricos do Estado (SRH) havia previsto. A liberação depende do cenário hidrológico estadual e das negociações tarifárias, tendo em vista o alto custo da água.

De acordo com o diretor de operações da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), Bruno Rebouças, o Ceará, assim como outros estados receptores da água do Projeto de Integração do Rio São Francisco (Pisf), entregou seu Plano Operativo Anual no ano passado. O documento expõe cenários de aporte dos reservatórios e de qual seria a demanda de água.

“Estamos preparados e há o pedido junto à União para liberação de água, mas ela depende dos cenários que vão se desenhar”, diz. Um dos aspectos a serem observados para essa liberação ou não seria o prognóstico sobre a quadra chuvosa cearense, que vai de maio a fevereiro.
(*) Matéria replica do Jornal O Povo

Com previsão de término até domingo, obras de recuperação da barragem em Jati chegam a 84%

 

Mais de 84% das obras de recuperação e recomposição da barragem de Jati (CE) já foram executadas. Realizados em regime de 24h, os trabalhos no empreendimento – que faz parte do Projeto de Integração do Rio São Francisco – contam com cerca de 80 profissionais, além de equipamentos, como 45 caminhões, cinco tratores e sete escavadeiras. A expectativa é de que a ação seja concluída até domingo. O incidente que provocou um vazamento na barragem não causou danos à estrutura do reservatório.
“O Ministério do Desenvolvimento Regional e as empresas contratadas tomaram, desde o início, todas as providências para garantir a segurança e preservar as vidas das pessoas que vivem no entorno da barragem. Demos toda a assistência e determinamos que fosse feito, de imediato, um trabalho de recomposição da estrutura”, explicou o ministro Rogério Marinho. Estima-se que cerca de 28 mil m3 de brita grudada e de rocha serão utilizadas para recompor o talude de jusante da barragem.
Nesta semana, Defesa Civil Nacional, a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Ceará (CREA-CE) e a Agência Nacional de Água (ANA) visitaram o local do incidente. Além disso, foi contratada consultoria independente para apurar as causas do rompimento da tubulação na barragem. Os peritos estarão em campo a partir da próxima terça-feira (1º).

Comportas do reservatório Jati são abertas e águas da transposição são liberadas em direção ao Castanhão

 

O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) avançou mais uma etapa para garantir segurança hídrica à Região Metropolitana de Fortaleza a partir do Projeto de Integração do Rio São Francisco. Foram acionadas, nessa quinta-feira, as comportas no Reservatório Jati e, com isso, as águas do Eixo Norte começam a ser liberadas para o Cinturão das Águas do Ceará e, após chegarem à Barragem do Castanhão, segurem curso em direção à Região Metropolitana de Fortaleza. O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, participou do ato.
“Esse momento retrata os esforços de um governo que trabalha para emancipar o Nordeste, região que tem o destino de ser grande. A garantia de oferta de água é fundamental para isso”, destacou o ministro. “Estamos vencendo mais uma etapa para permitir segurança hídrica a uma grande parcela da população cearense. Além de ser fundamental à qualidade de vida e à saúde, é uma forma de impulsionar o desenvolvimento econômico regional”, completou.
Desde a chegada das águas do ‘Velho Chico’ ao Ceará, em junho deste ano, o Reservatório Jati atingiu nesta semana 26,3 milhões de metros cúbicos (m³), o que representa 94,8 % de sua capacidade total. É a partir dali que a água será transportada pelo CAC por 53 quilômetros, correrá nos leitos dos Rios Salgado e Jaguaribe até chegar ao Reservatório Castanhão, que abastece Fortaleza e cidades próximas. Aproximadamente 4,5 milhões de moradores serão beneficiados.
O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) já investiu, desde o ano passado, mais de R$ 170 milhões no CAC, dos quais R$ 63,3 milhões foram pagos neste ano. Executado pelo governo estadual com recursos da União, o empreendimento está com 64,61% de avanço físico. “Nesse mais de um ano e meio de governo Bolsonaro, proporcionalmente, registra-se o momento em que houve o maior volume de investimentos nas obras de Integração do Rio São Francisco e em todas os empreendimentos associados. Foram quase R$ 3 bilhões até agora”, destacou o ministro Rogério Marinho.
A Pasta seguirá, também, com o processo de enchimento de todo o Eixo Norte para garantir disponibilidade hídrica aos portais que atenderão a Paraíba e o Rio Grande do Norte. O trecho subsequente à Barragem Jati conta com 119 quilômetros de extensão, compostos por canais, três aquedutos, nove barragens e 19 quilômetros de túneis.
A água do Eixo Norte do Projeto São Francisco que chegará ao território potiguar sai de Cabrobó (PE), segue para o Reservatório Engenheiro Ávidos, em Cajazeiras (PB), e dali para o leito do Rio Piranhas-Açu, que faz o transporte natural até o Reservatório Armando Ribeiro Gonçalves, já no Rio Grande do Norte. Também pelo Rio Piranhas-Açu, a Barragem Oiticica, que está em execução, receberá a água e beneficiará 350 mil pessoas nas regiões do Seridó, Vale do Açu e Central do estado.
Eixo Norte
Todo o Eixo Norte, com 260 quilômetros de extensão, está com 97,53% de execução física. A etapa conta com 15 reservatórios, oito aquedutos, três túneis e 155 quilômetros de canais concretados. Três estações de bombeamento elevam as águas do projeto em 188 metros de altura.
Mais de 6,5 milhões de pessoas serão atendidas em 220 municípios do Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.
(*) As informações são do Ministério do Desenvolvimento Regional

Polícia Federal deflagra operação no Ceará e 11 estados contra tráfico internacional

 

Uma megaoperação contra o tráfico internacional de drogas, intitulada Além-mar, foi deflagrada na manhã dessa terça-feira (18) pela Polícia Federal (PF) em 12 estados brasileiros, incluindo o Ceará, bem como no Distrito Federal. Foram cumpridos 139 mandados de busca e apreensão e 50 de prisão - sendo 20 preventivas e 30 temporárias. A maior parte das ações ocorre em São Paulo, no qual foram expedidos 22 mandados de prisão e 60 de busca e apreensão. No Ceará, um mandado de busca e apreensão foi cumprido pela Polícia Federal, mas o órgão não informou, até o fechamento desta reportagem, quem foi o alvo e o que foi sequestrado do local.
"A gente atuou de forma muito técnica, empregamos todos os recursos investigativos que são disponibilizados pelas leis, contamos com a parceria do Ministério Público Federal e da Justiça também entendendo como é importante esse desmantelo das organizações criminosas e hoje chegamos a esse resultado", afirmou a superintendente regional da PF em Pernambuco, Carla Patrícia Cintra.
Segundo a superintendente, a operação conseguiu desarticular quatro organizações criminosas que atuavam "de forma separada, mas coordenada". Três delas eram de São Paulo e uma de Pernambuco. A Justiça Federal determinou ainda o sequestro de sete aviões, cinco helicópteros, 42 caminhões e 35 imóveis urbanos e rurais (fazendas) ligados aos investigados e ao esquema criminoso, além do bloqueio judicial do valor de R$ 100 milhões. "Por mais que a gente tenha tentado retardar o cumprimento desses mandados, respeitando as normas sanitárias, a Justiça Federal teve toda sensibilidade e decidiu postergar os mandados em razão da pandemia. Mas o fato é que a organização criminosa continuou", ressaltou a delegada regional de Combate ao Crime Organizado em Pernambuco, Mariana Cavalcante, sobre a ação.
Esquema
Segundo as investigações realizadas pela Polícia Federal, o esquema criminoso começava com a compra de cocaína na Bolívia. Os entorpecentes ficavam escondidos no Paraguai até que um helicóptero ou um avião da organização criminosa vindo de São Paulo ia até o local para fazer a sua retirada e transporte aéreo. Conforme a delegada, houve predomínio do uso de helicópteros, pois eles "são menos suscetíveis ao sistema de fiscalização do espaço aéreo".
Em seguida, por meio de caminhões-tanque, os traficantes faziam o deslocamento da cocaína por meio terrestre até pontos de depósito nos quais as drogas ficaram escondidas até a sua retirada para os portos brasileiros, em especial o do Rio Grande do Norte.
Segundo a PF, um dos grupos criminosos, com sede em Recife, é formado por empresários do setor de transporte de cargas, funcionários e motoristas de caminhões. Eles organizavam a logística de transporte dos entorpecentes, o armazenamento e até a ocultação em contêineres para transporte em navios de carga ou veleiros.
Por fim, as apurações mostraram que o produto de toda essa logística iria abastecer os mercados europeu e africano. Segundo Mariana Cavalcante, os principais portos de destino da cocaína eram de países como Espanha, Bélgica, França e Holanda.
Uma última facção criminosa, também natural de São Paulo, atuava na lavagem de dinheiro do grupo, como se fosse um banco paralelo. As investigações apontaram que essa célula utilizava empresas fantasma ou nomes de "laranjas" para movimentar recursos ilícitos.
Fonte: Diário do Nordeste

Ministro estará no Cariri para liberar testes de envio da água de Jati para o Cinturão das Águas

 

Depois de um mês e meio da inauguração do reservatório de Jati, na região do Cariri cearense, é a hora de começar os testes do envio das águas do Projeto de Integração do Rio São Francisco (Pisf) para o açude Castanhão, responsável pelo abastecimento da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Amanhã (20), o ministro do Desenvolvimento Regional (MDR), Rogério Marinho, deve vir ao Ceará para abrir as comportas de Jati e liberar a passagem da água para o trecho emergencial do Cinturão das Águas (CAC), que irá conduzir o recurso hídrico até o maior reservatório do Estado. Em entrevista ao Sistema Verdes Mares, o ministro afirmou que o investimento total do Governo Bolsonaro nas obras do Pisf deve chegar a R$ 5 bilhões.
Quando abrir as comportas de Jati para o início dos testes, Rogério Marinho irá cumprir o prazo estabelecido pelo Executivo Federal para começar o envio das águas da Transposição para o Castanhão, após tantos atrasos nas obras que perpassaram diferentes governos e duraram 12 anos para chegar ao nível atual de conclusão (95% ao todo, no Eixo Norte). O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) esteve no Ceará no dia 26 de junho para acompanhar a chegada das águas do São Francisco ao Estado. O governador Camilo Santana (PT) não compareceu ao evento.
"Para vocês terem uma ideia, quase R$ 3 bilhões já foram investidos desde 2019. Nós vamos fechar este ano com R$ 3,5 bilhões e temos a necessidade de um aporte de pelo menos mais um R$ 1,5 bilhão para concluirmos a Transposição do Rio São Francisco, o que vai dar um investimento de R$ 5 bilhões", ressaltou o ministro.
Sobre os 5% restantes para conclusão da obra, Marinho explicou que o percentual é referente ao término do trecho do Pisf que vai levar recursos hídricos ao Rio Grande do Norte, último estado a receber as águas do Velho Chico, e obras complementares em reservatórios, aquedutos, irrigação de perímetro, entre outras.
Abertura de comportas
"O que falta, em torno de 5% (das obras), apesar de em termos absolutos ser muito pouco, é preciso um investimento vultoso, porque são obras que precisam ser feitas para transpor obstáculos geográficos relevantes. Por isso, dependem de um maior recurso e de uma velocidade menor para conclusão total das obras de Transposição", explicou. De acordo com ele, o trecho do Eixo Norte do Pisf que beneficiará o Estado do Rio Grande do Norte deve ser entregue até o ano que vem.
No entanto, neste primeiro momento, serão abertos apenas dez centímetros das comportas do reservatório de Jati para dar vazão à água, conforme informou a Secretaria de Recursos Hídricos do Ceará - responsável pela obras do Cinturão das Águas no Estado. Por se tratar de período de teste, o volume da água será o menor possível para assegurar que não há falhas ao longo do trecho emergencial, como vazamentos, e caso haja, que possam ser corrigidas rapidamente e sem desperdício de água ou comprometimento do canal do Cinturão, afirmou Rogério Marinho.
"A nossa ideia é estar no Ceará novamente no dia 20 (amanhã), porque os 28 milhões de metros cúbicos de água já estarão represados (em Jati). O canal (do Cinturão) vai ser testado, para ver se não há nenhum vazamento, nenhum problema que precise ser corrigido".
Ainda de acordo com ele, os testes devem ser concluídos em até 15 dias. Após o período, a água deve ser liberada em um maior volume para poder encher o canal do Cinturão e seguir o curso de forma gravitacional para o Castanhão. "A nossa previsão é que possam ser liberados 12 metros cúbicos por segundo", detalhou o ministro.
Sobre esse ponto, o titular da Secretaria de Recursos Hídricos, Francisco Teixeira, projeta que se o Ministério autorizar a liberação dos 12 metros cúbicos por segundo, o canal inteiro do Cinturão das Águas deve ser abastecido em aproximadamente 15 dias. "A partir de então, a água seguirá para o Castanhão, o que terá duração, em média, de dois meses", esclareceu. "Vale ressaltar que é um teste. Uma liberação pequena, para encher os sifões", complementa o secretário.
Percurso
Ao saírem de Jati, os recursos hídricos passarão pelos municípios de Porteiras, Brejo Santo, Abaiara até chegarem a Missão Velha, por meio do canal do CAC, onde serão direcionados para desaguar no Riacho Seco através de aquedutos. A partir daí, poderão seguir o fluxo dos Rio Batateira e do Rio Salgado, principal afluente do Rio Jaguaribe e o maior responsável pelo abastecimento do Açude Castanhão.
CAC
Ao todo, o Cinturão das Águas do Ceará deverá ter 149 quilômetros de extensão, os quais são divididos em cinco lotes. Desse total, 53 quilômetros da obra já estão prontos, correspondentes aos lotes 1, 2 e 5, responsáveis pelo trecho emergencial.
Os lotes 3 e 4, que abrangem os 96 quilômetros restantes do CAC, estão com 26,46% e 4,26%, respectivamente, das obras concluídas. Esses lotes são responsáveis por permitir o curso da água pelo canal do CAC de Missão Velha até Nova Olinda, onde os recursos hídricos irão abastecer a região do Cariri.
Segundo Francisco Teixeira, esse trecho deve ser concluído no próximo ano, caso não haja mais atrasos nos repasses do Governo Federal - já que a obra é custeada com 81% de recursos federais e 19% do Estado. Já sobre a água que virá para o Açude Castanhão, o secretário de Recursos Hídricos salienta que ela terá múltiplos utilizações: desde o abastecimento humano e público até industrial.
Fonte: Diário do Nordeste


Obras no Ceará garantem bom fluxo das águas do Velho Chico

Após 13 anos de uma longa espera - e pelos menos sete prorrogações para o prazo de conclusão - as águas do Projeto de Integração do rio São Francisco (Pisf) finalmente chegarão ao Ceará. A expectativa é de que a operação ocorra até o último fim de semana de junho. Mas, porque essa obra, considerada a maior intervenção hídrica do País, é tão importante? O especialista em recursos hídricos, Hipérydes Macedo, destaca que o projeto vai gerar segurança no abastecimento do principal reservatório do Estado, o Castanhão.
Para obra de tamanha magnitude, portanto, foi preciso realizar outras ações estruturantes no Ceará. Hipérydes acredita que o Estado está pronto para receber as águas transpostas, mas aponta algumas ressalvas, como a perda da água durante o trajeto de quase 300 Km entre a barragem de Jati, no Sul do Estado, e o açude Castanhão.
"A perda de água no trajeto é uma incógnita, pois vai enfrentar solos sedimentares, perda por infiltração, evaporação e terá de encher as barragens vertedouras em Aurora e Lavras da Mangabeira", reforça o titular da Secretaria de Recursos Hídricos, Francisco Teixeira, ao corroborar a análise de Hipérydes.
Percurso
A partir do reservatório Jati, na cidade de mesmo nome, no Cariri cearense, a água vai seguir no Cinturão das Águas do Ceará (CAC) por uma extensão de 53 Km por meio de canais, túneis e sifões até o riacho Seco, em Missão Velha. Esse é o chamado trecho emergencial do CAC. A obra estruturante foi importante para viabilizar a transposição da água até o Castanhão.
Depois, segue até o rio Salgado, no município de Icó, onde vai desaguar no Rio Jaguaribe indo até o Castanhão. Todo o percurso será de 300 Km, sendo 250 Km em leito natural. Para otimizar a chegada da água, a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) vai realizar serviços de desobstrução e fiscalizar o trecho. "Estimamos dois meses para a água chegar ao Castanhão, após atingir a cota de liberação para o CAC", pontua Teixeira.
O CAC foi dividido em cinco lotes. O trecho emergencial que inclui os lotes 1,2 e 5 está pronto para receber as águas da transposição. "Faltam apenas obras complementares, serviços de drenagem", frisou o diretor de Águas Superficiais da Superintendência de Obras Hidráulicas (Sohidra), Antônio Madeiro de Lucena.
Os lotes terceiro e quarto não se relacionam com essa primeira etapa emergencial, uma vez que seguem em direção aos municípios de Crato e de Nova Olinda, onde levarão água até o rio Cariús.
Beneficiamento
Com a chegada da água no açude Castanhão, o Estado poderá sanar uma lacuna histórica no abastecimento de diversos municípios. Em tempos de estiagem, como vivenciado entre os anos de 2012 a 2018, o reservatório apresenta limitação para abastecer cidades importantes, como as da Região Metropolitana de Fortaleza. "Vamos usar a água do São Francisco para atender 60 municípios", observa Teixeira.
Hipérydes Macedo explica que em um primeiro momento a concessão de outorga por parte da Agência Nacional de Água (ANA) irá priorizar o abastecimento urbano, mas com a chegada da água do São Francisco poderá haver sobra do recurso hídrico captado no Ceará em tempos chuvosos. "Este fato, por si só, libera as reservas locais para os outros usos, como a agropecuária".
Diante da estruturação das obras executadas no Estado, Hipérydes Macedo se mostra otimista com o cenário vindouro. "Transposição funcionou em todas as regiões do mundo, e aqui não seria diferente", finaliza.
DN

Governo do Ceará confirma que água da Transposição do São Francisco passam pela última etapa, antes de entrar no Ceará


Resultado de imagem para reservátório de negreiro

As águas da Transposição do rio São Francisco estão previstas para encher o primeiro reservatório do Ceará até o final do primeiro trimestre de 2020.
Esta semana, o Ministério de Desenvolvimento Regional (MDR) divulgou imagens do reservatório de Negreiro, no município de Salgueiro PE, transbordando devido às águas que recebeu do Velho Chico. O reservatório pernambucano já está abastecendo a barragem de Milagres, no Ceará.
O superintendente da Sohidra, Yuri Castro, disse que a água do São Francisco será recebida em Jati, no Ceará, e será distribuída pelos rios Salgado e Jaguaribe, até chegar ao destino final, o Castanhão.
Roberto Moreira

Águas do rio São Francisco já abastecem o último reservatório antes de entrar no Ceará



O Ministério de Desenvolvimento Regional (MDR) divulgou nessa quarta-feira, 22, imagens do reservatório de Negreiro no município de Salgueiro (PE) transbordando devido às águas do rio São Francisco. A vazão do Negreiro está abastecendo a barragem de Milagres, na cidade de Verdejante em Pernambuco. O prazo estipulado para que as águas comecem a encher o primeiro reservatório cearense é o fim de março.
Embora o último reservatório de Pernambuco na linha de transposição do rio já esteja recebendo recursos hídricos, o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), estima que levarão cerca de 3 meses para que a Barragem de Milagres possa abastecer demais localidades. De acordo com a estruturação da canal do Projeto de Integração do Rio São Francisco (Pisf), em solo cearense, as águas do rio devem abastecer primeiro a barragem de Jati, na região do Cariri.
Da barragem de Jati, o recurso hídrico segue até até Missão Velha, onde será direcionado ao Riacho Seco, seguindo pelo Rio Salgado até desaguar no Rio Jaguaribe, onde cairá no maior reservatório do Estado, o Açude Castanhão. O trajeto deve ser feito de acordo com o projeto do Cinturão das Águas do Ceará (Cac), e deve abastecer toda a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) e diversas localidades do sertão cearense.
Fonte: O Povo

A Transposição do São Francisco

O Estado do Ceará é o mais bem planejado, entre todos na região nordestina, na distribuição de água. A transferência de bacias foi uma política pública audaciosa e eficaz. 
Estrategicamente, os cearenses podem contar com reservatórios de grande capacidade em todas as regiões, que mandam água para pequenos açudes a abastecer os 184 municípios cearenses. O problema é que os períodos de seca estão ficando longos, indo além das marcas históricas e surpreendendo gestores.
A Transposição do São Francisco para o Ceará vai resolver o problema da falta d’água nos reservatórios, com o Jaguaribe se tornando um rio perene e a água sendo servida o ano inteiro. Com o volume que chegará em março, segundo o governo federal, será possível planejar o setor agropecuário, aumentando a produção e a geração de emprego e renda.

Sexta-feira, 3, às 9h40, as águas do Rio São Francisco começaram a descer, por gravidade, desde a barragem de Negreiros em direção à de Milagres, ambas na geografia do vizinho Estado de Pernambuco. No fim de março, a barragem de Milagres estará cheia. Quando estiver vertendo, ela transferirá a água, também por gravidade, para a barragem de Jati, no Ceará, a partir da qual tomará o caminho para o açude Castanhão, seu destino final, onde deverá chegar - se Deus ajudar - em julho. A boa notícia que esta coluna colheu ontem de uma fonte da Secretaria de Recursos Hídricos é que a terceira bomba da estação elevatória do Canal Norte do Projeto São Francisco de Integração de Bacias - localizada no meio do sertão da pernambucana Salgueiro - entrará em operação ainda neste mês de janeiro. Essa operação, revelou a fonte, ampliará a vazão do canal para até 15 metros cúbicos por segundo. Se, em março, as chuvas estiverem caindo sobre o Sul e o Centro-Sul do Ceará e se o leito do Rio Salgado estiver encharcado, evitando a infiltração, a viagem das águas do São Francisco até o Castanhão será muito mais rápida, sendo possível que no fim de maio elas cheguem ao Castanhão. Há uma pergunta ainda sem resposta: quem pagará a conta de energia do Projeto S. Francisco, já estimada em R$ 100 milhões por ano? Resposta: o consumidor final, ou seja, todos nós.
DN

Integração do São Francisco recebeu mais de R$ 1,3 bilhão, em 2019


Transposição do Rio São Francisco (Divulgação/Ministério da Integração Nacional)

Mais de R$ 1,3 bilhão foram investidos pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) nas obras e ações dos eixos principais do Projeto de Integração do Rio São Francisco, em 2019. Os recursos foram concentrados principalmente na recuperação de etapas que já apresentavam 100% de execução física, mas que exigiram intervenções e reparos no sistema, a exemplo do Dique Negreiros, no Eixo Norte, e da Barragem Cacimba Nova, no Eixo Leste, com objetivo de avançar na conclusão do maior empreendimento hídrico em construção no país.
“Felizmente, as águas do ‘Velho Chico’ voltaram a percorrer os trechos e estão seguindo rumo aos estados que serão contemplados nos dois eixos – Norte e Leste”, disse o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, ao fazer um balanço das ações realizadas no âmbito do projeto, no ano passado. O avanço da água, porém, só foi possível após a realização de diagnósticos, serviços e reparos nas duas estruturas – Dique 1217 e Cacimba Nova, ambos em Pernambuco – construídas, respectivamente, entre 2013 e 2015 e no período de 2012 a 2014.
Segundo o MDR, nos dois trechos, aproximadamente 2 mil trabalhadores atuaram intensamente no dique e na barragem, inclusive com turnos 24 horas. No Dique 1217 no Eixo Norte, por exemplo, parte do núcleo argiloso foi rebaixado em 10 metros para viabilizar a injeção de cimento ao longo de toda extensão da estrutura. Foram realizadas mais de 500 perfurações na rocha da fundação para consolidar poros e fissuras. “Uma ação de grande complexidade, mas essencial à segurança da população e do empreendimento. O ministério tem respeitado rigorosamente o protocolo de enchimento estabelecido pela Agência Nacional de Águas (ANA)”, disse Canuto.
Eixo Norte – 260 km

Empresários cearenses visitam obras de transposição do Rio São Francisco em Pernambuco

Atualizado, às 10:14
Um Grupo de empresários da indústria e da agropecuária do Ceará visita nesta sexta-feira (30) as obras de transposição das águas do Rio São Francisco, em Salgueiro (PE).
Durante o evento, o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, acionará as motobombas das três estações elevatórias do Canal Norte do Projeto São Francisco de Integração de Bacias – que trará águas para o Ceará.
Os testes de bombeamento começaram terça-feira (27) , quando as águas bombeadas encheram o canal que as levará até a barragem de Negreiros, cujas fundações foram reforçadas.
Dessa barragem, as águas seguirão, por gravidade, até o açude Castanhão. Na avaliação do ministro, essa viagem terminará no fim deste ano.
Transposição

Pressa pela Transposição do Rio São Francisco no Cariri chega à Brasília



Esforços para conclusão da Transposição do Rio São Francisco no Ceará e região do Cariri chegam hoje à Brasília. A comissão Especial de Acompanhamento se reúne nesta terça (12) com Gustavo Canuto, Ministro da Integração, e apresenta relatório feito em visita no dia 14 de junho.
A urgência, de acordo com o deputado Guilherme Landim (PDT), são os repasses para conclusão do Cinturão das Águas. Com as bombas acionadas em 30 de agosto e águas chegando em março em Jati, a estrutura poderá não aguentar os efeitos do inverno no sul do Ceará.
Isso impediria que a água chegue ao Castanhão que abastece as regiões Centro Sul, Jaguaribe, Fortaleza e sua região metropolitana”. 
Além de Landim, devem participar da visita a Deputada Augusta Brito (PC do B) e os deputados membros do colegiado Marcos Sobreira (PDT) e Nizo Costa (PSB). Em Brasília, o Deputado Federal Domingos Neto do (PSD) também acompanha, já que foi ele o responsável pela articulação com o Ministro.
Ainda serão feitas Audiências Públicas em quatro estados reunindo todas as informações do andamento das obras em cada Estado e, posteriormente, mobilização das bancadas federais.
Por Felipe Azevedo/ Agência Miséria
Miséria.com.br

Águas do São Francisco serão bombeadas para o Ceará em maio


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O governador Camilo Santana recebeu na manhã desta sexta-feira (15) o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto. Em reunião no Palácio da Abolição o ministro anunciou que as águas do eixo Norte da transposição do Rio São Francisco começam a ser bombeadas para o Ceará em maio próximo. Canuto informou ter havido um problema estrutural em um trecho da obra, próximo ao reservatório de Negreiros, em Salgueiro, no sertão de Pernambuco.
“A obra está em execução e a previsão dada pela empresa responsável é que acaba em maio deste ano. A partir de então, a gente começa a bombear água de novo para o eixo Norte, para a água seguir seu curso até chegar ao reservatório de Jati e comunicar com o CAC (Cinturão das Águas do Ceará)”, relatou Gustavo Canuto.

Desafios de Bolsonaro para garantir águas no Cariri é tema de reportagem

Os desafios de Jair Bolsonaro (PSL) têm um ponto fixo no nordeste e deverá ser o expoente da capacidade de negociação política e gestão financeira para tocar uma das obras mais importantes da história da República, a Transposição do Rio São Francisco.
Esse é o tema central de uma extensa reportagem do jornal Folha de S. Paulo, exibida na versão imprensa deste domingo (16) e também online. A matéria traz de forma detalhada problemas sobre os quais o presidente eleito deverá resolver para garantir a chegada das águas no Cariri, por exemplo, bem como a manutenção da obra.
Fazer com que todo o sistema de captação da transposição permaneça viável financeiramente depende também do empreendimento de forças de cada estado. No Ceará, por exemplo, o Cinturão das Águas está praticamente pronto, em Jati.
Uma vez que chegue a água nos sistemas de captação e distribuindo o recurso para açudes e reservatórios, alguém deverá pagar pela água que chegará nas torneiras. A reportagem ouve especialistas neste sentido, que discutem sobre a responsabilidade fiscal dos governadores para arcar com essa despesa, ou fazer com que o consumidor final pague a conta pela água consumida.
Esse é um paradoxo que, segundo os entrevistados, deverá partir de uma conversa ente o Governo Federal e os estados do nordeste beneficiados com a transposição. Esse posicionamento alinhado deverá, portanto, resguardar a saúde da estrutura física dos eixos norte e leste.
Por Felipe Azevedo/Agência Miséria
Miséria.com.br

Comissão da Câmara visita transposição em Jati após anúncio de inauguração



Uma comissão da Câmara Federal que acompanha as obras da Transposição das Águas do Rio São Francisco, presidida pelo deputado federal reeleito Raimundo Gomes de Matos (PSDB), estará nesta quinta-feira (6) à tarde no Cariri para visitar as obras no trecho do Ceará até Salgueiro em Pernambuco.
Na sexta-feira (7), às 9h, no auditório do Memorial Padre Cícero, em Juazeiro do Norte, será apresentado o cronograma técnico de conclusão das obras, como também os projetos complementares de Saneamento e Abastecimento D’água dos municípios contemplados pela transposição.
Inauguração

Governador visita transposição do São Francisco e ministro garante conclusão da obra até 20 de dezembro



As obras de transposição do Rio São Francisco estarão concluídas até o fim deste ano. O governador Camilo Santana visitou, na manhã desta terça-feira (20), o último trecho de intervenções, em Salgueiro (PE), quando o ministro da Integração Nacional, Pádua Andrade, confirmou a inauguração do trecho Salgueiro-Jati (CE) para 20 de dezembro. Com isso, as águas do São Francisco deverão chegar ao Ceará até o fim de fevereiro de 2019, se integrando ao Cinturão das Águas do Ceará (CAC). Pádua Andrade informou que as obras estão 97% concluídas em Salgueiro, restando detalhes para a entrega: “Mas o caminho das águas está pronto”, enfatizou, garantindo a liberação do trecho para o fim do ano.O governador Camilo Santana destacou que a entrega vai permitir a segurança hídrica para o Ceará. “Esta é a maior obra do século e a maior obra hídrica do Brasil. Não tenho dúvida de que vai mudar o perfil econômico do nosso Estado e da região Nordeste”.Conforme o governador, as bombas de recalque possuem 8mil HPs de potência, sendo as maiores do mundo. A capacidade de bombeamento é de 12 metros cúbicos por segundo. “O equivalente ao volume de uma piscina olímpica por segundo”, exemplificou Camilo.

Transposição do São Francisco – Chegada das águas ao Ceará é adiada mais uma vez



13 DE NOVEMBRO, TERÇA-FEIRA
O vazamento em um dique na última estação de bombeamento do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco (Pisf) – o EBI 3 – adiou em mais um semestre a chegada das águas ao Ceará. Após a intercorrência, a estação foi esvaziada e estudos estão sendo feitos para resolver a situação. Entretanto, a previsão do Ministério da Integração Nacional (MI), é de que entre janeiro e fevereiro do próximo ano o bombeamento seja retomado.
Dessa forma, apesar de ainda sujeito a alterações, o prognóstico é de que as águas do São Francisco cheguem no fim do primeiro semestre de 2019 ao reservatório de Jati (Cariri), o primeiro no Ceará. As informações foram divulgadas em reunião da Câmara Temática Água e Desenvolvimento (CT Água), ontem. O encontro, que contou com participação de representantes do MI e da Agência Nacional das Águas (ANA), foi realizado na Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece).
Esse é, pelo menos, o quarto adiamento do prazo para a chegada das águas da transposição no Estado. A primeira previsão, ainda em 2017, era para fevereiro deste ano. Em março, o MI anunciou mudança da data para o fim do primeiro semestre de 2018, posteriormente ampliada para agosto. Como O POVO publicou em setembro, a última previsão era para o fim do ano. À época, o Governo do Estado solicitou ao Governo Federal aporte complementar de R$ 100 milhões para conclusão do eixo principal do Cinturão das Águas do Ceará (CAC).

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