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Quem vai receber a vacina contra a Covid-19 primeiro quando ela for aprovada?

Pessoas nas ruas com e sem máscaras
Desde que o novo coronavírus começou a se espalhar pelo mundo, uma possível vacina contra a doença se tornou a principal expectativa.
Atualmente existem por volta de seis vacinas em fase final de testagem e pelo menos três delas já estão sendo testadas no Brasil.
Por enquanto, a espera é por uma vacina que tenha sua eficácia confirmada e imunize os receptores contra a Covid-19.
Entretanto, ainda se sabe pouco sobre o que acontecerá assim que uma das candidatas receba a aprovação e seja disponibilizada para a população. Como acontecerá a imunização? Quem receberá a vacina primeiro?
Para esclarecer essa e outras questões sobre o combate ao novo coronavírus, a repórter Karla Chaves conversou com Gustavo Cabral, imunologista que está em pesquisas para o desenvolvimento de uma vacina nacional contra o SARS-CoV-2.
Segundo ele, os profissionais da saúde serão os primeiros a receberem a vacina. Nessa categoria entram, além de médicos e enfermeiros, profissionais como fisioterapeutas, nutricionistas, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, equipes de limpeza e demais equipes que trabalham nos hospitais.
“Os profissionais da saúde, com certeza. São as pessoas que estão mais susceptíveis”, confirma o cientista.

O caso brasileiro

Cabral destaca que o caso do Brasil é grave e precisa de agilidade na imunização da população. 
Por aqui, a doença possui uma taxa de transmissão muito alta. Esse número Brasil chegava a 1,08, ou seja, cada 100 pessoas infectadas pela Covid-19 poderiam infectar até 108 pessoas. Para que a epidemia local possa ser considerada controlada, esse número deveria ser menor do que 1. 
“O vírus se propagou e continua se propagando tão rápido, que teremos que trabalhar para levar a vacina para a população rapidamente”, disse Gustavo Cabral.
Ele ainda completa: “No Brasil, nós tivemos um pequeno grande problema nessa pandemia. Geralmente, a propagação do vírus atinge um pico e cai. Nós chegamos no pico e nos mantivemos lá. Então temos que pensar nessa vacina para população em geral, não tem outro jeito”.
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Instituto alemão diz que vacina pode estar disponível logo

 Funcionário da CureVac demonstra fluxo de pesquisa para vacina contra coronavírus em Tuebingen, na Alemanha

O principal instituto de doenças infecciosas da Alemanha informou nessa quarta-feira (12) que uma primeira vacina contra o coronavírus poderá estar disponível no outono do Hemisfério Norte, mas alertou que o controle da pandemia ainda pode demorar."As projeções preliminares fazem com que a disponibilidade de uma ou várias vacinas pareça possível até o outono de 2020", afirmou o Instituto Robert Koch em comunicado em seu site, citando um esforço global para levar as imunizações ao mercado."Seria perigoso neste momento confiar que uma vacinação, a partir do outono de 2020, possa controlar a pandemia", advertiu.O impacto de qualquer vacina pode ser moderado devido a mutações virais ou à imunidade resultante de apenas um curto período, acrescentou o instituto.

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Rússia: médicos serão vacinados contra covid-19 em duas semanas

 Presidente russo, Vladimir Putin, visita hospital de Moscou com roupa de proteção

A Rússia anunciou nessa quarta-feira (12) que o primeiro lote de sua vacina contra covid-19 estará pronto para ser aplicado em alguns médicos em duas semanas. O país rejeitou as preocupações "sem fundamento" em relação à segurança do imunizante, levantadas por alguns especialistas, devido à rápida aprovação da vacina por Moscou.
O presidente russo, Vladimir Putin, disse, nesta semana, que a Rússia havia se tornado o primeiro país a conceder aprovação regulatória para uma vacina contra a covid-19, depois de menos de dois meses de testes em humanos.
A vacina ainda não concluiu os testes em estágio avançado. Somente cerca de 10% dos ensaios clínicos foram bem-sucedidos e alguns cientistas temem que Moscou esteja colocando o prestígio nacional à frente da segurança.
"Parece que nossos colegas estrangeiros estão vendo as vantagens competitivas específicas do medicamento russo e estão tentando expressar opiniões que, em nossa visão, são completamente sem fundamento", disse o ministro da Saúde, Mikhail Murashko.
Ele afirmou que a vacina, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, de Moscou, será aplicada na população, incluindo médicos, de forma voluntária, e estará pronta em breve.
"Os primeiros pacotes da vacina médica contra a infecção pelo novo coronavírus serão recebidos dentro das próximas duas semanas, primeiramente para médicos", disse.
Alexander Gintsburg, diretor do Instituto Gamaleya, informou que os ensaios clínicos serão publicados assim que forem analisados pelos especialistas da própria Rússia.
Ele afirmou que o país planeja ter capacidade para produzir 5 milhões de doses por mês entre dezembro e janeiro.
O Cazaquistão pretende enviar autoridades governamentais a Moscou, ainda neste mês, para discutir possíveis entregas da vacina, informou o gabinete presidencial.
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Rússia vence a corrida e terá primeira vacina contra Covid-19

29/07/2020 > QUARTA-FEIRA
Agente de saúde manuseia possível vacina para Covid-19 10/04/2020
Rússia afirma que terá vacina contra Covid-19 aprovada em duas semanas. O país está trabalhando com seis potenciais vacinas contra Covid-19 diferentes
247 - A Rússia anunciou nesta terça-feira, 28, que poderá ter uma vacina contra a Covid-19 aprovada em apenas duas semanas. 
Segundo a CNN Internacional, os próprios cientistas estariam se voluntariando para testar a imunização. Alexander Ginsburg, diretor do projeto, confirmou ter injetado a vacina em si mesmo.
A vacina foi criada pelo Instituto Gameleya, baseado em Moscou. De acordo com as autoridades, o país espera produzir até 200 milhões de doses até o fim do ano —dessas, 30 milhões seriam exclusivas para a Rússia.
Nessa segunda-feira, 27, o instituto estatal russo de virologia Vector iniciou testes em seres humanos da segunda candidata a vacina contra o novo coronavírus do país. Nessa fase, cinco voluntários receberam o imunizante. O instituto russo está trabalhando com seis potenciais vacinas contra Covid-19 diferentes.





CoronaVac: Testes da vacina chinesa começam nesta segunda em seis estados

Os testes da Coronavac, vacina contra a Covid-19 que está sendo produzida pelo laboratório chinês Sinovac Biotech em parceria com o Instituto Butantan, em São Paulo, começam nesta segunda-feira (20) no Brasil. 
A terceira fase do estudo visa comprovar a segurança e a eficácia da vacina contra o novo coronavírus. O imunizante será testado em cerca de 9 mil voluntários em seis estados: São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná.
Os participantes não podem ter sido infectados pelo vírus, não devem participar de outros estudos e mulheres não podem estar grávidas ou planejar uma gravidez por três meses. 
Segundo o Instituto, caso os testes comprovem a eficácia do imunizante, 60 milhões de doses e custo estimado é de R$ 85 milhões.
Diretor-médico do Instituto Butantan, o pesquisador Ricardo Palácios afirmou à CNN, que a vacina é muito promissora contra a Covid-19.
"Queria demonstrar toda a nossa convicção de que estamos esperando uma vacina muito promissora. Vimos os resultados nas fases 1 e 2, realizadas na China, nas quais mais de 90% das pessoas que receberam as duas doses criaram anticorpos que são capazes de neutralizar o novo coronavírus", disse.
"Para reforçar essa ideia de que estamos com uma tecnologia adequada, outros desenvolvedores da China estão obtendo resultados semelhantes, então acreditamos que ela é, de fato, muito promissora e capaz de neutralizar o vírus na maior parte das pessoas. Estamos realmente muito entusiasmados", acrescentou.
(Edição: Luiz Raatz)


Vacina dos EUA contra Covid-19 consegue induzir anticorpos em todos os participantes de teste

A vacina experimental contra a Covid-19 que está sendo desenvolvida pela empresa americana de biotecnologia Moderna induziu respostas de anticorpos contra o coronavírus em todos os 45 participantes de um teste em humanos, mostrou um artigo publicado terça-feira (14).
A Moderna já havia publicado "resultados provisórios" de sua fase 1 na forma de um comunicado de imprensa em seu site em maio, que revelou que a vacina gerou respostas imunes em oito pacientes.
Embora estes resultados tenham sido classificados como "encorajadores" por Anthony Fauci, a principal autoridade em doenças infecciosas dos EUA, o estudo completo foi aguardado com expectativa pela comunidade científica.
Desde então, a empresa passou para a próxima etapa de seu ensaio, envolvendo 600 pessoas. O novo artigo foi publicado no New England Journal of Medicine. Os 45 participantes foram divididos em três grupos de 15 para testar doses de 25 microgramas, 100 microgramas e 250 microgramas. Eles receberam uma segunda dose 28 dias depois.
Após a primeira etapa, verificou-se que os níveis de anticorpos eram mais altos com doses mais altas e, após a segunda etapa, os participantes apresentaram níveis mais altos de anticorpos do que a maioria dos pacientes que tiveram Covid-19 e geraram seus próprios anticorpos.
Mais da metade dos participantes tiveram efeitos colaterais leves ou moderados, sem atingir o nível em que o teste seria suspenso. Os efeitos colaterais incluíram fadiga, calafrios, dor de cabeça, dor no corpo e dor no local da injeção.
Três participantes não receberam a segunda dose. Um no grupo de 25 microgramas por ter desenvolvido uma erupção cutânea nas duas pernas e dois (um no grupo de 25 microgramas, um em 250) por terem apresentado sintomas de Covid-19, embora posteriormente seus testes para a doença tenham dado negativo.
Andrew Freedman, especialista em doenças infecciosas da Universidade de Cardiff, que não participou do estudo, disse que o artigo sugere que a vacina "é capaz de estimular a produção de anticorpos de maneira dependente da dose".
"É importante ressaltar que os anticorpos gerados foram capazes de neutralizar o vírus" em condições de laboratório, acrescentou. "Os efeitos colaterais experimentados por mais da metade dos participantes são bastante comuns após outras vacinas, embora os 'eventos adversos mais graves' experimentados por três dos indivíduos que receberam a dose mais alta possam significar que a dose é muito alta para ser levada adiante", disse.
Proteína
A vacina da Moderna pertence a um novo tipo de vacina que utiliza material genético, na forma de RNA, para codificar as informações necessárias a fim de aumentar a proteína do vírus dentro do corpo humano, desencadeando uma resposta imune. Essa proteína é uma parte do vírus usada na invasão celular, mas isoladamente é relativamente inofensiva.
A Moderna informou nesta terça-feira que entrará na fase final de seus testes em humanos para a vacina Covid-19 em 27 de julho, sendo a primeira empresa a chegar nessa etapa.
O estudo recrutará 30.000 participantes nos EUA, com metade para receber a vacina em níveis de dose de 100 microgramas e a outra metade para receber um placebo.
Fonte: AFP

Potencial vacina contra Covid-19 da chinesa Sinovac começa etapa final de testes


Frascos e seringas ilustram vacina potencial para Covid-19

A chinesa Sinovac está iniciando os testes de Fase 3 de sua potencial vacina contra o coronavírus, afirmou a farmacêutica nesta segunda-feira (6), tornando-se uma das três empresas a avançar aos estágios finais da corrida para desenvolver uma imunização contra a doença.
A farmacêutica começará a recrutar voluntários neste mês, informou em um comunicado publicado no aplicativo chinês de mensagens WeChat.
A potencial vacina será testada no Brasil em um estudo com 9 mil voluntários liderado pelo Instituto Butantan, vinculado ao governo do Estado de São Paulo. Na noite de sexta-feira (4), a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou a realização dos testes, que serão feitos em 12 centros de pesquisa localizados, além de São Paulo, em outros quatro Estados e no Distrito Federal. 
Em relação ao status dos ensaios realizados com candidatas a vacina em todo o mundo, o documento mais recente da OMS (Organização Mundial da Saúde), divulgado nesta segunda-feira, afirmou que a Sinovac estava agora na Fase 3.
A vacina experimental para Covid-19 da AstraZeneca, desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Oxford e que já está sendo testada no Brasil em estudo liderado pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), e a da Sinopharm são as únicas outras candidatas em Fase 3, o estágio final.
A Sinovac está construindo uma fábrica de vacinas, que espera estar pronta neste ano e ser capaz de produzir até 100 milhões de doses por ano.
Os ensaios de Fase 1 e Fase 2 normalmente testam a segurança de um medicamento antes de entrar nos ensaios de Fase 3, que testam sua eficácia.
Existem 19 ensaios de vacinas em avaliação clínica e centenas estão sendo desenvolvidas e testadas em todo o mundo para conter a pandemia de Covid-19, doença respiratória que já matou milhares ao redor do mundo e devastou a economia global.
Nenhuma vacina foi aprovada ainda para uso comercial. Uma análise do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, no ano passado, constatou que cerca de uma em cada três vacinas no primeiro estágio dos testes é aprovada posteriormente.

Testes de vacina contra Covid-19 mostram completa eficácia, diz grupo chinês

29/06/2020 > SEGUNDA-FEIRA
O grupo farmacêutico chinês China National Biotec Group (CNBG) informou neste domingo (28), que uma vacina contra o novo coronavírus em desenvolvimento pela empresa se mostrou capaz de imunizar todas as pessoas que receberam as doses. Participaram desta etapa 1.120 indivíduos, sendo que todos produziram anticorpos contra o vírus causador da Covid-19.
"Com referência a produtos similares no passado, combinados com dados humanos existentes, sugere-se inicialmente que a nova vacina desenvolvida seja segura e eficaz", diz o texto publicado pela CNBG na rede social chinesa WeChat.
Na nota, o grupo também disse ter construído uma fábrica em Pequim com capacidade de produzir até 120 milhões de unidades da vacina a cada ano.
Fonte: Estadão

Brasil começou a testar vacina contra a Covid-19 da Universidade de Oxford



Pesquisadores em São Paulo começaram a testar em voluntários uma vacina contra o coronavírus desenvolvida pela Universidade de Oxford, informou a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) ontem, quarta-feira (24).
A vacina, desenvolvida em conjunto com o grupo farmacêutico britânico AstraZeneca, é uma das mais promissoras entre as dezenas que pesquisadores de todo o mundo estão desenvolvendo.
Conhecida como ChAdOx1 nCoV-19, já está sendo testada em voluntários na Grã-Bretanha e começará a ser administrada esta semana na África do Sul.
A Unifesp, que coordena o estudo no Brasil, explicou em comunicado que seus pesquisadores começaram a aplicar as primeiras doses na última terça-feira (23) em profissionais da saúde com alta probabilidade de entrar em contato com o novo coronavírus, incluindo médicos, enfermeiros e motoristas de ambulâncias.
Os pesquisadores "começaram a recrutar voluntários no sábado (...) seguindo os protocolos estabelecidos para o estudo. Os participantes devem dar negativo para o SARS-CoV-2, o vírus que causa a Covid-19", informou a universidade em comunicado.
"A partir desta terça-feira (23), voluntários que tenham sorologia negativa já puderam receber a aplicação da vacina. Estão sendo recrutados profissionais de saúde de 18 a 55 anos que atuam prioritariamente dentro do Hospital São Paulo-Unifesp, na linha de frente do combate à Covid-19", apontou.
Os testes serão realizados principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro.
O ministro da Saúde em exercício, Eduardo Pazuello, disse na terça-feira que o país estava perto de assinar um contrato para poder produzir a vacina localmente.
Segundo a Universidade de Oxford, mais de 4.000 voluntários estão inscritos no ensaio clínico na Grã-Bretanha e outros 10.000 devem ser recrutados.
O Brasil foi selecionado por ser um dos países onde o vírus está se espalhando mais rapidamente. Possui o segundo maior número de casos e mortes no mundo, depois dos Estados Unidos, com mais de 1,1 milhão de pessoas infectadas e 52.000 mortes até agora.
Fonte: AFP

Mais promissora, vacina de Oxford tem cadeia de produção iniciada

16/06/2020 > TERÇA-FEIRA
O presidente da AstraZeneca na Itália, Lorenzo Wittum, disse que a multinacional já iniciou "diversas cadeias de produção" da vacina contra o coronavírus Sars-CoV-2 desenvolvida pela Universidade de Oxford , no Reino Unido, em "vários continentes". As informações são do IG.
A empresa já fechou acordos para produzir pelo menos 2 bilhões de doses e pretende ter o medicamento pronto para distribuição quando saírem os resultados da terceira e última fase do estudo clínico em humanos, que acontece no Reino Unido e no Brasil .
"Em setembro, já teremos resultados dos testes clínicos de eficácia. Se forem positivos, iniciaremos o percurso regulatório para começar a distribuição até o fim do ano", disse Wittum à emissora italiana Rai.
Segundo o executivo, as primeiras cadeias de produção estão "nos Estados Unidos, na Inglaterra, na Índia e na Itália". Nesta última, a fabricação da vacina será em parceria com uma empresa de Pomezia, nos arredores de Roma, chamada IRBM-Advent, que participa do estudo de Oxford desde o início.
A candidata a vacina é baseada em um adenovírus de chimpanzés contendo a proteína spike, usada pelo Sars-CoV-2 para agredir as células humanas. No Brasil, a fase 3 do estudo clínico envolverá pelo menos 2 mil pessoas em São Paulo e Rio de Janeiro.
As doses serão aplicadas em adultos de 18 a 55 anos, prioritariamente profissionais de saúde ou pessoas com risco aumentado de exposição à Covid-19 , como funcionários de limpeza e seguranças de hospitais ou motoristas de ambulâncias. Os pacientes serão acompanhados por 12 meses, e os ensaios serão conduzidos no Brasil pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e pela Rede D'Or.
180 graus

São Paulo vai produzir vacina contra o novo coronavírus

Teste da vacina contra a doença de coronavírus (COVID-19) na Tailândia
O governador de São Paulo, João Doria, anunciou ontem (11) que São Paulo vai produzir uma vacina contra o novo coronavírus. Isso será possível por uma parceria que foi entre o Instituto Butantan e o laboratório chinês Sinovac Biotech. A vacina é inativada, ou seja, contém apenas fragmentos do vírus mortos ou com baixa atividade. Com a aplicação da dose, o sistema imunológico passaria a produzir anticorpos contra o agente causador da covid-19.
“Hoje é um dia histórico para São Paulo e para o Brasil, assim como para a ciência mundial. O Instituto Butantan fechou acordo de tecnologia com a gigante farmacêutica Sinovac Biotech para a produção de vacina contra o coronavírus”, falou João Doria, governador de São Paulo. “Essa vacina do Instituto Butantan é das mais avançadas contra o coronavírus. E estudos indicam que ela estará disponível no primeiro semestre do próximo ano, ou seja, até junho do próximo ano. Com essa vacina poderemos imunizar milhões de brasileiros”, acrescentou.
A vacina, chamada de CoronaVac, está em fase adiantada de testes. Ela já está na terceira etapa, chamada clínica, de testagem em humanos. “Um coronavírus é introduzido em uma célula do tipo Vero. Essa célula é cultivada em laboratório. O vírus se multiplica. No final, o vírus é inativado e incorporado na vacina, que será aplicado na população”, explicou Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan. O investimento do Instituto Butantan para os estudos nessa fase clínica é de R$ 85 milhões.
Segundo Dimas, há no mundo hoje 136 vacinas contra o novo coronavírus em desenvolvimento, mas apenas dez delas atingiram a etapa de estudos clínicos. Três estão em fases ainda mais adiantadas de testes e a CoronaVac é uma delas.

Fase clínica 

O desenvolvimento de uma vacina é feito em etapas. A primeira delas é a fase laboratorial, onde é feito a avaliação de qual a melhor composição para a vacina. A segunda etapa, chamada de pré-clínica, é a de testes em animais. A terceira etapa é a chamada fase clínica, de testes em humanos.
Essa terceira etapa é dividida em três fases. As fases 1 (inicial, que avalia se a vacina é segura) e 2 (que conta com uma maior quantidade de voluntários e avalia a eficácia do produto) já foram realizadas na China, com sucesso. Agora a vacina está entrando na fase 3, que será realizada no Brasil, com 9 mil voluntários, de todo o país, iniciando por São Paulo. Essa fase, que é um estudo populacional, deve ser começar já no mês de julho. “Dentro de aproximadamente três semanas, 9 mil voluntários estarão sendo testados aqui no Brasil”, disse Doria.
“Na fase inicial [da vacina] foram feitos estudos em macacos. Os resultados foram publicados na revista científica Science. A fase 1 [de testagem clínica] contou com 144 voluntários [chineses] e, a fase 2, com 600 voluntários na China. E a fase 3 será agora feita no Brasil”, explicou Dimas Covas.
Caso os testes feitos com esses 9 mil voluntários, na fase 3, se mostrem positivos, a vacina entrará na etapa de registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e então começará a ser produzida em larga escala. A expectativa do Instituto Butantan é de que a vacina poderá estar disponível para a população em junho de 2021. “Comprovada a eficácia e segurança da vacina, o Instituto Butantan terá o domínio da tecnologia e ela poderá ser produzida em larga escala no Brasil para fornecimento ao SUS [Sistema Único da Saúde] de forma gratuita até junho de 2021”, falou o governador. Então, caso ela seja aprovada, será produzida em larga escala tanto na China quanto no Brasil. O Butantan tem capacidade de produzir 1 milhão de vacinas por dia em sua fábrica de gripes”, disse Covas.
As primeiras pessoas a serem vacinadas no Brasil, segundo Dimas Covas, serão as dos grupos de maior risco, como idosos e/ou com comorbidades, ou seja, doenças pré-existentes.

Sinovac

Por meio de nota em seu site, a Sinovac Biotech informou que os resultados pré-clínicos “promissores sobre o CoronaVac foram publicados recentemente na revista científica Science, em um artigo afirmando que o candidato a vacina é seguro e fornece proteção a macacos rhesus por meio de um estudo de desafio com animais”.
Segundo a farmacêutica, a Sinovac está construindo uma fábrica comercial de produção de vacinas na China, que deverá fabricar até 100 milhões de doses de CoronaVac a cada ano.
“Estamos orgulhosos em participar da luta contra a covid-19 e esperamos trabalhar com o Instituto Butantan para ajudar o povo do Brasil. Por meio dessa parceria, a Sinovac poderá aumentar a velocidade sem precedentes do desenvolvimento da CoronaVac, sem comprometer nossos padrões e procedimentos de segurança”, disse Weidong Yin, presidente da Sinovac.
Edição: Bruna Saniele

Doria informa que Butantan será parceiro de laboratório chinês para vacina contra o coronavírus



O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou, na manhã desta quinta-feira (11), que o Instituto Butantan será parceiro de um laboratório chinês para a produção de uma vacina contra o coronavírus.
“Hoje é um dia histórico para a ciência no Brasil e em SP. Vamos anunciar que São Paulo vai produzir a vacina contra o coronavírus, através de parceria entre o Instituto Butantan e o laboratório internacional Sinovac Biotech”, diz a publicação
Dória classificou o anúncio como algo ‘histórico’.
“Um anúncio histórico: o acordo feito pelo Instituto Butantan com um laboratório chinês e a terceira fase de testes, que é a última, para a vacina contra o coronavírus”, diz Doria.
Conexão Política



Teste com vacina contra Covid-19 tem bom resultado em ratos

Os primeiros testes com ratos de uma vacina-adesivo contra o novo coronavírus (Sars-CoV-2) foram positivos, informou à ANSA um dos responsáveis pelo estudo, Andre Gambotto, da Universidade da Escola de Medicina de Pittsburgh, nos Estados Unidos. A imunização - que solta o princípio ativo sob a pele gradativamente - conseguiu estimular a produção de anticorpos específicos contra o vírus no organismo dos animais e, de acordo com o especialista, é simples e barata do ponto de vista econômico, podendo ser produzida em larga escala. Os bons resultados serão publicados na revista "EBiomedicine".
Chamada de PittCoVacc, a vacina é uma "espécie de adesivo com 400 microagulhas", explica Gambotto, "que não entra profundamente na pele e, em cerca de dois ou três minutos, se dissolve, sem dor e sem sangramento".
"Ela lança o antígeno que desencadeia a resposta imunológica, a subunidade 'S1' da proteína viral spike. A possibilidade que essa vacina proteja do vírus Sars-CoV-2 é alta e agora estamos analisando a capacidade dela de neutralizar o vírus nas células humanas com provetas, usando os anticorpos isolados dos ratos vacinados", disse ainda o pesquisador.
Os autores estão submetendo a vacina à avaliação da Administração de Comidas e Drogas (FDA) dos Estados Unidos e, assim que autorização chegar, será iniciada a primeira experimentação em pacientes em até 30 dias. "Nós acreditamos que os testes em macacos não serão necessários porque outras vacinas entraram na fase experimental clínica sem nenhum teste animal", destaca ainda Gambotto. "Esperamos entrar na fase de experimentação em um curtíssimo tempo. Um teste de seis a oito semanas fornecerá as primeiras indicações de eficácia. Quando se trata de uma vacina, poucos voluntários bastam para ver se há uma resposta imunológica.
Basta um teste de sangue. Se, entre dois ou três meses, nós tivermos dados suficientes e a situação continue pandêmica, poderemos nos mover rapidamente para a produção da vacina", finaliza.
Terra
Por Redação
Miséria.com.br

Empresa de Biotecnologia dos EUA inicia em humanos os testes de vacinas contra coronavírus

No total, 45 pessoas participarão dos testes. A fase 1 avalia a segurança e a imunogenicidade de três níveis de aplicação da mRNA-1273, como foi chamada a vacina.

O mercado financeiro registrou que as ações da empresa americana de biotecnologia Moderna chegaram a um pico de 24,30%, por volta das 16h40 desta segunda-feira (16), na Nasdaq, em Nova York. Isso ocorreu depois que a empresa anunciou o início de testes já em humanos de uma vacina contra o coronavírus. Os papéis são negociados a US$ 26,44.
Segundo o jornal Valor, a empresa aplicou o produto no primeiro participante da fase 1 dos estudos. No total, 45 pessoas participarão dos testes. A fase 1 avalia a segurança e a imunogenicidade de três níveis de aplicação da mRNA-1273, como foi chamada a vacina, criada em colaboração com o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (Niaid, na sigla em inglês).
Equipe Focus
focus@focus.jor.br

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