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SAÚDE Um vilão silencioso: saiba como ficar atento aos sinais de constipação Descobrir os principais sintomas e os fatores associados ao quadro são de extrema importância, sobretudo para evitar prejuízos ao paciente

Deixar de ir ao banheiro, vez ou outra, pode ser um problema e tanto. Para muitos, isso é um hábito comum, especialmente quando relacionado às fezes. No entanto, é preciso estar em alerta quanto aos sinais de constipação, sobretudo com as dores que aparecem com o quadro. A ausência de seriedade sobre o assunto é o que leva, em inúmeros casos, ao agravamento da condição.

Conhecido popularmente como prisão de ventre, a constipação intestinal é caracterizada pela dificuldade em evacuar, seja por fezes duras e ressecadas, seja por redução na frequência das evacuações — geralmente menos de três vezes por semana. Landwehrner Lucena, cirurgião-geral e coloproctologista do Hospital Anchieta, afirma que a constância não é o único fator associado.


"Há, também, dor e desconforto durante as idas ao banheiro, além da sensação de evacuação incompleta. Em alguns pacientes, há necessidade de esforço excessivo para eliminar as fezes. Não se trata apenas de frequência, mas também da consistência das fezes", detalha.

Segundo o profissional, certos grupos são mais propensos à constipação. Mulheres, especialmente durante a gravidez ou a menopausa devido a alterações hormonais; idosos, por causa da redução da mobilidade e do uso de medicamentos; crianças, particularmente em fase de desfralde ou com dietas inadequadas; pessoas com deficiências; e indivíduos com condições que afetam o bem-estar psicológico estão entre os mais vulneráveis.
Sintomas

Romulo Almeita, médico coloproctologista do Hospital Sírio-Libanês em Brasília, ressalta que evacuar com esforço extraordinário, fezes endurecidas, fezes em bolotas e sensação de que não evacuou completamente estão entre as queixas mais constatadas.
Mais fatores

De acordo com o Instituto Oncoguia, a constipação é um sintoma presente em pessoas com câncer, sobretudo o colorretal, que provocam obstrução no intestino, causando dificuldade em evacuar as fezes.
Palavra do especialista

Por que e como esse quadro de constipação aparece?

A constipação surge, principalmente, devido a fatores como dieta pobre em fibras, baixa ingestão de água, sedentarismo e mudanças na rotina, que tornam o trânsito intestinal mais lento. Outras causas incluem o uso excessivo de laxantes, alguns medicamentos para dor e antidepressivos, problemas hormonais (como hipotireoidismo), doenças neurológicas ou obstruções intestinais. O que leva a esse ressecamento é a demora das fezes em passar pelo cólon, o que causa uma reabsorção da água das fezes fazendo elas ficarem endurecidas e dificultando a passagem.

(*) Correio Braziliense

Idosos que fizeram cirurgia de catarata podem ter menor risco de Alzheimer



Além de restaurar a visão de idosos, a cirurgia de catarata pode ajudar a reduzir o risco de Alzheimer e outras formas de demência. Uma pesquisa recente publicada no JAMA Internal Medicine indica uma provável redução de perigo de declínio cognitivo em pacientes operados de catarata, graças a um possível mecanismo fisiológico do córtex cerebral, que sofre alterações com a perda de visão, levando à atrofia do órgão, um fator que influi diretamente na incidência de demência.

O médico oftalmologista e membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), Giuliano Veras comenta, a partir dos dados da pesquisa, a relação entre o córtex visual e o recebimento de estímulos luminosos com a realização da cirurgia de catarata.


“A catarata é uma não pacificação de uma lente natural que temos nos olhos e que costuma perder a sua transparência ao longo da vida. O córtex visual, parte do cérebro responsável pela tradução do estímulo visual recebido através dos olhos, sofre mudanças com a perda da visão, o que pode levar à atrofia do córtex e, consequentemente, comprometimento da visão de idosos, cuja faixa etária é a mais atingida pela catarata”, afirma o médico.

A pesquisa examinou 3.038 homens e mulheres com catarata com 65 anos ou mais e sem demência no momento do diagnóstico. Destes, 1.382 realizaram cirurgia de catarata e o restante não. Todos faziam parte de um estudo de memória que os acompanhou ao longo de décadas.

Como um dos resultados, o risco geral de demência foi 29% menor naqueles que fizeram cirurgia de catarata em comparação com aqueles que não fizeram. Mesmo sem comprovar causa e efeito, o estudo é uma evidência palpável, já que apenas pacientes autorizados a realizar a cirurgia participaram da pesquisa.

Outro reflexo da pesquisa está em reforçar o impacto que a perda da visão e audição, por exemplo, têm no declínio cognitivo, afetando atividades ligadas ao intelecto e à socialização, como leitura, exercícios físicos e interações sociais, fazendo com que idosos se afastem desses tipos de tarefas.

Para o médico oftalmologista, “essa é uma linha de pesquisa interessante porque ajuda profissionais de geriatria e que acompanham pessoas com mais idade a perceber a possibilidade de o declínio cognitivo estar ligado a uma piora da qualidade visual”.

8% dos contaminados por Covid-19 ficam com o vírus no corpo por 30 dias



Pesquisadores da Plataforma Científica Pasteur, da Universidade de São Paulo (USP), realizaram um estudo com vários pacientes para estudar a atividade do novo coronavírus no organismo humano. A pesquisa apontou que 8% dos pacientes contaminados por Covid-19 permanecem com o vírus ativo no corpo até uma média de 30 dias após o fim dos sintomas.

Um homem de 38 anos permaneceu com o novo coronavírus sendo detectado em seu organismo durante 232 dias. Os cientistas também identificaram que o vírus da Covid-19 realizou mutações dentro do corpo do paciente, durante o período em que permaneceu ativo. Para os pesquisadores, as mutações permitiram que o parasita sobrevivesse por mais tempo às ações do sistema imunológico do hospedeiro.

O homem apresentou sintomas leves da doença durante 20 dias e, depois, ficou assintomático pelos 212 dias posteriores. Durante esse período, ele foi mantido em distanciamento social e com uso de máscaras para evitar a disseminação do vírus.

Com a probabilidade de que 8 em cada 100 contaminados por Covid-19 permaneçam com o vírus ativo no corpo por tanto tempo após o fim dos sintomas, podendo chegar a mais de 200 dias em casos extremos, os pesquisadores da USP afirmam que todos os pacientes deveriam ser testados antes de serem liberados ao trabalho e ao convívio social. Para eles, o isolamento recomendado pelo Ministério da Saúde de 5 dias após o fim dos sintomas não é suficiente.

Agora que os pesquisadores da USP descobriram que o novo coronavírus pode permanecer ativo por muitos dias após o fim dos sintomas, o próximo passo dos cientistas é entender o quão transmissível o vírus pode ser ao longo desse período.

Sede excessiva, dores nas pernas e alterações visuais podem ser sinais de diabetes, alerta endocrinologista



Os dados da Federação Internacional de Diabetes apontam que o número de pessoas que sofrem com a diabetes aumentou em 74 milhões nos últimos 2 anos, totalizando 537 milhões de adultos em 2021. No Brasil, os números chegam a cerca de 7% da população, atingindo 16,8 milhões de pessoas.
A equipe de reportagem do Site Miséria entrevistou a endocrinologista da Hapvida, Fernanda Máximo, na ocasião, a médica explicou que “a diabetes é uma doença crônica que se caracteriza por aumento de açúcar no sangue por decorrência a um defeito na secreção ou ação do hormônio insulina que é produzido pelas células beta do pâncreas”, afirma.

De acordo com Fernanda Máximo, existem diversas condições que podem levar a diabetes, “porém as causas mais frequente são tipo 1 e tipo 2, a tipo 1 ocorre por destruição das células beta do pâncreas por um processo imunológico que leva a deficiência de insulina”, já o tipo 2 é responsável por cerca de 90% dos casos, a insulina é normalmente produzida pelo pâncreas, “porém sua ação é dificultada e caracteriza um quadro de resistência insulínica, quadro lento e insidioso”, ressalta.

Assim como outras doenças, os fatores de risco estão relacionados à obesidade, sedentarismo, e também com a má alimentação, afirma a médica. Fernanda Máximo ressalta que a prevenção da doença está relacionada à mudança de estilo de vida, onde se prioriza uma alimentação saudável associada com práticas de atividades físicas e acompanhamento periódico a cada 6 meses, “é importante esse acompanhamento para evitar progressão da doença ou realizar um diagnóstico precoce a fim de evitar complicações futuras”, conclui.

COMO IDENTIFICAR

“Alguns pacientes não apresentam sintomas no início, porém podem apresentar sede excessiva, dores nas pernas, urina em excesso e alterações visuais”, afirma a endocrinologista.

De acordo com a médica, a base do tratamento consiste na mudança de estilo de vida, e em alguns casos com o uso da medicação para evitar a progressão da doença. “O tratamento com hipoglicemiantes orais associado ou não à insulina, vai depender do valor glicêmico e da hemoglobina glicada”. A endocrinologista ressalta ainda, que o acompanhamento médico é importante para individualizar e buscar a melhor forma de adesão do paciente ao tratamento.

Dados do Atlas da Diabetes, da Federação Internacional de Diabetes, apontam que no Brasil, apenas em 2021, foram registradas mais de 214 mil mortes de pessoas entre 20 e 79 anos, em decorrência da doença.

(*) Federação Internacional de Diabetes


Veja a diferença dos sintomas de Covid-19 e gripe



Neste fim de ano, em meio à pandemia de covid-19 - embora com queda acentuada das curvas de mortes e infecções - crescem no Brasil os casos de gripe. As duas doenças podem confundir, dada a semelhança dos sintomas.

O conhecimento e a reação aos sintomas são necessários diante dos riscos de transmissão da covid-19. Conforme orientações do Ministério da Saúde, uma pessoa infectada deve, além de procurar atendimento, ficar isolada de outros indivíduos e fazer quarentena durante 14 dias. O prazo pode ser menor, dependendo das orientações das prefeituras.

Segundo a infectologista Ana Helena Germoglio, não é possível definir se uma pessoa está com covid-19 ou com gripe apenas com a análise do profissional, chamado no jargão técnico de diagnóstico clínico.

Para a avaliação do quadro de saúde do paciente é preciso realizar testes. No caso da covid-19, há diferentes modalidades, como os testes de antígeno ou laboratoriais PCR. No caso da gripe, também há distintos tipos de exames.

Por isso, a infectologista destaca a importância de que, diante de sintomas, as pessoas procurem assistência médica para que o profissional possa indicar os procedimentos adequados à realização do diagnóstico.
Gripe x covid-19



Embora os sintomas sejam bastante parecidos, há especificidades entre as duas doenças. Na gripe, sintomas como febre, tosse seca, cansaço, dores no corpo, mal-estar e dor de cabeça são comuns. Coriza ou nariz entupido e dor de garganta podem aparecer, mas são menos frequentes.

A gripe pode evoluir para casos graves e até mesmo para a morte. Segundo material explicativo do Instituto Fernandes Figueira, da Fundação Oswaldo Cruz (IFF-Fiocruz), a hospitalização e a possibilidade de óbito estão, em geral, vinculadas aos grupos de alto risco. A influenza pode também abrir espaço para infecções secundárias, como aquelas causadas por bactérias.

Na covid-19, febre e tosse seca são sintomas comuns. Já cansaço, dores no corpo, mal-estar e dor de garganta podem surgir às vezes. A doença tem outros sintomas que, em geral, não são sentidos por quem tem gripe, como perda do olfato e paladar.

A covid-19 também pode avançar para quadros mais graves, como evidencia a marca de mais de 600 mil pessoas. Pessoas nessas situações mais graves ou críticas podem ter forte falta de ar, pneumonia grave e outros problemas respiratórios que demandem suporte ventilatório ou internação em unidades de terapia intensiva.

“A covid-19, principalmente agora, dá muita queixa de perda de olfato e paladar. A influenza costuma deixar mais prostrado, acamado, dor no corpo, sensação de congestão. Quando a gente compara as duas, a influenza dá muito mais sintomas. Pra gente fechar o diagnóstico, somente com exame laboratorial”, diz Ana Helena Germoglio.

Covid-19: entidades destacam importância de higienização bucal

04/04/2021 > DOMINGO

FOTO DIVULGAÇÃO
A ciência já identificou a boca como porta de entrada de microrganismos que podem causar diversos tipos de doenças, em especial pulmonares e cardíacas. Segundo o Conselho Federal de Odontologia (CFO) e a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amibi), a falta de higiene bucal também pode potencializar os efeitos da covid-19 no organismo, uma vez que é grande a replicação do vírus em glândulas salivares, língua e saliva.

Diante dessa constatação, as duas entidades criaram um manual com procedimentos a serem adotados para a higienização bucal de pacientes internados em unidades de terapia intensivas (UTIs). A limpeza é feita com a ajuda de uma substância que, por meio de oxidação, reduz as colônias de microrganismos na boca.

“Esse tipo de procedimento já vinha sendo adotado para prevenção de pneumonias causadas por outros microrganismos, como bactérias, tanto em pacientes entubados quanto naqueles em que foi necessário fazer procedimento de traqueostomia, reduzindo significativamente os casos de contaminação. Agora, estamos adaptando aos pacientes ligados à ventilação mecânica por causa da covid-19”, disse à Agência Brasil o coordenador da Comissão de Odontologia Hospitalar do CFO, Keller De Martini.

O manual desenvolvido pelo CFO e pela Amibi foi criado a partir da revisão de artigos científicos que abrangem “os principais pontos exitosos para a implementação desse tipo de procedimento”, explica a presidente do Departamento de Odontologia da Amibi, Alessandra Figueiredo de Souza.

De acordo com a cirurgiã dentista do Hospital Risoleta Tolentino Neves (HRTN), em Belo Horizonte (MG), até o momento, por causa da alta demanda de profissionais em meio à pandemia, não há estudos finalizados que comprovem cientificamente os bons resultados obtidos a partir da aplicação desse procedimento em pacientes com o novo coronavírus. “Mas, historicamente, esse protocolo tem reduzido entre 50% e 60% as demais contaminações por pneumonias como as bacterianas”, disse.

Atuando na linha de frente de combate à pandemia, Keller De Martins diz perceber que a adoção desse protocolo tem apresentado ótimos resultados, com cerca de 40% dos pacientes entubados apresentando alguma melhora. “É algo a ser comemorado se considerarmos que cerca de 80% dos pacientes que vão para UTIs devido à covid-19 acabam indo a óbito, e que a sobrevida dos demais acaba, em muitos casos, apresentando sequelas”, argumenta.

Segundo o cirurgião dentista, boa parte dos hospitais já adota o protocolo. Ele, no entanto, reforça a urgência de que o procedimento seja adotado em todas as UTIs, como forma de minimizar as taxas de mortes.

“É fundamental que os hospitais tenham cirurgiões dentistas em suas equipes multidisciplinares de enfrentamento à covid-19. De preferência, profissionais com habilitação em odontologia hospitalar”, diz a presidente da Amibi, ao sugerir que, caso os hospitais precisem de ajuda para a implementação desse protocolo, entrem em contato com entidades de classe como o CFO e a Amibi.

Higienização 


De Martini e Alessandra acrescentam que a higienização bucal é indicada também para os casos em que a doença não esteja em sua versão mais grave, de forma a reduzir a carga viral no organismo.

“Defendemos, inclusive, que mesmo pessoas não contaminadas tenham bastante atenção com a higienização bucal, escovando inclusive a língua”, acrescenta Martini, do CFO, ao sugerir também o uso de antisséptico bucal. “Lembre-se: a principal entrada desse vírus é via aérea, percorrendo a cavidade bucal”.

Os dois cirurgiões dentistas ouvidos pela Agência Brasil estão atuando na linha de frente de combate à pandemia. Ambos se dizem perplexos ao verem tantas pessoas despreocupadas com o que está acontecendo, a ponto de não usarem máscara inclusive em ambientes com aglomeração.

“Vemos equipes que trabalham constantemente, inclusive colocando a própria vida em risco para salvar vidas. Há médicos que estão morando no hospital para se dedicarem integralmente a essa luta, porque o número de profissionais à disposição nas UTIs é insuficiente”, disse De Martini.

Mortes

“Além disso, há também outros profissionais fundamentais para essa luta [nos hospitais]. Seja na área de limpeza, seja na de segurança; fonoaudiólogos, fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas. Cada um fazendo sua parte. É, de fato, muito frustrante vermos, quando nos deslocamos para recarregar baterias em nossas casas, tanta ignorância nas ruas e tantas pessoas dizendo que essa doença é uma invenção”. “A verdade é que essa doença está matando cada vez mais e dilacerando um número cada vez maior de famílias”, completou.

Edição: Graça Adjuto



É possível contrair o coronavírus ao ar livre?

Temperaturas mais amenas no hemisfério norte atraem os cidadãos para fora de casa. Em alguns locais, o uso de máscara contra a covid-19 é obrigatório também nos ambientes abertos. Mas qual é o perigo real de contágio?Quão grande é a probabilidade de se contrair o novo coronavírus ao ar livre? A probabilidade de uma infecção o vírus Sars-Cov-2, tanto em sua forma original do vírus quanto nas mutações, é bem menor ao ar livre do que em espaços fechados. Os aerossóis – gotículas de saliva expelidas com o ar dos pulmões – têm um papel decisivo na propagação da covid-19, e, segundo especialistas, ao ar livres eles se tornam inofensivos mais rapidamente. "Tem a ver com o fato de a circulação de ar fora, ao ar livre, ser muito maior. Há lufadas de vento, e assim o efeito de dispersão ocorre naturalmente muito mais rápido", explica Nico Mutters, diretor do Instituto de Higiene e Saúde Pública da Clínica da Universidade de Bonn. Birgit Wehner, especialista em aerossóis do Instituto Leibniz de Pesquisa da Troposfera, lembra que as gotículas expiradas secam e se dissipam com mais velocidade em ambientes externos. Por outro lado, um comunicado da Sociedade de Pesquisa de Aerossóis, também assinado por Wehner, frisa que não se pode descartar um contágio ao ar livre, sobretudo em grandes multidões com pouco distanciamento interpessoal. O virologista Alexander Kekulé acrescenta que, não sendo possível manter de 1,50 a dois metros de distância, quando se fala alto, canta ou grita cara a cara "em vez de uma infecção aerógena, pode haver uma infecção por gotículas, ou seja, o vírus é praticamente cuspido". Em relação às formas mutantes de coronavírus, ele enfatiza que elas "não voam mais longe", e o fato de serem um pouco mais infecciosas não afeta as medidas preventivas. Assim, continua sendo aconselhável evitar beijos e abraços. Kekulé tem atraído atenção midiática na Alemanha por suas criticas às medidas governamentais: a seu ver, seria possível dar conta do vírus sem tantas restrições no dia a dia. A ciência confirma que o perigo de um contágio ao ar livre é muito reduzido: em se tratando de movimentos normais, como passar por alguém rapidamente, ele é praticamente nulo. Um estudo realizado na China constatou, por exemplo, que de 7.324 contágios apenas um ocorrera ao ar livre. Também o Instituto Robert Koch (RKI), da Alemanha, afirma em seu site que só muito raramente a contaminação com o vírus acontece em ambientes abertos. Qual é o papel do vento na disseminação do Sars-Cov-2? Segundo o físico Gerhard Scheuch, "quanto mais forte o vento, mais é dispersada naturalmente a nuvem de aerossol que se produz". Quanto às fotos frequentemente postadas na redes sociais, mostrando diversos grupos sentados em gramados, Birgit Wehner tranquiliza: contanto que se mantenha o distanciamento mínimo, é muito pouco provável um vento forte levar os aerossóis tão longe ao ponto de infectar um grupo vizinho. Para Scheuch, tal cenário é "absolutamente inofensivo", pois a temperatura corporal, em torno de 37 ºC, em geral é mais alta do que a externa, criando uma corrente de ar que funciona como uma chaminé, "o ar mais quente sobe, levando também a nuvem de aerossol para o alto". Um estudo iraniano também indicou que o vento não desempenha nenhum papel relevante na propagação do coronavírus.

Alzheimer: Lilly anuncia remédio que reduz perda de memória em 32%

Esperança contra o Alzheimer. A Eli Lilly & Company, uma das maiores farmacêuticas do mundo, anunciou que conseguiu produzir um remédio capaz de reduzir em 32% a perda de memória dos pacientes e retardar a doença.

Além melhorar a memória – em comparação com os indivíduos que ingeriram placebo – a companhia informou que as pessoas que tomaram o remédio também tiveram ganho na capacidade de realizar atividades da vida cotidiana.

O nome da substância usada é donanemab. Por enquanto, o medicamento não está à venda, é experimental.

A notícia boa saiu esta semana no The Wall Street Journal, que disse: “Se as descobertas do pequeno ensaio de Fase 2 de Lilly se confirmarem, isso sugere que os pesquisadores descobriram um medicamento que pode pelo menos retardar o Alzheimer”.

O jornal norte-americano informou que os dados são de um pequeno estudo feito pela Lilly nos últimos 18 meses.

A companhia divulgou alguns destaques dos resultados da pesquisa e garantiu que, em breve, fará uma publicação completa, assim que os resultados do estudo forem revisados por seus pares.

Marco histórico

Na reportagem, Daniel Skovronsky, diretor científico da Lilly, disse que o momento é único e um marco histórico para os pacientes com Alzheimer.

O anúncio fez com que as ações da companhia valorizarem em dois dígitos.

Eles chegaram a subir 12% na Bolsa de Valores de Nova York.

Agora, é torcer para que m saiam logo os resultados e, depois, o medicamento passe na fase 3 e seja aprovado pela FDA, a Anvisa dos EUA.

Mortalidade por infarto continua em alta no Norte e Nordeste mesmo após redução no resto do país

O índice de mortalidade por Infarto Agudo do Miocárdio, popularmente conhecido como “ataque do coração”, teve uma queda de quase pela metade no Brasil no período entre 1996 a 2016, mas mostrou crescimento quando analisado somente no interior do Norte e do Nordeste- sendo o sexo masculino o mais afetado.

Parte de uma tese de doutorado em Saúde Coletiva do curso de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora, a análise é feita a partir de dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade.

Levando em consideração a qualidade do registro de óbito no Brasil, que geralmente é melhor nas capitais do que nos interiores o estudo mostra que é comum, por exemplo, que sub-registros (quando a morte não é registrada) ou óbitos por “causas não definidas” ocorram mais nos municípios rurais do que nos urbanos, por apresentarem mais tecnologias no sistema de saúde, que viabilizam o diagnóstico de doenças.

Vacinas contra gripe e pneumonia podem reduzir risco de Alzheimer, dizem estudos


Ainda não existe cura para a doença de Alzheimer,

As vacinas contra gripe e pneumonia podem ser ainda melhores do que suas propostas originais
Não apenas tomar uma injeção reduz suas chances de sofrer das respectivas doenças, mas ser vacinado também pode reduzir o risco de desenvolver a doença de Alzheimer no futuro, de acordo com dois estudos separados apresentados na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer nesta segunda-feira (27).
"Esta é uma descoberta encorajadora que se baseia em evidências anteriores de que a vacinação contra infecções comuns - como a gripe - está associada a um risco reduzido de Alzheimer e um atraso no aparecimento da doença", disse o neurologista Dr. Richard Isaacson, fundador da a Clínica de Prevenção de Alzheimer do NewYork-Presbyterian e Weill Cornell Medical Center, que não estava envolvido no estudo.
"A vacinação regular contra a gripe, especialmente a partir de tenra idade, pode ajudar a prevenir infecções virais que podem causar efeitos em cascata no sistema imunológico e nas vias inflamatórias. Essas infecções virais podem desencadear declínio cognitivo relacionado à doença de Alzheimer", disse Isaacson.
Porém, especialistas afirmam que são necessários mais estudos para estabelecer a relação entre a vacinação e o risco reduzido.
Ainda não existe cura para a doença de Alzheimer, mas a pesquisa mostra que prestar atenção a certos fatores-chave do estilo de vida - incluindo sono, nutrição e exercício adequados - pode influenciar o risco individual de uma pessoa. Ser vacinado pode se enquadrar nessa categoria.
Se vacinar-se por gripe ou pneumonia, por si só, pode reduzir o risco de Alzheimer, essas são mensagens importantes a serem divulgadas ao público, disse à CNN a diretora científica da Associação de Alzheimer, Maria Carrillo.
"Precisamos de mais pesquisas para entender qual é essa conexão", disse Carrillo, que supervisiona as iniciativas de pesquisa da associação.
"É direta a relação da vacina contra a doença? Ou é protetora, como parte das estratégias de redução de risco que temos, como diminuir o IMC (índice de massa corporal), observar a ingestão de açúcar e manter um olho nos níveis colesterol e pressão arterial", acrescentou.
"É um desses tipos de dicas de saúde que precisamos garantir que nosso público conheça".
Vacina contra gripe 

Casos de pedras nos rins sobem 30% no verão e podem não ter sintomas

Milton Neves foi diagnosticado com duas pedras nos rins
Casos de pedras nos rins, como o que levaram o apresentador Milton Neves a ser internado, são mais frequentes em homens. 
Afastado da rotina de trabalho, ele também foi diagnosticado com hérnias.
“Estou em casa vetado pelo departamento médico após ‘disputas’ no ‘Estádio’ Sirio-Libanês contra duas hérnias e duas pedras no rim: as pedras Denilsa e Neto“, contou no último domingo (26), pelo Twitter.
Os casos aumentam 30% durante o verão por consequência da desidratação. Esta, inclusive, é a principal causa da formação de cálculos renais, que podem não ter sintomas, de acordo com o urologista Alex Meller da Unifesp e do Hospital Israelita Albert Einstein.
Ele explica que as pedras se formam pela junção de cristais que estão presentes na urina.
“Na hora de filtrar a urina, o nosso rim libera substâncias que estimulam e inibem a formação de cálculos. Se esse mecanismo está desequilibrado [com mais estimulantes], se formam cristais na urina. Esses cristais têm cargas elétricas e começam a se grudar”, descreve.
Os componentes que favorecem a formação de pedras nos rins são cálcio, oxalato, ácido úrico, fosfato e sódio.

Ceará recebe pacientes de outros estados em busca de transplantes



Os bons índices registrados no Ceará ao longo dos anos - e mais recentemente, com 206 doações de órgãos e 1.535 transplantes realizados em 2018 - conferem ao Estado a característica de uma "casa de força" sobre o assunto. Além de enviar órgãos para ajudar a reduzir a fila de espera em outros locais, o Ceará recebe pacientes vindos de outras regiões do País à espera de um transplante. A procura pelos procedimentos é mais frequente por parte de estados do Norte, como Pará e Amazonas, e outros vizinhos do Nordeste, a exemplo do Rio Grande do Norte, Piauí, Maranhão e Sergipe, de acordo com a Secretaria da Saúde do Estado (Sesa). O transplante de fígado é um dos principais fatores que motivam a vinda de pacientes, assim como os transplantes de rim e de coração. "Como o Ceará é referência também pela grande experiência das nossas equipes, isso faz com que pacientes de fora procurem o Estado para realizar o transplante, o que é permitido por lei", esclarece Eliana Barbosa de Almeida, coordenadora da Central de Transplantes do Ceará. De janeiro a abril deste ano, 191 transplantes de órgãos foram realizados no Estado, aproximadamente 10% a mais que igual período do ano anterior, quando foram realizados 173 procedimentos do tipo, conforme dados do Ministério da Saúde.

Campanha de vacinação contra gripe termina nesta sexta-feira para público prioritário


Resultado de imagem para ultimo dia de vacinação da gripe

31/05/2019, sexta-feira
A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza termina nesta sexta-feira, 31, para o público prioritário composto por idosos, crianças, gestantes, profissionais de saúde e professores. De acordo com o Ministério da Saúde, até essa quarta-feira, 29, cerca de 75% do público-alvo foram imunizados. As doses restantes da ação ficarão disponíveis para toda a população.
Ministério da Saúde pretende mobilizar os municípios para vacinar 90% do público prioritário, que representa algo em torno de 59,4 milhões de pessoas. Até o momento, apenas dois estados conseguiram atingir a meta: Amazonas (94,4%) e Amapá (94,7%). O Ceará vacinou 77,7%, isto é: 1.991.930 do grupo priorizado.
Todos os estados foram abastecidos com o fosfato de oseltamivir, devendo disponibilizá-lo de forma estratégica em suas unidades de saúde. Para o atendimento neste ano, o Ministério da Saúde enviou aproximadamente 9,5 milhões de unidades do medicamento aos estados.
Neste ano, até 11 de maio, foram registrados 807 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por influenza em todo o País, com 144 mortes. Até o momento, o subtipo predominante no Brasil é o vírus influenza A (H1N1), com registro de 407 casos e 86 óbitos.

Vacina contra chikungunya já passa por testes em humanos

12/05/2019, DOMINGO
Pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, já realizam testes em humanos para obter uma vacina segura e eficaz contra a chikungunya. O estudo foi apresentado na última sexta-feira, 10, no Rio de Janeiro, pelo infectologista mexicano Arturo Reyes-Sandoval.
A vacina contra o vírus da chikungunya já está em testes em 24 voluntários no Reino Unido e deve passar por uma nova rodada de testagens ao longo do ano que vem, com entre 120 e 150 pessoas no México. Arturo conta que os testes realizados atualmente buscam uma dosagem eficiente para a imunização, que já demonstrou não apresentar efeitos adversos.
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O estudo no México deve avaliar também a possibilidade de uma vacina que combine a imunização da chikungunya e da zika de forma segura. Caso a pesquisa caminhe no melhor dos cenários, estima, uma vacina contra a doença pode estar disponível em cinco anos.
O pesquisador afirma que, ao contrário de outros vírus, o da chikungunya tem uma capacidade limitada de mutação, o que permitiu que os pesquisadores mapeassem todas as suas formas registradas e criassem uma vacina com base em uma sequência genética que abrange todas e permitisse precaver futuras mutações.
“Estarmos um passo à frente do vírus”, comemora Arturo. Ele afirma que o principal entrave para os avanços no combate à doença eram a falta de conhecimento e de financiamento para as pesquisas. “Historicamente, a grande dificuldade foi a falta de interesse. Agora, a chikungunyua está em muitas partes do mundo e está chegando à Europa. Isso favorece o financiamento.”
A presença do vírus no Brasil e a capacidade de instituições como o Instituto Butantan e a Fundação Oswaldo Cruz fazem com que o país seja um importante parceiro para o futuro das pesquisas desenvolvidas em Oxford, aponta Arturo Reyes-Sandoval.
“Depois de testarmos no México, considero que o país mais importante para finalizar esse desenvolvimento é o Brasil. O Brasil tem capacidade econômica e instituições fortes para poder produzir a vacina.”
Fonte: Agência Brasil

Pesquisa no Ceará aponta cera de carnaúba como alternativa para tratar colesterol alto e diabetes



ATUALIZAÇÃO, ÀS 10:52
Uma pesquisa realizada pela Universidade Estadual do Ceará (Uece) analisou o composto químico da cera da carnaúba nomeado de PCO-C (de pó cerífero de origem da carnaúba) que pode ser alternativa de tratamento para doenças relacionadas ao colesterol alto, glicemia e triglicerídeos.
O estudo fez testes em roedores, apresentando resultados “melhores que as drogas que são utilizadas atualmente”, como explica a nutricionista e doutora em biotecnologia, Paula Rodrigues, à frente da pesquisa. “Nossa intenção daqui pra frente é fazer testes em humanos e desenvolver um produto que, a partir da cera de carnaúba, (possa) ajudar no controle dessas doenças”.
Cera de carnaúba como objeto de pesquisa
Paula explica que a carnaúba foi escolhida como objeto de estudo pela semelhança química com outros compostos já utilizados pela indústria farmacêutica e por conta de sua importância econômica para o Ceará. “Se a gente conseguir desenvolver mais um produto a partir da cera, acaba gerando desenvolvimento para o Estado, maior renda para população. Principalmente para quem trabalha com extrativismo”, pontua.
Desde 2011 o grupo realiza pesquisas sobre o composto, produzindo materiais científicos para publicação em periódicos internacionais na Uece com orientação da professora Maria Isabel Guedes. O grupo busca apoio da iniciativa privada e uma parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) pode ser estabelecida.

Plantas medicinais combatem de tosse a câncer de próstata



Alguns aliados da saúde podem ser encontrados em praças da cidade ou mesmo plantados no quintal de casa. Apesar de parecerem ornamentais, a medicina popular é um campo que explora essas variedades. Saber usar as plantas é uma fórmula para uma aproximação com a natureza e para a garantia da presença de uma "farmácia" no jardim.
Tosse e rouquidão
Esse é o caso do malvarisco, um anti-inflamatório natural que se torna excelente aliado no combate à bronquite, tosse, dor de garganta e rouquidão. A receita do remédio feito com ele depende apenas de algumas folhas e um pouco de açúcar levados ao fogo.
A mesma fórmula simples serve para a elaboração de uma pastilha com o vegetal. E as vantagens do malvarisco não param por aí, já que a planta costuma ser usada para temperar carnes ou acrescentar sabor em sucos de frutas.
Obstrução das vias aéreas
O chá de guaco também é um eficiente remédio para fortalecer os pulmões e acalmar a tosse. A “magia” das folhas da planta é consequência da presença da cumarina, uma substância que ocorre na árvore do cumaru. Também presente no agrião, na canela e na castanha-da-índia, essa propriedade química consegue agir como anticoagulante e relaxante muscular das vias aéreas respiratórias.
Dores no estômago e fígado
A pariparoba é estimulante das funções estomacais e pode impedir até as doenças do fígado. A planta, de folhas largas, pode ser misturada com água para a produção do chá, que tem efeitos no ritmo da digestão.
Gastrite, gases e má digestão
Boldo-brasileiro, boldo-gambá, falso-boldo e boldo-do-chile. Os dois primeiros possuem propriedades que auxiliam nos problemas de gastrite e úlcera. O falso-boldo tem ação predominante no sistema digestivo, com o controle dos gases e no tratamento de inflamação na vesícula e nos males do fígado.
Já o chamado boldo-do-chile ou boldo-verdadeiro age no alívio estomacal e no combate à má digestão. Chás e sucos podem ser preparados de diferentes maneiras com os quatro tipos de boldo para que as pessoas sintam os benefícios da planta.
Inflamações e picadas de insetos
Conhecido também como macaé ou erva das lavadeiras, o rubim é rico em flavonoide, um anti-inflamatório natural. Considerado fruto de planta daninha, pela rápida proliferação, o remédio pode ser misturado com álcool para agir no inchaço das picadas de insetos, em inflamações e torções.
Um chá produzido com a espécie também consegue manter as propriedades da planta e até desempenhar ação cicatrizante e antioxidante, prevenindo o envelhecimento.
Herpes e insônia
A camomila é um dos ingredientes mais conhecidos para compor chás calmantes. Além do potencial do relaxamento, dores estomacais, intestinais e cólicas menstruais são contidos com a erva.
A planta, diluída em água morna, pode servir de enxaguante bucal contra gengivite, afta e herpes. Compostos com a camomila também atuam como anti-inflamatórios em processos alérgicos, como a rinite, e no combate à insônia.
As sementes e mudas são cultivadas em pequenas jardineiras e, apesar de mais comuns na África e na Ásia, a camomila se adapta ao solo brasileiro com eficiência. Com a dica do plantio, até uma fórmula contra olheiras pode ser feita usando a planta.
Diarreia e câncer de próstata
Saindo do universo das ervas, um fruto também desempenha fortes papeis medicinais. É a goiaba, rica em efeitos antimicrobianos e anti-inflamatórios. As folhas fervidas podem ser depositadas na pele para acelerar a cicatrização e evitar o aparecimento de espinhas.
O chá feito com o broto da fruta também é capaz de agir no combate à diarreia e a goiaba vermelha já foi, inclusive, indicada como uma aliada no combate ao câncer de próstata.
G1

Casos de gripe H1N1 deixam escolas do Ceará em alerta



Os casos de gripe H1N1 já deixam as escolas em alerta. Muitas orientam pais e alunos sobre medidas preventivas. Até a campanha de vacinação foi antecipada.
Os estudantes de uma escola no Bairro de Fátima já receberam orientações de prevenção contra a H1N1. Uma delas é a forma de utilizar o bebedouro.
No comunicado de outra escola, a orientação é para que os alunos tragam garrafinhas ou copos de material plástico. Em uma escola, no Papicu, o informativo pede aos pais para não trazerem os filhos às aulas em caso de virose, já que alguns alunos do 4º e do 5º anos teriam sido diagnosticados com a gripe H1N1.
Em um circular, outro colégio também comunica dois casos de H1N1. A unidade entrou em contato com pais para orientações mais detalhadas.
De acordo com a Secretaria de Saúde do Ceará, em 2019, até agora, foram confirmados dois casos da gripe H1N1. No mesmo período do ano passado, foram três.
Já o Ministério da Saúde confirmou, este ano, 107 casos de H1N1, em todo o país. Vinte e oito pessoas morreram.
Datas da campanha
Para evitar novos casos, a campanha de vacinação foi antecipada para o dia 10 de abril, apenas para crianças de seis meses até cinco anos e gestantes.
A partir do dia 15, as vacinas passam a ser aplicadas para o restante do público alvo: idosos a partir dos 60 anos, mulheres com até 45 dias por parto, doentes crônicos, trabalhadores da saúde, população indígena, adolescentes e jovens sob medidas socioeducativas, população carcerária, funcionários do sistema prisional e professores de escolas públicas e particulares.
Sintomas
Os sintomas da H1N1 são parecidos com o da gripe clássica, porém podem ser mais intensos: febre alta, tosse, dores de cabeça, garganta e muscular, falta de ar, espirros, fraqueza, coriza, congestão nasal, náuseas e vômitos. A insuficiência respiratória é outro sintoma frequente deste tipo de gripe e, se não tratada, pode levar a morte.
A reportagem do Jornal Jangadeiro, da TV Jangadeiro/SBT, procurou as Secretarias de Educação do Município e do Estado, na tentativa de mostrar alguma iniciativa de combate à gripe H1N1 nas escolas públicas, mas a entrada da equipe não foi permitida.
Por Tribuna do Ceará
Miséria.com.br

Casos de dengue crescem 224% no Brasil com 229 mil pacientes este ano



Dados do Ministério da Saúde divulgados nessa segunda-feira (25) apontam que o Brasil registrou 229.064 casos de dengue apenas nas 11 primeiras semanas deste ano. O número significa um aumento de 224% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados 62,9 mil casos.
A incidência da dengue no país até 16 e março é de 109,9 casos por 100 mil habitantes. As mortes provocadas pela doença acusaram aumento de 67%, passando de 37 para 62 – a maioria no estado de São Paulo, com 31 óbitos, informou o ministério. O número representa 50% do total de todo o país.
Apesar do aumento expressivo no número de casos, a situação ainda não é classificada pelo governo federal como epidemia. O último cenário de epidemia identificado no país, em 2016, segundo o Ministério da Saúde, teve 857.344 casos da doença entre janeiro e março.

Homens de 25 a 40 anos são público-alvo de campanha sobre tuberculose



No Dia Mundial de Luta contra a Tuberculose, que é lembrado neste domingo (24), o Ministério da Saúde vai lançar uma campanha alertando para os sintomas, o diagnóstico precoce e o tratamento sem interrupção. A campanha será voltada principalmente para homens entre 25 e 40 anos, grupo mais afetado pela doença.
De acordo com a pasta, a estimativa é que, em 2017, 10 milhões de pessoas tenham adoecido por tuberculose e que a doença tenha causado cerca de 1,3 milhão de óbitos, o que a mantém entre as dez principais causas de morte no planeta.
No Brasil, a incidência da tuberculose nesse período foi de 34,8 casos por 100 mil habitantes. Foi registrado ainda um total de 4.534 óbitos pela doença, resultando em um coeficiente de mortalidade de 2,2 óbitos por 100 mil habitantes.

Cresce número de AVC em mulheres no Ceará



O número de mortes em decorrência do Acidente Vascular Cerebral (AVC) no Ceará cresceu mais significativamente entre mulheres no período de 2010 e 2015, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
Estima-se que, por ano, haja 16.000 mil novos casos de AVC no Ceará dos quais 80%, são isquêmicos (quando ocorre a obstrução de uma artéria cerebral por um coágulo) e 20% hemorrágicos (quando ocorre a ruptura de uma artéria cerebral). Ou seja, em média, a cada 30 minutos um novo caso de AVC acontece em nosso estado.
Segundo o coordenador da Linha de Cuidados de AVC da Secretaria da Saúde do Estado, João José Carvalho, esse aumento vem sendo causado pela da falta de prevenção.
“Já está comprovado que o AVC mata mais do que câncer de mama e câncer de colo de útero, então, as mulheres têm que se cuidar mais e ir regularmente ao médico, principalmente para monitorar os fatores de risco do AVC, no qual o principal vilão é a pressão alta”, relata o especialista.
O neurologista afirma que a partir dos 40 anos, periodicamente, a mulher tem que consultar um especialista.
Entre os fatores de risco para o AVC entre homens e mulheres estão má alimentação, sedentarismo, estresse, tabagismo, alcoolismo, hipertensão, diabetes, colesterol alto e diabetes.
Mais de 90% dos AVCs podem ser evitados desde que as pessoas controlem esses fatores. Com acompanhamento médico regular e alimentação adequada, aliada à pratica de atividades físicas, é possível reduzir o risco de ter AVC em até 80%.
COMO RECONHECER UM AVC
Diante de uma pessoa com suspeita de "derrame" deve-se pedir para a pessoa sorrir, levantar os braços como se fosse abraçar e repetir uma mensagem.
Se o paciente sorrir torto, não levantar um dos braços ou se levantar esse logo cair ou se não compreender ou conseguir repetir a mensagem, chame o SAMU 192.
Os sintomas do derrame são: perda súbita da força muscular em um lado do corpo; formigamento/dormência em um lado do corpo; dificuldade súbita para falar e/ou compreender o que se fala; perda visual súbita, particularmente de um olho apenas; tontura/vertigem e/ou dificuldade no equilíbrio de instalação súbita; e dor de cabeça súbita, diferente de todas que a pessoa já sentiu, sem causa aparente.
Por Alana Soares/Agência Miséria
Miséria.com.br

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