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Justiça condena ex-prefeito de Morada Nova por improbidade administrativa

 

O juízo da 1ª Vara da Comarca de Morada Nova condenou o ex-prefeito da cidade Adler Primeiro Damasceno Girão por atos de improbidade administrativa durante o mandato de 2004 a 2008. A sentença foi publicada na última quarta-feira (26). O parecer da 1ª Promotoria de Justiça do município foi favorável à acusação por entender caracterizada a prática dos crimes. 
A Ação Civil de Improbidade Administrativa apontava irregularidades na gestão de Adler e a falta de prestação de contas de convênios entre o Município e a Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) e o Ministério da Integração Nacional. 
Entre as sanções da condenação judicial estão o ressarcimento integral do dano ao erário público no valor de R$ 40.046,81, devidamente atualizado até a data do pagamento; perda de função pública e a suspensão dos direitos políticos pelo prazo de cinco anos; e o pagamento de multa civil no valor de R$ 2 mil. 
(*) Com informações do Ministério Público

MPCE discute Plano Municipal Decenal de Atendimento Socioeducativo na segunda, 24

 

O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) promove na próxima segunda, dia 24, às 9h, um webinar sobre “Boas práticas para o acompanhamento do Plano Municipal Decenal de Atendimento Socioeducativo”.
O evento é promovido pelo Centro de Apoio Operacional da Infância, da Juventude e Educação (Caopije) e pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), com transmissão através do Youtube do MPCE.
O webinar é aberto ao público e direcionado a promotores de Justiça da Infância e Juventude, técnicos das Unidades de Socioeducação do Ceará, secretários e técnicos das Secretarias de Assistência Social dos Municípios, bem como conselheiros dos Conselhos Municipais e Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente.
A abertura será feita pelo coordenador auxiliar do Caopije, promotor de Justiça Flávio Corte. Também participarão do webinar as promotoras de Justiça Antônia Lima Sousa e Helga Barreto Tavares; as servidoras do MPCE Adriana Pinheiro Gomes e Valdenia de Morais Correia; e os convidados Luiz Ramom Teixeira Carvalho, superintendente da Secretaria de Estado de Assistência Social (Seas); e Francisco José Pontes Ibiapina, secretário executivo da Secretaria da Proteção Social Justiça, Cidadania, Mulheres e Direitos Humanos (SPS).
Plano Decenal de Atendimento Socioeducativo
O coordenador auxiliar do Caopije, promotor de Justiça Flávio Corte, explica que uma das exigências da Lei nº 12.594/2012, que institui o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase), é a elaboração de planos em âmbito nacional, estadual e municipal para estruturar o Sinase.
“É extremamente importante a elaboração e a discussão desse plano, que é elaborado a cada dez anos, porque é ele que vai direcionar a organização do Sistema, a articulação do Estado com os municípios e como é feito o encaminhamento desse adolescente”, declara.

Fiscalização: Durante a pandemia, investigações do MPCE ocorrem em 165 dos 184 municípios cearenses


Ministério Público do Estado do Ceará

O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) instaurou, durante a pandemia, procedimentos para fiscalizar a atuação de combate à Covid-19 do Poder Público em 165 dos 184 municípios cearenses. Foram 503 atuações expedidas pelo órgão, alcançando 89,6% das cidades do Estado. 
É perceptível uma repetição nos temas relacionados aos procedimentos instaurados pelas Promotorias de Justiça. Entre eles, a apuração de possíveis irregularidades relacionadas ao recebimento do auxílio emergencial por servidores públicos, além de ações para evitar eventos que possam gerar aglomeração e denúncias de descarte irregular de lixo e sobrepreço de álcool em gel.
O MPCE também tem investigado possíveis irregularidades em contratações e aquisições com dispensa de licitação. Com a emergência sanitária causada pela pandemia de Covid-19, os municípios têm concretizado mais contratos sem licitação - instrumento previsto legalmente em situações como a atual. 
Neste período de pandemia, também foram expedidas recomendações às Prefeituras sobre as ações de combate ao novo cornavírus. Até agora, foram 805 recomendações aos gestores municipais cearenses. Entre os principais temas dos documentos estão o acompanhamento e notificação de casos suspeitos de contaminação pela Covid-19, uso de máscaras por agentes públicos e elaboração de planos de contingência.
DN

Ministério Público de Iguatu pede afastamento de dois conselheiros tutelares de Iguatu



O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), por meio da Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude da Comarca de Iguatu, representada pela promotora Helga Barreto Tavares, entrou com uma Ação Civil Pública junto à Justiça de Iguatu, solicitando a destituição de Cristiano Martins Oliveira e David William Nogueira da Silva, conhecido por "DD Silva" dos cargos de conselheiros tutelares de Iguatu.
De acordo com o Ministério Público, as acusações contra os dois conselheiros são por abuso de poder político, econômico e religioso durante a campanha para a escolha dos novos membros do Conselho Tutelar de Iguatu, cujo pleito ocorreu no dia 6 de outubro do ano passado.
Ao final das investigações, segundo o MP, ficou evidenciado que o conselheiro Cristiano Martins cometeu abuso de poder econômico, caracterizado pelo uso de propagandas exageradas, com custo elevado, com divulgação em redes sociais e por meio de panfletagem, além da oferta de ajuda financeira para presentar eleitores, se autopromovendo no sentido de angariar votos.
Já "DD Silva", com apoio do vereador Rubenildo Cadeira, teria utilizado eventos religiosos para obtenção de votos, assim como da ajuda de fiéis para se promover e conseguir elevada votação.
Na ação, além do afastamento imediato dos conselheiros, com a devida suspensão de seus subsídios, o Ministério Público pede que se determine a imediata convocação dos suplentes, conforme ordem de classificação obtida no respectivo pleito. A ação tramita na 3ª Vara de Justiça da Comarca de Iguatu.
Iguatu Notícias

MPCE investiga supostas irregularidades em liberação de veículos apreendidos pelo DEMUTRAN de Itapajé



O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), através da promotora de Justiça da Comarca de Itapajé, Valeska Catunda Bastos, instaurou, no dia 21, um Inquérito Civil Público (ICP), devido ao recebimento denúncia de supostas irregularidades em liberação de veículos apreendidos pelo Departamento Municipal de Trânsito (Demutran) de Itapajé, sem a adoção das devidas providências administrativas cabíveis.
Segundo a denúncia, as motos apreendidas pelos Agentes de Trânsito de Itapajé, por várias irregularidades, como licenciamentos e IPVA vencidos, descargas adulteradas, etc, estariam sendo liberadas do pátio da Secretaria de Infraestrutura local, onde tais veículos ficam retidos nesta cidade, sem a devida regulamentação.
A promotora de Justiça, expediu ofício solicitando a diretoria do Demutran que informasse a quantidade de motos retidas e removidas em certo período, bem como expediu uma ordem de missão, determinando a um servidor da Promotoria de Justiça, no sentido de certificar se as motocicletas constantes nos termos de remoção de veículos anexados aos autos se encontravam no pátio.
Após analisada toda a situação a promotora instaurou o competente Inquérito Policial diante das incongruências encontradas nos autos.
Repórter Ceara

13 prefeituras são investigadas por suspeitas de fraudes em licitações no Ceará



Desde o ano passado, o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) acionou pelo menos 13 prefeituras, câmaras de vereadores ou agentes públicos, ainda em exercício dos cargos ou fora deles, por suspeitas de fraudes em licitações. É o que mostra levantamento do Sistema Verdes Mares feito a partir de ações do MPCE divulgadas pelo próprio órgão desde janeiro de 2019. São casos de possíveis superfaturamentos, restrição à ampla concorrência, contratação de terceiros e licitações por “cartas marcadas” que ferem os princípios da boa gestão pública. Há investigações em andamento, inclusive, que abrangem suspeitas de organizações criminosas com atuação em diferentes municípios.
Em ano eleitoral, a atenção dos órgãos de fiscalização é redobrada para que não haja conluio entre empresas e candidatos. Em paralelo, Ministério Público, Tribunal de Contas do Estado e Controladoria-Geral apostam em novas tecnologias de transparência dos gastos públicos e em diálogo com população e gestores.
“Essas fraudes em licitações, às vezes, são muito difíceis de serem detectadas porque, do ponto de vista legal, elas estão perfeitas. É preciso que alguém que tenha participado da trama nos revele ou que a gente consiga identificar algum dado que nos dê a possibilidade de caminhar ao encontro da prova”, afirma a coordenadora da Procuradoria de Crimes Contra a Administração Pública (Procap), Vanja Fontenele.
Nos últimos meses, a Procap deflagrou duas grandes operações na área. Em dezembro, a Procuradoria e a Polícia Civil deflagraram a operação “Coisas de Pai”, que cumpriu 13 mandados de busca a apreensão nas sedes da Prefeitura de Assaré e de empresas situadas no Município, em Juazeiro do Norte e em Fortaleza, bem como em imóveis de residência do prefeito Evanderto Almeida e de outros suspeitos.
“Coisas de Pai” investiga suspeitas de crime de peculato em diversas contratações, como no fornecimento de combustíveis, realização de obras e na locação de veículos, com suspeita de participação do gestor municipal.
Em agosto, já havia sido deflagrada a Operação Norteiras, em Antonina do Norte – cidade vizinha a Assaré, para investigar fraudes em licitações, inexecução contratual e sobrepreço para a execução do serviço de limpeza pública. A operação chegou a apreender mais de R$ 260 mil em dinheiro vivo, no quarto do prefeito Evandro Arrais.
A reportagem não conseguiu contato com os gestores municipais citados.
“A nossa dificuldade é encontrar a conduta do agente com essa prerrogativa. A licitação não é conduzida pelo prefeito, elas são conduzidas por secretários, pelo presidente da comissão de licitação... Em tese, não tem a participação direta do prefeito. Há casos em que, na verdade, ele seria uma ‘vítima’”, pontua Vanja Fontenele.
uando não há indícios de envolvimento de prefeitos, as investigações são guiadas por promotorias locais ou outros grupos de atuação especializada, como o Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco).
“O Ministério Público busca, como fiscal da lei, analisar as contas públicas e verificar a existência de alguma ilegalidade. Quando é verificado que há desvio, busca-se a responsabilização criminal das pessoas que participam da fraude”, afirma o promotor Oigrésio Mores, da Promotoria de São Benedito.
No ano passado, Mores ajuizou Ação Civil Pública (ACP) por improbidade administrativa com pedido de ressarcimento ao erário contra uma ex-secretária de Saúde da Prefeitura de São Benedito e uma ex-pregoeira, além dos responsáveis pela empresa BT Locação e Limpeza LTDA.
O grupo é investigado por irregularidades no aluguel de veículos para a Secretaria da Saúde. Segundo o promotor, houve sobrepreço e superfaturamento, causando enriquecimento indevido da empresa. O mesmo promotor pediu à Justiça a condenação de ex-gestores da Prefeitura de Carnaubal, cidade vizinha, por fraude no aluguel de veículos com a mesma empresa.
“Temos notado uma profissionalização de algumas empresas em fraudar licitações. Há empresas que têm expertise no sentido de direcionar licitações e fraudar a concorrência”, pontua Mores. Ele conta que já foi procurado por licitantes que se disseram ameaçados ou que receberam ofertas para se abster de participar de concorrências.
Em agosto, o Gaeco deflagrou a Operação Display, abrangendo Limoeiro do Norte, Pacajus e Quixeré, que cumpriu sete mandados de busca e apreensão em residências e empresas em Limoeiro e Fortaleza, além de Mossoró, no Rio Grande do Norte. O grupo investiga suposto conluio de empresas em licitações.
“Esse trabalho de fiscalização é muito importante porque é um trabalho preventivo, corretivo para direcionar a administração pública a selecionar a proposta mais vantajosa, mais eficiente e com menor impacto no orçamento público”, ressalta o promotor Alan Moitinho Ferraz.
Eleições
A coordenadora da Procap ressalta a atenção redobrada em ano eleitoral. “Existem empresários que fazem acertos com então candidatos e acertam para tirar os valores empregados na campanha nas licitações”, destaca Vanja.
“A gente busca evitar que se faça contratação de serviço para beneficiar determinados grupos para se arrecadar dinheiro para o pleito eleitoral. Não só em ano eleitoral. Quando existe (a corrupção), ela se dá durante os quatro anos (de mandato), se é buscada uma realização de caixa para o pagamento das campanhas”, frisa o promotor Oigrésio Mores.
Tecnologia como aliada no combate a irregularidades
rgãos de controle como o Tribunal de Contas do Ceará (TCE) e a Controladoria-Geral do Estado (CGE) adotam estratégias para acompanhar os gastos das prefeituras, como o Observatório de Licitações do TCE e a ferramenta online da CGE de monitoramento da execução de parcerias entre municípios e Governo do Estado.
“Tivemos um amadurecimento grande com essa ferramenta. Antes, o dinheiro era repassado aos gestores e eles prestavam contas dos recursos, às vezes com um prazo de 60 dias para mandar a papelada com a prestação. Agora, o dinheiro não vai mais para a conta da prefeitura, fica numa conta do convênio. Quando é contratado o fornecedor, o dinheiro é transferido da conta do convênio para a do fornecedor. Hoje, temos tudo na internet e a total rastreabilidade do recurso”, afirma o secretário executivo da CGE, Marconi Lemos.
Ainda assim, ressalta Lemos, há fragilidades no processo como obras em desacordo com as especificações do plano de trabalho, obras não concluídas ou com divergências em valores.
O diretor de Fiscalização de Licitações e Contratos do TCE, André Alves Pinheiro, destaca que, entre as irregularidades mais comuns estão a restrição à competitividade, que é quando o edital estabelece critérios que restringem a amplitude de concorrentes que poderiam participar da licitação; problemas na elaboração do projeto básico, com a ausência de planilha de custos, por exemplo; dispensas de licitação indevidas; contratação de terceiros para prestar o serviço prometido e preços acima da média de mercado.
No TCE, além do recebimento de denúncias e da checagem das prestações de contas das prefeituras, por exemplo, é feito trabalho preventivo. “Temos o Observatório de Licitações, a partir do qual pegamos os procedimentos ainda abertos e analisamos antes que alguma irregularidade aconteça”, destaca André. Ele pontua ainda que a atuação do TCE na área de licitações vai além da fiscalização.
Para Marconi Lemos, uma das saídas para reduzir as fragilidades em licitações é investir na criação e instrumentalização dos controles internos dos municípios.
Impacto da presença do ministério público
O promotor Alan Moitinho Ferraz, da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Boa Viagem, ressalta que há casos em que só o anúncio da fiscalização do MP já faz com que fraudadores deixem o processo.
Fiscalização na Câmara Municipal
Em Mombaça, foi uma denúncia ao MP que fez com que a promotora Mônica Kaline Nobre recomendasse a anulação de uma licitação na Câmara Municipal que restringia a ampla concorrência. A recomendação foi acatada pelo chefe do Poder Legislativo.
Acompanhamento de licitações na internet
Todos os procedimentos de contratações das prefeituras são disponibilizados no site do Tribunal de Contas do Estado.
Fonte: Diário do Nordeste

Ministério Público interdita a loja de móveis Tok & Stok e uma agência do banco Itaú em Fortaleza



O Ministério Público do Ceará (MPCE), por meio do Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon), interditou a loja Tok & Stok, localizada na Av. Washington Soares, e uma agência do Banco Itaú, situada na Av. Professor Gomes de Matos, no Montese, nesta terça-feira (21).
Na agência bancária e na loja de móveis e decoração foi constatada a ausência do Certificado de Conformidade do Corpo de Bombeiros (CCCB).
Mesmo com prazo para regularização, os estabelecimentos não apresentaram documentos válidos e foram interditados por agentes do Setor de Fiscalização após decisão administrativa da Secretaria-Executiva do Decon.
(*) Com informações do Ministério Público do Ceará

Norueguês vira réu por aplicar golpes de R$ 7 milhões em compatriotas no Ceará e RN



O norueguês Andre Stenseng Aalen, de 44 anos, teve o passaporte retido e foi proibido de embarcar para fora do Brasil, por decisão do Poder Judiciário do Ceará, proferida na última quinta-feira (3). No mesmo dia, a 5ª Vara Criminal recebeu a denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE) contra o estrangeiro, que virou réu por ludibriar outros 22 noruegueses a investirem em imóveis que não deram retorno financeiro, em um suposto esquema criminoso.
Conforme a peça acusatória, pelo menos desde 2012, o denunciado convencia os compatriotas a investirem em imóveis que nunca ficavam prontos ou que apresentavam problemas na documentação, como o Certificado de Conclusão de Edificação, conhecido como "Habite-se". A promessa do denunciado era de lucro alto e rápido. Mas na realidade, havia captação e apropriação dos recursos das vítimas, utilizando, inclusive, empresas de fachada.
Os imóveis estavam localizados nos estados do Rio Grande do Norte e do Ceará - nos municípios de Fortaleza, Caucaia, Pacajus, Horizonte e Sobral. Na capa do site da empresa de Aalen, a Brasil Invest, há uma foto da orla da capital cearense com o anúncio "boas condições para investidores estrangeiros". "No Brasil, os estrangeiros podem possuir livremente propriedades ou ações", argumenta.

MP do Ceará recomenda que prefeito e vereadores não manifestem apoio a candidatos ao Conselho Tutelar

A 3ª Promotoria de Justiça de Iguatu expediu uma recomendação aos vereadores e ao prefeito de Iguatu, Ednaldo Lavor, para que não vinculem suas imagens a qualquer candidato ao cargo de Conselheiro Tutelar no município, sendo proibido qualquer tipo de propaganda ou demonstração de apoio na rede sociais e pedidos de votos relacionados a campanha eleitoral do Conselho Tutelar a eventuais servidores dos órgãos municipais.
A recomendação foi elaborada após denúncias que chegaram na Promotoria, informando que possíveis candidatos ao cargo de Conselheiros Tutelares estariam sendo “apoiados” por vereadores e pelo Prefeito de Iguatu, inclusive com pedido explícito de votos nas redes sociais. Se comprovadas, as denúncias podem acarretar sanções cíveis e administrativas aos agentes públicos envolvidos. As eleições para Conselheiro Tutelar acontecem no dia 6 de outubro em todo o território nacional.
O não cumprimento da orientação do Ministério Público pode implicar na tomada das medidas judiciais cabíveis, com responsabilização civil, administrativa e mesmo criminal dos agentes que, por ação ou omissão, violarem ou permitirem a violação das normas e princípios que regem o processo de escolha dos membros do Conselho Tutelar, como determina a Lei n° 8.069/90.
DETALHE – O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) é o órgão que conduz o processo da escolha de membros do Conselho Tutelar no município, cabe a ele a tomada das providencias necessárias para que a campanha eleitoral, assim como a votação e apuração dos votos, ocorram de forma regular.

Integrantes de facção criminosa no Ceará pretendiam ações em represália à transferência de Marcola



Uma investigação do Ministério Público do Ceará (MPCE) descobriu que integrantes de uma facção pretendiam realizar ações criminosas no estado em represália à transferência de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como chefe máximo do grupo.
Marcola estava recolhido na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, em São Paulo, ao lado de outros integrantes da cúpula da facção criminosa, que tem atuação nacional. Ele foi transferido para a Penitenciária Federal de Porto Velho, em Roraima, em 13 de fevereiro deste ano, para cumprir a pena em Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), isolado de outros internos. Dois meses depois, foi enviado à Penitenciária Federal de Brasília, no Distrito Federal.
A transferência do número 1 do grupo fez com que faccionados de vários estados, inclusive do Ceará, planejassem ações criminosas.
O G1 obteve acesso a informações da Operação Jericó, deflagrada pelo MPCE no dia 15 de agosto para combater a atuação da facção criminosa.
Interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça mostraram que os investigados conversaram sobre a transferência de Marcola e a possibilidade de um "salve" da facção para que fossem realizadas ações para "parar o Brasil".

Guerra ao Tráfico – MP do Ceará cumpre 34 mandados contra traficantes



O Ministério Público do Ceará, com apoio da Coordenadoria de Inteligência (Coin), da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social, cumpre, nesta manhã de sexta-feira, 17 mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão em Fortaleza, Caucaia e em unidades do sistema penitenciário, em Itaitinga. A Operação “Maçãs Podres”, que está em sua segunda fase, é coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco),
As investigações do MPCE apontam o envolvimento de policiais militares e traficantes, conjuntamente, na prática de vários crimes, como tráfico de drogas, associação para o tráfico, extorsão, corrupção ativa e passiva, porte e posse ilegal de arma de fogo e organização criminosa.
Nesta segunda fase da operação, os mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão têm como alvos os traficantes suspeitos de integrar a organização criminosa. As ordens judiciais foram deferidas pela Vara de Delitos de Organização Criminosa e estão sendo cumpridas com apoio do Departamento Técnico Operacional da Polícia Civil do Estado do Ceará (DTO) e da Coordenadoria de Inteligência da Secretaria de Administração Penitenciária (COINT).
Na primeira fase da Operação “Maçãs Podres”, no dia 02 de agosto de 2019, a própria Polícia Militar do Ceará cumpriu os mandados de prisão contra dez PMs investigados de participação nos crimes. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão deferidos pela Vara da Auditoria Militar. Todos os dez PMs detidos continuam presos.
(Com MPCE)

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