Mostrando postagens com marcador MINISTÉRIO PÚBLICO DO CEARÁ. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador MINISTÉRIO PÚBLICO DO CEARÁ. Mostrar todas as postagens

O prefeito de Fortaleza Evandro Leitão pode responder por falsidade ideológica eleitoral

O prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT), não quis prestar esclarecimentos ao O Otimista sobre a mansão de luxo avaliada em cerca de R$ 12 milhões que não consta em sua declaração de bens, mas que pode entrar na mira da Justiça Eleitoral e do Ministério Público por possível crime de falsidade ideológica.
A eventual omissão do patrimônio levanta questionamentos sobre a consistência das informações prestadas às autoridades competentes e pode configurar o crime de falsidade ideológica eleitoral, conforme avaliação de um advogado especialista na área consultado pela reportagem, que preferiu não se identificar. Segundo ele, o caso se enquadra no artigo 350 do Código Eleitoral, caso fique caracterizado dolo na declaração apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral.

O especialista explica, porém, que eventuais ações com potencial de cassação já não podem mais ser propostas. “As ações propriamente eleitorais já passaram do prazo. Em 2022 ou 2024, poderia ter sido proposta uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) ou uma Ação de Impugnação de Mandato Eleitoral (Aime), mas esses prazos já precluíram”, afirmou.

Apesar disso, ele ressalta que o caso ainda pode ter desdobramentos na esfera criminal e investigativa, a depender da atuação do Ministério Público e da análise da compatibilidade entre a declaração apresentada ao TSE e o Imposto de Renda. O ponto central, segundo ele, é verificar a origem dos recursos utilizados na aquisição do imóvel.

Nesse cenário, o Ministério Público deve avaliar os elementos já tornados públicos para definir os próximos passos da apuração. “Se a informação não está onde deveria estar, é necessária a apuração para entender o que ocorreu e seus possíveis reflexos”, disse o especialista.

MPCE denuncia advogado que usou IA para manipular provas no júri da Chacina do Curió




O Ministério Público do Ceará (MPCE) denunciou, nesta quarta-feira (27), por fraude processual, um advogado que atuou em uma das sessões do júri da Chacina do Curió — o crime aconteceu na madrugada de 12 de novembro de 2015, na Grande Messejana, em Fortaleza, e terminou com 11 mortos e sete feridos.

Segundo o órgão, às vésperas do quinto julgamento sobre o caso, realizado em setembro do ano passado, no Fórum Clóvis Beviláqua, o defensor técnico de um dos réus teria juntado aos autos do processo um material com indícios de adulteração de imagens por meio de inteligência artificial.

Laudo da Perícia Forense do Estado (Pefoce) concluiu que, em uma das fotografias juntadas aos autos, referente a um veículo utilizado pelos autores da chacina, foram encontrados diversos vestígios de edições, como uma alteração nas estruturas do carro, especialmente nos faróis traseiros, na posição da marca do veículo e na textura da cor. O resultado da análise mostrou-se compatível com comandos de softwares de edição, de acordo com a perícia.

Para o MP, as imagens foram modificadas para induzir ao erro os participantes da sessão do júri, o que fere, inclusive, o princípio constitucional da soberania dos jurados. Diante disso, o órgão pediu a instauração de uma investigação policial ainda durante a sessão do julgamento, e, depois, encaminhou a conclusão do inquérito ao Poder Judiciário.

A denúncia foi oferecida à Justiça pela 10ª Vara Criminal da Capital. No documento, os promotores requerem a condenação criminal do advogado por fraude processual, o que é passível de prisão de três meses a dois anos e pagamento de multa.

Além disso, a promotoria pede que uma cópia da denúncia seja encaminhada à Comissão de Ética da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-CE) para adoção de providências administrativas cabíveis e aplicação de medida cautelar de suspensão do exercício da advocacia enquanto seguir o processo criminal ou por prazo fixado judicialmente.

O nome do jurista não foi divulgado pelo MP.

(*) Diário do Nordeste


POLÍCIA CIVIL E GAECO FAZEM BUSCA E APREENSÃO NA CÂMARA DE SOBRAL E NA CASA DO IRMÃO DO DEPUTADO MARCOS SOBREIRA, MARLON SOBREIRA QUE É VEREADOR



O Ministério Público do Ceará (MPCE), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), com apoio da Polícia Civil do Estado do Ceará, deflagrou na manhã de ontem,  terça-feira (31) uma operação na Câmara Municipal de Sobral.
A ação cumpriu mandados de busca e apreensão contra o vereador Marlos Sobreira. As diligências ocorreram tanto no gabinete do parlamentar quanto em sua residência.

Segundo as investigações, a suspeita envolve uma empresa que estaria ligada ao vereador e que pode ter relação com organização criminosa.

A operação foi acompanhada pelo promotor de Justiça Rodrigo Calzavara, que autorizou a entrada das equipes no prédio do Legislativo por volta das 7h.

OPERAÇÃO INVESTIGA SUPOSTOS CRIMES CONTRA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA EM ICÓ




O Ministério Público do Ceará, por meio da Procuradoria dos Crimes Contra a Administração Pública (Procap), com apoio do Departamento Técnico Operacional da Polícia Civil do Ceará, deflagrou, nesta terça-feira (24), a Operação “Expropriare”, que investiga supostos crimes contra a administração pública cometidos em Icó.
Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em residências dos alvos nas cidades de Icó e Fortaleza. Os celulares, notebooks e documentos apreendidos durante a ação irão subsidiar a investigação da Procap.

O MP do Ceará apura um suposto superfaturamento na compra de um imóvel desapropriado pelo município que pertencia a familiares dos investigados. O processo tramita em sigilo.

Entenda

A operação foi batizada de “Expropriare”, termo em latim que significa “desapropriação”, uma referência direta à possível ação ilegal investigada pela Procap.

➡️ Para mais informações, acesse cn7.com.br! 📱

TJ mantém absolvição de advogados e outros acusados de tentar burlar o Sistema de Justiça no Ceará Segundo o MPCE, o esquema, investigado durante a 'Operação Rábula', beneficiava também membros de facções como o CV e o PCC.

Após sete anos desde o início da investigação, o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) decidiu manter a absolvição de dois acusados de integrar um esquema criminoso de corrupção no Sistema de Justiça no Ceará. O ex-colaborador terceirizado do Fórum Clóvis Beviláqua, Erlon Sílvio Moura de Oliveira, e a advogada Socorro Maia Landim foram inocentados por todos os crimes que foram denunciados.

Além da dupla, os advogados Hélio Nogueira Bernardino, Paulo Sérgio Ribeiro de Souza, Fabíola Joca Noleto e Juliane da Costa Negreiros, já tinham sido beneficiados em outra decisão de 2º Grau, que manteve a sentença proferida pela Vara de Delitos de Organizações Criminosas (VDOC). Dentre os crimes pelos quais foram acusados estão corrupção e integrar organização criminosa.

O Diário do Nordeste apurou que o Ministério Público do Ceará (MPCE) recorreu da absolvição, mas os magistrados da 3ª Câmara Criminal votaram considerando que a sentença em 1º Grau apontou a inexistência de prova concreta e isenta.
O MP considerou que os identificados prometiam vantagens indevidas a servidores públicos com o objetivo de influenciar a tramitação e o resultado de processos judiciais a favor dos seus clientes.

A conclusão pela insuficiência de provas ocorreu depois de as autoridades analisarem conversas telefônicas, que, de acordo com os desembargadores, não apontam com certeza se houve proposta de vantagem indevida por parte dos réus e que não ficou mostrada a divisão de tarefas ou adesão consciente ao plano.
O advogado Paulo Pimentel, que representa a defesa de Erlon Sílvio, Socorro Maia, Fabíola Neto e Hélio Bernardino, considera que "após longo processo, foi mais uma vez feita a Justiça". Pimentel finalizou afirmando que "a defesa nunca deixou de crer na Justiça".

OPERAÇÃO RÁBULA

O grupo foi alvo da Operação Rábula, deflagrada pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) e pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) em 2019, por suspeita de corromper servidores e outros funcionários do Poder Judiciário no Ceará para obter favorecimento na tramitação de processos - inclusive ações contra membros de facções criminosas como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC).


(*) Diário do Nordeste


CENTRO-SUL DO ESTADO: DENÚNCIAS: MPCE deflagra Operação “Aratrum” e prende secretários municipais de Quixelô por suspeita de superfaturamento.>


O Ministério Público do Ceará (MPCE) desencadeou, na manhã desta quinta-feira (04/12), a Operação Aratrum, com o objetivo de investigar um suposto esquema de superfaturamento e inexecução contratual envolvendo serviços de máquinas pesadas contratados pela Prefeitura de Quixelô.A ação foi conduzida pela Promotoria de Justiça do município, com apoio de outros promotores e da Polícia Civil.

Ao todo, foram cumpridos três mandados de prisão e seis mandados de busca e apreensão nas cidades de Quixelô, Canindé e Itapiúna, atingindo agentes públicos, empresários e empresas. Durante a operação, foram recolhidos documentos, computadores e celulares, que agora serão analisados pela equipe investigativa.

As ordens judiciais foram expedidas pelo 2º Núcleo de Custódia e Garantias de Iguatu e fazem parte de um Procedimento Investigatório Criminal em tramitação no Ministério Público.

Dois secretários municipais de Quixelô foram presos temporariamente. Já um empresário — também alvo da operação e detentor de contratos com a Prefeitura — encontra-se foragido.

Segundo o MPCE, há indícios de superfaturamento e inexecução nos contratos firmados para a locação de máquinas pesadas, além de possível prática de peculato, falsidade ideológica e associação criminosa. Apenas entre 2021 e 2025, os contratos investigados somam R$ 3.794.214,91.

A investigação segue em curso, e o material apreendido será fundamental para esclarecer a extensão do esquema e o envolvimento dos suspeitos.

Novos Promotores assumem funções em Acopiara, Aiuaba, Mombaça e 15 cidades do CE


Os promotores de Justiça promovidos e removidos na 11ª Sessão Extraordinária do Conselho Superior do Ministério Público do Ceará entraram em exercício, na segunda-feira (20/10). A cerimônia foi realizada no Plenário dos Órgãos Colegiados, em Fortaleza, com a presença do procurador-geral de Justiça, Haley Carvalho. Os 18 membros vão atuar em Promotorias de Justiça de entrância Inicial e Intermediária localizadas nos municípios de Acopiara, Aiuaba, Barro, Crateús, Eusébio, Granja, Guaraciaba do Norte, Horizonte, Maranguape, Mombaça, Nova Russas, Pacatuba, Paraipaba, São Benedito, Solonópole, Umirim e Uruburetama.
Ceará turismo
Transporte intermodal

O Procurador Geral de Justiça, Haley Carvalho enalteceu a trajetória dos membros promovidos e removidos e reconheceu a dedicação dos promotores de Justiça. “Hoje é um dia daqueles que nos marcam profundamente, momento em que nos reunimos para celebrar o compromisso de cada um de vocês com a justiça e com a sociedade. As promoções e remoções da nossa instituição são verdadeiros marcos de vida, de conquistas, abdicações, despedidas, saudades, mas, sobretudo, de muita alegria e esperança. São o início de um novo caminho, tempo de mudança, e reconhecimento pela entrega, competência e coragem de vocês, promotoras e promotores de justiça”, declarou.

Discursando em nome dos membros promovidos e removidos, a promotora de Justiça Águeda Fabiana disse que o momento representa o reconhecimento do trabalho e uma renovação do compromisso institucional. “Quando falamos do Ministério Público brasileiro, precisamos compreender a natureza absolutamente singular. Não somos poder, mas somos essenciais à função jurisdicional do Estado. Não julgamos, mas provocamos a jurisdição. Somos absolutamente independentes, mas profundamente conectados à sociedade. Essa configuração dá uma absoluta responsabilidade e uma extraordinária liberdade de agir. Temos uma força incrível que é a transformação social”, afirmou.

A mesa solene também contou com a presença da corregedora-geral do MP do Ceará, procuradora de Justiça Maria Neves Feitosa; da ouvidora-geral do MP do Ceará, procuradora de Justiça Loraine Jacob Molina; da subprocuradora-geral de Justiça de Governança, Daniele Fontenele; da subprocuradora-geral de Justiça de Administração, Juliana Cronemberger; e da presidente da Associação Cearense do Ministério Público (ACMP), promotora de Justiça Ana Vládia Gadelha Mota. Também prestigiaram a solenidade familiares e colegas dos promovidos e removidos.

<> Em tempo: 
  • Guilherme Miranda Maia – promovido para a 1ª Promotoria de Justiça de Acopiara 

Vereadores do PL e do PT são cassados no Ceará por distribuir óculos em troca de voto

A Justiça Eleitoral de Limoeiro do Norte, no Ceará, cassou os mandatos de três vereadores do PL e do PT e dois suplentes da cidade. A sentença, proferida na última terça-feira (14), aceitou uma denúncia do Ministério Público, que investigou a distribuição gratuita de óculos de grau e consultas oftalmológicas a eleitores em troca de votos durante o pleito de 2024.

Os vereadores penalizados com a perda do mandato são Rubem Sérgio de Araújo (conhecido como "Cabo Rubem") e Lauro Gardênio Pinheiro Machado, ambos do PL, e Márcio José Lopes Lima ("Professor Márcio"), do PT

De acordo com a investigação, as provas colhidas pelo MP apontavam para um esquema realizado em parceria com uma ótica da cidade. A investigação resultou na prisão em flagrante de Emanuela Marcia Silva de Sousa, que foi encontrada portando "várias armações de óculos, material de campanha e um caderno com nomes de eleitores e dos candidatos".

Os vereadores cassados negam as irregularidades e cabe recurso da decisão; veja abaixo o que diz cada um deles em defesa. O g1 não localizou a defesa de Marcia Silva.

A sentença também citou que a extração de dados de celulares apreendidos revelou diálogos com eleitores que confirmaram a conduta dos vereadores. Além disso, foram constatadas "movimentações fiscais atípicas" na ótica envolvida, com um "aumento expressivo de notas fiscais de entrada sem emissão correspondente de saída durante o período eleitoral".

Consequências na Câmara Municipal

Com a cassação, os votos atribuídos aos candidatos impugnados serão anulados. A Justiça Eleitoral determinará o cálculo de novos quocientes eleitoral e partidário, o que deve alterar a composição da Câmara Municipal de Limoeiro do Norte, podendo beneficiar outros candidatos que não foram diretamente envolvidos no caso.

O que dizem os vereadores cassados

Os três parlamentares se manifestaram publicamente após a divulgação da decisão, afirmando que vão recorrer e que mantêm seus mandatos por se tratar de uma decisão de primeira instância. Veja abaixo o que diz cada um deles.

Cabo Rubem (PL): disse que a decisão "não há qualquer efeito imediato" e que seu "mandato permanece plenamente em vigor". Afirmou que não concorda com o teor da sentença e que tem "fé na Justiça" de que ela será revertida pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). "Sigo com a consciência tranquila", declarou.
Lauro Machado (PL): Reafirmou que a decisão "não produz efeitos imediatos" e expressou seu "profundo respeito à Justiça", mas discordou do resultado. "Tenho fé em Deus e confiança na Justiça de que a verdade prevalecerá", escreveu, em postagem em rede social. Ele também agradeceu o apoio recebido e reafirmou compromisso de "continuar trabalhando com seriedade, transparência e dedicação".
Professor Márcio (PT): Afirmou que a decisão "não é definitiva e será devidamente contestada nas instâncias superiores". Disse "confiar plenamente" que a verdade prevalecerá e reafirmou que "continuará exercendo plenamente o mandato". "A trajetória do professor Márcio sempre foi pautada pela defesa da educação pública, da ética e da democracia", concluiu.



MPCE abre nesta quarta rodada de audiências com empresas devedoras do Estado, atualização 13h15


O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos do Ceará (CIRA), que é vinculado ao Ministério Público do Ceará por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf), vai iniciar, nesta quarta-feira, às 8h30, mais uma rodada de audiências com empresas devedoras de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Segujdo a Secretaria de Comunicação Social do MPCE, durante as reuniões, que ocorrerão na sede das Promotorias de Justiça de Fortaleza, será oferecida aos contribuintes a chance de regularizar a situação antes da adoção de medidas judiciais na área cível e criminal, que podem atingir também os sócios das organizações.
Notícias locais

Devedores notificados

Foram notificadas 95 empresas consideradas devedoras costumazes do Estado que, juntas, possuem dívidas que ultrapassam os R$ 150 milhões.

Segundo o coordenador do Gaesf, promotor de Justiça Felipe Diogo de Siqueira Frota, as audiências não são para tratar de dificuldades pontuais, “mas de inadimplência dolosa usada como estratégia de mercado, o que gera concorrência desleal”. O esforço coincide com a tramitação no Congresso Nacional de projeto de lei que trata de regras mais rígidas contra empresas consideradas devedoras contumazes.

Desde a criação do CIRA, já foram recolhidos R$ 155 milhões aos cofres do Estado. Mesmo após firmados os acordos, os débitos podem ser atualizados caso os contribuintes optem por condições mais favoráveis em programas de refinanciamento fiscal.

(*) Eliomar de Lima

MPCE Operação de combate á sonegação fiscal

MANDADOS DE BUSCA E APREENSÃO CUMPRIDOS
O Ministério Público do Ceará (MPCE) deflagrou, nesta terça-feira (29), a operação Raios-X para investigar casos de sonegação fiscal no setor de joalheria em Fortaleza. Quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos em residências de investigados e em uma loja situada em um shopping de Fortaleza. A Justiça também determinou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático dos investigados.

O material apreendido agora será analisado e confrontado com os dados a serem obtidos das quebras de sigilo. O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira) apura a suspeita de sonegação de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (CMS) e de Imposto sobre Transmissão “Causa Mortis” e Doação de Bens e Direitos (ITCD).

As investigações tiveram início após o setor de Execuções Fiscais Estratégicas da Procuradoria Geral do Estado (PGE) encontrar cobranças fiscais contra a empresa investigada, atuante no setor de joalheria, porém sem que houvesse nenhum patrimônio para saldar as dívidas. Essa empresa também teria proposto ação de inventário negativo após o falecimento da matriarca do grupo empresarial, argumentando que ela não tinha deixado nenhum bem aos herdeiros.

Com o aprofundamento da investigação, aumentou a suspeita de fraude fiscal estruturada, através da criação de grupo econômico de administração familiar para ocultar patrimônio e blindar bens.

“A operação é um marco no combate à sonegação fiscal no Ceará, pois trata-se de uma apuração conjunta de vários órgãos e instituições, integrantes do Cira. O Comitê atua sob regime de força tarefa e já recuperou mais de R$ 106 milhões em ativos aos cofres do Estado nos últimos quatro anos. Além dessa atuação conjunta, é a primeira grande investigação envolvendo, também, provável sonegação de ITCD, para além do ICMS, foco principal da atuação do Cira”, destaca o coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf) do MPCE, promotor de Justiça Felipe Diogo Frota.

(Foto: Reprodução)

MPCE denuncia 10 pessoas por esquema que beneficiava presos com tornozeleira eletrônica

UM FUNCIONÁRIO TERCEIRIZADO ESTAVA ENVOLVIDO
Dez pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) por suspeita de envolvimento em um esquema de violação de tornozeleiras eletrônicas para beneficiar pessoas privadas de liberdade no Ceará.

Segundo a denúncia do MPCE, à qual o jornalismo da Jangadeiro teve acesso, as investigações iniciaram a partir de denúncias de fraude processual e inserção de dado falso no sistema de informações sobre o esquema na Célula de Monitoração Eletrônica (CMEP), da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), em junho de 2021.

O esquema permitia que monitorados por tornozeleira descumprissem ordens da Justiça sem que as autoridades tivessem conhecimento. Os criminosos poderiam violar a área permitida, romper o lacre da tornozeleira e até ligar e desligar o equipamento (procedimento permitido apenas em manutenção controlada), sem que o sinal de alerta fosse emitido à CMEP.

Um dos beneficiados pelas violações foi Francisco Hélio Forte Viana Filho, que chegou a tentar fugir para Florianópolis (SC). Outra denúncia anônima fez essa informação chegar à CMEP, que averiguou o histórico do equipamento e constatou diversas violações, incluindo o desligamento e religamento do aparelho.

Uma investigação interna foi iniciada e foi descoberta a participação do funcionário terceirizado Miguel Fernandes Pessoa Neto, que, dentre as funções, era responsável pela confecção de relatórios de comportamentos de monitorados.

Além de Francisco Hélio, o funcionário também utilizou o esquema para beneficiar outros oito monitorados, manipulando o sistema dentro de sua casa, inclusive enquanto estava em período de férias.

Em nota, a SAP afirma que, ao perceber que já estava passando por investigação interna, o funcionário terceirizado Miguel Fernandes deixou de comparecer ao trabalho e que ele foi demitido pela empresa terceirizada e remetido para investigação e inquérito policial.

(Foto: Divulgação / Governo do Estado)

Banco é multado em R$ 602 mil por falhas de segurança que permitiram empréstimos fraudulentos



PELO MINISTÉRIO PÚBLICO DO CEARÁ
O Banco Itaú Consignado S.A. foi multado por falhas de segurança que resultaram em empréstimos não reconhecidos por consumidores, afetando principalmente idosos e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A multa ficou fixada no valor de R$ 602 mil.

A partir do recebimento da denúncia do Ministério Público do Ceará, a Justiça constatou a facilidade com que os empréstimos eram feitos, bem como a vulnerabilidade dos consumidores e a exposição de seus dados. Audiências de conciliação foram marcadas com o banco, mas a instituição financeira não apresentou proposta de acordo, mantendo-se inflexível quanto às cobranças indevidas.

Diante das alegações, o banco foi multado em 133 mil Ufirces (Unidade Fiscal de Referência do Estado do Ceará). A empresa recorreu e a Jurdecon reconheceu parte do recurso, reduzindo a multa para 100 mil Ufirces, que corresponde a R$ 602.969.

O Banco Itaú Consignado terá 30 dias para pagar a multa, que será revertida ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos e, em caso de não pagamento, o débito será inscrito na Dívida Ativa do Estado. O Jornal Jangadeiro entrou em contato com a instituição, mas não houve retorno até o momento da publicação. A matéria poderá ser atualizada a qualquer momento com novas informações.

Vereador de Ipu no Ceará é denunciado pelo MPCE por vendas de armas

O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) denunciou o vereador de Ipu Chagas Teteu por venda de armas no Ceará.
Segundo o MPCE, a denúncia tem a ver com o Estatuto do Desarmamento. "Adquirir, alugar, receber, transportar, no exercício de atividade comercial ou industrial, arma de fogo, acessório ou munição, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar", informa o artigo 17. A pena para o crime é de 4 a 8 anos de reclusão, além de pagamento de multa.

Vereador Chagas Teteu terá uma audiência hoje, dia 26 de junho, para audiência de instrução e julgamento. Se condenado, perde mandato.

MPCE "Servidores fantasmas" da prefeitura de Iracema no Ceará terão que devolver mais de R$ 150 mil

UM ACORDO FOI PROPOSTO
Dois ex-servidores do município de Iracema, no Ceará, acusados de serem “funcionários fantasmas” da Prefeitura, terão que devolver juntos mais de R$ 150 mil em salários recebidos indevidamente, além de pagar uma multa de R$ 10 mil.

A decisão foi tomada pelo Ministério Público do Ceará (MPCE), que firmou um Acordo de Não Persecução Cível com os acusados para o recebimento dos valores.

Valderi Maia, que ocupava o cargo de coordenador de fomento agrícola e pecuário, e Márcio Holanda, que era coordenador de desenvolvimento da pesca, foram acusados por ato de improbidade administrativa e enriquecimento ilícito, já que os funcionários recebiam remuneração sem comparecer ao trabalho e nem exercer as funções para as quais foi contratado.

Valderi se comprometeu a restituir R$ 35.976,26. Já Marcio afirmou que devolveria integralmente o valor que recebeu durante o período na Prefeitura, o que chega a R$ 119.965,81. Ainda, cada um pagará uma multa de R$ 10 mil, repassados ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDID).

Acordo de Não Persecução Cível

O Acordo de Não Persecução Cível tem por finalidade evitar a judicialização do caso, tornando mais célere e efetiva a reparação do dano eventualmente causado ao erário.

PREFEITURA DE IRACEMA

Outro caso de funcionário fantasma foi registrado na cidade em 2024. O MPCE solicitou que a Prefeitura exonerasse um servidor comissionado lotado na Secretaria de Agricultura, Pesca e Recursos Hídricos do município pelo mesmo ato indevido.

Ministério Público entra com ação para barrar aumento dos salários de prefeito, vice e vereadores de Baturité

O Ministério Público do Ceará (MPCE) ajuizou, nessa quinta-feira (20), uma ação civil pública para tentar barrar o aumento dos salários do prefeito, do vice-prefeito e dos 13 vereadores eleitos do município de Baturité, no Sertão Central.

O pedido se deve ao fato de que o reajuste salarial foi aprovado pela Câmara Municipal nos últimos 180 dias do mandato de Hérberlh Mota (Republicanos) — reeleito para o segundo mandato no ano passado — e sem ter sido feito estudo de impacto financeiro para as contas da cidade, o que contraria a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Na ação, a 1ª Promotoria de Justiça de Baturité cobra ainda que seja fixada multa diária de R$ 50 mil para a Prefeitura e para a Câmara Municipal em caso de descumprimento de possível decisão judicial favorável ao pedido do Ministério Público.

O Diário do Nordeste tentou contato com o prefeito Mota e com o vice-presidente da Câmara, o vereador Luciano Furtado (PL). O primeiro não deu retorno às ligações e mensagens e o segundo informou que só se manifestará após ser formalmente notificado. O espaço segue aberto para o posicionamento dos políticos.

SALÁRIOS MAIS QUE DOBRARAM DE VALOR

De acordo com a ação do MP, o salário dos vereadores da cidade teve aumento de 37,3%, saindo de R$ 7.596 para R$ 10.432,39. Já o do prefeito aumentou 57,2%, passando de R$ 15,9 mil para R$ 25 mil. O do vice-prefeito, Francisco Freitas (PSB), por sua vez, teve acréscimo de 56,60%, e foi de R$ 10,6 mil para R$ 16,6 mil.

A remuneração dos secretários municipais, no entanto, não foi alterada, e permaneceu em R$ 5.304.

Para os promotores de Justiça, a tramitação dos projetos de lei que tratam do reajuste salarial dos servidores em Baturité ocorreu em "curto espaço de tempo", uma vez que a sessão plenária que aprovou o incremento durou apenas 18 minutos. Além disso, o órgão alega que não ocorreram discussões na Casa Legislativa sobre os impactos do aumento no orçamento da próxima legislatura.

Por ora, de acordo com o portal da transparência do município, os salários do prefeito e do vice seguem em R$ 15,9 e R$ 10,6.

(*) Diário do Nordeste

O Juízo da 18ª Vara Criminal de Fortaleza condenou um homem a mais de 5 anos de prisão por furto de mercadorias de um petshop e pela morte de um cachorro da raça buldogue francês.



EM REGIME SEMIABERTO
O Juízo da 18ª Vara Criminal de Fortaleza condenou um homem a mais de 5 anos de prisão por furto de mercadorias de um petshop e pela morte de um cachorro da raça buldogue francês. A Justiça acolheu as denúncias do Ministério Público do Ceará (MPCE).

O caso aconteceu em janeiro deste ano. Conforme as denúncias, Kalleby de Sousa Menezes invadiu o petshop, localizado no bairro Cocó, durante a madrugada e levou vários itens do estabelecimento, além do cão identificado como Bryan. Foram furtados uma máquina de tosa, um celular, um kit de tesouras e diversas coleiras. Câmeras de segurança registraram toda a ação.

“Depois de passar o dia tentando vender o buldogue, o réu deixou o animal no galpão de uma oficina mecânica abandonada na Avenida Engenheiro Santana Júnior. No dia seguinte, Bryan foi encontrado amarrado e sem vida. Os bens subtraídos não foram recuperados”, aponta o MPCE.

O animal tinha três anos e sete meses e estava hospedado no petshop há 15 dias. O desaparecimento do animal foi registrado em Boletim de Ocorrência e divulgado nas redes sociais.

Na sentença, proferida no último dia 27 de novembro, o réu foi condenado pelos crimes de furto qualificado pelo arrombamento e de maus tratos a cão com resultado morte. A pena foi de cinco anos, cinco meses e vinte dias de reclusão, em regime semiaberto, além de multa. Ele terá que pagar o equivalente a dois salários mínimos (R$ 2.824) aos tutores de Bryan como indenização por danos morais.

(Foto: Ilustrativa)

Três homens são denunciados pelo MPCE por assalto que deixou turista morta e estrangeiro baleado no Ceará

O Ministério Público do Estado do Ceará denunciou na última segunda-feira (10) três homens por matar uma turista e balear o namorado dela estrangeiro durante um assalto em uma pousada na Praia do Cumbuco, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza.

O crime ocorreu no dia 29 de julho deste ano. A turista amapaense Mary Oliveira, de 46 anos e o namorado dela, o estrangeiro Phil Gray, de 38 anos, estavam na recepção da pousada, fazendo “check-out” e aguardando a chegada de um veículo quando um homem invadiu o local e anunciou o assalto.

As vítimas reagiram e entraram em luta corporal com o suspeito, que atirou várias vezes. Mary morreu no loca, já Phil foi atingido por três disparos, mas sobreviveu. Os criminosos tinham o objetivo de roubar cerca de R$ 40 mil em espécie do casal.

Conforme a denúncia do Ministério Público, após o crime, o suspeito fugiu com João Laurênio Neto, que aguardava fora da pousada em uma motocicleta. Na fuga, eles pararam a moto ao lado de um veículo de apoio, guiado por Artur Edmundo Ferreira Felisberto. A arma e o carro foram fornecidos por Frederico Bruno Ricarte da Silva. Os três foram presos um dia após o latrocínio, já o atirador ainda está foragido.

Na denúncia, formulada pelo promotor de Justiça Geraldo Laprovitera Teixeira, consta que os denunciados agiram em conjunto, de forma estruturada, com divisão de tarefas, extrema violência, grave ameaça e com uso de arma de fogo. Além disso, a forma de agir foi marcada por “extrema violência e minucioso planejamento”.

O Ministério Público pediu judicialmente a quebra do sigilo telefônico, telemático e de informática dos aparelhos celulares apreendidos, a manutenção da prisão preventiva de Frederico Bruno e Artur Edmundo e a conversão da prisão temporária de João Laurênio Neto em prisão preventiva.

Uma quarta pessoa, Igor Teixeira Lopes, foi denunciada por posse de aparelho celular roubado. Ele estava com Frederico Bruno Ricarte da Silva no momento da abordagem policial, um dia após o crime, em Fortaleza.

(*) g1 Ceará

Em ano eleitoral, pelo menos 6 prefeituras já foram alvos do MPCE por suspeita de corrupção, 21 DE MAIO <> 10:04 H



Os últimos dias têm sido conturbados na política de Crateús. Em menos de sete dias, o prefeito da cidade foi afastado e uma carreata em apoio ao mandatário mobilizou centenas de pessoas. Paralelamente, a posse do vice foi postergada a ponto de deixar a cidade quatro dias sem prefeito e precisar de intervenção da Justiça Estadual.

Nesta segunda-feira (20), o vice-prefeito Nenzé Bezerra (PSB) finalmente assumiu o comando municipal. Já o prefeito Marcelo Machado (PDT) atende ao período de afastamento de 180 dias ordenado pela Justiça diante das suspeitas de corrupção na gestão do político.

O cenário de instabilidade política ocorre no município a menos de cinco meses das eleições e é um dos efeitos da ofensiva do Ministério Público do Ceará (MPCE) contra prefeituras em que há suspeita de corrupção. O caso de Crateús não é o único. Desde janeiro, as gestões de seis municípios já foram alvos de operações da instituição
OFENSIVA EM MILHÃ

Uma das primeiras investidas, neste ano, do MPCE, por meio da Procuradoria dos Crimes Contra a Administração Pública (Procap), teve como alvo a gestão municipal de Milhã. Em 25 de janeiro, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão contra o prefeito Luiz Alan Macêdo (PSB), o controlador-geral do município, Paulo Isaac Pinheiro, e empresários locais, todos eles suspeitos de corrupção. Houve ainda a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos envolvidos.

O cerne da denúncia, conforme os procuradores, são irregularidades em contratos firmados pela Prefeitura de Milhã e empresas de locação de veículos, limpeza pública e fornecimento de combustíveis. Todos esses acordos foram suspensos pela Justiça pelos próximos seis meses

Ainda conforme os investigadores, as empresas envolvidas na coleta de resíduos e locação de veículos utilizavam de "laranjas" para prestar os serviços contratados e desviavam os recursos públicos. As práticas incluem os crimes de corrupção, fraude em licitações, falsidade ideológica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Em nota divulgada logo após a operação, a Prefeitura reforçou que tem colaborado com todas as investigações. A gestão alegou que a suspensão dos contratos e pagamentos referentes ao combustível e limpeza pública prejudicou os atendimentos aos pacientes do hospital municipal, aos alunos da rede de ensino pública municipal e estadual, usuários dos serviços de assistência social e outras atividades essenciais.

Nesta semana, em entrevista ao Diário do Nordeste, o prefeito Luiz Alan Macêdo (PSB) já reforçou que todos os serviços públicos estão sendo prestados.

“Tendo havido a suspensão parcial durante dois meses após a determinação judicial, oriunda das referidas denúncias infundadas, tendo inevitavelmente prejudicado a população que carecia dos referidos serviços públicos”Luiz Alan Macêdo (PSB)
Prefeito de Milhã

“Quanto às questões processuais, os procedimentos se encontram em sigilo, de modo que não podemos elaborar maiores comentários sobre esses aspectos, reafirmamos que tudo foi conduzido e realizado corretamente”, disse Alan, que reforçou que irá provar a probidade na Justiça.
SUSPEITAS EM SALITRE

Suspeitas semelhantes ocorrem no município de Salitre, onde o prefeito Dodó de Neoclides (PSB), o chefe de gabinete, a secretária da Administração, o secretário de Educação e a ex-tesoureira do município, além de empresários do ramo de locação de veículos, são suspeitos de desvio de recursos.

Esse grupo foi alvo de uma operação no último dia 1º de fevereiro, quando foram cumpridos 28 mandados de busca e apreensão nas cidades de Fortaleza, Salitre, Quixelô, Solonópole, Iguatu e Cajazeiras (PB). À época, a Procap apontou indícios de um suposto esquema de desvio de valores a partir de contratos irregulares firmados pela Prefeitura de Salitre e empresas de locação de veículos.

O MPCE apurou indícios de pagamentos em espécie pelo Município, sem registros formais. Os valores eram remetidos a várias contas bancárias de postos de combustíveis e agentes públicos, além de pessoas que não faziam parte do contrato.

Também foram constatados indícios de lavagem de dinheiro, uma vez que os valores retornavam para os gestores públicos por intermédio dos postos de combustíveis. Os contratos suspeitos chegam a quase R$ 4 milhões.

Os investigadores também apreenderam aparelhos celulares, documentos na sede da Prefeitura e cerca de R$ 67 mil em espécie na casa de um dos investigados. A Justiça autorizou ainda a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos envolvidos. O grupo pode responder por corrupção, fraude em licitações, falsidade ideológica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

A Prefeitura de Salitre foi procurada via e-mail pela reportagem, mas não houve retorno.
ALVO EM JUAZEIRO DO NORTE

Em 13 de março, foi a vez do prefeito Glêdson Bezerra (Podemos), de Juazeiro do Norte, virar alvo de uma operação da Procap. Além dele, estão no escopo da investigação três empresários da região do Cariri. O MPCE apura sobre supostas fraudes nos contratos de coleta de lixo na cidade. Durante a operação, 14 mandados foram cumpridos, inclusive na casa do político.

De acordo com o órgão fiscalizador, que também mira a atual secretária e o ex-secretário de Meio Ambiente e Serviços Públicos da gestão municipal, um empresário teria feito uma doação para a campanha eleitoral de Glêdson e, com a eleição dele, teria assumido a pasta, nomeando, inicialmente, o genro e, em seguida, uma funcionária da própria empresa.

No comando da secretaria, o empresário teria executado um dos contratos de maior valor para a Prefeitura, que seria referente à limpeza pública. Além disso, a investigação encontrou indícios de que teriam sido celebrados contratos fraudulentos com a referida empresa, com violação ao caráter competitivo do processo licitatório.

No dia da operação, o mandatário disse ter "absoluta certeza" de que está "sendo vítima de uma grave perseguição política". Ele afirmou que sua gestão reduziu o valor pago pelos serviços de limpeza pública de R$ 4,5 milhões para R$ 2,2 milhões e disse que já sabia que seria alvo de operações que poderiam afastá-lo da Prefeitura em ano eleitoral.



“Fiz uma dispensa de licitação e 'quebrei', como se diz no popular, mais de R$ 2 milhões o valor de contrato, quando contratei a empresa Revert [Soluções Ambientais], e é aí que eles estão dizendo que houve um direcionamento para essa empresa Revert, porque eu tinha que fazer uma dispensa de licitação enquanto terminava a licitação, terminei a licitação em seguida e conseguimos baixar ainda mais, porque a empresa que venceu, venceu por R$ 2 milhões e alguma coisa. Não conformados com isso, meus opositores denunciaram que esse valor era inexequível, disseram que não tinha como limpar a Cidade com esse valor tão baixo, e a empresa que está aí, está há mais de dois anos trabalhando com isso, com esse valor tão baixo, que não é tão baixo, é porque o outro era superfaturado, o outro era um crime, e a gente cortou"Glêdson Bezerra
Prefeito de Juazeiro do Norte

SUPERFATURAMENTO EM POTIRETAMA

Em Potiretama, a operação realizada pelo MPCE em 30 de abril apurou supostos superfaturamentos de contratos na aquisição de combustíveis para veículos da frota da Prefeitura. O prefeito Luan Dantas (PP) e secretários municipais são os principais alvos da investigação, que cumpriu 19 mandados de busca e apreensão. Foram presos ex-secretários municipais e sócios de um posto de combustíveis da localidade.


Conforme as apurações, entre 2017 e 2020, foram gastos R$ 4,1 milhões em combustíveis, enquanto, de 2021 até fevereiro de 2024, o valor chegou a R$ 8,2 milhões, mesmo sem ter ocorrido um aumento da frota de veículos do município. O acréscimo, pelo que constatou o órgão, foi superior a 100%.

Além do superfaturamento, o prefeito seria um dos fundadores do estabelecimento onde estaria acontecendo o crime. Ele saiu dos quadros da empresa em 2020, quando disputou as eleições. Sua esposa seria irmã da companheira do antigo sócio no negócio.

À época, o prefeito Luan Dantas e os secretários da cidade se disseram “surpresos” com a ação do MPCE. “Tendo em vista que sempre prestaram as devidas informações aos órgãos de fiscalização e já haviam fornecido tais documentos a integrantes da Procap, que no ano passado haviam realizado uma inspeção presencial”, disse um trecho da nota emitida pela Prefeitura.

Procurado novamente pela reportagem nesta segunda-feira, o mandatário disse que a operação foi resultado de denúncias da oposição.

“Eles estão denunciando para usar nas eleições. Todo dia respondo uns 50 ofícios, mas vou responder a tudo”Luan Dantas (PP)
Prefeito de Potiretama

DISPUTA FAMILIAR TERMINA EM OPERAÇÃO DO MPCE EM CASCAVEL

Em Cascavel, a investigação é liderada pela Polícia Civil, que realizou uma operação na quinta-feira (2) no município. O caso expôs um racha familiar envolvendo o atual prefeito, Tiago Lutiani (PT).

À época, logo após os agentes cumprirem mandados de busca e apreensão por suspeita de corrupção, lavagem de dinheiro e fraude licitatória, o ex-prefeito Tino Ribeiro, lamentou o ocorrido. “Só tenho a lamentar pelo fato de meu filho não ter me ouvido, pelo contrário, ouviu a quem não devia", disse.

Tino chegou a ser secretário durante a gestão do filho, mas foi exonerado da Secretaria de Obras Públicas em janeiro. Já o envolvimento de Tiago Lutiani nas investigações da Polícia Civil não é confirmado pelas autoridades.

Procurada pela reportagem, a defesa do gestor, representada pelos advogados Leandro Vasques e Gladson Mota, disse que ele “antes mesmo de qualquer intimação, já se dirigiu, por meio de petição, às autoridades se colocando sentinela e a disposição de prestar os esclarecimentos devidos”.

“Tais fatos são originados de denúncias vazias decorrentes de uma discussão familiar, havendo um grande ruído de comunicação e equívocos de interpretação, lamentavelmente muito comuns em anos eleitorais quando acusações infundadas visam prejudicar a imagem de pessoas públicas”Leandro Vasques
Advogado do prefeito Tiago Lutiani, de Cascavel

PREFEITA AFASTADA EM CARIDADE

No último dia 10 de maio, a prefeita de Caridade, Simone Tavares (PSB), virou algo do MPCE. Na operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar também contra a ordenadora de despesa municipal.

Elas foram suspensas do exercício da função pública por 180 dias. Os investigadores apuram denúncias de peculato, fraudes em licitações e outros crimes contra a administração pública.

Estão sendo investigadas, entre outras coisas, a inexistência de licitação ou dispensa que justifiquem pagamentos de altas quantias para um posto de combustíveis localizado em Fortaleza, a 91,3 quilômetros de distância da cidade.

O órgão verificou a ausência de controle dos abastecimentos, o que dificulta saber se os veículos eram abastecidos, de fato, e para que finalidade. A maioria dessas despesas teria sido autorizada pelo gabinete da prefeita Simone Tavares.

A gestão municipal foi procurada por e-mail, mas não houve retorno.
MUNICÍPIO SEM PREFEITO

No caso mais recente, o MPCE realizou uma operação no último dia 16 de maio em Crateús. O prefeito Marcelo Machado (PDT) e dois secretários municipais foram afastados das suas funções por 180 dias. Eles são investigados por supostas irregularidades na contratação de serviços de publicidade e locação de máquinas pesadas pelo Executivo.

Logo após o afastamento, Marcelo Machado comentou, emocionado, sobre a operação.

"O interior, hoje, tem um prefeito. Aliás, tinha até ontem, mas uma pessoa que se identificou... e Deus sabe disso, e a população também. Por que não vai para as urnas? Vamos para as urnas, disputar o voto a voto com respeito. [...] Aí o cara atropelar o mandato de um prefeito na reta final do seu mandato com os projetos tudo na rua...".Marcelo Machado (PDT)
Prefeito afastado de Crateús

"Futuro a Deus pertence. População de Crateús não elege nenhum prefeito para ter o sentimento do que nós estamos passando. Você passar por um constrangimento desse simplesmente porque a pessoa que chega ao poder humilhando, não é só a mim, não, é a população de Crateús", completou.

O caso mexeu no cenário político da cidade. O vice-prefeito, Dr. Nenzé Bezerra (PSB), passou a ser acusado de tramar as denúncias contra o prefeito. "Nunca fiz qualquer movimento para tirá-lo da Prefeitura de Crateús. Se o Marcelo tem algum problema, ele que vai resolver juntamente ao Ministério Público, que cabe a ele", disse.

Ainda assim, a posse dele foi postergada por aliados do prefeito afastado. Com a cerimônia marcada apenas para quinta-feira (23), a cidade chegaria a uma semana sem comando. Contudo, a desembargadora Ângela Chaves determinou, nesta segunda-feira (20), a posse de Nenzé Bezerra.

"É bem verdade que não há referenciais doutrinários e jurisprudenciais de como deve se dar a substituição do Prefeito pelo Vice-Prefeito. [...] Não me parece, contudo, ser o caso de uma nova posse, considerando que tanto a Constituição Federal, quando a própria Lei Orgânica do Município de Crateús, preveem que a posse do Prefeito e do Vice-Prefeito ocorrem no dia 1º de janeiro do ano subsequente ao da eleição, o que já ocorreu", argumenta a magistrada.

"Também não me parece ser o caso de qualquer espécie de autorização da Câmara Municipal, como ocorre em caso de licença do Prefeito por período superior a dez dias, uma vez que, na presente situação, o afastamento não se deu de forma voluntária, mas sim por decisão judicial, como forma de acautelar a necessária coleta de provas dos delitos investigados pelo Órgão Ministerial"Ângela Chaves
Desembargadora do TJCE

A Procuradoria dos Crimes Contra a Administração Pública (Procap), por meio da assessoria de imprensa do MPCE, foi procurada pela reportagem. Contudo, com a saída do procurador de Justiça Marcos William Leite de Oliveira da coordenação do grupo para tomar posse como novo desembargador do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), não foi disponibilizado outro integrante da Procuradoria para comentar sobre as operações.

(*) Diário do Nordeste

Policiais militares são acusados de praticar série de extorsões contra mulher gestante no Ceará

Três policiais militares foram denunciados pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) por uma série de extorsões, cometidas enquanto estavam de serviço, contra uma mulher gestante, em Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Os PMs estão presos e também viraram alvos de uma investigação administrativa na Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD).

Uma portaria da CGD, publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) da última terça-feira (9), instaurou Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o cabo da Polícia Militar do Ceará (PMCE) Antônio Wellington Ribeiro de Andrade e os soldados Lucas Valentim Pinto Andrade e Wiver Rodrigues da Silva.
O documento descreve que os policiais militares foram indiciados pela Delegacia de Assuntos Internos (DAI) por extorsões contra duas mulheres, além de cometerem invasão de domicílio, tortura, ameaças e porte ilegal de drogas. Para a Controladoria, "a documentação apresentada reuniu indícios de materialidade e autoria, demonstrando, em tese, a ocorrência de conduta capitulada como infração disciplinar".
Os PMs foram denunciados pelo MPCE pelo crime de extorsão, no dia 15 de fevereiro deste ano. A 2ª Vara Criminal da Comarca de Maracanaú, da Justiça Estadual, recebeu a denúncia, e os militares viraram réus, no dia 21 seguinte. Em caso de condenação, a pena pelo crime de extorsão varia de 4 a 10 anos de reclusão.
As prisões preventivas dos militares foram decretadas pela Justiça Estadual no dia 10 de janeiro último e cumpridas dois dias depois, assim como mandados de busca e apreensão nas residências dos agentes e a quebra de sigilo telefônico e telemático. Os policiais recorreram ao Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) sobre a prisão, mas tiveram os recursos negados.

COMO ACONTECERAM AS EXTORSÕES - Conforme a denúncia do Ministério Público do Ceará, uma mulher gestante foi vítima de uma série de extorsões cometidas por policiais militares, em Maracanaú, entre outubro de 2023 e janeiro de 2024. Uma amiga dela também teria sido abordada e extorquida, em um dos episódios.
As duas mulheres foram presas em flagrante pela Polícia Militar, no dia 9 de outubro do ano passado, na posse de pequenas quantidades de droga. Entretanto, elas foram soltas pela Justiça, em audiência de custódia.
Três dias depois, ao verem as mulheres soltas, policiais militares voltaram a abordá-las. "De acordo com o que a vítima narrou, 03 (três) policiais militares adentraram na mesma residência e reviraram todos os móveis, em busca de ilícitos, mas nada encontraram. Então, iniciaram sessões de torturas, com uso de spray de pimenta e ameaças de que desfeririam uma paulada em... (identidade preservada), a qual inclusive está gestante, caso não dissessem onde havia armas e/ou drogas".
A outra mulher entregou crack e cocaína. Mas, ainda assim, os policiais exigiram armas de fogo ou dinheiro, para não levá-las presas. A mulher gestante prometeu levantar R$ 5 mil, no mesmo dia. O dinheiro não foi pago, e os policiais teriam avisado à amiga dela que, se a encontrassem, a matariam.
No dia 25 de dezembro último, a mulher gestante foi surpreendida por uma nova abordagem de uma viatura da Polícia Militar. A vítima contou que foi levada para dentro de uma casa, "onde foi torturada pelos policiais, que deram uma paulada em sua cabeça".
Sob a ameaça de lhe prenderem através de um flagrante forjado, com drogas que os próprios policiais traziam consigo, os agentes de segurança pública exigiram R$3.000,00 (três mil reais) de ... (identidade preservada), para não a levarem para a Delegacia, com esse suposto material ilícito forjado, tendo em seguida baixado o valor para R$ 2.000,00 (dois mil reais) e, por fim, para R$ 1.000,00 (mil reais)".
A vítima conseguiu R$ 900 com o tio e transferiu por Pix para um policial militar, no dia seguinte. Porém, ainda assim, as extorsões continuaram, desta vez pela rede social WhatsApp, no início de 2024, segundo a investigação.

(*) Pinheirinho.Net

Pai é condenado a 20 anos de prisão por estuprar várias vezes a filha adolescente no Ceará


Um homem foi condenado a 20 anos de prisão por estuprar a filha por diversas vezes dentro da própria casa, em Martinópole, no interior do Ceará. As informações foram divulgadas pelo MInistério Público do Ceará (MPCE) nesta quinta-feira (29).

A Justiça tomou conhecimento do caso em 2022, após a Promotoria de Justiça Vinculada de Martinópole ser notificada por professores da garota e pelo Conselho Tutelar sobre o crime sexual.

De acordo com o relato da adolescente, o pai a coagia para praticar os estupros e ameaçava a ela, a mãe, os irmão e até vizinhos caso os abusos fossem denunciados.

O Ministério Público coletou provas, testemunhos de familiares e pessoas próximas, e formalizou a denúncia contra o pai da adolescente, solicitando a prisão preventiva dele. A Vara Única da Comarca de Uruoca acatou as teses do MPCE e condenou o acusado.

O homem cumprirá a pena em regime fechado, com agravante devido o parentesco e a continuidade dos atos. Ele já havia sido preso preventivamente e não poderá recorrer em liberdade.

Para o promotor de Justiça Guilherme Bessa, a resolução do caso marca a importância da vigilância e da denúncia no combate à violência sexual, assegurando a proteção dos direitos das vítimas e a punição dos infratores.

"A investigação e o subsequente processo legal demonstram o comprometimento das autoridades judiciais e do Ministério Público em combater crimes dessa natureza, enfatizando a relevância da atuação conjunta da comunidade: professores, conselheiros tutelares, profissionais de saúde e das instituições governamentais no combate à violência e garantindo a proteção integral de nossas crianças e adolescentes", disse o promotor Guilherme Bessa.

(*) g1 Ceará

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...