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Advogados de políticos são alvos de nova operação da Lava Jato

 

Os advogados Frederick Wassef (ex-advogado da família Bolsonaro), Cristiano Zanin (Lula) e Ana Tereza Basílio (Wilson Witzel) são alvos de nova fase da Operação Lava Jato, nesta quarta-feira (9). Bolsonaro, Lula e Witzel não são investigados nesta operação.A Operação E$quema S investiga desvios de pelo menos R$ 150 milhões do Sistema S do RJ por escritórios de advocacia no Rio e em São Paulo, para propinas a agentes públicos. A operação é baseada em uma delação premiada de Orlando Diniz, ex-presidente da Fecomércio.São 50 mandados de buscas e apreensões. Não há mandados de prisão. O Ministério Público Federal não informou todos os alvos. O órgão também denunciou 26 no esquema.MaisO advogado Eduardo Martins, filho de Humberto Martins, novo presidente do STJ, está entre os 26 denunciados pelo MPF do Rio na Operação E$quema S.Também Flávio Zveiter, filho do ex-presidente do TJRJ Luiz Zveiter, Ana Tereza Basilio, mulher do desembargador André Fontes, ex-presidente do TRF-2, e Tiago Cedraz, filho do ministro Aroldo Cedraz.

Tem cearense > E ainda o ex-presidente do STJ César Asfor Rocha e o filho Caio.

81% dos brasileiros acreditam que Operação Lava Jato deve continuar



Após cinco anos de operação, a Lava Jato continua tendo amplo apoio da população brasileira. De acordo com pesquisa Datafolha, divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo nesta sexta-feira, 13, 81% dos entrevistados acreditam que a investigação ainda não cumpriu seu objetivo e deve continuar, ante 15% que consideram que ela deve acabar porque já cumpriu o objetivo proposto.
Os números permaneceram praticamente inalterados em relação a abril de 2018. À época, 85% dos entrevistados afirmaram que a Lava Jato ainda não cumpriu seu objetivo e deveria continuar, contra 12%.

Justiça decreta prisão do ex-presidente do Paraguai Horacio Cartes

Brasília - O presidente do Paraguai, Horacio Cartes, é recebido, no Congresso Nacional, pelo presidente do Senado, Eunício Oliveira (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
A 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro decretou a prisão preventiva do ex-presidente do Paraguai Horacio Cartes. Ele é investigado na Operação Patrón, um desdobramento da Operação Lava Jato, por corrupção, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa, em um esquema envolvendo o doleiro Dario Messer, preso em julho deste ano, pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, na Operação Câmbio, Desligo.
Policiais federais fazem hoje (19) a operação para prender o ex-presidente e outros 19 investigados, de acordo com o Ministério Público Federal. Ainda segundo a MPF, a Justiça considerou que a prisão de Cartes é necessária devido a “graves riscos para a ordem pública, pela contemporaneidade e gravidade dos crimes investigados e por ser a única forma para irromper os crimes de lavagem de dinheiro já comprovados”.
Agência Brasil

OAB quer investigação sobre espionagem da Lava Jato em conversas de Lula com advogados

247 - A OAB entrará com um pedido para que o CNMP investigue procuradores da Operação Lava Jato por terem grampeado conversas de advogados com Lula, usando o conteúdo delas para traçar a sua própria estratégia de atuação processual contra o ex-presidente, informa a jornalista Mônica Bergamo
Deltan Dallagnol e outros procuradores debateram o assunto intensamente e enviaram o conteúdo das conversas ao então juiz Sergio Moro. 
“O grampo ilegal, que violava o sigilo entre advogado e cliente, foi utilizado para planejar as estratégias jurídicas da Lava Jato”, diz o presidente da OAB, Felipe Santa Cruz.
247

Operação Lava Jato – PF prende ex-executivo da Odebrecht


Nesta manhã de quarta-feira, a Polícia Federal realiza a 63ª fase da Operação Lava Jato. Está cumprindo dois mandados de prisão temporária e 11 mandados de busca e apreensão em São Paulo e na Bahia. As informações são do Portal G1.
São alvos de prisão o ex-executivo da Odebrecht, Maurício Ferro, e o advogado Nilton Serson. Até as 7 horas, apenas Ferro, ex-diretor jurídico da Odebrecht, tinha sido preso.
A PF investiga a suspeita de pagamentos periódicos por parte da Odebrecht a dois ex-ministros identificados na planilha da empreiteira como “Italiano” e “Pós-Itália”.
Em depoimento, Marcelo Odebrecht afirmou que “Italiano” se referia ao ex-ministro Antônio Palocci e “Pós-Itália” era Guido Mantega.
O pagamento da propina tinha como objetivo, entre outras coisas, a aprovação de medidas provisórias que instituiriam o programa chamado de Refis da Crise.
G1

Aníbal Gomes deve ser julgado pelo STF em ação da Lava Jato



O deputado federal Aníbal Gomes (DEM) poderá ser o segundo político condenado no âmbito da Operação Lava Jato. O ministro Ceso de Mello, do STF, decidiu liberar para julgamento uma ação penal contra o parlamentar. A informação é da Agência Estado.
“Na qualidade de revisor, e nos termos do art. 25, inciso III, do RISTF (Regimento Interno do STF), peço dia para julgamento final da presente causa penal”, escreveu Celso. Ainda não há data marcada para a análise do caso de Aníbal pelo colegiado. Na ocasião, a Segunda Turma decidirá se absolve ou se condena Aníbal.
Procurado pela reportagem, o parlamentar disse esperar que o julgamento seja marcado rapidamente. “Eu tenho a consciência da minha inocência, de que nada fiz. É bom que julgue logo”, afirmou.
Até hoje, o único político condenado pelo Supremo na Lava Jato é o ex-deputado federal Nelson Meurer (PP-PR), sentenciado a 13 anos, 9 meses e 10 dias de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Meurer segue em liberdade. Ainda está pendente de análise um recurso do ex-parlamentar para se livrar da cadeia.
Denúncia
Em dezembro de 2016, por unanimidade, a Segunda Turma do STF decidiu receber a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Aníbal pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Conforme a denúncia da PGR, Aníbal Gomes é acusado de prometer pagamento de propina de R$ 800 mil ao então diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, para permitir e facilitar as negociações entre a estatal e empresas de praticagem da Baixada Santista e de São Sebastião (SP) na Zona de Portuária 16.
Eliomar de Lima

Glenn desmonta farsa e prova que sua fonte não é o "hacker de Araraquara"

A fonte que entregou os diálogos da Operação Lava Jato ao jornalista Glenn Greenwald, fundador do site The Intercept Brasil, negou em conversa no dia 5 de junho que também tenha sido responsável pela invasão ao Telegram do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro.
Glenn Greenwald
247 - A fonte que entregou os diálogos da Operação Lava Jato ao jornalista Glenn Greenwald, fundador do site The Intercept Brasil, negou em conversa no dia 5 de junho que também tenha sido responsável pela invasão ao Telegram do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. O diálogo foi repassado a Veja pelo próprio Greenwald.
Na mensagem, o norte-americano pergunta à fonte se ela havia lido uma reportagem do jornal Folha de S.Paulosobre a invasão ao celular do ex-juiz. O título da matéria dizia que o hacker usou aplicativos do aparelho e trocou mensagens por seis horas. “Posso garantir que não fomos nós”, responde a fonte, em mensagem transcrita de forma literal.

Lava Jato prende empresário acusado de pagar propinas ao PT

A Lava Jato de Curitiba prendeu o empresário Guilherme Esteves de Jesus.
Ele já foi investigado pelo MPF por suposta lavagem de dinheiro de propinas pagas pelo Estaleiro Jurong, destinadas a Pedro Barusco, Renato Duque e ao PT, diz o G1.
O Antagonista

Juiz da Lava Jato determina bloqueio de até R$ 78 milhões em bens de Lula



O juiz federal Luiz Antonio Bonat, responsável pelos processos da Operação Lava Jato em primeira instância em Curitiba, determinou no último dia 18 de junho o sequestro de até 77,9 milhões de reais em bens do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão de Bonat foi tomada em um pedido do Ministério Público Federal (MPF) relacionado ao processo a que Lula responde por supostamente ter recebido 12,4 milhões de reais em propina da Odebrecht por meio de dois imóveis.
O valor determinado pelo magistrado para o bloqueio não se baseia em algum levantamento sobre o patrimônio do petista, mas nos 75,4 milhões de reais que, segundo o MPF, foram pagos em propina pela empreiteira ao PT a partir dos oito contratos da Petrobras de que o processo da Lava Jato trata.
Para chegar aos 77,9 milhões de reais arrestados, Luiz Antonio Bonat diminuiu a multa estimada pelos procuradores de 13 milhões de reais para 3 milhões de reais e descontou ainda os 504.000 reais supostamente pagos pela Odebrecht pela cobertura vizinha à de Lula em São Bernardo do Campo (SP), um dos imóveis de que a ação penal trata, pelo fato de o imóvel já estar bloqueado.
“Cabe, portanto, a constrição de bens do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva até o montante de R$ 77.930.300,44”, escreveu Bonat.
Veja On Line

Temer deve ser ouvido por delegado considerado seu ´maior inimigo´



Os dez investigados presos pela Lava Jato devem prestar depoimentos na manhã desta sexta-feira (22). A rodada de oitivas terá a presença do delegado da Polícia Federal Cleyber Malta, eleito por Michel Temer como seu maior inimigo há cerca de um ano e meio.
Pela programação anunciada pela PF, Malta chega ao Rio por volta de 9h30 e vai colher o depoimento do ex-presidente, preso nesta quinta-feira (21).
A assessoria jurídica do político foi surpreendida com a informação nesta manhã e vai tentar evitar que ele seja ouvido.
O delegado investiga Temer desde o fim de 2017, quando o STF (Supremo Tribunal Federal) autorizou a abertura do inquérito dos portos, sobre propina no setor portuário.

Moro torna Guido Mantega réu e rejeita denúncia contra Palocci



O juiz federal Sergio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato em primeira instância em Curitiba, aceitou nesta segunda-feira, 13, denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele é suspeito de receber, para si e para campanhas do PT, 50 milhões de reais da Odebrecht. Na mesma decisão, Moro rejeitou, por falta de provas, a acusação contra o ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil Antonio Palocci pelo crime de corrupção passiva.
Além de Mantega, que passou à condição de réu pela primeira vez na Lava Jato — ele já responde a processo na Zelotes —, o juiz federal aceitou as alegações do MPF contra outros nove acusados: o marqueteiro João Santana e sua mulher, Mônica Moura; o funcionário do casal André Santana; o empreiteiro Marcelo Odebrecht; os executivos da Braskem Maurício Ferro e Bernardo Gradin; o ex-presidente da Odebrecht Newton de Souza; e os ex-executivos do setor de propinas da empreiteira Hilberto Silva e Fernando Migliaccio.

Dilma Rousseff é notificada pela Lava Jato



A Operação Lava-Jato chegou à porta da ex-presidente Dilma Rousseff, mas não como alguns imaginam.
Segundo informa a Coluna Radar, da Veja Online, o ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras, Aldemir Bendine, arrolou a ex-presidente como testemunha de defesa.
Só nessa quarta-feira é que Dilma recebeu a notificação da Justiça para comparecer a Justiça Federal de Porto Alegre (RS) para depor por videoconferência.
VEJA RADAR

Receita Federal recupera R$ 73,636 bi em impostos não pagos; R$ 4 bi vieram da Lava Jato



O total de créditos tributários (impostos não pagos, multas e juros) recuperados pela Receita Federal no primeiro semestre deste ano foi de R$ 73,636 bilhões em lançamentos. O valor representa aumento de 12,6% na comparação com o mesmo período de 2016, quando foram anotados R$ 65,4 bilhões. Do total, R$ 4 bilhões vieram de autuações relacionadas à Lava Jato. De 2015 a 2017, o total recuperado com a operação chega a R$ 12,8 bilhões.
“Foi o segundo melhor primeiro semestre da história da fiscalização da Receita. Os auditores botaram a faca nos dentes e entregaram um resultado bastante significativo. O principal deles é o grande volume de crédito tributário de contribuição previdenciária. Tivemos aumento de 54% no combate à sonegação previdenciária. Quando o país está discutindo a reforma da Previdência, a Receita Federal, que tem responsabilidade sobre metade desse problema, está dando a resposta”, disse o subsecretário de Fiscalização da Receita Federal, Iágaro Jung Martins, ao divulgar o balanço hoje, em Brasília.
Na área da previdência, as principais hipóteses de sonegação são a contratação de pessoa física como pessoa jurídica, o pagamento por grandes empresas por Stock Options (forma de remuneração de gestores por meio de bonificações ou direito à compra de ações), a segregação de pessoas jurídicas, quando se separa a empresa e leva seus funcionários para uma empresa tributada pelo Simples, de forma a não ter de pagar a contribuição previdenciária patronal.
“Tem também aquelas empresas que atuam com substituição da tributação da contribuição previdenciária da folha de pagamento pelo faturamento, e [isso] confunde as atividades para não pagar o imposto da contribuição previdenciária, nem de uma forma nem de outra”, disse o subsecretário.
Ao todo, foram investigadas 6.161 pessoas jurídicas em 2017, o que resultou em R$ 70.672 bilhões em créditos tributários. Já o total de pessoas físicas ficou em 195,5 mil, o que correspondeu a R$ 2,96 bilhões.
No caso da pessoa física, apesar de a quantidade de procedimentos de auditorias externas e de revisão de declarações ter aumentado 14,4% na comparação com 2016, chegando a 195.531 auditorias, o valor obtido em créditos caiu 39,2%. Já no caso de pessoas jurídicas a quantidade de auditorias aumentou 28,5% (totalizando 6.161 auditorias e revisões), e os valores, em 16,8%.
Lava Jato
De acordo com Iágaro Jung Martins, há ainda 177 pessoas físicas e jurídicas relacionadas à Lava Jato sendo investigadas. “A expectativa é de que até o final do ano ampliemos para R$ 15 bilhões os valores desses lançamentos”, disse.
(Agência Brasil)

Nova fase da Lava-Jato cumpre mandados de prisão em três estados

Empresas e seus respectivos sócios são alvo de investigações pela Polícia Federal (PF), que colocou agentes nas ruas, nesta quinta-feira (4/5), para cumprir mandados judiciais na 40ª fase da Operação Lava-Jato. Segundo a PF, a Operação Asfixia prendeu preventivamente duas pessoas. Outras duas foram presas em caráter temporário. No total, são 25 ordens judiciais cumpridas, que incluem também cinco mandados de condução coercitiva, quando a pessoa é levada à força para prestar depoimento, e 16 de busca e apreensão.
As ações da Lava-Jato foram realizadas, de acordo com a PF, nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. A investigação da Asfixia mira empresas e respectivos sócios na operacionalização de esquema de repasses ilegais de empreiteiras para funcionários da Petrobras por meio da obtenção de contratos da empresa.
A 40ª fase da Lava-Jato recebe o nome "Asfixia" em uma referência à tentativa de cessar fraudes e desvios de recursos públicos na Petrobras que seriam destinados à produção, distribuição e comercialização de gás combustível. "Os investigados responderão pela prática dos crimes de corrupção, fraude em licitações, evasão de divisas, lavagem de dinheiro dentre outros", afirmou a Polícia Federal em nota. 
Os presos devem ser levados para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba quando autorizados pelo juízo competente.
Paralelo

Força-tarefa da Lava Jato faz nova denúncia e acusa José Dirceu de receber R$ 2,4 milhões em propina


José Dirceu (Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)

Ministério Público Federal (MPF) ofereceu, na manhã desta terça-feira (2), uma nova denúncia contra o ex-ministro José Dirceu na Operação Lava Jato. Segundo o MPF, ele recebeu propina antes, durante e depois do julgamento do Mensalão.
O MPF também denunciou outras quatro pessoas: o irmão do ex-ministro, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva; o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto; o ex-executivo da Engevix Gerson de Melo Almada, e o ex-executivo da UTC Walmir Pinheiro Santana.
De acordo com o MPF, Dirceu recebeu mais de R$ 2,4 milhões entre 2011 e 2014 das empreiteiras Engevix e da UTC a partir de contratos com a Petrobras – R$ 900 mil partiram da primeira e foram usados para arcar com custos de assessoria de imprensa para o ex-ministro.
O restante – de R$ 1,5 milhão – foi repassado, conforme os procuradores da República, pela UTC para a JD Assessoria, que é de José Dirceu.
"O dinheiro foi usado para tentar limpar a imagem de José Dirceu durante o Mensalão", disse o procurador Júlio Motta Noronha durante uma coletiva de imprensa sobre a nova denúncia, na manhã desta terça-feira.
Ainda conforme o MPF, os serviços incluíram a emissão de relatórios sobre a imagem de José Dirceu perante a sociedade, o gerenciamento de entrevistas, a elaboração de artigos e até a organização do livro assinado pelo ex-ministro, “Tempos de Planície”.
R$ 900 mil partiram da Engevix e foram usados para arcar com custos de assessoria de imprensa para o ex-ministro. O restante – de R$ 1,5 milhão – foi repassado, conforme a denúncia, pela UTC para a JD Assessoria que é de José Dirceu.
"É chocante que o ex-ministro-chefe da Casa Civil tenha usado dinheiro da corrupção na Petrobras para contornar os efeitos negativos da descoberta de seus crimes. É o crime sendo usado para reduzir os prejuízos do crime descoberto”, acrescentou Noronha.
Essa é a terceira denúncia da Lava Jato contra o ex-ministro no Paraná. As outras duas resultaram em condenações que somam mais de 32 anos de prisão.
Nesta terça, o Supremo Tribunal Federal (STF) coloca em julgamento um habeas corpus de José Dirceu, preso em agosto de 2015. Por conta disso, a denúncia, que "já estava sendo elaborada e amadurecida", segundo o procurador Deltan Dallagnol, foi antecipada.
Para o procurador, "a liberdade de Dirceu representa um grande risco à sociedade".

ODEBRECHT ENTREGA PROVAS DA MEGAPROPINA DE TEMER

REUTERS/Nacho Doce
A empreiteira apresentou aos investigadores da Lava Jato os extratos que comprovariam o pagamento da propina de US$ 40 milhões, equivalentes a R$ 126 milhões, acertada numa reunião presidida por Michel Temer, com a presença de Eduardo Cunha e do lobista João Augusto Henriques, ambos presos em Curitiba; a maior parte do dinheiro foi paga em contas no exterior; valor equivalia a 5% de uma contrato na área internacional da Petrobras que a presidente deposta Dilma Rousseff cortou em 43%; hoje, 79% dos brasileiros defendem a cassação de Temer

Eduardo Cunha é condenado a 15 anos de reclusão por três crimes na Lava Jato.



O Juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância, condenou nesta quinta-feira (30) o deputado cassado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) a 15 anos e 4 meses de reclusão. Esta é a primeira condenação dele na Lava Jato.
Na denúncia oferecida à Justiça Federal, o Ministério Público Federal (MPF) acusou Eduardo Cunha de receber propina em contrato da Petrobras para a exploração de petróleo no Benin, na África. O ex-deputado é o único réu deste processo, que estava no Supremo Tribunal Federal (STF) e foi encaminhado à 13ª Vara da Justiça Federal no Paraná após Cunha ser cassado.
"O condenado recebeu vantagem indevida no exercício do mandato de Deputado Federal, em 2011. A responsabilidade de um parlamentar federal é enorme e, por conseguinte, também a sua culpabilidade quando pratica crimes. Não pode haver ofensa mais grave do que a daquele que trai o mandato parlamentar e a sagrada confiança que o povo nele deposita para obter ganho próprio. Agiu, portanto, com culpabilidade extremada, o que também deve ser valorado negativamente", afirmou o juiz federal na sentença.
A defesa do deputado cassado informou que vai recorrer ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, em Porto Alegre (RS).
"A defesa protocolou as alegações finais no início da noite de segunda-feira [27]. Causa perplexidade a velocidade com que a sentença foi proferida, o que nos leva a duas conclusões: a peça da defesa, para o juiz, foi mera formalidade, eis que, muito provavelmente sua excelência já tinha, no mínimo, uma minuta de decisão elaborada; e, mais uma vez, tenta evitar que o STF julgue a ilegalidade das prisões provisórias por ele decretada. Isso é lamentável e demonstra a forma parcial que aquele juízo julgou a causa", declarou Ticiano Figueiredo, advogado de Eduardo Cunha, mas que não atuou neste processo. O defensor do advogado cassado, nesta ação penal, é o advogado Marlus Arns.
O ex-presidente da Câmara está preso no Complexo Médico-Penal de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, desde outubro de 2016. Na sentença, o juiz disse que ele deve continuar preso durante a fase de recursos do processo. Moro alega que, mesmo na cadeia, Cunha tentou chantagear e ameaçar testemunhas.
Dinheiro a ser devolvido
Segundo sentença, Eduardo Cunha recebeu cerca de US$ 1,5 milhão – atualmente de cerca de R$ 4.643.550. Este valor foi usado como base para definir o ressarcimento para a Petrobras.
“Apesar da Comissão Interna de Apuração da Petrobras ter apontado um prejuízo de cerca de 77,5 milhões de dólares, reputo mais apropriado fixar um valor mais conservador, correspondente ao montante da vantagem indevida recebida, de um milhão e quinhentos mil dólares. Trata-se aqui do valor da indenização mínima, o que não impede a Petrobras ou o MPF de perseguirem valores, no cível, adicionais”.
Segundo o juiz Sergio Moro, uma futura progressão de regime para o semiaberto ficará “condicionada à devolução do produto do crime, no caso a vantagem indevida recebida”.
Crimes absolvidos
Sérgio Moro absolveu o deputado cassado de lavagem de dinheiro em relação a uma transferência bancária internacional porque, de acordo com o juiz, os valores não foram provenientes de propina. O juiz também absolveu o réu de um crime de evasão de divisas, em relação à omissão de saldo de contas mantidas no exterior.
Michel Temer
Em 2016, Cunha protocolou um documento, no sistema eletrônico da Justiça Federal do Paraná, com 41 questões para serem respondidas pelo presidente Michel Temer (PMDB), arrolado como sua testemunha de defesa neste processo.
Moro barrou 21 delas. À época, o juiz federal considerou parte das questões como inapropriadas ou então sem pertinência com o objeto da ação penal.
Nas alegações finais, os advogados que defendem Cunha pediram que Moro fizesse as 21 questões barradas ao ex-presidente.
Com relação às acusações de Cunha contra o presidente Michel Temer, na sentença Moro afirmou que o juízo não tem "competência para apurar condutas do Exmo. Sr. Presidente da República" e que "não se pode permitir que o processo judicial seja utilizado para que a parte transmita ameaças, recados ou chantagens a autoridades ou a testemunhas de fora do processo".

Sobrinho do senador Eunício Oliveira(PMDB) é alvo de investigação Lava-jato



O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), afirmou nesta terça-feira ter “absoluta convicção” de que a verdade será restabelecida nas investigações sobre a empresa Confederal, ligada ao senador e alvo da primeira operação feita com base em delações da Odebrecht autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
— Eu queria, diante dos fatos de hoje que todos vocês já têm conhecimento, que no ano de 2014, quando fui candidato a governador do Ceará, autorizei que fossem buscadas contribuições eleitorais dentro da lei. Portanto, estou muito tranquilo, sei que os fatos serão apurados pelo Supremo Tribunal Federal, e o lugar adequado é lá, o inquérito é um processo natural. Tenho absoluta convicção de que a verdade será restabelecida — disse Eunício, que hoje comandou uma reunião de líderes dos partidos para definir a pauta de votações no Senado.
Segundo a declaração de bens apresentada pelo senador à Justiça Eleitoral em 2014, quando concorreu ao governo do Ceará, Eunício detinha 99,99% da Remmo Participações, controladora da Confederal e também da CORPVS.
Empresário Ricardo Lopes Augusto, sobrinho do presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e administrador da Confederal, empresa que pertence ao congressista e na qual houve busca e apreensão de possíveis provas na Operação Satélites, deflagrada nesta terça-feira, 21

Dinheiro recuperado pela Lava Jato pagará aposentados



A 7.ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro autorizou o uso de R$ 250 milhões recuperados pela Operação Lava Jato no Rio para o pagamento de 140 mil servidores inativos do estado que recebem até R$ 3.200. O dinheiro faz parte de um montante de cerca de R$ 320 milhões que foram recuperados durante a investigação de um esquema de corrupção envolvendo o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral. 
De acordo com o procurador da República Jessé Ambrósio dos Santos Júnior, que integra a força-tarefa da Lava Jato no Rio, o uso do dinheiro para o pagamento dos aposentados foi negociado com o governo fluminense. O anúncio sobre quando o dinheiro estará disponível será feito ao longo desta semana."A gente falou que devolveria o dinheiro do estado, desde que ele fosse atrelado ao pagamento de servidores", disse o procurador.
Recurso contra Adriana Ancelmo
Cabral e sua esposa Adriana Ancelmo foram presos no final do ano passado, na chamada Operação Calicute, junto com assessores e outros acusados no esquema. Eles são acusados de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ambos estão presos no Complexo Penitenciário de Bangu.
Na última sexta-feira (18), a Justiça concedeu à Adriana Ancelmo o direito de cumprir a prisão preventiva em casa, devido ao fato de que ela e Cabral tem dois filhos menores de idade.
Segundo o procurador Jessé, o Ministério Público Federal já impetrou um mandado de segurança na Justiça Federal contra a decisão de conceder a prisão domiciliar a Adriana. 
Diariodonordeste

DELATOR Nº1 DA LAVA JATO, PAULO ROBERTO COSTA MENTIU E PERDERÁ BENEFÍCIOS

Jefferson Rudy/Agência Senado
O Ministério Público Federal pediu ao juiz Sergio Moro, da Lava Jato, a suspensão de benefícios do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, primeiro delator no caso de corrupção da Petrobras, além de sua condenação à prisão; a força-tarefa argumenta que Costa mentiu em sua delação, o que quebra o acordo firmado entre ele e os investigadores; o caso trata da suposta ocultação de provas por Costa e alguns de seus familiares, como sua filha Arianna; segundo o procurador Deltan Dallagnol, o confronto dos depoimentos de Costa e Arianna revela contradições e omissões por parte dos acusados, em "evidente descumprimento aos deveres assumidos em razão da celebração de acordo"; punição aos delatores representa guinada na Lava Jato

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