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Política Local: Vice prefeita declara apoio a Ciro Gomes, Marli do Nascimento

 

Análise: Não foi uma surpresa para mim o apoio de Marli seguindo do lado oposto do atual prefeito Dr, Vilmar, que tem apoio de uma ala do PT da terra do lavrador. Marli já em 2018 nas eleições presidenciais apoiou Jair Messias Bolsonaro, inclusive com comitê montado na Avenida Paulino Félix.Sabemos perfeitamente que os caminhos não se cruzam quando a eleição é para Presidente da República, Governador, Senador, Deputado Federal e Estadual.
<> Em Acopiara como em qualquer cidade do interior do Brasil, a começar pelo prefeito e vice, presidente de câmara e vereadores, a maioria tem seus candidatos individualmente, defendendo seus interesses próprios, é só ver quais candidatos os citados acima apoiam.
<> O apoio de Marli a Ciro corresponde exatamente do alicerce da direita ao propenso candidato a Governo do Estado. Ledo engano quem pensa que houve uma ruptura política entre Vilmar e Marli, agora, haverá sim, uma cobrança muito grande em cima do prefeito Vilmar por parte de Camilo, Elmano, dentre outros da hierarquia petista, pela decisão de sua companheira de chapa que ousou pelo apoio a Ciro. Na política esse tipo de ação torna Marli soberana em seu destino, sem nenhuma amarra, e livre para tomar qualquer decisão que o futuro lhe propicie, é aguardar pra ver. 
<> Marli ainda apoiará Dr. Jaziel (PL) para deputado federal, ele é da cidade de Camocim, e Lorena Pinheiro para o legislativo estadual. 

Opinião
   


OPINIÃO PÚBLICA O efeito manada na PEC da Blindagem revela muito sobre o Congresso Entenda como a pressão popular enterrou a PEC da Blindagem. A reação nas ruas foi o que salvou os deputados


A cena política brasileira na última semana escancarou um vício recorrente em Brasília: o efeito manada. Trata-se da prática em que parlamentares seguem a orientação dos líderes sem avaliar, de fato, as consequências políticas e eleitorais das escolhas. Foi exatamente o que se viu na tramitação da já enterrada PEC da Blindagem, cuja aprovação na Câmara acabou seguida por um arrependimento em massa. Diante da reação popular, muitos deputados correram às redes sociais para pedir desculpas e tentar se descolar do próprio voto.

A proposta, como se sabe, buscava recriar um regime de privilégios processuais extintos há mais de duas décadas, impondo voto secreto em casos de prisão e submetendo ações penais a um filtro corporativista. Era um retrocesso evidente que, na prática, livraria congressistas e líderes partidários da investigação de crimes graves, erguendo um verdadeiro escudo de impunidade. Não por acaso, recebeu apelidos nada elogiosos como "PEC da Imoralidade", "PEC da Bandidagem", "PEC do Escudo da Corrupção", entre tantos outros.

O mais revelador, no entanto, não foi apenas o conteúdo da proposta, mas a conduta dos que a aprovaram. Ao se deixarem levar pelo movimento da maioria, sem medir consequências, deputados mergulharam na lógica do rebanho político: votaram porque outros votaram, apoiaram porque parecia conveniente naquele momento. Poucos tiveram coragem de se contrapor ao clima favorável à blindagem. Só quando a sociedade foi às ruas no fim de semana, em todas as capitais, com grandes atos na Avenida Paulista e na praia de Copacabana, é que o jogo virou. O arrependimento coletivo mostrou-se menos um gesto de consciência cívica e mais uma tentativa de escapar do desgaste eleitoral.

O Senado, por sua vez, soube interpretar a mudança de cenário. A rejeição unânime da PEC pela CCJ é, antes de tudo, um reflexo direto da pressão social. É sintomático que apenas diante de manifestações massivas o Congresso se lembre da função republicana que o acompanha. Ao enterrar a proposta, os senadores evitaram um desastre institucional maior e, ao mesmo tempo, aliviaram o peso que recaía sobre os ombros dos colegas da Câmara.

A história da PEC da Blindagem deixa uma lição incômoda. Um Legislativo que age por instinto de manada e recua apenas quando acuado pela opinião pública não cumpre plenamente o papel democrático. A política não pode se reduzir a um exercício de conveniência; deve ser, antes de tudo, um compromisso com responsabilidade. Não basta comemorar a vitória momentânea contra a proposta. É preciso enfrentar o problema de fundo, que é o sistema de privilégios e acomodações que ainda sustenta práticas de autoproteção no poder.

Para ter um Congresso menos refém de pressões imediatistas e mais comprometido com o interesse público, é fundamental avançar em reformas que fortaleçam a transparência, reduzam os benefícios corporativos e devolvam ao voto parlamentar o peso da convicção. A sociedade mostrou que sabe reagir. Cabe aos nossos legisladores demonstrarem que também sabem aprender.

(*) Correio Braziliense

Autoescolas do Ceará criticam proposta do Governo e dizem gerar 5 mil empregos A medida, que pode gerar uma redução de até 80% nos custos para os novos motoristas, é classificada como"precipitada" pelas empresas

O segmento de autoescolas do Ceará reagiu à proposta do Governo Federal de acabar com a obrigatoriedade de aulas práticas e teóricas para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A medida, que pode gerar uma redução de até 80% nos custos para os novos motoristas, é classificada como"precipitada" pelas empresas.

"Carece de embasamento técnico e ignora o papel da formação de condutores na segurança viária", diz Eliardo Martins, presidente do sindicato das autoescolas do Ceará.

Segundo a entidade, essas empresas geram 5 mil empregos no Estado, com mais de 350 negócios ativos.

Estudo divulgado pelo Governo para embasar a proposta mostra que no Ceará, o custo médio para tirar a CNH na categoria AB é de pouco mais de R$ 3 mil. Desse valor, em torno de R$ 2 mil são destinados às autoescolas. "Esse valor é utilizado para custear folha de pagamento, manutenção da estrutura física, pagamento de impostos, gastos com veículos e combustível, além da formação e atualização de instrutores", diz a entidade.
RANKING DO CUSTO MÉDIO DA CNH NO NORDESTEBahia: R$ 4.120,75
Pernambuco: R$ 3.416,44
Sergipe: R$ 3.049,97
Ceará: R$ 3.020,97
Maranhão: R$ 2.858,01
Rio Grande do Norte: R$ 2.806,00
Piauí: R$ 2.401,00
Alagoas: R$ 2.069,14
Paraíba: R$ 1.950,40

O projeto do Ministério dos Transportes ainda está em construção pelo Governo. Não há prazo para a formalização da medida, mas, em linhas gerais, a proposta foi bem recebida pelo público geral. A não obrigatoriedade das aulas em autoescolas tem referência de países como Estados Unidos, Argentina e Japão.

Para Martins, no entanto, o projeto é perigoso. “Formar condutores é salvar vidas. O trânsito brasileiro mata mais de 30 mil pessoas por ano, e boa parte dessas tragédias poderia ser evitada com mais formação, mais consciência e mais respeito às regras”, afirma.

(*) Diário do Nordeste

OPINIÃO A guerra enviou imigrantes que não criaram cultura de paz


DIA D
As celebrações pelo mundo do Dia da Vitória são momentos de pura reflexão por conta da lição deixada. Os alemães, italianos e japoneses foram derrotados, humilhados e o mundo não ficou melhor.
A guerra proporcionou o deslocamento de milhões de pessoas pelo mundo, principalmente alemães, japoneses, Italianos e judeus. Os judeus foram perseguidos e assassinados.

O Brasil recebeu mais de um milhão de imigrantes que fugiram da guerra e do medo que se estabeleceu na Europa e no Japão. O estado brasileiro foi generoso com os imigrantes: doou as melhores áreas de terra, ofereceu recursos para algumas atividades e entregou-lhes o principal, a cidadania.

Nos tempos atuais se discute o Brasil dividido por ideologia, racismo, preconceito e o sonho do país unido parece não ter acontecido.

Os decendentes de imigrantes, que são brasileiros legítimos, são críticos ao país, criaram divisões políticas e defendem o fim do estado, de recursos para os pobres e de financiamento público para a iniciativa privada.

Pacificar a nação parece um desafio distante diante de um quadro atual em que as pessoas não olham para o próximo como irmãos.

Mais deputados, mais despesas: o custo silencioso da “redistribuição democrática”

O que importa

O projeto aprovado pela Câmara dos Deputados — que cria 18 novas vagas na Câmara e, por efeito cascata, 30 novas cadeiras em Assembleias Estaduais — pode custar mais de R$ 140 milhões por ano ao contribuinte. O discurso de “proporcionalidade populacional” esconde uma engrenagem de expansão partidária bancada com dinheiro público.

O custo da “representatividade”

• +18 vagas na Câmara = R$ 64,8 milhões/ano
• +30 deputados estaduais = R$ 76,1 milhões/ano
 Total: R$ 140,9 milhões/ano (sem contar reajustes até 2026)

Ranking do desperdício (estados com maior gasto extra por novos deputados estaduais):

Mato Grosso: R$ 21,4 mi (6 deputados)

Rio Grande do Norte: R$ 16,8 mi (6)

Amazonas: R$ 15,9 mi (6)

Pará: R$ 9,5 mi (4)

Santa Catarina: R$ 4 mi (4)

Minas Gerais: R$ 2,6 mi (1)

Goiás: R$ 2,3 mi (1)

Ceará: R$ 2,25 mi (1)

Paraná: R$ 1,9 mi (1)

Críticas técnicas e institucionais (Estadão)

• O especialista Wellington Arruda alerta que carros oficiais, diárias e cursos encarecem ainda mais a conta.
• Marina Atoji, da Transparência Brasil, chama o projeto de “mecanismo de criação de cargos” sem ganho real de representatividade.
• Felipe Salto, da Warren, aponta: o retorno social desse gasto é nulo. A prioridade deveria ser conter o rombo fiscal.

Por que isso aconteceu?

• O STF exigiu que o Congresso atualizasse a proporcionalidade da representação com base nos dados populacionais.
• A alternativa — justa, mas impopular — seria tirar vagas dos Estados que encolheram. Entre eles, o reduto do presidente da Câmara, Hugo Motta (PB).
• A saída encontrada foi aumentar o total de deputados federais: mais vozes, mais cargos, ninguém perde. Só o contribuinte.

Vá mais fundo
 A lógica perversa do projeto é simples:
Quem perde habitantes deveria perder cadeiras. Mas, como ninguém quer perder poder, a saída política é inchar a máquina. No fim, todos ganham — menos o cidadão, que paga a conta com menos serviços, mais impostos e um Legislativo ainda mais inchado.

(*) FOCUS

OPINIÃO Collor, da arrogância à decadência, para vingança dos brasileiros, Segunda-Feira, 28/04, 10h37

Bancoc, dezembro de 1993. Ainda um jovem repórter, cigano como todo cearense, chego à sede da polícia de imigração da Tailândia e dou de cara com Elma Farias, mulher de PC Farias (empresário alagoano e tesoureiro da campanha eleitoral do ex-presidente Collor) desesperada, mãos segurando firme os cabelos, maquiagem borrada de tanto choro, em desabafo diante das câmeras de tevês:

"O que o Paulo César fez foi conseguir fundos de empresários para a campanha de Collor. Por que só o Paulo César? Ele não agiu sozinho. Tem alguém que mandou e o chefe maior foi quem mandou”, dizia.

Naquele momento de agonia, ela tentava visitar, em vão, o marido PC, que acabara de ser preso pela Interpol, depois de uma fuga espetacular da Justiça brasileira que durou quase seis meses. O tesoureiro, acusado pela Polícia Federal de ter montado um esquema de corrupção na máquina do governo, foi para a cadeia. O amigo Collor sofreu processo de Impeachment, perdeu o cargo, mas se livrou de ser preso por decisão do STF.

A situação revoltava não apenas Elma, mas boa parte dos brasileiros. Dos estudantes “caras pintadas” que foram às ruas pedir a queda do falso “caçador de marajás” às famílias que sofreram confisco do pouco dinheiro que guardavam em cadernetas de Poupança.

A prisão do ex-presidente não tem relação direta com o período em que esteve no Palácio do Planalto, óbvio, mas o gosto de justiça, mesmo que tardia, escorre no canto da boca de milhões de cidadãos e cidadãs prejudicados por um dos mais esnobes e arrogantes políticos desse país.

Condenado a oito anos de cadeia por ter recebido propina no valor de R$ 20 milhões da UTC Engenharia — em troca de contratos de BR Distribuidora —, Collor vive o momento de maior decadência. Sem mandato no poder, sem liberdade e, ao que tudo indica, deve ficar também sem o contrato com a Globo, que luta juridicamente para desfiliar a TV Gazeta de Alagoas da sua rede de retransmissoras. Sim, a história capota em pleno abril de 2025.

(*) Diário do Nordeste

O Fortaleza foi roubado

 

O que pensa a CBF sobre o futebol brasileira que está á beira de um colapso e seu dirigente que foi absurdamente ovacionado pelas 27 federações em troca de favores, nenhuma foi contrária a sua eleição, deixando o fenômeno Ronaldo de fora da competição. Ednaldo é contador, ex jogador, e entrou na CBF depois do afastamento de Rogério Caboclo acusado de assédio sexual. Ednaldo é baiano, tem 71 anos, e assumiu a CBF no final de 2021, até ai nada de novo pelo currículo do ex-vice presidente da CBF, e três vezes presidente da Federação Bahiana, mas, dentro do currículo em 23 de março de 2022, Ednaldo Rodrigues foi eleito presidente da Confederação Brasileira de Futebol. Após suspeitas de irregularidades na eleição em que venceu, o dirigente foi deposto do cargo no dia 7 de dezembro de 2023. Pouco menos de um mês depois, Ednaldo foi reconduzido ao cargo no dia 4 de janeiro de 2024, pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. Na análise o retrocesso passa pela famigerada bancarrota do nosso futebol que tomou de 7x1 na fatídico dia 8 de julho de 2014 no mineirão em BH, em pleno solo brasileiro, em uma copa cheia de controvérsias,  desde a sua arrogância financeira com a  construção de estádios que viraram elefantes brancos e que não nos trouxe nenhum benefício, que o diga a nossa Olimpíada. Desde então nosso futebol esfacelou-se e tivemos uma avalanche de invasão de jogadores e técnicos estrangeiros, está ai a olho nu a quantidade de estrangeiros nos clubes, a nossa amarelinha antes nosso diamante puro orgulho do de um povo sofrido que tinha nela um orgulho tão grande, quase espiritual que chegava a beirar o "cultuamento" de uma religião, e até a camisa amarela virou estampa para políticos, borrando toda sua glória, separando um povo de sua pele. Nunca ganhamos mais nada. Vieram os campeonatos mais importantes, Brasileirão, Copa do Brasil, Regionais, Libertadores e Copa Sul-Americana. Campeonatos dirigidos pela CBF e a famigerada CONMEBOL, outra entidade que está abaixo em todos os setores da agressividade futura dentro de uma gestão futebolística. A CBF tornou-se absurdamente fraca, arcaica e mal dirigida, com um calendário inchado mal organizado mal distribuído, e com uma arbitragem a altura do seu reinado. O Fortaleza ontem foi absurdamente roubado contra o Sport Recife, o árbitro ficou mais de 7 minutos para avaliar um lance que até o adversário não entendeu, mas, a Federação Pernambucana, e a diretoria do Sport agradeceram. O árbitro Marcelo Delgado Candançan, da Federação Paulista, levou 8 minutos, foi chamado pelo VAR, e depois de ter analisado o lance, não deu o gol, e olha que leva o escudo da FIFA na camisa. Lances como este se tornou frequente no Esporte Bretão brasileiro, dúvidas, pênaltis não marcados, lances complicados, tempo de análise de um lance, favorecimento a times grandes, guerra de torcidas, e uma certeza, o VAR não veio como suporte, mas sim como "ajuda" aos grande, levando os times não tradicionais a loucura. A direção do Fortaleza, que hoje é umas das mais organizadas do País, vai com tudo em cima d CBF, mas não vai adiantar, vai perder os três pontos, e todo seu currículo administrativo desde a ascensão da série c, até sua permanência na a e a disputas de outras competições até internacionais, vai esmorecer. Não é possível mais "QUE" os clubes do nordeste, e outras regiões não se atentarem pra isso eles votaram em seu inimigo para presidente da CBF e todo o investimento feito desde á categoria de baixo, estão se desmanchando e indo á falência e batendo de frente com outra falência, a da CBF  e sua "arbitragem", congelada no tempo, nas regras e no apito de nambu. O torcedor está de olho e quando começar a deixar os estádios a culpa será de uma Confederação falida.

(*) Por Carlos Dehon 

Nova regra para trabalho nos domingos e feriados começa a valer em julho; veja o que muda e quem será afetado

Os setores de comércio e serviços, como supermercados, farmácias e comércio varejista em geral são os setores mais afetados pela Portaria nº 3.665/2023.

A nova norma alterou a regulamentação anterior, revogando alguns itens do Anexo IV da Portaria MTE nº 671/2021, que tratava das atividades autorizadas a funcionar nesses dias sem necessidade de autorização temporária.

Agora, diversas categorias passam a exigir negociações entre empregadores e representantes dos trabalhadores. Caso contrário, as empresas terão que pagar os benefícios previstos em lei para quem trabalha aos domingos e feriados.

"As empresas que operarem nesses dias o farão com o dever de pagamento em dobro ou compensação de jornada, não mais podendo considerá-los dias úteis ao trabalho. Para que não precisem pagar o dia dobrado, somente mediante negociação coletiva com sindicatos de trabalhadores", esclarece Lucas Lobo, advogado.
PRINCIPAIS MUDANÇAS

A portaria anterior permitia a diversas categorias o trabalho nessas datas sem acordo ou convenção coletiva de trabalho. O que a nova norma fez foi revogar essa exceção.

"A Portaria 671/2021 contrariava diretamente o art. 6-A da Lei nº 10.101 ao deixar de exigir convenção coletiva para o labor em feriados, ultrapassando limites legais de extensão das portarias. Assim, para aqueles setores considerados essenciais não haverá mudanças. A grande mudança é para o comércio varejista, que precisará da assistência sindical para o funcionamento em feriados", diz a advogada Beatriz Tilkian, sócia da área de direito trabalhista do escritório Gaia Silva Gaede Advogados.
As empresas que não se adequarem à nova portaria e não pagarem em dobro ou não compensarem a jornada poderão ser multadas e autuadas pela fiscalização trabalhista.

CATEGORIAS QUE PRECISARÃO DE NEGOCIAÇÃO COLETIVA PARA O TRABALHO AOS DOMINGO E FERIADOS:abatedouros
açougues
comércio em geral e varejista em geral
estabelecimentos em aeroportos, portos, estradas estações rodoviárias e ferroviárias
farmácias
hortifrutis e similares
lojas de automóveis, caminhões e tratores
lojas em hotéis
mercados, supermercados, hipermercados, atacadistas e similares
peixarias
CATEGORIAS QUE NÃO PRECISARÃO DE ACORDO SINDICAL:agências de turismo e estabelecimentos destinados ao turismo
estabelecimentos de lazer (inclusive estabelecimentos esportivos em que o ingresso seja pago)
feiras-livres
floriculturas
hotéis
lavanderias
locadoras de bicicletas e similares
padarias, confeitarias e lojas de biscoito
postos de combustíveis e lojas de acessórios para automóveis
restaurantes, bares, pensões, cafés e sorveterias
salões de beleza e barbearias

(*) Com informações do Diário do Nordeste

Quais cidades do Interior têm o melhor desempenho econômico do Ceará?

Berço da maior empresa de internet banda larga do Nordeste, a cidade de Pereiro, no Interior do Ceará, é o município cearense com o maior desempenho econômico, conforme divulgou na última semana o Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece).

Os dados refletem o ano de 2022. Pereiro é o município com o maior Índice de Dimensão Econômica, com pontuação 0,8577. A cidade de Eusébio, na região metropolitana, aparece como o segundo município com melhor desempenho econômico (0,8185) e na terceira posição está Fortaleza, com nota 0,7918.

Das dez cidades com melhor desempenho econômico listadas no documento do Ipece, quatro estão fora da Região Metropolitana de Fortaleza. Além de Pereiro, as outras três são: Sobral, Aracati e Icapuí.

"(O destaque de) Pereiro se deve ao fato de sediar uma das maiores empresas de telecomunicações do Nordeste, a Brisanet, que passa por forte movimento de crescimento e de investimentos", lembra o economista Alex Araújo.
ICAPUÍ: PESCA, TURISMO E FRUTICULTURA

Ele detalha que cada cidade conta com suas particularidades que contribuem para os resultados apontados no estudo do Ipece. "Icapuí possui uma combinação de atividades relacionadas à pesca e turismo, mas os investimentos em energia renovável dos últimos anos estão colaborando para o crescimento econômico", afirma.

O professor do Programa de Pós-Graduação em Economia da Universidade Federal do Ceará (UFC), João Mário de França, ressalta, além do turismo na cidade, "o cultivo de melão e a fabricação de defensivos agrícolas" como fatores que contribuem para impulsionar a economia local.
ARACATI: COMÉRCIO E SERVIÇOS

O economista pontua que Aracati tem retomado a sua relevância na influência regional e se destaca como centro comercial e de serviços no litoral leste. "Sua posição de turismo é consolidada, a partir de Canoa Quebrada e de eventos como foi o Carnaval agora".

João Mário de França, lembra ainda que Aracati se destaca pelo volume populacional ante outros municípios do Vale do Jaguaribe. "Isso revela um potencial de consumo. As principais atividades econômicas da cidade são o turismo e a criação de camarões, com atividades de apoio à pesca".

Sobral "é o caso de desenvolvimento municipal mais maduro", segundo Alex Araújo. "Os resultados são impressionantes na economia — centro regional e industrial, concentração de universidades e hospitais e indicadores sociais — com claro destaque para os resultados em educação. Aqui trata-se de um caso de reversão completa do distanciamento da capital, com a cidade ofertando muitas oportunidades e uma excelente qualidade de vida urbana".
FORTALEZA CAI NO RANKING

A capital cearense é a terceira colocada no ranking de desempenho econômico, tendo caído uma posição de 2019 para 2022.

Alex Araújo relaciona isso ao momento de "'deseconomia de escala', que a cidade vivencia". "Perdeu muita atividade industrial, concorre com os municípios vizinhos por moradia (veja a renda per capita do Eusébio, por exemplo) e seu gigantismo atrapalha a mobilidade. É uma ótima cidade para viver, mas tem ficado cara para morar e trabalhar".

Ele pondera que Fortaleza é o núcleo de uma das mais relevantes regiões metropolitanas do País. "Mas falta-lhe uma estratégia de desenvolvimento econômico que minimize o impacto negativo do seu gigantismo".

Precisamos compreender a RMF como uma unidade, mas as tentativas de gestão metropolitana dos últimos 40 anos fracassaram e o que vemos é uma especialização de ocupação com base no custo da terra, com cada cidade assumindo um papel. Nesse contexto, Fortaleza perdeu um pouco do rumo"Alex Araújo
Economista

VEJA AS 10 CIDADES COM MELHOR DESEMPENHO ECONÔMICO EM 2022:Pereiro
Eusébio
Fortaleza
São Gonçalo do Amarante
Maracanaú
Sobral
Aquiraz
Aracati
Itaitinga
Icapuí

O IDM-E integra o Índice de Desenvolvimento Municipal. A dimensão de economia dentro do IDM "busca avaliar a capacidade de crescimento sustentável dos municípios cearenses". Sua composição considera os elementos:

Quando o besteira se disfarça de política <> Seu boné é azul, vermelho ou verde-amarelo????

Qual a cor do seu boné? A pergunta pode ser capciosa e até paradoxal. É que aqui no Brasil, na guerra dos bonés entre governistas e oposição no Congresso Nacional, o azul foi adotado pelo petismo, que deixou o vermelho de lado para mostrar que é contra Donald Trump, que usa boné dessa cor e é ídolo do bolsonarismo. Em resposta, os bolsonaristas sacaram o verde-amarelo de sempre, já que não podiam usar o vermelho do presidente americano, para não serem confundidos com os lulistas.
Parece confuso e até ridículo? Pois é isso mesmo. A lógica é rasa e a coisa é constrangedora. Graças à polarização entre os populismos de direita e de esquerda, o boné virou sinônimo de uma guerra ideológica em que autoridades de boné na cabeça enriquecem à custa do dinheiro público.

E o pior é que a besteira, uma vez iniciada no centro político nacional, contaminada por uma besteira do exterior, mobiliza lideranças políticas em busca de likes nas redes sociais, enquanto os brasileiros comuns seguem assolados por impostos, insegurança e serviços públicos de baixa qualidade. Debate sério sobre como reduzir essa carga e melhorar esses serviços não existe.

Sou do tempo em que a palavra boné, além de definir o objeto que cobre a cabeça e que servia, eventualmente, para a divulgação de marcas, podia também ser utilizada com outro sentido na expressão “pedir o boné”, que significava pedir demissão do emprego. Assim: “Não aguento mais, vou pedir o boné”. Ou para reforçar a ameaça do patrão: “Tá achando ruim? Então pede o boné!”. Como dizia Cícero, muito antes da invenção do boné: “Oh, tempos! Oh, costumes!” Hoje, quem pede o boné, pelo menos na política, não vai embora e fica exatamente onde está, para que tudo continue do mesmíssimo jeito.

Não esqueça: os bonés que adornam as ilustres cabeças das nossas lideranças políticas em atos de autopromoção são invariavelmente adquiridos com dinheiro do imposto suado que você paga.

▪️ Wanderley Filho é colunista de política da Jangadeiro BandNews FM 101.7.

Opinião <> Esposas de ex-governadores de tribunais de contas; conveniência ou escolha técnica


A indicação de Onélia Santana para o Tribunal de Contas do Estado, em vaga destinada à Assembleia Legislativa, onde o governo tem maioria folgada, é mero ato de formalidade. Mesmo assim, o caso gerou polêmica.
Para começar, os contribuintes foram lembrados que os conselheiros recebem salários de R$ 40 mil e benefícios como R$ 5 mil de auxílio-saúde e auxílio-alimentação de R$ 2 mil. Certamente tudo é muito justo, mas caro para quem financia a instituição e que, por isso mesmo, espera independência e transparência na escolha dos seus membros.

Adversários do ministro da Educação, Camilo Santana, esposo da futura conselheira, questionam a imparcialidade dela na função. Já os apoiadores destacam os predicados técnicos da indicada e citam as melhores intenções do mundo. Sobre isso, Brás Cubas já avisava: “Quem não sabe que ao pé de cada bandeira grande, pública, ostensiva, há muitas vezes outras bandeiras modestamente particulares, que se hasteiam e flutuam à sombra daquela, e não poucas vezes lhe sobrevivem?”

De todo modo, as gestões dos amigos passarão e a conselheira seguirá no cargo, que é vitalício. Talvez por isso vários ex-governadores que hoje são ministros de Lula também presentearam suas esposas com cargos em tribunais de contas. Com Camilo, o número chega a cinco. “É o amoooor”, diriam Zezé de Camargo e Luciano.

“É patrimonialismo”, diz a ONG Transparência Internacional, referindo-se à prática ancestral da política brasileira. Sérgio Buarque de Holanda, em Raízes do Brasil, sugere que o nosso sentimentalismo acaba por misturar interesses públicos e privados. Explicou ainda que somos “cordiais”, do latim “cordis”, ou seja, que deixamos o coração prevalecer sobre a razão.

Sendo assim, o que são os princípios da impessoalidade e da eficiência técnica diante dos sentimentos de amor e gratidão de homens tão convenientemente cordiais? Pelo jeito, na nossa política, vitalícios mesmo são os vícios.

▪️ Wanderley Filho é colunista de política da Jangadeiro BandNews FM 101.7.

CIRO ATACA PT E JUSTIFICA APOIO DO PDT A ANDRÉ FERNANDES EM FORTALEZA


O ex-ministro, Ciro Gomes (PDT), fez duras críticas ao PT, no comentário de uma publicação do Instagram da Juventude Socialista, núcleo de atuação política do PDT, seu partido.
O comentário foi uma reação após a crítica do grupo ao apoio de parte do PDT ao bolsonarista André Fernandes (PL), que disputa o segundo turno da eleição para a prefeitura de Fortaleza contra Evandro Leitão, do PT. Ciro, que não manifestou posição pessoal, justificou o apoio dizendo que a aliança é uma tentativa de evitar a "premiação do maior esquema de corrupção da história do Ceará" na capital do estado.

Ciro, que nos últimos anos se afastou das lideranças petistas, rompendo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ainda frisou que nunca será "puxadinho do PT".

“O que de pior pode acontecer em Fortaleza é a premiação do maior esquema de corrupção da história do Ceará”, escreveu o ex-ministro, que completou.

Opinião <> O que diz Sarto sobre a pesquisa eleitoral, polarização, política, reeleição de candidatos////

É PRECISO JOGAR HOLOFOTES SOBRE A RELAÇÃO PROMÍSCUA ENTRE A POLÍCIA E O CRIME


Caucaia, município localizado na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), vive uma escalada de violência. A disputa pelo controle do tráfico de drogas por facções criminosas tem gerado uma guerra sangrenta nos últimos anos, com elevados índices de homicídios. Dessa vez, o turismo e a política partidária são os principais alvos dos grupos armados.

O caso mais recente envolve Emanuel Vieira, proprietário de uma barraca de praia no Cumbuco, que foi assassinado a tiros em seu próprio estabelecimento. A vítima possuía antecedentes criminais. O tradicional passeio de buggies pelo litoral também é ameaçado pela proibição da atividade por parte dos criminosos, conforme o relato de perfis noticiosos locais.

A violência atinge ainda a corrida eleitoral pela Prefeitura. Os candidatos Naumi Amorim (PSD) e Emília Pessoa (PSDB) foram alvos recentes de ataques. Tiros foram disparados enquanto Naumi fazia uma caminhada em uma região dominada por facções. A casa de Emília foi atingida por dezenas de tiros. Em entrevista à imprensa, o delegado da Polícia Civil, Rômulo Melo, afirma que os atentados têm se tornado quase "habituais".

Em uma campanha na qual a segurança pública tornou-se a tônica, a atuação das facções reforça as propostas mais populistas sobre a área. Além disso, a ousadia dos criminosos é sinal de que mudanças ainda não perceptíveis estão ocorrendo no submundo. Compreender o que vem acontecendo só será possível com o avanço das investigações.

É preciso jogar holofotes sobre a relação promíscua entre a política e o crime. Identificar a quem interessa os atentados e descobrir quais são as motivações para tamanha interferência do crime local nas campanhas. Um bom passo, nesse sentido, é traçar os caminhos dos financiamentos às candidaturas. É seguir o dinheiro, como prega o jornalismo investigativo. Um montante imenso de recursos financeiros é movimentado nas eleições. Qual o quinhão que cabe às organizações criminosas?

◾ Ricardo Moura é jornalista e sociólogo. Editor do Blog Escrivaninha (@blogescrivaninha), especializado em Segurança Pública.

Eleições em Fortaleza <> O estrategista Sarto!!!!!!

IMPUNIDADE <> SECRETÁRIO DIZ QUE A POLÍCIA PRENDE MUITO, MAS ESBARRA NA IMPUNIDADE...

“GRANDE PROBLEMA NO BRASIL”
Há menos de um mês no comando da Segurança Pública no Ceará e enfrentando uma onda de violência que inclui uma chacina com oito mortos e uma tentativa de chacina com duas pessoas mortas, incluindo uma criança, Roberta Sá diz que a impunidade é um grande problema no Brasil.

“A impunidade é um grande problema no Brasil. Essa é uma questão que o nosso Congresso e o STF precisam decidir para o aparato da segurança nacional fazer o enfrentamento, porque prender a gente prende muito. Aqui, a nossa média é de 65 prisões por dia”, ressaltou entrevista à Jangadeiro BandNews FM 101.7.

“A gente prende homicidas e quando vai ver a ficha corrida, ele já responde por três ou quatro. Aí a pergunta que eu, a sociedade e os policiais se fazem: ‘como alguém que está respondendo a quatro homicídios está sendo preso de novo na rua?’”, questionou o secretário.

De acordo com Roberto Sá, o criminoso precisa de freio que não seja somente a polícia. “O crime não pode compensar. Esse recado tem que ser cultural, legal, ético e da sociedade. A gente precisa fazer com que essas pessoas, de alguma forma, tenham freio e que o freio não seja só a polícia”, criticou.

TRÁFICO DE DROGAS E ARMAS
Na avaliação do secretário, a disputa por exclusividade no comércio de drogas tem aumentado o número de mortes no Ceará devido ao “poderio bélico” das organizações criminosas.

“Têm vários grupos fragmentados disputando na bala a exclusividade do comércio dessas drogas e aumentando o número de mortes. Mas a gente precisa entender que eles estão tirando a vida das pessoas com o instrumento que o Brasil, ainda institucionalmente, não resolveu estruturar um combate sistêmico, que é a arma de fogo”.

ACUSADOS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA PODEM TER QUE USAR TORNOZELEIRA ELETRÔNICA



QUAL A SUA OPINIÃO?
Um projeto de lei permite o uso de tornozeleira eletrônica em acusados de violência doméstica e familiar contra mulher. De acordo com a proposta, o dispositivo de monitoramento deve ser usado por agressores de mulheres que estejam sob medida protetiva.

O texto propõe que o acusado custeie o próprio equipamento. “Para além da proteção às vítimas de violência, essa medida também visa economia aos cofres públicos”, avalia a deputada federal Dayany Bittencourt (União Brasil), autora do projeto.

Com a proposta, o agressor seria fiscalizado 24 horas por dia, facilitando o cumprimento das medidas protetivas de urgência.

“Caso o agressor se recuse a usar o dispositivo de monitoramento e custeá-lo, ou venha a retirá-lo e ou danificá-lo, a pena prevista no projeto será de 6 meses a 2 anos de reclusão, mais o pagamento de multa”, explica.

O texto segue em tramitação e ainda não está em vigor.
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Análise: Prévias serviram para desgastar Dória e Leite e ameaçar sobrevivência do PSDB

Com origem no grego, harmonia é um substantivo que significa concordância ou consonância. Na música, faz toda a diferença, porque é a combinação de sons simultâneos e a sucessão de acordes, ao longo de uma melodia. É uma ciência e uma arte. Nas escolas de samba, porém, o cargo de diretor de Harmonia não tem nada a ver com a bateria, que tem um mestre de percussão que manda e desmanda em todos os ritmistas. O diretor de Harmonia cuida do sentido filosófico do termo, ou seja, da paz entre pessoas, da concordância de opiniões e sentimentos dos integrantes da escola.

Não é uma tarefa fácil, pois se trata de respeitar e manter, de forma equilibrada e justa, os interesses das partes do todo. É o diretor de Harmonia, por exemplo, que organiza e arma o desfile da escola de samba na avenida. Quem já viu uma concentração antes do desfile no Sambódromo, tem ideia de como essa tarefa é difícil.

Pois não é que o PSDB está como uma escola de samba conflagrada às vésperas do carnaval? O problema do partido nas eleições de 2022 não é a falta de candidatos, é a ausência de Harmonia.

As prévias da legenda para escolha do candidato a presidente da República ameaçam implodir o partido, tamanha a confusão e a confrontação entre os partidários do governador de São Paulo, João Doria — coadjuvado pelo ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio Netto —, e o governador do Rio Grande do sul, Eduardo Leite. Concebida para permitir amplo debate político, participação democrática de filiados e mandatários, e uma composição política entre os pré-candidatos, após a apuração dos resultados, para unir o partido, as prévias aprofundaram as divergências. Além disso, foram um vexame organizacional, porque o aplicativo de votação entrou em colapso logo após o início das prévias, no domingo passado.

Ontem, a cúpula da legenda anunciou uma nova rodada de testes de um novo aplicativo, sem ainda definir a data de retomada das prévias. Apenas 8%, dos quase 44 mil votantes previstos, conseguiram confirmar o voto. Há três versões para o episódio: uma seria a falha do próprio aplicativo, desenvolvido por uma universidade gaúcha; outra, a sobrecarga do servidor; a terceira, no terreno das teorias conspiratórias, um ataque de hacker. Essa hipótese acirra as suspeitas de sabotagem entre os principais protagonistas da disputa.

(*) CB

Bolsonaro não é Trump, é uma desgraça exclusivamente brasileira, diz Mino Carta

 18/01/2021 > SEGUNDA-FEIRA

247 - "Não deixam de ser os Estados Unidos um perfeito exemplo das contradições mundiais, surgidas nas mais diversas frentes", escreve Mino Carta em análise na Carta Capital. "Mas convém entender que Jair Bolsonaro não é Trump, assim como não foi Mussolini ou Hitler, é uma desgraça exclusivamente brasileira, resultado de uma situação única no mundo pretendido como civilizado". 
De acordo com o jornalista, "não há civilização na resignação de um povo que não foi educado por quem tinha de convocá-lo para a realidade dos fatos, não há civilidade alguma no comportamento de pretensas autoridades que de fato merecem a candidatura ao manicômio, com uso altamente aconselhável da camisa de força".
"Permito-me apenas lembrar que, por exemplo, na Argentina a vacinação contra o coronavírus já foi iniciada. Qualquer comparação entre Brasil e Estados Unidos é definitivamente impossível. O grande irmão do Norte, como eram chamados os EUA pelos editoriais do Estadão, não sofreu uma colonização que lhe cortou as asas, muito pelo contrário, combateu uma guerra de independência autêntica e enfrentou uma revolução interna de enormes proporções", continua
"Não há dúvidas quanto à perversa mediocridade de Donald Trump, mas ele teve às suas costas um país muito diferente do Brasil de Bolsonaro". 
(*) 247
(*) Carta Capital

Eleições municipais: Fortaleza no debate nacional

Antes mesmo do início da campanha eleitoral, havia a previsão de que Fortaleza estaria em um campo de disputa entre lideranças nacionais, antecipando cenários possíveis da eleição presidencial de 2022. Era previsível que fosse assim, dados os elementos que compõem o movimento eleitoral na capital cearense.
O primeiro é o fato de Fortaleza ser uma das maiores cidades do País e ter aqui um presidenciável, que é Ciro Gomes, do PDT, partido que detém a Prefeitura há oito anos. Some-se a isso, o fato de que, em 2018, o Ceará foi o único Estado em que Ciro bateu os dois principais concorrentes, Bolsonaro e Fernando Haddad, incluindo na Capital.
Polarização
A natureza da disputa, polarizada entre três candidaturas, segundo a última pesquisa Ibope, é outro fator a ser considerado. Sarto Nogueira (PDT) é ligado a Ciro, Capitão Wagner (Pros) tem a a simpatia de Bolsonaro e a candidata petista Luizianne Lins, é ligada ao ex-presidente Lula. Essa influência do PDT na Capital é que está em jogo. 
Territórios
Vencer em uma grande capital eleva os territórios de influência política para os que estão de olho em 2022 e Fortaleza, pelos resultados de 2018, significa, pelo menos, avançar uma casa para os concorrentes à Presidência. Ao PDT, o desafio é manter o espaço de poder para chegar firme em 2022. Por isso, a campanha na Capital tem tido uma conotação diferenciada.
Novos personagens
Mas não apenas as três figuras centrais estão de olho na disputa da Capital cearense. Nos últimos dias, o ex-ministro Sérgio Moro, que inicia nova estratégia para entrar no cena de disputa nacional de 2022, entrou no cenário em Fortaleza. Ele deu declaração em favor de Capitão Wagner em relação ao motim dos PMs no início do ano. Segundo Moro, Wagner agiu para tentar resolver o problema.
Evidentemente, a fala do ex-ministro não é despretenciosa, como ele quis passar. No mesmo contexto da declaração de Moro, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B) também deu pitaco ao alfinetar Moro, mostrando que os agentes da política nacional estão mesmo ligados na disputa local.
Temas locais
Diferentemente dos pleitos nacionais, as eleições municipais tendem a focar nos problemas da cidade e na avaliação do que fizeram os gestores. No caso de Fortaleza, entretanto, pelos elementos citados, uma nacionalização seria inevitável.

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