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Novas alíquotas da Previdência entram em vigor no próximo domingo, 1°

Entram em vigor no próximo domingo (1º de março) as alíquotas progressivas de descontos criadas pela reforma da Previdência Social no ano passado.
No Regime Geral (RGPS), as novas alíquotas valerão para contribuintes empregados, inclusive para empregados domésticos, e para trabalhadores avulsos.
As alíquotas progressivas incidirão sobre cada faixa de remuneração, de forma semelhante ao cálculo do Imposto de Renda.
Quem recebe um salário mínimo por mês, por exemplo, terá alíquota de 7,5%. Já um trabalhador que ganhe exatamente o teto do Regime Geral – também conhecido como Teto do INSS, atualmente R$ 6.101,06 – pagará uma alíquota efetiva total de 11,69%.

Reforma da Previdência – Senado marca para o dia 24 de setembro início da votação



A reforma da Previdência começará a ser votada no plenário do Senado, em primeiro turno, na terça-feira, dia 24 de setembro. À Agência Brasil, a presidente da Comissão de Constituição e Justiça, senadora Simone Tebet (MDB-MS), explicou que o relator da proposta, senador Tasso Jereissati, ainda receberá as emendas de plenário e vai preparar um relatório referente a essas emendas. Enquanto isso, corre o prazo de cinco sessões em plenário para discussão do tema. A primeira sessão foi ontem (10). Segundo Simone Tebet, o prazo de cinco sessões terminará na próxima quarta-feira (18), na quinta-feira (19) o relatório relativo às emendas será lido na comissão e votado na terça-feira (24). A votação da PEC no plenário do Senado, segundo a senadora, acontecerá já na terça-feira (24). O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, tentou adiantar, sem sucesso, a votação da reforma para esta semana. Seria necessário costurar um acordo entre todos os líderes, o que não ocorreu. Os líderes de oposição afastaram a possibilidade de antecipar a votação. Alcolumbre chegou a ventilar a possibilidade de votar na semana que vem, na segunda-feira (16) ou na terça-feira (17), mas a ideia também não avançou.
Agência Brasil

Votação da reforma da Previdência pode ser concluída nesta semana



O Plenário do Senado começa na terça-feira (10) a analisar a reforma da Previdência Social. As duas propostas de emendas à Constituição (PECs) que tratam do tema terão a primeira sessão de discussão e, a principal delas (PEC 6/2019), pode ser votada ainda durante a semana.
A proposta traz novas regras para o acesso à aposentadoria e pensões, para o cálculo do benefício e para as alíquotas de contribuição. Também contém regras de transição para trabalhadores em atividade.
Uma série de mudanças propostas pelos senadores foram compiladas em um segundo texto (PEC 133/2019), a chamada “PEC paralela”. Entre os seus dispositivos estão a inclusão de estados e municípios, a previsão de novas receitas para a Previdência e, ainda, uma revisão das intervenções da PEC original sobre benefícios assistenciais.

Reforma da Previdência – Tasso inclui em seu relatório Estados e Municípios e proteção aos mais pobres



O senador Tasso Jereissati (PSDB), que entregou, nessa terça-feira (27), seu relatório sobre a Reforma da Previdência ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e à presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), Simone Tebet (MDB-MS), incluiu na proposta Estados e Municípios. Atendeu assim a um pleito dos governadores e prefeitos.
Em seu relatório, Tasso optou por fazer supressões no texto oriundo da Câmara dos Deputados, evitando que toda a matéria retorne àquela Casa, ao mesmo tempo em que fez acréscimos que serão objeto de uma nova PEC. No novo texto, o Senador propõe também proteção aos mais pobres.
“Nossa preocupação foi buscar equilíbrio diante da gravidade da situação fiscal, ser justo e proteger os mais vulneráveis, exatamente aqueles que mais necessitam da Previdência”, disse Tasso.

Câmara aprova texto-base da Previdência em 2º turno


Para que o texto  pudesse ser votado ainda na 3ª feira (6.ago), foi preciso que os deputados aprovassem 1 requerimento para a quebra do intervalo regimental

A Câmara dos Deputados aprovou na madrugada desta 4ª feira (7.ago.2019) o texto-base da reforma da Previdência em 2º turno por 370 votos a 124 (e uma abstenção). O número é inferior aos 379 votos conseguidos na 1ª votação no mês passado. Para que fosse aprovada, era preciso que ao menos 308 deputados apoiassem a medida. A votação terminou à 00h38. Ainda falta a análise dos destaques para que a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) siga para o Senado.
A ideia do Presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), é finalizar todo o processo até a noite desta 4ª feira (7.ago). Nesta fase da tramitação não se pode mais incluir novos trechos na matéria, apenas as chamadas emendas supressivas, que retiram partes do texto aprovado anteriormente.
Mais cedo nesta 3ª, Maia projetou perder alguns votos em relação ao 1º turno. “Vamos perder no quorum o total de 4 ou 5 deputados. Então, podemos perder 4 ou 5 votos. Mas nossa expectativa é que a gente tenha 1 resultado muito próximo do resultado do 1º turno”, disse.
Para que o texto pudesse ser votado ainda na 3ª feira (6.ago), foi preciso que os deputados aprovassem 1 requerimento para a quebra do intervalo regimental entre os 2 turnos que uma PEC deve ser submetida, que é de 5 sessões. Antes do recesso só foi possível realizar 3 destas, e mais uma nesta 3ª. Com a última sessão faltando, a quebra do interstício se fez necessária.
A proposta enviada pelo governo em fevereiro deste ano já sofreu várias mudanças no caminho pelo Congresso. Ainda na comissão especial os trabalhadores rurais e os beneficiários do BPC (Benefício de Prestação Continuada) foram retirados da reforma.
Após a aprovação do texto-base, em 10 de julho, os deputados ainda aprovaram destaques que davam regras mais brandas para mulheres, para policiais e para professores. Além de 1 novo tempo mínimo de contribuição para homens, que passou de 20 anos para 15 anos.
As mudanças também tiveram impacto na economia esperada com o projeto em 10 anos, que quando chegou ao Legislativo era acima de R$ 1 trilhão. No dia da aprovação em 1º turno, contudo, o governo estimou que a reforma resultaria em uma economia próxima de R$ 900 bilhões. Seis dias depois, aumentou a previsão para R$ 933,5 bilhões em 10 anos.
MSN

Comissão especial da Câmara aprova texto-base da reforma da Previdência

ATUALIZAÇÃO, ÀS 15:38
Foto: (Fátima Meira/Futura Press/Estadão Conteúdo)
A comissão especial da Câmara que analisa a reforma da Previdência aprovou nesta quinta-feira (4), por 36 votos a 13, o texto-base do parecer do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), favorável ao endurecimento das regras de aposentadoria.
Para concluir a votação, os deputados precisarão ainda analisar 17 destaques das bancadas que pedem mudanças no texto. Outros 99 destaques foram protocolados individualmente por parlamentares, mas, provavelmente, serão rejeitados em bloco.
Após ter sido aprovada na comissão, a proposta de emenda à Constituição (PEC) seguirá para o plenário da Câmara, onde terá de passar por dois turnos de votação e necessitará do apoio de ao menos 308 dos 513 deputados. Depois, se aprovada, vai para o Senado.
Reforma
Considerada a principal aposta da equipe econômica do governo para sanear as contas públicas, a reforma da Previdência modifica as regras de aposentadoria para funcionários do setor privado e servidores públicos da União.
A estimativa de economia prevista com a reforma é da ordem de R$ 1 trilhão em 10 anos.
Os novos critérios valerão para quem ainda não começou a trabalhar. Quem já está trabalhando e contribuindo para o INSS ou o setor público terá regras de transição.
Houve uma tentativa de incluir a previsão de que a reforma também valesse para servidores estaduais e municipais, mas não houve acordo.
Veja alguns pontos aprovados no texto-base:
Idade mínima de aposentadoria
65 anos para homens do setor público e do privado
62 anos para mulheres do setor público e do privado
Idade mínima de professores
60 anos para homens
57 anos para mulheres
Tempo de contribuição
Setor privado:
20 anos para homens
15 anos para mulheres
Setor público:
25 anos para homens e mulheres
Regra de transição
As regras da PEC valerão para quem ainda não começou a trabalhar. Quem já está trabalhando e contribuindo para o INSS ou o setor público terá regras de transição.
Para quem trabalha, a idade mínima subirá aos poucos. Começa em 61 anos (homens) e 56 anos (mulheres) e terá acréscimo de 6 meses por ano. Em 2021, por exemplo, será de 62 (homens) e 57 (mulheres).
O que ficou fora do parecer do relator:
Capitalização - PEC enviada pelo governo abria caminho para a criação do modelo de capitalização, em que cada trabalhador poderia fazer a própria poupança, mas essa parte saiu do relatório.
Estados e municípios - Mudanças nas regras de aposentadoria de servidores estaduais e municipais não foram incluídas na PEC, conforme previa o texto inicial do governo Bolsonaro.
Desconstitucionalização - Relator também vetou dispositivos que tiravam da Constituição regras que definem idade e tempo de contribuição mínimos, o que permitiria que futuras mudanças pudessem ser feitas por meio de projeto de lei, que exige quórum menor do que uma PEC.
BPC - Atualmente, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) é pago, no valor de um salário mínimo, a pessoas com deficiência e idosos de baixa renda. A proposta original do governo era pagar um salário mínimo após os 70 anos (hoje é a partir dos 65), com a possibilidade de pagar R$ 400 a partir dos 60. O relator, porém, manteve a regra atual.

Reforma da Previdência – Debate na Comissão Especial entra no terceiro dia



Vai entrar no terceiro dia de debates a proposta de reforma da Previdência (PEC 6/19) do governo Bolsonaro. O relator da proposta, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), confirma que apresentará, nesta quarta-feira, complementação de voto ao final da discussão e antes de começar o processo de votação.
Ele antecipou, entretanto, que não fará “alterações estruturais” em seu parecer. Moreira disse, por exemplo, ser complicado alterar novamente as regras de transição. O relator modificou o texto original encaminhado pelo Executivo e introduziu um pedágio de 100% do tempo que faltar para a aposentadoria de quem já está no mercado de trabalho.
“É uma proposta dura, 100% de pedágio; ela não é uma proposta simples. Mas de fato é o que foi possível dentro de uma avaliação que nós fizemos. 100% de pedágio e uma trava de uma idade mínima de 60 anos para homens e 57 para mulheres. Ou seja, precisa construir as duas condições para a aposentadoria”, explicou.
A discussão da proposta continua nessa quarta-feira (26) com 47 deputados ainda inscritos. Depois disso, o relator deve apresentar seu voto complementar e a votação pode ser iniciada. Mas já existem requerimentos da oposição para obstruir a votação. O presidente da comissão, deputado Marcelo Ramos (PL-AM), disse que o objetivo é votar a matéria na Câmara ainda no primeiro semestre.
(Com Agências)

Governo deve apresentar mudanças na reforma da Previdência

A líder do governo no Congresso Nacional, Joice Hasselmann (PSL-SP), disse hoje (24), que serão apresentadas mudanças na proposta de reforma da Previdência para atender pleitos de algumas categorias, como os policiais. Após reunião com o presidente Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto, a deputada explicou que, mesmo com as modificações, a expectativa do governo é que a economia aos cofres públicos chegue a R$ 1,1 trilhão com a aprovação do texto.
De acordo com Joice, entre as mudanças para os policiais federais e rodoviários federais está a pensão em caso de morte. Na proposta original, a pensão poderia não ser integral, mas será modificada para garantir a integralidade. “A gente atendeu alguns pleitos das categorias policiais dentro do que o governo poderia atender”, disse. Outra modificação que deve ser apresentada, segundo Joice, é no Benefício de Prestação Continuada (BPC) para pessoas com doenças raras, mas com um impacto menor.
Ainda assim, a deputada ressaltou que a economia já alcançou um R$ 1 trilhão, contando com os R$ 200 bilhões que serão economizados a partir da lei de combate às fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). “No estica e puxa o Rogério Marinho [secretário especial da Previdência e Trabalho] conseguiu fazer uma ampliação da nossa economia, mas tem mais”, disse.
A reunião sobre a tramitação da reforma da Previdência, nesta manhã, contou com a presença dos líderes do governo no Congresso, Joice Hasselmann; na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), e Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), além dos ministros da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e da Economia, Paulo Guedes.
A votação do texto na comissão especial deve acontecer ainda esta semana, para que na semana que vem comece a discussão no plenário da Câmara e a votação antes do recesso parlamentar, previsto para iniciar em 18 de julho.
(Agência Brasil)

Oposição se une para atrasar andamento da nova Previdência

Começou, nesta terça-feira (18), a discussão do relatório sobre a reforma da Previdência (PEC 6/19), na comissão especial que analisa a proposta enviada pelo Governo. No total, 154 deputados se inscreveram para discursar, 91 contra e 63 a favor. Muitos deputados favoráveis evitaram falar para reduzir o tempo do debate, que pode durar cerca de três dias. A ideia seria garantir a votação do parecer do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) na semana que vem.
Só que essa previsão já enfrenta obstáculos. Ontem, cinco partidos de oposição (PDT, PSB, PT, Psol e PCdoB) anunciaram atuação conjunta contra a reforma, como obstrução na votação do texto e apresentação de destaques para alterar diversos pontos da proposta. Em documento divulgado ontem, essas siglas consideram que tanto a reforma da Previdência encaminhada pelo Governo, quanto o relatório feito por Moreira atacam direitos dos mais pobres.
Cearenses

Reforma da Previdência – Relator fixa idade mínima de aposentadoria de professor em 57 anos

Atualização, às 16:08 (Horário de Brasília)
O relator da reforma da Previdência, deputado Samuel Moreira(PSDB-SP), reduziu a idade mínima de aposentadoria para professoras de 60 anos para 57 anos. A proposta está no parecer do deputado, que será lido na Comissão Especial da Reforma da Previdência da Câmara dos Deputados. A sessão teve início nesta manhã (13) e, no momento, o relator lê seu parecer.
Para os professores, o relator adotou a mesma sistemática vigente para a aposentadoria diferenciada da pessoa com deficiência e de trabalhadores em atividades prejudicais à saúde, ou seja, os critérios devem ser definidos em lei complementar. “Enquanto não editada a referida norma, mantivemos a idade mínima para aposentadoria do professor em 60 anos, consoante proposta da PEC [Proposta de Emenda à Constituição, enviada pelo governo ao Congresso], mas reduzimos a da professora para 57 anos, de forma a assegurar diferenciação etária entre homem e mulher, como restou garantido para as trabalhadoras urbanas e rurais”.
Com relação ao trabalhador rural, o parecer do relator mantém a mesma redação do texto constitucional atual, que garante a aposentadoria com a idade mínima de 60 anos, se homem, e 55 anos, se mulher, incluídos os garimpeiros e os pescadores artesanais.
“Considerando todo o esforço realizado por estas pessoas, ao longo da vida, para se manterem no campo e produzirem o mínimo necessário para a subsistência do grupo familiar, não concordamos com a proposta contida na PEC em relação à sua forma de contribuição nem com o aumento na idade mínima da mulher. É preciso manter a distinção etária entre homens e mulheres do campo para acesso à aposentadoria”, argumenta o relator.
Para a pessoa com deficiência, o relator entendeu que não há necessidade de reforma das regras de aposentadoria, uma vez que a norma que determina os requisitos de acesso a este benefício, a Lei Complementar nº 142, de 8 de maio de 2013, é recente e foi amplamente debatida pelo Congresso Nacional. “Assim, suprimimos as regras de transição da pessoa com deficiência e o substitutivo recepciona de modo integral a referida lei complementar”.
Capitalização
Sobre o regime de capitalização, o relator considera que “não é o modelo mais adequado para um país cujos trabalhadores têm baixos rendimentos, além de ter elevado custo de transição”.
O relator também não aceitou mudanças no abono salarial. “Quanto ao abono salarial, acreditamos que a adoção de um salário mínimo de rendimento para ter acesso ao benefício é indevida, pois existe um enorme contingente de trabalhadores de baixa renda com salário ligeiramente superior ao salário mínimo e que passaria a ficar de fora do programa. Neste contexto, buscamos adotar o mesmo conceito de baixa renda já existente para acesso ao benefício do salário-família, qual seja, renda mensal de até R$1.364,43”.
(Agência Brasil)

Comissão da Previdência debate BPC e abono salarial nesta terça-feira


Reunião na comissão deve começar às 14h30

Os deputados que integram a comissão especial da reforma da Previdência voltam a se reunir nesta terça-feira (21) para debater alguns pontos da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que propõe mudanças no sistema de aposentadorias.
No encontro desta terça, marcado para ter início às 14h30, estão previstos os debates sobre o BPC (Benefício de Prestação Continuada) e o abono salarial. O governo estima que as alterações sejam responsáveis pela economia de R$ 182 bilhões em dez anos.
Se for aprovada integralmente, a proposta enviada ao Congresso prevê que idosos de baixa renda recebam R$ 400 de benefício a partir dos 60 anos e só ganharão um salário mínimo a partir dos 70 anos.
Atualmente, o BPC é pago no valor de um salário mínimo, a partir dos 65 anos para pessoas que comprovam situação de miséria, com renda de até um quarto do salário mínimo.

Os inaposentáveis: o limbo da Previdência brasileira


Reforma da Previdência Governo Bolsonaro

10/05/2019, sexta-feira
Aos 66 anos, Nailda Mendes de Moraes Silva não sabe se algum dia conseguirá se aposentar ainda que tenha trabalhado tempo suficiente. Começou cedo, aos 7 anos, na roça em Pernambuco. “Era trabalho duro, puxado. Fiquei lá até os 22 anos, mas hoje não conta para aposentadoria”, diz. Se mudou então para São Paulo em busca de melhores oportunidades. Sem estudos —“Meu pai dizia que tinha que trabalhar”—, fez de tudo: limpeza, costura, serviços gerais. Nem sempre na formalidade, e nem sempre com as empresas cumprindo com sua parte do acordo e recolhendo o INSS. Conseguiu contribuir 111 meses, dos 180 (15 anos) necessários para se aposentar após os 60 anos. Hoje, com problemas de saúde, já não procura mais emprego.
Para se aposentar sem ser por tempo de contribuição, a saída seria conseguir o benefício que garante um salário mínimo mensal, atualmente 998 reais, para pessoas com deficiência ou idosos com 65 anos ou mais, que não possuem meios de prover seu próprio sustento nem ajuda familiar, o chamado BPC (Benefício de Prestação Continuada), previsto na Lei Orgânica da Assistência Social. “Não consegui o benefício porque meu marido é aposentado e ganha um salário mínimo”, conta. Para ser elegível ao benefício, Nailda Silva deveria ter uma renda de aproximadamente 250 reais, ou um quarto do salário mínimo. “Eles alegam que dá para duas pessoas viverem com um salário mínimo”, lamenta.

Reforma da Previdência deve estabilizar dívida pública em 2023



Principal medida do governo para reequilibrar as contas públicas, a reforma da Previdência deve estabilizar a dívida bruta do Governo Geral a partir de 2023. A projeção consta de estudo divulgado esta semana pela Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão auxiliar do Senado.
Segundo a edição mais recente do Relatório de Acompanhamento Fiscal, dedicada aos efeitos da reforma da Previdência, o Governo Central – Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – só voltará a registrar superávit primário em 2023. Definido como economia para o pagamento dos juros da dívida pública, o superávit primário representa o principal instrumento para segurar o endividamento do governo.
De acordo com o estudo, mesmo com a aprovação da reforma, o Governo Central registrará déficits primários de 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos) em 2020, 0,9% em 2021 e 0,4% em 2022. No ano seguinte, o país voltaria a registrar superávit primário de 0,1% do PIB. O resultado positivo subiria gradualmente até chegar a 2,8% do PIB em 2030.

Cargos ofertados por apoio à Nova Previdência são insuficientes para atender aos partidos



A iniciativa do governo de distribuir cargos de segundo escalão para alavancar o apoio de partidos à reforma da Previdência do governo Bolsonaro dá sinais de que vai naufragar. É o que informa a Coluna Painel, da Folha de S.Paulo desta sexta-feira.
A lista de opções que chegou ao Congresso é insuficiente para atender a todas as siglas que poderiam se alinhar ao Planalto. Há mais: fatia expressiva dos postos tem vínculo com o Nordeste e não atenderia a parlamentares do Sul e Sudeste.
Dirigentes de legendas dizem ainda que as negociações estão mal conduzidas, sem sinal de conclusão.
(Foto – Agência Brasil)

Partidos de centro e centro-direita vão rejeitar capitalização na reforma da Previdência


: <p>plenario-camara - Agência Câmara</p>

Sem articulação política eficiente no Congresso Nacional e com os partigos do centro e centro-direita fazendo pressão, o governo está enfrentando sérias dificuldades para aprovar a reforma da Previdência tal como enviou ao Legislativo. Um dos pontos mais questionados é o sistema de capitalização.
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REFORMA DA PREVIDÊNCIA VAI REDUZIR DISTRIBUIÇÃO DE REMÉDIOS PELO SUS



Se a reforma da Previdência de Bolsonaro e Guedes for aprovada na íntegra, haverá redução na distribuição de remédios a pacientes da rede pública de saúde obtidos com decisão judicial. O governo pretende limitar o que chama de judicialização da saúde; o argumento usado pelo governo é que a pressão das sentenças sobre os Orçamentos de municípios, estados e União aumenta ano após ano, custo considerado extra e um peso a mais nas finanças públicas
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“Minha percepção é de que a reforma não chega ao Senado neste primeiro semestre”


Resultado de imagem para reforma da previdência

Otto Alencar, presidente da comissão especial do Senado que avaliará a reforma da Previdência, disse a O Antagonista não acreditar que a proposta sairá da Câmara neste primeiro semestre.
“Ainda estou vendo os movimentos do governo, do ponto de vista político, muito sinuosos. Estou conversando com vários deputados e minha percepção é de que não chega ao Senado neste primeiro semestre.”
O senador acrescentou que a equipe econômica precisará explicar melhor ao Parlamento como se dará a economia de 1 trilhão de reais.
“Estamos trabalhando para acompanhar de perto a tramitação na Câmara. Ainda há muitos pontos em aberto. Se o governo acertar o passo e não criar maiores problemas, o ambiente ficará bem mais favorável. Aqui no Senado, se houver acordo, acho que não será necessário mexer no texto.”
O Antagonista


Bolsonaro: projeto de capitalização não é essencial no momento



O presidente Jair Bolsonaro afirmou que não quer “complicar” o andamento da reforma da Previdência. Portanto, disse Bolsonaro, a discussão da proposta de capitalização do sistema de aposentadorias não é essencial no momento e pode ficar para depois.
“Nós não queremos é complicar o andamento da reforma que está aí. Eu não quero desidratar nada, mas não é essencial isso [projeto de capitalização] no momento. A ideia era botar a PEC [proposta de emenda constitucional] e depois regulamentar lá na frente, via o Parlamento também”, afirmou.
Pela proposta enviada ao Congresso, os trabalhadores que ingressarem no mercado de trabalho após a aprovação da reforma da Previdência poderão aderir a um regime de capitalização (uma espécie de poupança).
O sistema vai garantir o salário mínimo, por meio de um fundo solidário. O trabalhador poderá escolher livremente a entidade de previdência, pública ou privada, e a modalidade de gestão de reservas, com possibilidade de portabilidade. Ainda segundo a proposta, a gestão das reservas será feita por entidades da previdência, habilitadas por órgão regulador. O novo regime enfrenta resistência entre parlamentares.
(Agência Brasil)

70% dos cearenses rejeitam proposta de reforma da Previdência



Contrários, sobretudo, à nova idade mínima para a aposentadoria das mulheres e à ampliação do tempo mínimo de contribuição, sete em cada dez eleitores no Ceará rejeitam a proposta de reforma da Previdência nas suas atuais condições. A reprovação é mais perceptível entre as mulheres, nos recortes de faixa etária entre 35 e 44 anos e entre os cearenses com ensino superior.
Os dados integram pesquisa realizada pelo Instituto Opnus entre os dias 16 e 25 de março deste ano. Conforme o estudo, o aumento do tempo mínimo de contribuição, de 15 para 20 anos, foi o ponto mais criticado pelos cearenses, com 77% dos eleitores contra e 20% a favor (3% não responderam ou não souberam opinar). A idade mínima de 62 anos para a aposentadoria das mulheres representa a segunda maior reprovação na pesquisa (72% contra; 27% a favor e 1% de abstenção).
A idade mínima de 65 anos para os homens terem acesso ao benefício foi rejeitada por 64% dos cearenses (35% a favor e 1% de abstenção). O ponto com maior aprovação é o nivelamento de idades para a aposentadoria de servidores públicos e funcionários do setor privado - o único no qual a aprovação é maior que a reprovação. Enquanto 55% ficaram a favor do item, 41% se posicionaram contra e 4% não souberam ou não opinaram.
Na avaliação do professor, advogado especialista em Direito Previdenciário e coordenador do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), Paulo Bacelar, diante dos números, é possível avaliar que a população cearense está consciente dos pontos cruciais da reforma.
Fonte: Diário do Nordeste

Câmara envia recado indigesto a Bolsonaro antes de analisar Previdência


O ministro Guedes no dia 20.

A terça-feira deveria ter sido o marco dos primeiros passos da Reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. A abertura com chave de ouro para o Governo seria o ministro da Economia, Paulo Guedes, explicando aos parlamentares os detalhes da proposta de emenda constitucional enviada pela gestão Jair Bolsonaro (PSL). Uma demonstração de respeito ao Parlamento. Mas, avaliando o clima político desfavorável após os bate-bocas das últimas semanas e notando que a oposição se preparava para uma série de questionamentos, Guedes se negou a debater com os deputados. Foi chamado de "fujão" pelos opositores. O ministro Onyx Lorenzoni, da Casa Civil, fez uma reunião para tentar mostrar articulação com as lideranças partidárias. Enquanto isso, em seu gabinete, Guedes se reuniu apenas com representantes do PSL para tentar afinar o discurso.
Mas nem isso salvaria o enredo da terça. O Governo Bolsonaro viu a Câmara aprovar em dois turnos e em votação relâmpago um projeto capaz de engessar o Orçamento da União e torná-lo impositivo. Atualmente, o Executivo tem uma margem de manobra sobre o orçamento aprovado pelo Legislativo. Caso essa proposta, uma "pauta bomba" apresentada ainda contra Dilma Rousseff, seja aprovada no Senado também em dois turnos, a gestão federal teria menor controle sobre a destinação de seus recursos. Por consequência, os parlamentares teriam maior controle sobre esse dinheiro.

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