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Uso de câmeras nas fardas de PMs no Ceará está prevista para começar em 2023



A instalação de câmeras corporais (body cams) nos uniformes de policiais militares no Ceará está prevista para começar a acontecer ainda em 2023. Em coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (4), o secretário da Segurança Pública estadual, Samuel Elânio, afirmou que a medida “é uma orientação, determinação do governador”.

Nessa segunda-feira (3), o governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT) tratou sobre o mesmo tema junto ao secretário da Administração Penitenciária do Estado (SAP), Mauro Albuquerque. Após reiteradas denúncias de torturas sofridas por internos no Sistema Penitenciário, ficou decidido que os policiais penais devem ser os primeiros a usarem as ‘body cams’.

Com relação a PM, Samuel Elânio explica que não há data exata para começar a instalação: “a aquisição propriamente dita, como tem a licitação, não temos uma data, mas acredito que até o decorrer do fim do ano teremos algumas câmeras para serem utilizadas. Via de regra testaremos em determinados grupos da Polícia Militar”, disse.


“Já repassei para a Casa Civil o estudo feito pela Polícia Militar do Ceará para que a gente consiga dar andamento da melhor forma e como vai ser implementado isso. aproveitando que a SAP já vinha em testes com essas câmeras, talvez a gente aproveite a mesma tecnologia”SAMUEL ELÂNIO
Titular SSPDS Ceará
SISTEMA PENITENCIÁRIO

No dia 1º de janeiro deste ano, data da posse de Elmano, foi anunciado que os policiais penais do Ceará deveriam trabalhar portando uma câmera corporal para filmar as ações em serviço, logo no mês seguinte.

A implementação prevista para o último mês de fevereiro ainda não aconteceu. Enquanto isso, as denúncias de torturas dentro dos presídios se intensificaram, levando toda a diretoria da Unidade Prisional Agente Elias Alves da Silva (UP-IV), a antiga CPPL IV, a ser afastada por determinação judicial, em junho de 2023.

A SAP afirma “repudiar qualquer ato que atente contra a dignidade humana e informa que recebe visitas regulares de instituições fiscalizadoras, como Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, além de entidades de controle social”

Ala de penitenciária na Região Metropolitana concentra os principais líderes de facções do Ceará


Unidade prisional do estado do Ceará

A ala de uma penitenciária em Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), concentra as principais lideranças de organizações criminosas do Ceará. Ao contrário do que acontecia desde o ano de 2016, quando houve a separação de detentos por facção criminosa, os internos seguem, agora, sem distinção de unidade. A informação é do titular da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), Mauro Albuquerque, que reuniu os líderes em uma ala distribuídos em oito celas.
Em entrevista ao O POVO Online, Mauro Albuquerque informou que as lideranças de diferentes facções estão presas em oito celas e que as unidades prisionais não possuem mais presos "livres" dentro da penitenciária. Todas as celas estão trancadas e há revista para banho de sol ou em qualquer atividade realizada. O secretário criou uma rotina de vistoriar os detentos e fiscalizá-los de uma maneira que não há espaço para que ele venha a obter um celular vindo de um "rebolo", por exemplo (rebolo é quando uma pessoa joga o objeto ilícito por cima da muralha do presídio). "Hoje, todo preso está preso. Ou ele está na cela, ou no banho de sol ou na sala de aula, ainda no local de trabalho. Hoje está acima da capacidade, não está superlotado. Superlotado é quando não se consegue colocar mais gente", relata o gestor da SAP.
Conforme o secretário, desde janeiro houve uma conversa com as esposas dos presos, especificamente direcionada às mulheres que realizariam manifestações a mando das facções criminosas. Foi avisado, pelos gestores da SAP, que havia um setor de inteligência para identificá-las e quem atuasse a serviço do crime realizando incêndios e depredações na frente das penitenciárias teria a entrada vetada.
O Povo online

Presos continuam separados por facções no Ceará



O sistema penitenciário cearense passa por mudanças drásticas em 2019, como a desativação de cadeias públicas no interior e a transferência de líderes de organizações criminosas para presídios federais. Mas, uma característica que ainda se mantém é a organização de presos, nas unidades, por facções criminosas.
O Sistema Verdes Mares conseguiu informações sobre o destino de 2.544 detentos, que estavam custodiados em 48 cadeias públicas e foram transferidos para grandes presídios do Estado. Os recambiamentos respeitaram a identificação dos internos com os grupos criminosos, se opondo à declaração do titular da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), Luís Mauro Albuquerque, logo no primeiro dia à frente da Pasta, de que não reconhecia facções nem a separação destas por unidades prisionais.

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