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Hoje é dia: 1ª Constituição Republicana do Brasil completa 130 anos
O Brasil segue as leis da Constituição de 1988 há mais de 32 anos. Mas o dia 24 de fevereiro traz à tona o aniversário da centenária constituição de 1891. Nesse dia, completam-se 130 anos da promulgação da primeira constituição do regime republicano e a segunda do Brasil.



Em 1891, 234 congressistas escolheram Marechal Deodoro da Fonseca na Presidência da República. As eleições diretas só vieram a ocorrer três anos depois, em 1894. Antes, somente católicos podiam votar no Brasil. Foi a Constituição Republicana que separou textualmente o poder do Estado da Igreja.
(*) Agência Brasil
Proclamação da República completa 130 anos
15/11/2019, SEXTA-FEIRA
Em 1888, a Lei Áurea aboliu oficialmente a escravidão, mas o Império estava em crise. Por um lado acreditava-se que os antigos escravizadores aderiram aos ideais republicanos para destituir a família real. Mas o cenário era bem mais amplo.
Dom Pedro II estava muito doente e a sucessora seria a princesa Isabel, que era casada com um francês, o conde D'Eu, considerado impopular, figura que também já havia criado conflitos com os militares na ocasião da Guerra do Paraguai.
“A participação do conde D'eu na Guerra do Paraguai é um dos fatores de impopularidade. Ele era arrogante. Dizem que ele promoveu massacres. Não tinha aptidão para administrar”, conta a historiadora Catia Faria.
Quem também tinha pouco prestígio entre os militares era o visconde de Ouro Preto, chefe do gabinete do Império e conhecido pela intransigência. Ele foi nomeado por Dom Pedro II para fazer as reformas que os republicanos buscavam.
Em 1870, o Brasil saiu vitorioso da Guerra do Paraguai e os militares não tinham recebido do imperador o reconhecimento que esperavam.
O Brasil estava em crise econômica por causa de dívidas motivadas, principalmente, pela guerra. O sistema de governo da Monarquia era considerado atrasado.
Senador Pompeu preserva único “campo de concentração” do Brasil
"PRA NÃO ESQUECER"
O prefeito Maurício Pinheiro assinou, no fim de semana, decreto de tombamento do único campo de concentração brasileiro, situado em Senador Pompeu (272 km de Fortaleza).
O sítio arquitetônico de Patu foi utilizado na seca de 1932 para confinar retirantes da estiagem que viriam para Fortaleza. Com isso, ficam preservados 12 casarões, além da Vila Operária e de três casas de pólvora.
O Ceará registrou oito campos de concentração, sendo sete na seca de 1932.
(Foto – Divulgação)
Vasco da Gama, o clube que abriu as portas do futebol para os negros

Ao longo dos seus 120 anos de história, o Vasco da Gama foi campeão sul-americano, da Libertadores, da Copa do Brasil, quatro vezes do Brasileirão e outras tantas do Carioca. Mas nenhuma conquista no campo tem o mesmo peso de uma carta que, de tão emblemática, está exposta na sala de troféus em São Januário. Em 7 de abril de 1924, o então presidente José Augusto Prestes assinou o manifesto que ficou conhecido como a Resposta Histórica, comunicando que o Vasco se recusaria a disputar a divisão principal do Rio de Janeiro sem seus jogadores negros, exigência que havia sido imposta pelos dirigentes da época. A dimensão simbólica da atitude, considerada insurgente naqueles tempos em que o futebol de elite era privilégio dos brancos, transformou o clube cruzmaltino em estandarte da luta contra o racismo no esporte brasileiro.
“Para nós, de fato, esse documento é como um troféu”, afirma João Ernesto Ferreira, vice-presidente de relações especializadas do Vasco, ao justificar a exibição de uma réplica da carta na nobre galeria de taças. Consolidado no remo, o clube só começou a se destacar pelos gramados no início da década de 1920. Sem a mesma tradição dos times da zona Sul do Rio na modalidade, a estratégia era montar elencos com jogadores das classes sociais menos favorecidas. A equipe campeã da segunda divisão em 1922 tinha como craques operários, choferes, pintores e faxineiros. Assim, assegurou o direito de disputar, no ano seguinte, a primeira divisão ao lado dos já consagrados América, Botafogo, Flamengo e Fluminense.
Com a base de trabalhadores braçais mantida no plantel, o Vasco desbancou favoritos, arrebatou 11 vitórias em 14 jogos e faturou o título do campeonato organizado pela Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT). Incomodados pela ascensão meteórica dos vascaínos, rivais decidiram criar uma nova liga, a Associação Metropolitana de Esportes Athleticos (AMEA), impondo ao clube apelidado de Camisas Negras, pela cor de seu uniforme, a exigência de excluir 12 jogadores que, de acordo com os cartolas, não apresentavam “condições sociais apropriadas para o convívio esportivo”. O analfabetismo foi uma das razões apresentadas pela liga para desqualificar parte do elenco campeão.
El País
O 11 de Setembro: 17 anos do ataque que mudou o mundo
11 DE SETEMBRO, TERÇA-FEIRA
Na manhã de 11 de Setembro de 2001, Nova York acordou para o horror: um avião bateu em uma das Torres Gêmeas do World Trade Center. Em um primeiro momento, ainda havia dúvidas sobre o que estava acontecendo, mas quando os noticiários de todo o mundo exibiam as imagens do incêndio provocado pelo impacto do primeiro avião, surgia um segundo aparelho que ia de encontro a outra torre.
Ainda teve um terceiro outro avião que seguia para Washington, mas que nunca chegou ao destino, caindo na Pensilvânia, bem como outro que se despencou no Pentágono. No entanto, na ´mente coletiva´, o que ficou para a história são as imagens das duas torres. Em tempos poderiam parecer gigantes indestrutíveis. Mas naquele dia o mundo inteiro testemunhou a forma como desabaram sobre si próprias.
EUA e Brasil acertaram cooperação a Pinochet, depois de golpe no Chile
Quatro dias depois do golpe militar que derrubou o governo de Salvador Allende, no Chile, em 11 de setembro de 1973, o Departamento de Estado americano iniciou conversas com o Itamaraty sobre o reconhecimento diplomático do governo do general Augusto Pinochet por ambos os países. O então embaixador dos Estados Unidos em Brasília, John H. Crimmens, foi instruído a reunir-se com o chanceler Mário Gibson Barbosa para tratar dessa questão e também sobre como lidar com vizinhos sul-americanos que haviam feito “pronunciamentos em alta voz” sobre a morte de Allende e o golpe militar.
As instruções constam do telegrama 184123, enviado em 15 de setembro de 1973 pelo vice-secretário de Estado, David Kenneth Rush, ao embaixador Crimmens. No texto, Rush assinala que os Estados Unidos “não querem dar ênfase a nenhum ato público de reconhecimento do novo governo do Chile” e que, apesar de não terem ainda iniciado contatos formais com Santiago, dispunham de “avenidas informais de comunicação com membros do novo governo”.
O Departamento de Estado assinala no telegrama “ser ainda muito cedo para avaliar a forma e a filosofia do novo regime”, que se desenvolveu como um dos mais drásticos e longevos governos autoritários na América do Sul nos anos 70. Pinochet aboliu o Estado de Direito e criou uma máquina de repressão que matou mais de 3.000 opositores e empurrou ao exílio 200.000 chilenos. Seu governo terminou apenas em 1990, depois de sua derrota em um referendo no qual a maioria dos chilenos preferiu o retorno à democracia.
História: Há 26 anos Congresso dos EUA autorizava ataque ao Iraque na Guerra do Golfo

12 DE JANEIRO, QUINTA-FEIRA
Em 12 de janeiro de 1991 o Congresso americano autorizava o uso da força militar contra o Iraque para colocar fim à ocupação do Kwait. 15 de janeiro terminava o prazo dado pelas Nações Unidas para que o presidente Saddam Hussein ordenasse a retirada das tropas do país vizinho ou enfrentaria uma ação militar.
Durante três dias de intensos debates para que a Câmara dos Deputados norte-americana aprovasse uma moção autorizando o uso da força. Foram 250 votos a favor, 183 conta. O Congresso havia aprovado pela primeira vez uma ação militar desde a resolução de 1964, quando começou a guerra do Vietnã.
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