A temporada de recebimento de restituições do Imposto de Renda - que neste ano vai até o dia 31 de agosto - e de ajustes para quem eventualmente caiu na malha fina pode virar dor de cabeça para os contribuintes por conta de golpes.
Neste período do ano, criminosos utilizam contatos virtuais para atrair vítimas com a promessa de saques imediatos ou alertas assustadores sobre irregularidades fiscais.
Conforme a Receita Federal, o órgão tem conhecimento da circulação de mensagens falsas em que criminosos se passam pela instituição para induzir contribuintes a acessar links fraudulentos, fornecer dados pessoais ou realizar pagamentos indevidos, especialmente com referências a supostas pendências na declaração do Imposto de Renda.
Porém, questionada, a Receita não informou se tem um levantamento de quantos cearenses já foram lesados neste ano por essas iniciativas criminosas.
Segundo a contadora Adriana Queiroz, os golpes ocorrem principalmente por e-mail, SMS, WhatsApp e anúncios patrocinados em mecanismos de busca e redes sociais.
O movimento direciona o contribuinte para páginas falsas muito semelhantes às da Receita Federal.
Ela também revela que ainda ocorrem casos de ligações telefônicas e, com menor frequência, correspondências físicas.
"Os criminosos costumam informar que o contribuinte caiu na malha fina, que há divergências na declaração, risco de bloqueio do CPF, cancelamento da restituição ou aplicação de multas. É comum que a mensagem contenha um suposto prazo curto para gerar urgência", explica a contadora.
A especialista comenta ainda que, em muitos casos, eles disponibilizam um Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf) ou boletos falsos, além de QR Codes para pagamento via Pix, induzindo a vítima a quitar uma suposta pendência inexistente.
Os principais sinais de alerta para identificar a fraude
Para evitar cair em armadilhas, o contribuinte deve estar atento aos seguintes comportamentos suspeitos:Canais de contato informais: Recebimento de mensagens com links clicáveis via WhatsApp, SMS ou e-mail.
Senso de urgência e ameaça: Uso de frases como "valor vence hoje", "última chance" ou ameaças de que o "CPF será bloqueado".
Pedido de dados sensíveis: Solicitação de senhas do portal Gov.br, nome da mãe, data de nascimento ou códigos de verificação.
Cobrança de taxas inexistentes: Pedidos de pagamento via Pix de uma suposta "taxa do Banco Central" para liberar o dinheiro da restituição.
Links e domínios falsos: Endereços de sites que visualmente imitam o governo, mas cujas URLs não terminam em ".gov.br".