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Legenda: Flávio estava em uma fazenda em Foz do Iguaçu e cruzou a fronteira do Brasil com a Argentina em uma van na noite desta terça. Foto: Frederico Brasil/Thenews2/NurPhoto/AFP. |
O senador Flávio Bolsonaro (PL) só deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos na madrugada desta quarta-feira (28). O parlamentar passou pela Argentina, pegou um voo no Equador e seguiu para os EUA, segundo o g1, nesta manhã.
Segundo o canal de TV argentino C5N, Flávio estava em uma fazenda em Foz do Iguaçu e cruzou a fronteira do Brasil com a Argentina em uma van na noite desta terça.
A passagem para a Argentina foi feita pela Ponte Internacional Tancredo Neves, segundo nota da Direção Nacional de Migrações.
“Às 22h50 do dia 27/10, os cidadãos Flavio Nantes Bolsonaro, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, Carolina Figueira Bolsonaro e Luiza Figueira Bolsonaro ingressaram no país pela passagem de fronteira da Ponte Internacional Tancredo Neves, na província de Misiones, disse a entidade.
Segundo a Direção, eles passaram com documentação de viagem válida e sem qualquer impedimento legal para entrar no país. Além disso, as entradas foram registradas pela autoridade competente sem nenhuma ocorrência.
“Por sua vez, às 23h30, o grupo que havia ingressado no país embarcou em um voo privado operado pela empresa Baires Fly S.A., com destino à cidade de Guayaquil, no Equador, conforme informado no plano de voo”, disse ainda a nota.
SAÍDA DO BRASIL
O parlamentar passou pela Argentina, pegou um voo no Equador e seguiu para os EUA, segundo o g1, nesta manhã.
Sem aparecer publicamente desde o início da terça, Flávio ainda teria enviado uma mensagem para Rogério Marinho, coordenador da campanha do filho de Jair Bolsonaro, avisando que "estava esfriando a cabeça". O relato foi publicado pelo portal brasileiro Metrópoles.
PEDIDO DA PF
No pedido apresentado ao STF para apreender o passaporte do senador, a Polícia Federal já havia apontado a possibilidade de o parlamentar deixar o País após o segundo turno das Eleições 2026.
De acordo com apuração do g1, o pedido da PF se baseava em três pontos: a solicitação de Eduardo Bolsonaro para que o irmão também fosse para os Estados Unidos; o poder econômico de Flávio; e a existência de estruturas no País para recebê-lo.
"Somam-se a isso dois elementos relevantes. O primeiro é que EDUARDO BOLSONARO, ao que tudo indica, já mantém nos Estados Unidos estrutura voltada à permanência de longa duração”, diz trecho do documento da PF.