Ao menos 53 Instituições federais de ensino superior já registram paralisações totais ou parciais de servidores, segundo a Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra).A mobilização atinge Instituições como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ainda que de forma desigual entre os campi.
De acordo com a Entidade, o movimento decorre do descumprimento de pontos de um acordo firmado em 2024 com o governo Lula (PT). O Ministério da Educação sustenta que os compromissos foram cumpridos ou estão em implementação, evidenciando o impasse entre as partes.
Na prática, os impactos já são sentidos: serviços administrativos operam com atrasos, bibliotecas funcionam de forma limitada e laboratórios reduziram atividades. Em alguns casos, a paralisação atinge diretamente a área da saúde, com reflexos no funcionamento de hospitais universitários. No Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), por exemplo, equipes atuam com cerca de 30% da capacidade, o que tem levado ao adiamento de consultas e cirurgias eletivas.
Outras Instituições também registram prejuízos. Na Universidade Federal Fluminense (UFF), em greve desde fevereiro, há impactos em matrículas, atendimentos e funcionamento de serviços.
Diante disso, a Fasubra cobra a reabertura de negociações. “Temos vários itens da pauta que não foram cumpridos. E o principal, neste momento, é que não há uma mesa de negociação”, afirmou a coordenadora-geral Ivanilda Reis.
Entre as reivindicações estão a regulamentação do Reconhecimento de Saberes e Competências, a implementação da jornada de 30 horas e a revisão de distorções salariais.
A demora na efetivação dessas medidas amplia críticas à condução do Ministério da Educação, que até o início de abril esteve sob comando de Camilo Santana (PT)






