Legenda: Veículos com tacógrafo irregular eram liberados em troca de vantagens econômicas.
Foto: Divulgação/PRF. |
O policial rodoviário federal (PRF) do Ceará José Eretides Martins é apontado como chefe de um esquema de recebimento de propinas para a liberação de veículos de carga irregulares, segundo denúncia do Ministério Público Federal (MPF). O agente chegou a receber R$ 80 mil na conta bancária da esposa, também acusada de participação nas atividades criminosas, além de usar uma instituição bancária no nome da filha menor de idade.
Documentos obtidos pelo Diário do Nordeste mostram que o esquema fraudulento ocorreu ao longo do ano de 2023, e gerou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) dentro da corporação em 2024. O Ministério Público Federal (MPF) entrou no caso no ano seguinte, e fez a denúncia em setembro de 2025.
A denúncia foi recebida pela Justiça Federal, e o caso será julgado na 11ª Vara Federal do Ceará. No dia 2 de fevereiro deste ano, as defesas enviaram as primeiras respostas às acusações.
Na maioria dos casos, eram liberados indevidamente veículos com o tacógrafo (instrumento que indica e registra a velocidade e a distância percorrida por um veículo) irregular. As liberações coincidiam com dias em que o policial ou sua família recebiam quantias suspeitas no banco.
O caso que gerou a investigação e o procedimento administrativo na corporação ocorreu em 12 de julho de 2023, quando, mesmo de folga, José Eretides foi ao posto da PRF em Caucaia e inseriu dados falsos no sistema. Ele usou o login de um colega da PRF.
(*) Diário do Nordeste






