Em nota enviada à reportagem, a corporação informou que a prisão resultou de um trabalho de investigação e inteligência realizado por equipes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), vinculada ao Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), e do Departamento de Inteligência (DIP).
"Contra ele, foi cumprido um mandado de prisão expedido pelo Supremo Tribunal Federal [STF] pelos crimes de integrar organização criminosa e lavagem de dinheiro. Após os procedimentos cabíveis, ele foi colocado à disposição da Justiça", acrescentou o comunicado.
Iago era considerado foragido da Justiça, assim como 'Bebeto', cujo paradeiro segue desconhecido. O mandado de prisão contra o empresário dos ramos de ótica e transportes estava aberto desde novembro do ano passado e tinha validade de um ano, conforme o Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP).
O preso foi um dos alvos da Operação Underlayer, deflagrada pela PF em outubro de 2025. À época, a Polícia tentou capturá-lo em sua residência, em um condomínio de luxo no Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), mas não o encontrou no local.
Foram alvos da mesma operação um cunhado do empresário e esposa de 'Bebeto do Choró', Maria Aurilene Martins Pinheiro.
A Operação Underlayer foi um desdobramento da Operação Underhand e apurou o descumprimento de medidas judiciais de bloqueio de contas bancárias por parte de investigados ligados a um esquema de desvio de recursos públicos federais. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Fortaleza, no Eusébio e em Canindé.
Empresário era dono de empresas beneficiadas em licitações públicas
Iago Nascimento é um dos donos de uma rede de óticas com lojas em Canindé, Aratuba, Campos Belos, Paramoti e Salitre. No entanto, o nome do empresário não figura como um dos sócios formais da empresa.
Ele aparece como sócio-administrador da SFC Serviços, que atua com transporte escolar, e que teria sido beneficiada em diversas licitações públicas no Interior do Estado, além de receber repasses de emendas parlamentares obtidas por 'Bebeto'.
Além disso, o Diário do Nordeste apurou que a rede de óticas do empresário também firmou contrato com uma prefeitura cearense para fornecer óculos para a população, mas a licitação foi suspensa judicialmente por suspeita de ser utilizada como compra de votos.
(*) Diário do Nordeste