ESPERA EXTRADIÇÃO PARA SEU PAÍS DE ORIGEM
Um chef italiano condenado por falência fraudulenta agravada foi preso pela Polícia Federal em Fortaleza, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou a prisão preventiva para fins de extradição. O mandado foi expedido pelo ministro Flávio Dino.
Identificado como Fabio Mattiuzzo, o estrangeiro era procurado internacionalmente e constava na lista de Difusão Vermelha da Interpol desde junho de 2025. Ele foi localizado e detido na capital cearense, onde permanecerá à disposição do STF enquanto aguarda o processo de extradição para a Itália.
De acordo com a decisão judicial, Mattiuzzo foi condenado em dois processos distintos por desviar recursos e bens de empresas das quais era gestor. Em um dos casos, entre 2009 e 2010, ele teria desviado cerca de 96 mil euros da empresa Armani S.r.l. para uso pessoal, além de ocultar e destruir documentos contábeis. A companhia acabou entrando em falência em 2011.
Em outro processo, entre 2010 e 2011, o italiano é acusado de desviar bens da empresa S.A.P. S.r.l., incluindo mobiliário, ativos e um caminhão, também para fins pessoais. Assim como no primeiro caso, houve destruição de registros contábeis, e a empresa sofreu prejuízos que levaram à falência.
As condenações somam 5 anos e 6 meses de prisão, com decisões definitivas transitadas em julgado entre 2022. Segundo o STF, os crimes não prescreveram nem pela legislação italiana nem pela brasileira.
A Justiça brasileira entendeu que os atos atribuídos ao investigado correspondem, em tese, aos crimes de apropriação indébita e fraude contra credores. A prisão preventiva foi considerada necessária para evitar fuga e garantir a efetividade do processo de extradição.
Após a detenção, o caso será encaminhado ao Ministério da Justiça, responsável por comunicar formalmente o governo italiano, que deverá oficializar o pedido de extradição.
(Foto: Reprodução / @fabioma.79)







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