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Rejeição a Bolsonaro e ao governo ainda é recorde, mas taxas param de aumentar

J.M.BOLSONARO
REJEIÇÃO
O presidente Jair Bolsonaro e a sua gestão frente ao Palácio do Planalto seguem em seu momento de maior rejeição, segundo pesquisa PoderData realizada nesta semana (19-21.jul.2021). As taxas ficaram estáveis em relação às do levantamento anterior, feito 15 dias antes, com variações dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais.

Na pesquisa divulgada nesta 4ª feira (21.jul.2021), 56% avaliam o presidente como ruim ou péssimo, uma oscilação de 1 ponto para cima em relação a duas semanas antes. Para 26%, o desempenho de Bolsonaro é bom ou ótimo; 15% o avaliam como regular.
O PoderData faz duas perguntas aos entrevistados: uma sobre a avaliação do desempenho pessoal do presidente e outra sobre seu governo. Nessa última, são dadas 3 opções: aprova, desaprova ou não sabe.

Os resultados mostram que a gestão bolsonarista é aprovada por 32% e reprovada por 62%. Outros 6% não sabem como responder. Essas taxas também variaram na margem de erro.


O PoderData vai a campo a cada 15 dias desde abril de 2020 para medir a percepção da população sobre o desempenho pessoal do presidente da República e a avaliação do governo. A frequência das pesquisas permite a captação tanto de variações repentinas na opinião pública quanto de tendências mais longas:
no curto prazo – o “salto” de rejeição verificado 15 dias antes dá sinal de que pode ter se esgotado ou, ao menos, desacelerado. A reprovação segue em nível recorde, mas o patamar se manteve nestas duas últimas semanas;
no médio prazo – Bolsonaro segue no quadro de alta rejeição registrado desde março, quando o país atravessava a 2ª onda de covid-19, a mais devastadora.

DataFolha: Maioria dos brasileiros são contra militares em eventos políticos


Pesquisa Datafolha, publicada na noite do último domingo (11) pelo jornal Folha de S.Paulo, aponta que 62% dos brasileiros adultos são contrários à participação de militares em manifestações políticas . A polêmica sobre o tema surgiu desde a participação do general Eduardo Pazuello , ex-ministro da Saúde, numa ato a favor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), no Rio.

Segundo ainda a pesquisa, 39% dos entrevistados aceitam a presença de militares nesse tipo de evento, enquanto 4% não souberam opinar. O Estatuto dos Militares e o regulamento do Exército não permitem militares da ativa em qualquer tipo de manifestação política. Apesar da proibição, Pazuello não foi punido, e o Exército ainda impôs 100 anos de sigilo para o processo admiistrativo que absolveu o ex-ministro .


Os jovens (46%) e aqueles que ganham entre 5 e 10 salários mínimos (41%) são os que mais apoiam representantes das Forças Armadas em ações políticas.


Sobre militares da ativa ocupando cargos no governo – dos 23 ministros, por exemplo, sete são militares – a maioria das pessoas ouvidas pelo Datafolha é contra: 58% acreditam que não deveriam estar no governo (eram 52% em maio de 2020 e 54% em maio deste ano); 38% concordam (eram 43% em maio de 2020 e 41% em maio deste ano); e 4% não sabem opinar (eram 5% em maio de 2020 e 5% em maio deste ano).

Atualmente, uma proposta de emenda constitucional está em análise na Câmara dos Deputados e, se aprovada, pode vir a proibir que militares da ativa atuem em funções da administração pública.

A pesquisa ouviu 2.074 pessoas com mais de 16 anos nos dias 7 e 8 de julho. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.
(*) Com informações IG

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