Forças de Segurança do Estado e da Prefeitura de Fortaleza fizeram uma megaoperação policial nesta quarta-feira, 21, mirando grupos criminosos que teriam ameaçado moradores do Residencial Cidade Jardim, no bairro José Walter. A ação ocorreu no âmbito da segunda fase da Operação Domus, coordenada pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS). Durante a ofensiva, os agentes realizaram mais de 600 abordagens e apreenderam 37 pinos e cinco papelotes de cocaína, 15 munições calibre 38 e uma quantia em cédulas não divulgada. Pelo menos oito pessoas foram presas em flagrante por furto de energia elétrica.
O cerco policial contou com a participação de 310 agentes vinculados à Coordenadoria Integrada de Planejamento Operacional (Copol) da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), Polícia Militar, Polícia Civil, Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis), Guarda Municipal de Fortaleza (GMF), Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) e Corpo de Bombeiros. Uma aeronave da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer) auxiliou os trabalhos das equipes. Funcionários da Enel, concessionária de energia elétrica no Ceará, e do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) também colaboraram com a Operação. Durante a ação, ao menos 24 veículos foram removidos por irregularidades.
De acordo com a SSPDS, dados do setor de inteligência da pasta indicam que a incidência de criminalidade no residencial vem aumentando nos últimos meses. A suspeita é que foragidos da Justiça estejam utilizando a localidade como esconderijo e, em alguns casos, expulsando os moradores de suas residências.
Segundo um morador ouvido pelo O POVO sob a condição de anonimato, os policiais visitaram quase todas as casas do residencial durante a operação. “Eles chegaram cedo, umas 7 horas, foram logo entrando nos apartamentos para saber se os moradores são os verdadeiros proprietários. Teve gente que ficou com medo”, disse.
Um outro morador, que trabalha como vendedor de lanches no local, afirmou que a operação também chegou a interditar estabelecimentos comerciais que funcionavam de forma irregular. “A fiscalização tá derrubando todos esses pontos pequenos de vendas. Eu trabalho certo, não faço nada de errado, mas tenho medo que o mesmo aconteça comigo, porque trabalho com trailer, na rua”, relatou o comerciante, que também pediu sigilo da identidade.







