O trabalho do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce), da rede pública do Governo do Ceará, foi destaque durante o encontro anual da Associação Americana de Bancos de Sangue (AABB, em Boston (EUA). O destaque foi feito por causa do pioneirismo do hemocentro cearense. A diretora da divisão de imunohematologia do laboratório Bio-Rad, Ann Madden, relatou durante o Congresso o caso do envio de sangue raro do Ceará para a Colômbia e ressaltou aos participantes que a agilidade no envio do material foi fundamental para garantir a saúde da criança colombiana.
“Para assegurar que o sangue chegaria o mais rápido possível, o Hemoce disponibilizou um profissional que acompanhou todo o processo até a chegada da bolsa de sangue, vejo que foi um esforço colaborativo envolvendo várias partes e hoje felizmente nós podemos dizer que a criança está bem. Essa história serve de exemplo para todos nós”, disse. O evento é realizado por uma associação internacional, sem fins lucrativos, que representa indivíduos e instituições envolvidas nos campos da medicina transfusional e terapias celulares.
Segundo a Organização Panamericana de Saúde (Opas), o Ceará foi o primeiro estado brasileiro a realizar o envio internacional de sangue raro para doação. Além disso, foi também a primeira vez que a Colômbia recebeu o sangue doado por outro país. Em julho de 2017, o Hemoce enviou cerca de 350 ml de sangue para ajudar a salvar a vida de uma criança de um ano e dois meses na Colômbia que precisava receber transfusão de um tipo raríssimo, o fenótipo Bombay. Na Colômbia não havia sido localizado nenhum doador compatível com a paciente. Além da bolsa de sangue para a Colômbia, o Hemoce já enviou hemocomponentes raros para três estados brasileiros e o Distrito Federal. O caso mais recente foi em julho deste ano para o Hemocentro do Piauí.







Nenhum comentário: