O Ceará registrou 200 mortes durante intervenções policiais no ano passado. O número é o maior do estado em seis anos, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (1º) pela Rede de Observatórios da Segurança, na pesquisa "Pele Alvo", que analisa a letalidade policial a partir do recorte de raça e cor das vítimas.
O Ceará ocupa o 5º lugar com mais letalidade, dentre os nove estados pesquisados, atrás da Bahia (1.570); São Paulo (834); Rio de Janeiro (800); e Pará (632). Deslize para o lado e veja a lista completa.
Dos 200 mortos por intervenção policial no Ceará, 57,5% não informam a cor ou a raça das vítimas, segundo o levantamento, maior percentual entre os estados analisados.
O Maranhão aparece em segundo lugar, com 54,9% dos casos sem essa informação, seguido pelo Amazonas, com 41,9%. Em São Paulo, o índice é de 7,4%. Já em Pernambuco e no Piauí, todos os registros analisados continham a identificação de cor ou raça das vítimas.
Entre as vítimas, mais da metade (54,5%) não havia concluído o Ensino Fundamental, e a maioria (76%) era composta por jovens de até 29 anos.
Os dados foram analisados pelo Laboratório de Estudos da Violência (LEV), da Universidade Federal do Ceará (UFC), e obtidos junto à Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), por meio da Lei de Acesso à Informação.
Os pesquisadores adotaram o critério do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que considera a população negra como a soma das pessoas pretas e pardas.







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