3 CIDADES DO CE ENTRE AS 10 MAIS VIOLENTAS
Pelo 2° ano consecutivo, Maranguape aparece como a cidade mais violenta do Brasil no ranking do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, divulgado nessa quinta-feira (23). O levantamento leva em conta os dados de 2025.
Além de Maranguape, outras duas cidades cearenses aparecem no top 10: Maracanaú, em 3º lugar, e Caucaia, em 7º lugar.
Em 2025, Maranguape registrou 106 homicídios, conforme dados da Secretaria de Segurança Pública do Ceará (SSPDS), além de três mortes por intervenção policial. Como a população local é de 108 mil pessoas, a taxa de homicídios fica de 100,3 mortes a cada 100 mil habitantes. O município foi o único do país com a taxa acima de 100.
Maranguape é o município com a menor população entre os 10 primeiros do ranking. O tamanho populacional em relação ao número de homicídios é o que faz a cidade ter a maior taxa do país.
CONFIRA O RANKING:
- Maranguape - CE (taxa de 100,3)
- Eunápolis - BA (85,1)
- Maracanaú - CE (80,7)
- Porto Seguro - BA (71,2)
- Simões Filho - BA (68,1)
- Jequié - BA (67,5)
- Caucaia - CE (66,6)
- Cabo de Santo Agostinho - PE (65,1)
- Santa Rita - PB (60,9)
- Juazeiro - BA (55,8)
No Anuário de Segurança Pública de 2024, feito com dados de 2023, Maranguape entrou pela primeira vez no ranking, ficando em 8º lugar, com 77 homicídios (taxa de 74,2 mortes por 100 mil habitantes). Em 2025, passou a ser o 1º.
Em nota, a SSPDS destaca que os dados são referentes a 2025 e que 2026 já registrou redução da violência nas cidades cearenses que constam no documento.
Segundo o órgão, a diminuição de mortes violentas em Maranguape foi de 97,4% no primeiro semestre de 2026, com um assassinato registrado. Entre janeiro e junho do ano passado, o número era 39. Já em Maracanaú, a redução de janeiro a junho de 2026 foi de 90,9%. Em Caucaia, a redução no mesmo período foi de 56,8%.
O Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que organiza o levantamento, considera como mortes violentas intencionais (MVI - homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes ocasionadas por policiais).
(📸Arquivo/Jangadeiro)







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