Kukukaya realiza último show com casa lotada e clima de nostalgia; veja como foi Criada na Avenida 13 de Maio, a casa de forró se tornou um dos principais pontos de encontro de turistas e cearenses.


O KUKUKAYA SEMPRE SERÁ LEMBRADO POR NÓS ACOPIARENSES. ERA PONTO DE ENCONTRO DO PESSOAL DE ACOPIARA. REGISTREI POR MUITOS ANOS A FESTA DA AMIGA EDITADAS PR TAÉCIO, ZÉ CARLOS, ROSIELBA, JUSCELINO, ENTRE OUTRO. ZÉ CARLOS DEPOIS DO FIM DA AMIGA, NOS EMBALAVA NESSES ENCONTROS NO CLUB. ERA IMPERDÍVEL. SÓ TEMOS QUE AGRADECER A TODA DIREÇÃO DO CLUB POR ESSES MOMENTOS DE CONFRATERNIZAÇÃO. UMA PENA TER ACABADO.










Fila gigante na portaria, mesinhas altas ocupadas por grupos de amigos, bebidas e tira-gostos com garçons e o forró “comendo solto” na voz da cantora Nildinha, entre muitos “alôs” para o público. Esse foi o cenário do último show do Kukukaya, na noite de ontem, sábado (8), em Fortaleza.

A casa encerrou as atividades após três décadas de história com lotação máxima — cerca de 1,5 mil pessoas. Mesmo concorrendo com grandes eventos realizados na Capital cearense na mesma noite, como o Dominguinho e o Samba Brasil, o espaço ficou lotado. Pessoas de diferentes idades escolheram o Kukukaya para se despedir de um dos endereços mais tradicionais do forró em Fortaleza.

O ambiente ajudou a reforçar o sentimento de nostalgia. O espaço apertado entre as mesas, com pessoas conversando, bebendo e dançando, remeteu às décadas de 1990 e 2000, período em que o forró ocupava um espaço de destaque na programação cultural e na vida noturna da cidade.

No palco, Nildinha também falou sobre a despedida. Em meio ao repertório formado principalmente por sucessos do forró dos anos 1990, a cantora comentou sobre a saudade que a casa deixará e lembrou do pai, o saudoso empresário Chico Bill, que teve ligação com a história do forró.

A artista ainda afirmou que o Kukukaya “vai deixar saudades”, enquanto conduzia o público por músicas que marcaram diferentes gerações de forrozeiros. A festa ainda contou apresentações do trio Lamparinos e da banda Lagosta Bronzeada.
COMO NASCEU O KUKUKAYA?
A história do Kukukaya começou antes mesmo de o espaço ocupar o endereço onde funcionou até este sábado. Segundo Gustavo Moura, um dos proprietários da casa, o estabelecimento surgiu na Avenida 13 de Maio e, com o crescimento do público, precisou buscar um espaço maior.

O Kukukaya começou, na realidade, na 13 de Maio, ali numa bifurcação que tem, e depois veio para cá. O tamanho do sucesso foi tão grande que teve que procurar um espaço novo. E eles queriam, na época, os fundadores, trazer para dentro do bairro, não fugir da característica inicial da casa. Foi quando eles pegaram e refizeram o Kukukaya aqui, na Avenida Pontes Vieira, isso em 96Gustavo Moura
Empresário

Antes de receber o Kukukaya, o endereço era ocupado pelo Tauape Clube e permaneceu fechado por alguns anos. O espaço foi revitalizado para receber a nova fase da casa.

Gustavo Moura entrou na história do Kukukaya em 2005, inicialmente como parceiro de eventos. Ele atuava na contratação de artistas e na divulgação dos shows em rádio e televisão. Em 2012, adquiriu uma participação na empresa e, posteriormente, passou a deter o restante do negócio.

Ao longo dessas três décadas, o palco recebeu nomes de diferentes gerações da música brasileira e nordestina. Gustavo cita apresentações de Dominguinhos, Elba Ramalho e Fagner, além de artistas que se tornaram associados à história do espaço.


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