Funcionários da Fazenda Furnas, propriedade da família do governador Elmano de Freitas (PT), relatam condições precárias de trabalho e falta de direitos trabalhistas, mesmo após décadas de atuação na região.
“Neto e filho de agricultor”. É assim que o governador Elmano de Freitas, do Partido dos Trabalhadores, se apresenta ao eleitorado cearense para disputar o segundo mandato à frente do Palácio da Abolição. A propriedade da família, no entanto, revela uma dimensão que vai muito além da imagem sugerida pela expressão. Em visita às terras, O Otimista encontrou um latifúndio de 1.812 hectares, avaliado em cerca de R$ 25 milhões por um corretor de imóveis que preferiu não se identificar.
25 MILHÕES EM PATRIMÔNIO, OCUTOS DA JUSTIÇA ELEITORAL.
A dimensão da propriedade fica mais evidente quando comparada a referências conhecidas. Com mais de 1.800 hectares, a área é maior que a soma de 32 bairros de Fortaleza, incluindo Montese, Maraponga, Centro, Varjota, Jacarecanga, Dionísio Torres e Bela Vista. O território também supera o de quatro municípios brasileiros, entre eles São Caetano do Sul, que tem população de 162 mil habitantes.
Na rotina das famílias, outras limitações fazem parte do cotidiano. As casas têm energia elétrica, mas não dispõem de água encanada. Para abastecer as residências, os moradores precisam retirar água “da cacimba” para consumo e outros usos, incluindo higiene pessoal. Boa parte das residências é de taipa e, em alguns casos, foi levantada pelos próprios moradores na terra de seus respectivos patrões







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