O adolescente de 16 anos suspeito de ser o autor do atentado contra duas escolas do município de Aracruz (ES), que matou três pessoas e feriu outras 13, teria planejado a ação por pelo menos dois anos, indica a Polícia Civil do Espírito Santo.
Os profissionais Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Primo Bitti, a primeira unidade de ensino atacada e onde o infrator estudava até alguns meses atrás, vinham recebendo ameaças de morte, informou a corporação em coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (25).
Segundo a polícia, após o crime, o adolescente se escondeu na casa dos pais, onde confessou o atentado. O pai dele, um tenente da Polícia Militar, acionou a polícia e informou sobre a localização do filho. A arma utilizada no crime pertencia ao pai do adolescente e o veículo usado na ação foi encontrado na garagem da família.
“Ele contou que há dois anos estava planejando esse ataque. Hoje ele acordou e resolveu executar. Ele pegou o carro do pai, cobriu as placas, cometeu o ato e depois voltou pra casa. Ele se abrigou numa segunda casa que a família tinha”, explicou o chefe da Polícia Civil, José Darcy Arruda. As informações são do portal UOL.
De acordo com o delegado, o rapaz portava duas armas de fogo, um revólver calibre 38 e uma pistola ponto 40 que pertencia ao pai dele.
A Polícia acredita que o adolescente não tinha um alvo definido e apontou que vai investigar como ele se relacionava na internet.
O adolescente foi afastado da unidade de ensino no primeiro semestre deste ano por “não se adaptar à rotina da escola”, informou a polícia. As autoridades acreditam que ele seja o autor de ameaças contra uma diretora e um professor da instituição. A motivação das ameaças não foi esclarecida.
3 mortos e 13 feridos
O adolescente apontado como autor do atentado contra duas escolas foi apreendido na tarde desta sexta-feira (25).
Em coletiva de imprensa, o secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, coronel Márcio Celante, afirmou que o suspeito entrou primeiramente na Escola Estadual Primo Bitti, quebrando o cadeado e invadindo a sala de professores. Lá, ele atirou em 11 pessoas: duas delas morreram no local.






