A crise começou quando o Banco Central do Paraguai identificou que o Ueno Bank não cumpria os índices mínimos de capital exigidos pela legislação. Por conta disso, a autoridade monetária determinou a intervenção na instituição, deixando temporariamente os clientes sem acesso aos recursos depositados.
Enquanto isso, o problema financeiro ainda ganhou dimensão política devido às ligações entre o banco e integrantes do governo.
Peña foi acionista da Ueno Holding, grupo relacionado à instituição, até março de 2025. Outro nome que entrou no centro dos questionamentos foi Carlos Carvallo, que presidiu o Ueno Bank antes de assumir o comando do Banco Central paraguaio, em 2023.
No documento em que a oposição solicita a abertura de um processo de impeachment do presidente, que foi apresentado à Câmara dos Deputados, há a citação do "mau desempenho das funções" de Peña no exercício do cargo.
Entre as acusações, o mesmo documento cita "conflito de interesses", além de questionamentos sobre o aumento patrimonial do político.
Integrantes da direção do Banco Central também deixaram os cargos em meio à repercussão, enquanto o governo anunciou medidas para garantir a devolução dos depósitos aos clientes, por meio do Fundo de Garantia de Depósitos.
A norma do governo paraguaio estabelece que os pagamentos sejam realizados nos próximos cinco dias.
📲 Confira mais informações no site do Diário do Nordeste. (Foto: DANIEL DUARTE / AFP).







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