
A cotação comercial do dólar teve forte alta de 1,887% nesta quarta-feira (22), e fechou a R$ 5,4094, novo recorde nominal (sem contar a inflação). Na máxima do dia, a moeda foi a R$ 5,4160. O turismo está a R$ 5,65 na venda. No ano, a divisa acumula valorização de 35%, ficando R$ 1,40 mais cara.
Em termos reais (corrigidos pela inflação), o dólar ainda está longe de sua máxima de 2002. Se for considerado apenas o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), calculado pelo IBGE, o pico de R$ 4 naquele ano, equivale a cerca de R$ 10,80 hoje. Caso também seja levada em conta a inflação americana, o valor corrigido seria cerca de R$ 7,50.
Segundo analistas, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, deixou claro ao mercado, em videoconferências na segunda (20), de que a instituição deve fazer novos cortes na Selic e que, mesmo com os juros baixos, a política monetária ainda pode estimular a economia.
Para Fabrizio Velloni, chefe da mesa de câmbio e sócio da Frente Corretora, novas reduções não devem surtir efeito. "O corte na Selic não reflete na economia real porque não está sendo repassado. Os bancos estão subindo juros. Cortes de juros funcionam apenas em países com sistemas financeiros mais desenvolvidos, que têm concorrência bancária."







