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Senadora Mara Gabrilli será vice na chapa de Simone Tebet nas eleições 2022



A candidata do MDB à Presidência da República, Simone Tebet, anunciou hoje (2) o nome da senadora Mara Gabrilli (PSDB) como vice de sua chapa para as eleições de 2022. O anúncio foi feito no Diretório Estadual do PSDB em São Paulo, em cerimônia transmitida pelo Twitter da candidata emedebista.

O lançamento da candidatura foi feito após reunião de Simone Tebet e Mara Gabrilli com os presidentes dos três partidos da aliança política – Baleia Rossi (MDB), Bruno Araújo (PSDB), Roberto Freire (Cidadania) – e o senador Tasso Jereissati (PSDB), que era um dos contados para chapa.

Durante o discurso, Simone Tebet disse que Mara Gabrilli “não será uma vice coadjuvante” e, ao prometer “um governo afetivo”, acrescentou que a tucana terá papel relevante para se atingir esse objetivo. Também em discurso, Gabrilli disse que atuará “pela justiça social e para que todos tenham oportunidades”, inclusive pessoas com deficiência, e que se dedicará à “luta contra a fome e contra o racismo”. “Uma cidade, um estado, um país que é bom para uma pessoa com deficiência, é maravilhoso para toda a população. Isso se estende para a educação: um professor que é preparado para ensinar um aluno autista é muito mais preparado para ensinar qualquer aluno”, afirmou.

A confirmação de Tebet como candidata pelo MDB foi no dia 27 de julho, quando ainda não havia sido definido o nome de quem seria vice na chapa. A chapa é apoiada pela federação partidária PSDB-Cidadania.
Perfil

Simone Tebet tem 52 anos. Nascida em Três Lagoas (MS), ela é formada em direito e começou sua carreira política em 2003 como deputada estadual. De 2005 a 2010, foi prefeita de sua cidade natal por dois mandatos. Deixou o cargo para ser vice-governadora de Mato Grosso do Sul. Ela é filha do ex-presidente do Senado Ramez Tebet, falecido em 2006. De 2013 a 2014, foi secretária de Governo até que, em 2015, foi empossada como senadora. Tebet ganhou projeção nacional especialmente depois da forte atuação na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia do Senado, no ano passado.

Senadora pelo PSDB de São Paulo, Mara Gabrilli, 53, é publicitária e psicóloga. Foi vereadora da capital paulista de 2007 e 2010, após ter sido secretária municipal da Pessoa com Deficiência, de 2005 e 2007. Foi deputada federal de 2011 e 2015, sendo eleita novamente em 2015 para mandato até 2019. Em 1994, Mara Gabrilli sofreu um acidente de carro que a deixou tetraplégica. Foram cinco meses meses de internação.

Fonte: Agência Brasil

Ciro Gomes recebe primeiro e maior apoio para disputa presidencial entre os pré-candidatos




O pré-candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, desembarcou na cidade do Rio de Janeiro e foi recebido como superstar pelo prefeito carioca, Eduardo Paes, o mais bem avaliado líder político do Estado fluminense. É um apoio de peso eleitoral significativo. O Rio de Janeiro tem cerca de 16,4 milhões de habitantes e 12,4 milhões de eleitores.

Ciro foi uma voz forte na campanha que elegeu Eduardo Paes para um terceiro mandato na capital. Paes conseguiu sair limpo do lamaçal que sujou a política carioca, quando a justiça federal interveio para mandar cinco ex-governadores para a prisão. Além do governador eleito para passar o rodo de moralização, que foi pego na mesma sujeira, perdendo o mandato e o emprego de juiz perseguidor de corruptos. Ao estilo Sérgio Moro que, também, está sendo investigado.

O impulsionamento na campanha de Ciro terá impacto lógico. Eduardo Paes está entre os mais bem avaliados prefeitos do Brasil. Faz uma gestão impecável, longe do “bolsonarismo corrupto”, como afirma Ciro, nas suas estocadas contra o governo. Na sua estratégia de ampliar o eleitorado, sobrou até para o pré-candidato ao governo do Rio pelo PSOL. “O Marcelo Freixo tem algo a dizer sobre o apoio de Lula a Sérgio Cabral? Eu tenho”, disparou. A estocada tem alvo certo. A esquerda e a centro-esquerda, que acreditam na renovação. Ciro se apresenta como a nova liderança capaz de tocar o país e tirar a Nação da miséria e do desemprego.

Ele faz o tipo contrário às alianças incoerentes. O PSOL exerce dura oposição ao bolsonarismo. Antes, fazia críticas ao governo Sérgio Cabral, o qual o PT apoiava nos palanques e na gestão. Ciro vê na atitude de Freixo, em se aliar a Lula, puro fisiologismo.

Com Sérgio Moro encurralado pelo TCU, onde o procurador cearense, Lucas Furtado, investiga sua fortuna, Ciro esqueceu o ex-juiz da Lava Jato, que congelou nas pesquisas e começa a ter sua candidatura derretida, como sorvete ao meio-dia no sol de Sobral.

O candidato do PDT está com sua mira apontada para Lula e Bolsonaro. Ciro, para chegar ao segundo turno, precisa reduzir a popularidade de um dos dois alvos e passar a sonhar com a cadeira presidencial.

(*) RB
www.carlosdehon.com

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