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40 presos são achados mortos dentro de cadeias do Amazonas; total chega a 55



Quarenta presos foram encontrados mortos dentro de cadeias em Manaus nesta segunda-feira (27), informou a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap). Inicialmente, o governo do Amazonas havia dito que eram 42 mortos.
Na véspera, uma briga entre presos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) já tinha deixado 15 presidiários mortos.
A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) informou que todas as mortes desta segunda tinham indício de asfixia. Elas ocorreram nas seguintes unidades:
Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat) – 25 mortos;
Unidade Prisional do Puraquequara (UPP) – 6 mortos;
Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM 1) – 5 mortos;
Compaj – 4 mortos.
De acordo com a Seap, "neste momento, a situação está controlada e os presos estão na tranca".
Também nesta segunda, o Ministério da Justiça informou que vai enviar ao Amazonas integrantes da Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária. De acordo com o governo federal, a força-tarefa atua quando há crise no sistema penitenciário – o objetivo é "controlar distúrbios e resolver outros problemas".
No caso do Compaj, integrantes da Força Nacional de Segurança Pública já atuam na área externa do presídio desde o massacre que deixou 56 mortos em janeiro de 2017. A força atua também na estrada onde ficam as cadeias.
Governo vai enviar equipe de intervenção penitenciária ao Amazonas

Após massacre na Cadeia de Cascavel, Secretaria da Justiça transfere os 80 presos


TRansferência 4

Um forte aparato de segurança foi montado para evitar fugas e resgates durante a transferência

Cerca de 80 presos que se encontravam em seis celas da Cadeia Pública da cidade de Cascavel, na Região Metropolitana de Fortaleza/RMF (a 53Km de Fortaleza), foram transferidos , nesta segunda-feira (17) para presídios e Casas de privação Provisória da Liberdade (as CPPLs). A remoção coletiva foi determinada pela Secretaria da Justiça e da Cidadania (Sejus) e ocorreu 48 horas após a unidade registrar a morte de três detentos durante uma briga entre membros de facções criminosas rivais.
Os presos foram distribuídos para a Penitenciária de Pacatuba, CPPLs do Complexo Penitenciário de Itaitinga, e outras unidades não reveladas. O objetivo da medida foi evitar novas situações de confronto entre detentos das facções rivais Comando Vermelho (CV) e Guardiões do Estado (GDE).
A briga entre os internos aconteceu na manhã de sábado (15) quando bandidos do Comando Vermelho (CV) que cumpriam pena ou aguardavam julgamento na Cadeia Pública decidiram matar os integrantes da GDE que haviam chegado ali recentemente. Desde a noite de sexta-feira (14) o clima já era de ameaças, conforme relatou um agente penitenciário nas redes sociais.
Mutilados

EM NOVO MASSACRE, 33 PRESOS SÃO MORTOS EM RORAIMA

Quatro dias após o massacre que vitimou 56 detentos no Compaj, em Manaus, o Brasil vê outra tragédia em presídio, envolvendo brigas de facções criminosas; Secretaria de Justiça e Cidadania de Roraima confirmou nesta sexta-feira (6) a morte de 33 presos na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, em Boa Vista; Governo do Estado afirma que houve uma briga entre facções; massacres em Manaus e Boa Vista se tornam mais um componente de crise para o governo Michel Temer; entidades, ONGs, organismos internacionais e até o papa Francisco criticam o Brasil devido à situação caótica nos presídios e cobram soluções das autoridades

Após ameaças do PCC nas redes sociais, nova matança é registrada em presídio. Desta vez, aconteceu em Roraima

Após ameaças do PCC nas redes sociais, nova matança é registrada em presídio. Desta vez, aconteceu em Roraima
No fim de semana passado, 60 presos do PCC foram assassinados em Manaus pela FDN
Depois da morte de 60 presos integrantes da facção criminosa PCC, em Manaus, no último fim de semana, e da postagem recente nas redes sociais de ameaças de retaliação ao massacre, na madrugada desta sexta-feira (6), 33 detentos foram executados em Roraima. Seria o começo da vingança do PCC ao grupo rival, Família do Norte (FDN).
A matança ocorreu durante a madrugada na Penitenciária Agrícola de Boa Vista (PAMC). A maioria das vítimas foi decapitada ou teve o coração arrancado. Os corpos foram jogados em um corredor que dá acesso às alas.
De acordo com informações do governo, os detentos quebraram os cadeados e invadiram a Ala 5, a cozinha e o cadeião, onde estavam os presos de menor periculosidade. Agentes penitenciários afirmam que não houve fugas.
Policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e agentes penitenciários do Grupo de Intervenção Tática (GIT) entraram na unidade pela manhã e, na sequência, equipes do Instituto Médico Legal (IML) iniciaram a remoção dos corpos. A penitenciária abriga cerca de 1,2 mil presos - o dobro da capacidade.
O secretário de Justiça e Cidadania de Roraima, Uziel de Castro Júnior, disse acreditar que os crimes tenham sido cometidos por membros do PCC. “Não existem facções de outras organizações criminosas no local (além do PCC)”, afirmou Castro Júnior. Ele também afirmou que o Estado tem um projeto para abrir mais de mil vagas neste ano no sistema prisional.
Carta de ameaça
Nas redes sociais, o PCC informou que a matança de seus 60 membros em Manauz será vingada e que a organização criminosa iria eliminar também de forma cruel os integrantes da facção Família do Norte, responsável pelo massacre em Manaus.
Veja a carta do PCC:
COMUNICADO DO COMANDO REGIONAL NORTE - PCC
"Diante dos fatos que aconteceram no dia 01/01/2017 em Manaus/Am o Alto Conselho do Primeiro Comando da Capital para região Norte vem a público mostrar a sua indignação e revolta diante da barbárie contra nossos 28 irmãos. Além disso aproveitar para expressar os sentimentos de pesar as Famílias de nossos irmãos.
Adiantamos que essa chacina jamais vai ser esquecida, os irmãos todos do Brasil inteiro e nossos parceiros em outros países estão se mobilizando para dar uma resposta à altura a essa facção auto denominado FDN, cujo reduto se concentra na Região Norte. Nossa Organização vai além de uma região, vai além do Brasil. Estamos em todos os lugares e no momento certo a resposta vai ser dada. Durante muito tempo tivemos uma convivência harmoniosa com nossos inimigos pois a nossa meta sempre foi lutar contra o Estado e não contra nossos irmãos mesmo que de outras Organizações fossem. Saibam que vcs declaram guerra não só ao PCC, mas a todos aqueles que lutam contra o Estado corrupto brasileiro. Estamos Fechado com a ADA, Bonde dos 40, até mesmo nosso rivais CVRL, CRBC, TCC, SS, CDL,TCP, PGC, SDC demonstraram apoio nesse momento.
Repetimos essa chacina foi uma declaração de guerra contra o Tráfico de Drogas de Todo o Brasil e de todas as Organizações e Facções parceiras. Um FACÇÃO sozinha não será capaz de destruir anos de Aliança de Irmãos. Essa Dita Facção FDN será dizimada da face da terra. Uma guerra silenciosa travada nos morros, nas periferias do Brasil, nas favelas do Nordeste e Norte ganharam as ruas.
Nossos 28 irmãos serão vingados, a mesma bandeira que desfraldaram com o sangue deles escrita FDN no dia 01/01 será queimada e terá cravada a cabeça de todos aqueles fizeram isso com o crime no Brasil.
Aos familiares dos nossos irmãos estamos prestando toda solidariedade e ajuda como sempre fizemos e comunicamos aos parceiros que toda ajuda financeira é bem vida nessa empreitada. Parte da indenização que nossos irmãos irão receber está sendo negociada com as famílias e com o alto comando, no entanto sabemos que não é suficiente. Contamos com a solidariedade e o apoio de todos os parceiros.
Paz, Justiça e Liberdade
PCC- Regional Norte.
A união vai prevalecer"
Com informações do Estadão

Guerra de facções deixa 33 mortos em presídio em Roraima

06 DE JANEIRO, SEXTA-FEIRA
Por Raisa Carvalho e Cyneida Correia
Logo após o massacre no complexo penitenciário Anísio Jobim do Amazonas, a capital de Roraima, Boa Vista, registra 33 mortos na Penitenciária Agrícola de Boa Vista (Pamc).
O número foi confirmado pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc) em nota, que informou que Agentes do Bope (Batalhão de Operações especiais da Polícia Militar) estão no local para conter a situação.
A maioria das vítimas foi decapitada, teve o coração arrancado ou foi desmembrada. Os corpos foram jogados em um corredor que dá acesso as alas.
Todos os mortos seriam integrantes da facção Primeiro Comando da Capital, que domina cerca de 90% do presídio em Roraima.
Os detentos quebraram os cadeados e invadiram a Ala 5, cozinha e cadeião onde ficavam os presos de menor periculosidade.
.De acordo com informações de agentes penitenciários, não houve fugas.
Policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e agentes penitenciários do Grupo de Intervenção Tática (GIT) entraram na unidade, que hoje abriga 1.200 presos, o dobro da capacidade.
Na manhã desta sexta-feira, 05, equipes do Instituto Médico Legal (IML) foram à penitenciária para fazer a remoção dos corpos.
Esse é o terceiro maior massacre em presídios, em número de mortes, na história do Brasil, atrás apenas do ocorrido no Carandiru, em São Paulo, em 1992, quando 111 presos foram mortos e de Manaus onde foram mortos 60 presos esta semana.
Este também é o segundo caso registrado em Roraima onde a briga de facções deixa mortos. Em outubro de 2016, 10 presos foram mortos na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (Pamc).

Temer convoca reunião para tratar sobre Massacre de Manaus

05 DE JANEIRO, QUINTA-FEIRA
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O presidente Michel Temer convocou reunião do núcleo institucional do governo para hoje para tratar da crise do sistema prisional do País e em especial do massacre ocorrido no último domingo, 1º, no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manas. De acordo com auxiliares palacianos, ainda não foi definido se a primeira parte do encontro será aberta à imprensa, ocasião em que o presidente poderá fazer um discurso aos presentes sobre o tema.
Nos últimos dias, a pressão para que o presidente fale pela primeira vez sobre o episódio tem crescido cada vez mais. A reunião contará com a participação de representantes da Casa Civil, dos ministérios da Justiça, Defesa, Relações Exteriores, Planejamento e Transparência, além de integrantes da Advocacia Geral da União (AGU), do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e da Polícia Federal.
A estratégia da cúpula do governo é ressaltar que o massacre ocorrido em Manaus não ocorreu em razão de uma possível omissão do governo federal. Seguindo essa orientação, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, escalado por Temer, deu declarações neste sentido na tarde de ontem, após visitar o Compaj.
De acordo com o ministro, o governo do Amazonas tinha a informação da possibilidade de fugas entre o Natal e o ano-novo nos presídios do Estado e não pediu auxílio ao governo federal.
“O ministro foi escalado porque houve entendimento de que a bola estava quicando e poderia cair sobre o colo do governo federal”, considerou um auxiliar palaciano. O ministro da Justiça também esteve reunido com Temer ontem, ocasião em que relatou a situação encontrada em Manaus.
Do encontro de hoje com o núcleo institucional não há, até o momento, nenhuma previsão de serem anunciadas novas medidas emergenciais. A expectativa, porém, é de que o Plano Nacional de Segurança seja lançado até o final do mês pelo presidente.
(Com Agências)

PF SABIA DE AMEAÇA DE MASSACRE EM MANAUS

O massacre dos presos no Amazonas poderia ter sido evitado; por meio de escutas telefônicas, a Polícia Federal sabia há mais de um ano da intenção da facção criminosa Família do Norte (FDN) de matar "todos os membros" do grupo paulista PCC em presídios de Manaus; as informações constam em um relatório da instituição; mesmo documento foi usado como base para a Operação La Muralla, em novembro de 2015, quando foram cumpridos 127 mandados de prisão; apesar do documento, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, responsável pela PF, admitiu apenas que o governo do Amazonas tinha conhecimento de um plano de fuga dos presos; enquanto isso, Michel Temer segue em silêncio sobre o assunto.

ONG internacional diz que Brasil precisa retomar controle do sistema prisiona

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A Organização Não Governamental (ONG) Human Rights Watch divulgou comunicado hoje (4) dizendo que o Brasil precisa retomar o controle do sistema prisional. “Nas últimas décadas, autoridades brasileiras gradativamente abdicaram de sua responsabilidade de manter a ordem e a segurança nos presídios”, disse a diretora do escritório da entidade em São Paulo, Maria Laura Canineu.
Para a Human Rights Watch, essa situação expõe os presos à violência e abre espaço para a atuação do crime organizado. “O fracasso absoluto do Estado nesse sentido viola os direitos dos presos e é um presente nas mãos das facções criminosas, que usam as prisões para recrutar seus integrantes”, acrescenta Maria Laura.
Rebeliões e massacres
Uma rebelião iniciada na noite do último domingo (1º) resultou na morte de pelo menos 60 internos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus (AM). O massacre foi resultado da disputa entre duas facções rivais (Família do Norte e Primeiro Comando da Capital) pelo comando do tráfico de drogas na região.
A ONG lembra que motins ocorridos nos estados de Rondônia, Roraima e Acre resultaram em 22 mortes em outubro de 2016. “De acordo com a legislação brasileira e com o direito internacional, o governo tem a obrigação de proteger da violência e de abusos as pessoas que estão sob custódia do Estado. No entanto, os presos no Brasil têm 3 vezes mais chances de serem vítimas de homicídios do que a população em geral”, ressalta a nota da organização.
Umas das principais causas dessa violência é, segundo a Human Rights, a superlotação das penitenciárias, associada à escassez de pessoal. “As prisões brasileiras abrigavam 622 mil pessoas em 2014, o último ano para qual há dados oficiais disponíveis, mas tinham capacidade para apenas 372 mil”, destaca a entidade.
Sobre a segurança, a ONG lembra que, em 2009, o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária determinou que as prisões deveriam ter ao menos um agente penitenciário para cada 5 internos.
“No Amazonas, a proporção era de apenas um agente para quase dez presos em 2014. Em algumas das prisões visitadas pela Human Rights Watch, agentes penitenciários apenas exerciam a vigilância no perímetro prisional e em algumas das áreas internas, mas não entravam nos pavilhões”, exemplifica.
Superlotação
A superlotação é consequência, na avaliação da Human Rights, de políticas equivocadas, como a manutenção de presos provisórios junto com condenados. “Em contravenção aos princípios internacionais de direitos humanos e à lei brasileira. O Brasil deveria combater a superpopulação carcerária agilizando o processo judicial de toda pessoa presa”, enfatiza a nota que também chama a atenção para a necessidade do uso de medidas alternativas à prisão, previstas na lei brasileira.
Encarar as drogas principalmente pelo lado policial e penal é outro dos fatores que, na visão da ONG, favorece o crescimento da população carcerária.
“A atual política de criminalização do uso, produção e distribuição de drogas potencializou o crescimento das organizações criminosas. Ela também encheu as prisões de pessoas detidas por posse de pequenas quantidades de drogas, deixando-as vulneráveis ao recrutamento pelas facções criminosas”.
(Agência Brasil)

Secretário destaca o ‘maior massacre do sistema prisional do Amazonas’

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O secretário de Segurança Pública do Amazonas, Sérgio Fontes, definiu nesta segunda-feira 2 a rebelião que deixou ao menos 60 mortos em um presídio de Manaus como "o maior massacre do sistema prisional do Amazonas"; ainda não há confirmação oficial do número de fugas, mas estima-se que sejam mais de 100; "Esse foi mais um capítulo da guerra silenciosa e impiedosa do narcotráfico", declarou Fontes

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