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Secretaria da Saúde negocia com MS para antecipar campanha de vacinação contra a gripe



O Ceará e outros estados brasileiros estão em negociação com o Ministério da Saúde para que as vacinas contra a gripe cheguem no primeiro trimestre de 2022. É o que explicou a secretária executiva de Vigilância e Regulação da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), Ricristhi Gonçalves, em entrevista ao O POVO nesta quarta-feira, 19.

"A campanha da vacinação contra influenza inicia geralmente em abril. Estamos tensionando o Ministério justamente para que nesse ano a campanha seja antecipada diante do aumento de casos", expõe Ricristhi. "A gente só pode dar início às campanhas quando temos as vacinas disponíveis, mas já estamos nos preparando em relação aos insumos", garante.

"Historicamente, a gente tem uma sazonalidade da doença que começa antes de abril. E neste fim de 2021, início de 2022 a sazonalidade se antecipou", explica. "Entendemos que existem as limitações dos laboratórios produtores, claro, mas a gente necessita que a distribuição seja o quanto antes."

O Estado enfrenta uma epidemia de síndromes gripais desde dezembro de 2021, quando foram registrados os primeiros casos de infecção pelo vírus influenza de subtipo H3N2. Com a chegada da quadra chuvosa, que tem início em fevereiro, os casos de síndrome gripal podem aumentar ainda mais.

Campanha de vacinação contra a gripe começa na segunda

Foto: Divulgação
O Ministério da Saúde e as secretarias estaduais e municipais de saúde começam na segunda-feira (12) a campanha de vacinação contra a gripe. Além de evitar complicações decorrentes da gripe causada pelo vírus, a vacinação ganha uma outra importância no momento.

Com diversos estados com leitos de unidades de terapia intensiva (UTI) lotados e filas de espera em função da pandemia do novo coronavírus, a iniciativa também é importante para evitar uma sobrecarga nos sistemas de saúde.

O público estimado pelo ministério é de 79,7 milhões de pessoas e o objetivo é vacinar pelo menos nove em cada dez pessoas dos grupos prioritários.

Os grupos serão organizados para vacinação em três etapas. Os dias de mobilização, chamados de dias D, serão definidos em cada município pela Secretaria de Saúde local.

Os grupos prioritários são:

- Crianças de 6 meses a menores de 6 anos;

- Gestantes;

- Puérperas;

- Povos indígenas;

- Trabalhadores de saúde;

- Pessoas com 60 anos ou mais;

- Professores;

- Portadores de doenças crônicas não transmissíveis;

- Pessoas com deficiência permanente;

- Forças de segurança, de salvamento e armadas;

- Caminhoneiros;

- Trabalhadores do transporte coletivo de passageiros;

- Funcionários trabalhando em prisões e unidades de internação;

- Adolescentes cumprindo medidas socioeducativas em unidades de internação;

- População privada de liberdade.

Covid-19

O Ministério da Saúde não recomenda que seja feita a aplicação das vacinas contra a covid-19 e contra a influenza conjuntamente. A pasta recomenda que as pessoas que estiverem nos grupos prioritários procurem se vacinar antes contra a covid-19. Especialistas recomendam pelo menos uma diferença de 14 dias entre uma e outra.

Edição: Fábio Massalli 



Iniciada segunda fase da vacinação contra gripe



A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe entrou em nova etapa em todo o país, ontem segunda-feira (22). A primeira fase, que teve início em 10 de abril, vacinou crianças, gestantes e puérperas. A partir da próxima segunda-feira (29), o Ministério da Saúde abrirá ao restante do público-alvo.
A partir desta segunda, também podem receber a vacina trabalhadores da saúde, povos indígenas, idosos, professores de escolas públicas e privadas, pessoas com comorbidades e outras condições clínicas especiais, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, funcionários do sistema prisional e pessoas privadas de liberdade.
De acordo com o ministério, 41,8 mil postos de vacinação estão à disposição da população. Além disso, 196,5 mil profissionais estão envolvidos, com a utilização de 21,5 mil veículos terrestres, marítimos e fluviais.
A doença
A influenza é uma doença sazonal, mais comum no inverno, que causa epidemias anuais, sendo que há anos com maior ou menor intensidade de circulação desse tipo de vírus e, consequentemente, maior ou menor número de casos e mortes.
No Brasil, devido a diferenças climáticas e geográficas, podem ocorrer diferentes intensidades de sazonalidade da influenza e em diferentes períodos nas unidades federadas. No caso específico do Amazonas, a circulação, de acordo com o ministério, segue o período sazonal da doença potencializado pelas chuvas e enchentes e consequente aglomeração de pessoas.
Até o fim de março, antes do lançamento da campanha, foram registrados 255 casos de influenza em todo o país, com 55 mortes. Até o momento, o subtipo predominante no país é influenza A H1N1, com 162 casos e 41 óbitos. O Amazonas foi o estado com mais casos registrados: 118 casos e 33 mortes. Por isso, a campanha foi antecipada no estado.
Com informações da Agência Brasil

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