Foto: Arquivo DN.
Um delegado da Polícia Civil do Ceará (PCCE) e outros policiais civis são investigados pela Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário do Ceará (CGD) por uma série de crimes que teriam sido cometidos em Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).
A CGD instaurou Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o delegado Paulo André Maia Cavalcante e os oficiais investigadores de Polícia Antônio da Silva Moraes, Ayslan Rielle Gonzaga Nunes e Ângelo Sampaio Pessoa, conforme portaria do Diário Oficial do Estado (DOE) da última quarta-feira (28).
O grupo virou alvo de investigação da CGD a partir de duas denúncias do Ministério Público do Ceará (MPCE), em processos criminais que tramitam sob sigilo de justiça.
O delegado Paulo André foi denunciado pelos crimes de usurpação de função pública (quando se exerce atividades próprias do serviço público sem autorização legal) e prevaricação.
O policial civil Antônio Moraes foi denunciado pelos crimes de violação de domicílio, tortura psicológica voltada para confissão, corrupção passiva, coação no curso do processo, prevaricação, usurpação de função pública e associação criminosa.
Ayslan Rielle foi acusado pelos crimes de violação de domicílio e associação criminosa. Enquanto Ângelo Pessoa foi denunciado pelos crimes de violação de domicílio, tortura psicológica voltada para confissão e associação criminosa, segundo a CGD.
O departamento jurídico da Associação dos Delegados de Polícia Civil do Ceará (Adepol-CE), representado pelos advogados Leandro Vasques, Seledon Dantas e Grabriellen Melo, afirmou que "o delegado Paulo André ainda não foi formalmente citado da instauração do processo administrativo disciplinar". (Leia a nota da defesa na íntegra abaixo)
Todos os esclarecimentos serão realizados no momento oportuno, em sua defesa, quando será demonstrada a completa licitude de sua conduta. A defesa do Delegado Paulo André esclarece que não houve qualquer usurpação de função pública ou prática de prevaricação."Advogados Leandro Vasques, Seledon Dantas e Grabriellen Melo
Em nota
A defesa dos policiais Antônio e Ayslan, representada pelo Advogado Kaio Castro Coordenador Jurídico do SINPOL/CE, reafirma que "a atuação dos agentes pautou-se estritamente pela legalidade, dedicação e ética profissional. Inexiste, nos autos, qualquer lastro probatório que sustente a alegação de irregularidade funcional. É imperativo destacar que o referido PAD é reflexo de uma investigação exitosa que resultou na identificação do autor de um crime de estupro seguido de morte".
(*) Diário do Nordeste







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