A Polícia Federal, em ação conjunta com a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Receita Federal, deflagrou nesta terça-feira (13/1) a nona fase da Operação Overclean, que investiga um esquema de desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares, além de crimes de corrupção, peculato, fraude em licitações e lavagem de dinheiro.
As diligências foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e cumprem mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e na Bahia. A decisão judicial também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 24 milhões em contas bancárias e ativos ligados a pessoas físicas e jurídicas investigadas, com o objetivo de interromper a movimentação financeira do grupo e resguardar valores para eventual ressarcimento aos cofres públicos.
De acordo com a Polícia Federal, esta nova etapa aprofunda investigações iniciadas em dezembro de 2024, quando a Operação Overclean foi lançada para desarticular uma organização criminosa estruturada para fraudar contratos administrativos, direcionar licitações e desviar verbas públicas, especialmente por meio de emendas parlamentares. Ao longo das fases anteriores, os investigadores identificaram o uso de empresas de fachada, contratos simulados e mecanismos sofisticados de ocultação da origem dos recursos.
A nona fase representa a continuidade do rastreamento financeiro e do mapeamento da atuação dos envolvidos, incluindo operadores do esquema, empresários e intermediários responsáveis pela circulação do dinheiro ilícito.
Ainda não há informações sobre mandados de prisão. A operação está em andamento.
(*) Correio Braziliense







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