Minhas poesias ( O desencontro)

O desencontro

Sei que as folhas caem no outono
Quem dera caísse em tua retina
E você me notasse 
Ah como seria bom

Fico bem perto de você
Sinto teu perfume invadir o mar
As ondas das tuas curvas 
A me incomodar
Mas, você permanece inerte
E não me sente

Não sei o que fazer!
Já fiz de tudo ao teu redor
Já cantei, fiz gestos criativos
Sem nenhuma criatividade
E você desdenhando dos meus sentimentos

O que fazer?
As linhas das veredas dos teus olhos sinuosos
Não procuram os meus olhos
E quando se confrontam 
O impacto é fatal
Quanta fatalidade!

Os dias ao teu lado 
É um vazio imenso
Sem diálogo, sem atrito
Sem entendimento...

Preciso que me olhe
Antes que morra em vão.
Preciso do teu corpo como um todo
E como todo
Preciso em vão...

A ladeira é obscura
A distancia, abissal 
Entre teu corpo e o meu 
Outros se ladeiam
Se desencontram...

Uma pena que não nos encontramos
Nem na vida, nem na morte
Foi um fracasso minha alma
Que não encontrou a sua
Mesmo assim, morri por você
Mas você, não viveu pra me ver.



 

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Minhas poesias ( O desencontro) BLOG DO CARLOS DEHON Rating: 5 domingo, 18 de janeiro de 2026

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