O desencontro
Sei que as folhas caem no outono
Quem dera caísse em tua retina
Quem dera caísse em tua retina
E você me notasse
Ah como seria bom
Fico bem perto de você
Sinto teu perfume invadir o mar
As ondas das tuas curvas
A me incomodar
Mas, você permanece inerte
E não me sente
Não sei o que fazer!
Já fiz de tudo ao teu redor
Já cantei, fiz gestos criativos
Sem nenhuma criatividade
E você desdenhando dos meus sentimentos
O que fazer?
As linhas das veredas dos teus olhos sinuosos
Não procuram os meus olhos
E quando se confrontam
O impacto é fatal
Quanta fatalidade!
Os dias ao teu lado
É um vazio imenso
Sem diálogo, sem atrito
Sem entendimento...
Preciso que me olhe
Antes que morra em vão.
Preciso do teu corpo como um todo
E como todo
Preciso em vão...
A ladeira é obscura
A distancia, abissal
Entre teu corpo e o meu
Outros se ladeiam
Se desencontram...
Uma pena que não nos encontramos
Nem na vida, nem na morte
Foi um fracasso minha alma
Que não encontrou a sua
Mesmo assim, morri por você
Mas você, não viveu pra me ver.







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