Foto: Rosinei Coutinho/STF
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), não pretende deixar a relatoria do inquérito que apura supostas irregularidades envolvendo o Banco Master. A informação vem sendo compartilhada pelo próprio magistrado em conversas reservadas, mesmo diante de críticas internas e externas à sua condução do caso.
A permanência de Toffoli no comando da investigação tem gerado desconforto no meio jurídico e dentro do próprio tribunal. Integrantes da Polícia Federal demonstram preocupação com decisões recentes do ministro, avaliando que elas podem fragilizar o andamento do inquérito e abrir espaço para reveses na apuração.
Segundo interlocutores, Toffoli sustenta que não há qualquer fundamento legal que justifique um eventual afastamento. O ministro afirma não se enquadrar em nenhuma das hipóteses de impedimento ou suspeição previstas no Código de Processo Penal, legislação que regula a atuação de magistrados em casos nos quais possam existir conflitos de interesse.
Caso o ministro optasse por se declarar impedido ou suspeito, todas as decisões já tomadas no inquérito seriam automaticamente anuladas, forçando a retomada do processo do zero e o sorteio de um novo relator. Ainda assim, Toffoli tem reforçado que seguirá à frente do caso, rechaçando a possibilidade de deixar a relatoria.
Com informações da CNN







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