Cerca de onze meses após a série de ataques a provedoras de internet no Ceará, empresas do setor voltaram a ser alvo de ações criminosas na madrugada desta terça-feira (6) no distrito do Pecém, no município de São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana de Fortaleza. Não há informações sobre a autoria dos novos casos. Ninguém foi preso até o momento.
Os criminosos atacaram as caixas de fiação que ficam nos postes e que servem de conexão entre as provedoras e os clientes. Conforme apuração da TV Verdes Mares, cerca de 140 caixas foram atacadas e mais de 3 mil clientes ficaram sem internet após os danos aos equipamentos de transmissão.
Uma câmera de segurança captou a ação dos criminosos em um dos pontos atacados. Nas imagens, os dois suspeitos se aproximam do poste, localizado em uma esquina, e um deles começa a escalar a estrutura com as mãos. Em determinada altura, ele saca um instrumento e começa a cortar os fios. (Veja no vídeo acima)
Uma fonte do setor, que não quis se identificar por questão de segurança, informou que as caixas atacadas pertencem a várias empresas diferentes, e que a ação dos criminosos põe em risco o fornecimento geral de internet para o distrito.
O distrito do Pecém fica nas cercanias da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do Ceará, a primeira do tipo do Brasil, que concentra indústrias e o Porto do Pecém, o maior do Ceará. Nas proximidades do Pecém, por exemplo, está prevista a instalação de um mega data center de mais de R$ 200 bilhões pela gigante chinesa ByteDance, dona do TikTok.
Em fevereiro de 2025, quando criminosos realizaram ataques a provedoras de internet no distrito do Pecém, as atividades das empresas que atuam no porto chegaram a ser afetadas por algumas horas. Residências também ficaram temporariamente sem acesso à rede.
A onda de ataques no ano passado foi motivada pela exigência da facção criminosa Comando Vermelho de que os provedores de internet pagassem aos criminosos uma "taxa" de funcionamento. A Polícia realizou uma série de operações contra os suspeitos, e ao final cerca de 85 pessoas foram presas, inclusive donos de provedoras clandestinas de internet.
(*) g1 Ceará







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