Uma portaria instaurada para apurar crime de comércio ilegal de arma de fogo, extorsão e receptação no Ceará resultou na descoberta e desarticulação de um esquema de venda de armas e formação de organização criminosa com suposta participação de um policial civil e de um advogado.
O Ministério Público do Ceará (MPCE) denunciou seis homens e quatro mulheres por formar a suposta organização criminosa. O comerciante Paulo Roberto Ribeiro de Melo é apontado como líder do grupo, atuaria como 'braço financeiro do Comando Vermelho' e seria envolvido na comercialização e negociação de armas com facções criminosas, sendo relatado pela Polícia que ele tem cerca de 40 fuzis.
Junto a ele estariam nomes como os do policial civil João Paulo de Carvalho Barbosa e do advogado Miguel Fernandes Pessoa Neto. O MP pediu e a Justiça decretou a prisão do policial civil.
A defesa do agente, representada pelo advogado Kaio Castro, coordenador jurídico do Sindicato dos Policiai Civis do Ceará, diz que "a imputação contra o atual Oficial Investigador de Polícia parte de premissa fática equivocada, pois ele sequer integrava os quadros da Polícia Civil à época dos fatos. Ressalta, ainda, que não consta indiciamento ou pedido de prisão formulado pela autoridade policial, tendo a medida cautelar sido posteriormente requerida pelo Ministério Público e já impugnada pela defesa pelas vias jurídicas cabíveis".
A defesa do advogado denunciado por se valer da profissão para cometer crimes não foi localizada pela reportagem.
(*) DN







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