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Justiça solta ‘Princesinha do Pix’

 08/01/2022 > SÁBADO

IMPUNIDADE


Está em liberdade Renata Araújo de Sousa, de 25 anos, conhecida como ‘Princesinha do Pix’. A decisão é do juiz Wesley Sodre Alves de Oliveira, da 1° Vara da Comarca de Quixeramobim.

Ele anulou a prisão preventiva e determinou a expedição de alvará de soltura em favor de Renata. Ela é acusada pela polícia civil de aplicar golpes no comércio da cidade de Quixeramobim.

Ela havia sido presa na sexta-feira, 31 de dezembro de 2021, em audiência de custódia realizada de forma virtual, conduzida pelo juiz Mikhail de Andrade Torres, do Plantão do 6º Núcleo Regional do Estado do Ceará que, na ocasião, manteve a prisão preventiva, negando a ela medidas alternativas à prisão, como o uso de tornozeleira eletrônica.

Segundo a Polícia Civil, Renata fazia compras e prometia pagamento através do PIX, mas não efetuava o pagamento. Ela foi presa a pedido pela prática de crime de estelionato por meio de fraude eletrônica.

Na decisão, o juiz entendeu que não há motivos concretos para a prisão, pois, apesar de a ‘Princesinha do Pix’ ter sido presa em 29 de dezembro de 2021, ficou claro, para o juiz, que atualmente as medidas são suficientes para resguardar a ordem pública.

Wesley Sodre Alves de Oliveira levou em consideração que os crimes já se consumaram, que Renata não possui outros registros criminais, e que o bloqueio da chave pix utilizada seria suficiente para assegurar a ordem pública e evitar novos crimes.

(*) GC MAIS

Justiça concede liberdade à mulher suspeita de ter encomendado a morte do marido em Canindé

Maria Aparecido Barroso, 36, foi presa preventivamente suspeita de encomendar a morte de seu marido(foto: reprodução/WhatsApp O POVO)


Presa preventivamente desde o dia 27 de setembro suspeita de ter encomendado a morte do próprio marido, a agente de microcrédito Maria Aparecida Barroso, 36, ganhou liberdade provisória nesta segunda-feira, 11. A decisão foi proferida pelo juiz da Comarca de Canindé – cidade onde o crEmbora tenha atendido ao pedido de soltura apresentado pela defesa, o magistrado determinou que Maria não pode sair de casa entre 19 e 6 horas, inclusive aos fins de semana. O despacho também proíbe que a mulher se ausente do município enquanto a investigação sobre o caso não for encerrada e ainda determina que ela compareça obrigatoriamente a todos os atos do processo.

Segundo o inquérito da Delegacia Regional de Polícia Civil de Canindé (DRPC), Maria Aparecida teria planejado a morte do seu então esposo, Jaelson Oliveira, 39, ao descobrir que ele havia mantido relação sexual a três com a própria filha, de 20 anos, – enteada da mulher – e um “ficante” da garota, de 26 anos.ime foi registrado –, Wallton Pereira de Souza.

O jovem, no entanto, resolveu contar a Maria sobre a traição após alegar ter sido enganado sobre a terceira pessoa que participaria do ato sexual. Na mesma conversa, ele se ofereceu à mulher para atuar como intermediador do assassinato de Jaelson. Maria, então, teria lhe repassado cerca de R$ 3 mil, dinheiro utilizado para pagar dois executores encarregados de cometer o crime, segundo consta no inquérito.

Jaelson foi baleado na porta de casa, no dia 29 de junho, junto com a filha, que tentou intervir na situação após ouvir os disparos. Os dois foram socorridos para um hospital da cidade. A garota recebeu alta poucas semanas após o crime, e o pai foi transferido para o Instituto Doutor José Frota (IJF), em Fortaleza, onde permanece internado, mas sem risco de morte.

Maria e o jovem de 26 anos apontado como intermediador foram presos quase um mês depois do crime. A Polícia chegou até eles após a prisão dos dois supostos executores, que foram capturados no mesmo dia da tentativa de assassinato e apontaram os demais envolvidos no crime.

O POVO procurou o titular da DRPC de Canindé, Daniel Aragão, responsável pelo inquérito do caso, que disse ainda não ter tido acesso ao teor da decisão que concedeu liberdade provisória a Maria Aparecida. O delegado informou que só deve se pronunciar sobre o assunto após analisar o mérito do despacho.

Conforme apurado pelo O POVO, o jovem apontado como intermediador do crime continua preso. A defesa dele também apresentou pedido de habeas corpus e aguarda decisão da Justiça.

(*) O Povo
www.carlosdehon.com

Senado decide que gestores com contas desaprovadas podem disputar eleição; lei vai à sanção presidencial

SENADO FEDERAL


O Senado aprovou, na noite dessa terça-feira, um Projeto de Lei Complementar que fragiliza a Lei da Ficha Limpa ao permitir que gestores públicos, com contas desaprovadas e punidos apenas com multa, possam disputar mandatos eletivos. O texto, oriundo da Câmara, não sofreu alteração e, para se transformar em lei, depende da sanção do presidente Jair Bolsonaro. Se sancionada, a regra entra em vigência para as eleições de 2022.

O Projeto de Lei Complementar (PLP) 9/2021 estabelece que os ‘detentores de cargos ou funções públicas cujas contas foram julgadas irregulares, mas sem dano ao erário público e punidos apenas com multa, não ficarão mais inelegíveis’. A proposta, aprovada por 49 votos a e 24 contrários, teve como relator o senador Marcelo Castro (MDB-PI).

As condições de elegibilidade são definidas, atualmente, na Lei Complementar nº 64, de 1990 (Lei da Inelegibilidade), que veda por oito anos a eleição, para qualquer cargo, do gestor cujas contas no exercício de cargos ou funções públicas foram julgadas, em decisão irrecorrível, “por irregularidade insanável que configure ato doloso de improbidade administrativa”.

O norma abrange todos os ordenadores de despesa, e prevê o controle externo desses agentes pelo Tribunal de Contas da União (TCU). O projeto aprovado pelo Senado, que tem autor o deputado Lucio Mosquini (MDB-RO), flexibiliza a norma atual, sob a alegação de que a Justiça Eleitoral vem dando decisões contraditórias na autorização de candidaturas sob a norma vigente. O autor do projeto argumenta, ainda, que a sanção por multa tem sido aplicada a pequenas infrações que não chegariam a justificar a inelegibilidade.

Para o relator senador Marcelo Castro, o Projeto de Lei Complementar com as alterações impede que “meros erros formais, de pequeno potencial ofensivo, dos quais não resultem danos ao erário”, privem agentes públicos do direito de serem votados. Castro justifica, ainda, que a proposição ratifica o entendimento consolidado do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

‘’O projeto vem em boa hora fazer essa justiça e não decretar o fim político, a morte política, de muitos. Às vezes, são gestores que querem entrar na política, mas a penalidade é muito extensa para um fato muito pequeno’’, observa o relator.

LEI DA FICHA LIMPA

Ao criticar a nova regra eleitoral, a senadora Soraya Thronicke (PSL-MS) disse que ainda é necessário discutir a matéria com mais profundidade em face da Lei da Ficha Limpa, que considera a maior conquista legislativa do povo brasileiro desde a promulgação da Constituição. Ela condenou os “argumentos falaciosos” nos quais se baseiam o PLP.

‘’O objetivo oculto é deixar uma brecha para impedir a inelegibilidade mesmo em circunstâncias graves, e muitos usam de má-fé e acabam prejudicando os políticos de boa-fé’’, criticou a senadora. O senador Marcelo Castro se contrapôs à crítica da colega parlamentar e argumentou que seu relatório remove “subjetivismos” na aplicação da lei e negou qualquer ameaça à Lei da Ficha Limpa na sua essência.

(*) Com informações da Agência Senado

Incêndio na boate Kiss completa oito anos sem julgamento dos réus

 

"Kiss, oito anos de impunidade" é a frase do novo mural grafitado sobre a fachada do que restou da boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, onde um incêndio de grandes proporções matou 242 jovens, a maioria universitários, na madrugada do dia 27 de janeiro de 2013. A tragédia que comoveu o país e gerou grande repercussão internacional ainda se arrasta numa novela sem data para terminar. Quase uma década depois, os quatro réus do caso ainda aguardam o júri popular, que não tem data para acontecer. Na melhor das hipóteses, ocorrerá em algum momento no segundo semestre deste ano.
"Essa situação é muito injusta. São oito anos de sofrimento e dor e, durante esses anos, a gente perdeu muitos familiares, pais de vítimas, que tiveram outras doenças, agravadas pela dor da perda, e acabaram morrendo", lamenta Flávio Silva, presidente da Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria.
Fundada cerca de dois meses após a tragédia, a entidade reúne pais e familiares das vítimas em busca de reparação. Flávio Silva perdeu a filha Andrielle, de 22 anos, no incêndio. Na ocasião, ela estava na discoteca com mais quatro amigas para celebrar seu aniversário. Todas morreram asfixiadas pela fumaça tóxica liberada pelo fogo que consumia a espuma de isolamento acústico do local.
"A gente não teve tempo de curtir o luto, porque nós partimos do luto para a luta. Então, é uma questão de a gente tentar transformar a dor num ato de amor, que é esse ato de prevenção, e tentar salvar vidas", afirma Silva.
Todo dia 27 de janeiro é marcado por homenagens às vítimas do incêndio de Santa Maria. Este ano, por causa da pandemia, a homenagem será virtual. A Associação de Familiares Vítimas e Sobreviventes da Tragédia organizou uma live (transmissão online) para as 20h30 desta quarta-feira, que será mediada pelo jornalista Marcelo Canellas, com a participação dos atores Tony Ramos, Chistiane Torloni, Dira Paes, a autora de teledramaturgia Glória Perez, a mãe de uma das vítimas da tragédia, Ligiane Righi, e o jurista Jair Krischke, presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos do Rio Grande do Sul.
Mais cedo, por volta das 2h30 da madrugada, uma sirene do Corpo de Bombeiros tocou na cidade para lembrar o exato momento em que o incêndio começou, também como forma de homenagear os mortos.
Situação do processo

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