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Vaza Jato revela que Barroso comportava-se como chefe de Dallagnol



Por Reinaldo Azevedo e Leandro Demori, do The Intercept Brasil, em parceria com Portal UOL - Ao contrariar parecer da Procuradoria Geral da República e determinar mandado de busca e apreensão no gabinete da liderança do governo no Senado — ocupado pelo senador Fernando Bezerra (MDB-PE) —, o ministro Roberto Barroso, do Supremo, pode ter surpreendido a alguns, mas não aos integrantes da força-tarefa de Curitiba — em especial Deltan Dallagnol, com quem mantém uma relação de proximidade que beira a cumplicidade.
Vem à luz, de novo, um dos aspectos mais deletérios da Lava Jato, que é a relação promíscua, dados os marcos do devido processo legal no Brasil, entre o órgão acusador e o juiz — nesse caso, fala-se, em muitos aspectos, daquele que integra o seleto grupo de juízes de juízes. Nas relações especiais que mantém com Dallagnol, nota-se que Barroso se comporta como um chefe, guia, tutor, um pai doce e dedicado, pronto a cuidar do jovem ousado.

Deltan incentivou cerco da Lava Jato a Dias Toffoli, revelam mensagens



Mensagens obtidas pelo The Intercept Brasil e analisadas pela Folha de S.Paulo junto com o site revelam: Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, buscou informações sobre as finanças pessoais do presidente do STF, Dias Toffoli, e sua mulher e evidências que os ligassem a empreiteiras envolvidas com a corrupção na Petrobras.
Segundo a Folha de S.Paulo desta quinta-feira, Deltan teria incentivado colegas em Brasília e Curitiba a investigar o ministro Dias Toffoli sigilosamente em 2016, numa época em que o atual presidente do Supremo Tribunal Federal começava a ser visto pela Operação Lava Jato como um adversário disposto a frear seu avanço.
As mensagens examinadas pela Folha e pelo Intercept mostram ainda que Deltan desprezou esses limites ao estimular uma ofensiva contra Toffoli e sugerem que ele também recorreu à Receita Federal para levantar informações sobre o escritório de advocacia da
mulher do ministro, Roberta Rangel.
Ministros do STF não podem ser investigados por procuradores da primeira instância, como Deltan Dallagnol e os demais integrantes da força-tarefa.
A Constituição diz que eles só podem ser investigados com autorização do próprio tribunal, onde quem atua em nome do Ministério Público Federal é o procurador-geral da República.
(Foto – Agência Brasil)

O que mostram as novas mensagens roubadas à Lava Jato


Resultado de imagem para MENSAGENS DA INTERCEPT

O novo lote de mensagens roubadas à Lava Jato mostra que:
1) Sergio Moro e Deltan Dallagnol tentaram conter o vazamento para a imprensa de uma lista (possivelmente apócrifa) de políticos suspeitos de receber propina da Odebrecht;
2) Eles temiam uma manobra do STF para tirar a Lava Jato de Curitiba e engavetar os inquéritos em Brasília, por causa do foro privilegiado;
3) Nem o juiz, nem o procurador interferiram no trabalho da PF;
4) Sergio Moro contava com Teori Zavascki para impedir o golpe;
5) Nenhuma ilegalidade foi cometida.
O Antagonista

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