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Com citação à Acopiara, procurador eleitoral opina a favor da cassação de Elmano e Camilo em ação movida por RC


O procurador regional eleitoral do Ceará, Edmac Lima Trigueiro, manifestou nesta terça-feira, 7, parecer favorável ao pedido de cassação do diploma do governador Elmano de Freitas (PT), acusado de ter sido favorecido pela prática de abuso de poder político e econômico durante a campanha eleitoral do ano passado. A ação, que cita o município de Acopiara, foi aberta pela coligação do ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), adversário de Elmano na disputa. Também são alvos os mandatos da vice-governadora Jade Romero (MDB) e o senador licenciado e hoje ministro da Educação, Camilo Santana (PT).

A denúncia

Segundo a denúncia, a então governadora Izolda Cela (sem partido) teria beneficiado municípios, por meio da celebração de convênio e do repasse de recursos para obras de pavimentação asfáltica e de construção ou reforma de prédios e equipamentos públicos. O objetivo seria de obter apoio em favor das candidaturas de Elmano e Camilo. No parecer, o procurador diz que o "modo de operação dos investigados consiste na convocação de prefeitos para se reunir e registrar nas redes sociais a reunião e o apoio aos candidatos, mediante promessa de manutenção e ampliação de obras e programas do Estado do Ceará em favor do município".


Trecho da ação movida pela coligação pedetista aponta: "Com o registro do apoio nas redes sociais, o Estado do Ceará celebra convênios ou aditivos e direciona as benesses para os municípios dos prefeitos cooptados. Foram indicados como cooptados os prefeitos dos municípios de Paracuru, Tamboril, Jucás, Caridade, Baturité, Acaraú e Granja". O procurador aponta que, atendendo a determinação judicial, o Governo do Ceará encaminhou documentação relativa aos convênios investigados. Também constam nos autos documentação referente aos convênios, encaminhada pela Superintendência de Obras Públicas (SOP) do Estado do Ceará.


O parecer informa que, em setembro de 2022, foram adicionados aos autos outros documentos sobre a denúncia de cooptação dos prefeitos dos de Coreaú, Acopiara, Aracoiaba e Maranguape, além dos relativos à suposta cooptação do prefeito do de Itapipoca. Após busca e apreensão, foi juntada ainda documentação complementar relativa aos convênios. "Analisando detidamente as informações constantes nos autos, verifica-se que os pedidos desta Ação de Investigação Judicial Eleitoral merecem provimento, pois há prova robusta de condutas realizadas no âmbito do Governo do Estado do Ceará, em manifesto desvio de finalidade, com gravidade suficiente para comprometer a igualdade da disputa e a legitimidade do pleito", manifestou o procurador.


Trigueiro publica uma tabela de valores e cita que a prova do aumento de repasses do governo, por convênio, aos municípios cearenses em junho de 2022 "é de fácil constatação e de difícil contestação". Ele diz ainda que "os fatos são gravíssimos e seu potencial lesivo à igualdade de disputa e à legitimidade das eleições é manifesto". "Em virtude do exposto, a Procuradoria Regional Eleitoral se manifesta pela procedência da ação, a fim de reconhecer a presença de atos de abuso de poder político de responsabilidade dos investigados, impondo-se a penalidade de cassação do diploma dos candidatos eleitos, bem como a penalidade de inelegibilidade pelo prazo de 08 anos a todos os investigados", conclui a decisão.

O documento traz ainda imagens de postagens nas quais Camilo e Elmano aparecem ao lado de diversas lideranças do Ceará. Em agosto de 2022, como então candidato ao Senado e principal articulador da campanha de Elmano, Camilo posou para fotos com cerca de 88 prefeitos e prefeitas de municípios do Estado. Na época, a assessoria de Elmano apontou que os apoios chegariam a 120 prefeitos e prefeitas do Ceará— dos 184 líderes municipais existentes — os que declararam apoio à coligação "Ceará Cada Vez Mais Forte".

Pleno do TSE decide, quinta-feira, 18, impasse sobre convenção do PSDB




O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) marcou para quinta-feira, 18, a primeira reunião do pleno, que será presidida pelo ministro Alexandre de Moraes.

A pauta é extensa. Aos cearenses, interessa a pauta sobre qual das convenções do partido tem validade. Se a primeira, comandada pelo então presidente Chiquinho Feitosa, ou a segunda, liderada pelo senador Tasso Jereissati.

A decisão de mandar o impasse do PSDB cearense ao pleno foi do atual presidente do TSE, Edson Fachin, que deixa o cargo, nesta terça-feira, 16, passando o comando do tribunal ao ministro Alexandre de Moraes.

O futuro do PP no Ceará



A direção estadual do PP no Ceará deve esclarecer, até sexta-feira, 5, como a legenda vai ficar no Ceará e seu direcionamento eleitoral. O PP cearense é dirigido pelo deputado AJ Albuquerque e, também, está sob a influência de Rodrigo Nogueira, tesoureiro do partido e primo do presidente nacional do PP, ministro Ciro Nogueira.

(*) RM
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PDT fechou o cerco e vai para a disputa



“A política é como uma porteira que se abre para receber visitas”. Assim, o homem do sertão define seu sentimento pela discussão eleitoral nos municípios, no Estado e no País. A frase tem autor: Miguel Arraes. À luz das contradições, se afirma, também, que “politica é para corajosos, gente decidida que ganha respeito nas atitudes”, declarou Manoel de Castro, ex-governador e líder político do Vale do Jaguaribe. “A política e a diplomacia seguem a mesma estrada”, disse Fernando Henrique Cardoso. “Chegará a hora da decisão e ela poderá receber influências externas”, disse Cid Gomes, em encontro regional do PDT. Aliás o último, por conta da crise. Os próximos serão programados.

Ao olhar para seu histórico, o PDT do Ceará lançou o desafio ao PT de seguirem juntos ou romperem. “Não aceitamos a intervenção de outro partido nas decisões do PDT”, disparou o presidente do PDT, deputado federal André Figueiredo. “A Izolda é governadora, foi minha companheira por sete anos e merece seguir no cargo”, disse Camilo Santana, ao abrir publicamente sua opinião sobre a sucessão no PDT. O antagonismo se tornou público. O tempo pode ser o senhor da continuidade ou sepultamento de um casamento de 16 anos.

Tasso Jereissati, em 1987, pediu ao ex-governador Lúcio Alcântara para indicar o secretário de Indústria e Comércio. O indicado foi o economista Pedro Brito, então estrela do BNB, que procurou Jereissati. Na conversa, Brito pediu para ser secretário da Fazenda. Tasso disse que depois ligava. Brito aguarda, até hoje, a ligação e Lúcio Alcântara perdeu a indicação. A política é feita de atos e decisões.

Gonzaga Mota e Lúcio Alcântara conhecem o veneno do rompimento. A história conta com uma frase genial de Virgílio Távora: “Todo político tem que estar preparado para o período fora do poder”. A lição vale para governistas e oposição que estão fazendo política com ódio, sem pensar no futuro da sociedade

(*) RM
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Presidentes do PDT e da Assembleia vão encontro de Camilo. Ex-governador reúne-se com pré-candidata de oposição

Em 2018, o então governador Camilo Santana chegou a defender a candidatura de Ciro em detrimento do nome petista. Isso não se acontecerá em 2022. Foto: Divulgação


Como ficou acertado, na última segunda-feira, no final do encontro do presidente estadual do PDT, deputado federal André Figueiredo, Ciro Gomes e os deputados federais e estaduais do partido, nesta quarta-feira André e o deputado Evandro Leitão vão procurar conversar com o ex-governador Camilo Santana (PT) sobre o movimento de escolha do candidato do PDT à sucessão estadual que será apresentado aos partidos aliados depois da próxima segunda-feira (18), data limite para a escolha do nome definida pelo próprio partido.

Quando ficou acertado que os dois iriam procurar Camilo, Ciro já não mais estava na reunião, segundo disseram alguns dos participantes. E o encontro não teria acontecido na mesma segunda-feira (11), em razão da viagem de André para participar da sessão do Congresso Nacional e a necessidade de hoje (12) estar em Brasília para o encontro de dirigentes do PDT que definiria as datas das convenções partidárias, nos diversos estados brasileiros, de forma a compatibilizar o calendário de viagens de Ciro para participar dessas convenções.

A crise na base governista, ao que tudo indica, não tem data para parar. Ainda que o grupo político liderado por Ciro e Cid Gomes defina o nome que vai representar os aliados na próxima segunda-feira (18), o racha já está instalado e será difícil de ser contornado. Na tarde de segunda-feira (11), enquanto os membros do PDT buscavam demonstrar um pouco de unidade junto à liderança local, o ex-governador Camilo Santana se reunia com a pré-candidata do PSOL, Adelita Monteiro, que defende palanque para o ex-presidente Lula no Ceará.

Adelita Monteiro defende a unidade do campo de esquerda no Ceará em favor do nome do líder petista e contra o avanço do bolsonarismo no Estado. Ela já chegou a dizer que o PSOL está disposto a dar palanque a Lula caso o Partido dos Trabalhadores não tenha um candidato ao Governo do Estado. A proximidade de Camilo Santana com a socialista demonstra cada vez mais o distanciamento do ex-governador com Ciro Gomes.

Em 2018, Camilo Santana chegou a defender que o PT desistisse de apoio ao nome de Lula e que apostasse na então em uma candidatura de Ciro Gomes, isso porque o líder petista havia sido condenado e preso pela Operação Lava Jato. Á época, o ex-governador foi criticado e pressionado por seus correligionários a declarar apoio a Lula. No primeiro turno da campanha, quando Fernando Haddad foi escolhido o candidato do Partido dos Trabalhadores, o ex-chefe do Poder Executivo do Estado ficou dividido entre dois palanques, o que não vai acontecer em 2022.

Em suas redes sociais, Camilo Santana afirmou que a conversa foi sobre o cenário político do Ceará e Brasil. “O diálogo com respeito e transparência é sempre muito importante”, destacou o petista. Em nível nacional, a coligação que apoia a pré-candidatura de Lula é composta por PT, PV, PCdoB, PSB, SD, Rede e PSOL de Adelita Monteiro.

“Tive uma ótima conversa com o ex-governador, onde pudemos debater o cenário da política nacional e estadual. Compreendemos a importância de fortalecer a unidade da esquerda, do campo progressista, para que a gente consiga derrotar o bolsonarismo nacionalmente como no Estado. Consolidar a nossa unidade na construção do palanque para o presidente Lula no Ceará, para que a gente possa garantir a vitória no primeiro turno”.


“Com esse sentimento de fortalecimento de igualdade e grande política que vamos fortalecer a candidatura do Lula para que todos tomem as decisões que sejam as melhores para o povo cearense” – (Adelita Monteiro)

Segundo Adelita, ela faz parte da oposição ao Governo Izolda Cela, assim como o foi na gestão Camilo Santana. No entanto, destacou ser necessário reconhecer a conduta do ex-governador durante a pandemia do coronavírus. “Salvou a vida de milhares de cearenses e se contrapôs ao negacionismo do presidente da República, que se preocupou em não comprar vacina, disseminar fake news, enquanto o povo brasileiro morria”.

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