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Pode ser tarde///// Aumento da temperatura da Terra foi tema de reunião do G20 no Rio

A Força-Tarefa para uma Mobilização Global contra a Mudança do Clima do G20 fez sua quarta reunião que se encerrou nesta sexta-feira (13), no Rio de Janeiro. Ela vai propor mudanças sistêmicas necessárias para evitar o aumento de temperatura além do 1,5 grau Celsius (°C), por meio de respostas coordenadas das trilhas de sherpas (representantes de cada país do G20 que encaminham as discussões e acordos até a cúpula final com chefes de Estado) e de finanças do grupo. Conter esse aumento é fundamental para evitar impactos mais nocivos do aquecimento global.

A secretária Nacional de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente, Ana Toni, disse que, durante a reunião, foi reforçada ainda mais a importância de ter uma força-tarefa que junte financiamento, mudança do clima e meios de implementação. “Uma das coisas que ficou muito clara é o apoio dos países ao instrumento de plataforma de país, ou country platform, para agilizar e dar escala nos tipos de mudança que a gente precisa fazer”, disse.

Segundo ela. ficou clara a existência de “um consenso da importância desse instrumento de agilizar a atração de investimentos externos para prioridades na área de clima”.

O encontro no Rio de Janeiro sucede três reuniões, a primeira por videoconferência (11 e 12 de março), e outros dois encontros presenciais: em Brasília (4 e 5 de abril) e em Belém (11 e 12 de julho).

A Força-Tarefa dá especial ênfase às questões econômicas e financeiras ligadas ao enfrentamento da mudança do clima – peça central no aumento progressivo de ambição pelos países, conforme previsto no Acordo de Paris.

Segundo a coordenadora da Trilha de Finanças do G20 e secretária de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, embaixadora Tatiana Rosito, o objetivo da força-tarefa é a mobilização e transferência maciça de recursos para facilitar a transição climática e o desenvolvimento sustentável.

“Tivemos uma reunião com excelentes resultados tendo aprovado as quaro principais prioridades da presidência brasileira. Há algumas superposições entre o que é discutido no grupo de finanças sustentáveis e na força-tarefa do clima, notadamente a importância de facilitar a mobilização de recursos privados e um melhor compartilhamento de riscos entre recursos públicos e privados para permitir um aumento maciço dos investimentos dos fluxos financeiros para o combate à mudança climática e para o alcance dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável”, informou Tatiana.

O documento firmado hoje será chancelado em encontro em nível ministerial nos Estados Unidos em outubro. “Nós estamos aqui discutindo nessa reunião a preparação da reunião de ministros que será em Washington em outubro. Estamos vendo os documentos que poderão ser apresentados na ocasião. Criamos essa força-tarefa para juntar o trilho de finanças e o trilho de sherpas porque a nossa ideia é acentuar o quanto é importante integrar o clima nas discussões de financiamento, de investimento”, disse o secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Itamaraty, embaixador André Corrêa do Lago.

Clima Mundo tem o 9º mês consecutivo de recorde de calor e temperatura nos oceanos é a mais alta já registrada 07/03/2024 <> 08:44h




Fevereiro de 2024 marcou o nono mês consecutivo de recordes de calor na Terra, anunciaram cientistas do observatório europeu Copernicus nesta quinta-feira (7). O dado considera a temperatura média do ar. Mas além das medições na atmosfera, os cientistas também verificaram recordes no oceano.

Desde junho de 2023, temos registrado um mês mais quente a cada novo período. Um dado preocupante que ilustra claramente que vivemos uma emergência climática, ou uma “era de fervura global”, como definiu secretário-geral da ONU, António Guterres.

“Fevereiro junta-se à longa série de recordes dos últimos meses. Por mais notável que isto possa parecer, não é realmente surpreendente, uma vez que o aquecimento contínuo do sistema climático conduz inevitavelmente a novos extremos de temperatura.”, diz Carlo Buontempo, diretor do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus (C3S).

Ainda de acordo com o observatório, fevereiro de 2024 foi o fevereiro mais quente já registrado globalmente porque teve uma temperatura média do ar de superfície de 13,54°C, o que equivale a 0,81°C acima da média de fevereiro de 1991-2020 e 0,12°C acima do recorde anterior, em fevereiro de 2016.

Além disso, a temperatura média global nos últimos doze meses (março de 2023 – fevereiro de 2024) é a mais alta já registrada, 0,68°C acima da média de 1991-2020 e 1,56°C acima da média pré-industrial de 1850-1900.


g1

Clima Mesmo sem El Niño, brasileiro deve se preparar para futuro com mais calor 15/11/2023 12h23

15/11//2023 <> QUARTA-FEIRA
Após meses de sucessivos recordes de temperatura em todo o mundo, uma nova onda de calor vem castigando os brasileiros. Situações como a registrada no Rio de Janeiro nesta terça-feira (14), onde a sensação térmica bateu 58,5°C na zona oeste da cidade, devem ser cada vez mais frequentes no futuro.

Os cenários traçados pelos cientistas para o país num planeta que está esquentando —devido às emissões de gases de efeito estufa vindas das atividades humanas— são de períodos mais longos de tempo mais quente e seco, além de temperaturas mais altas.

“O Brasil, como uma região tropical e um país muito vulnerável às mudanças climáticas, vai sofrer mais com o aumento da temperatura”, aponta Paulo Artaxo, físico da USP e membro do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), vinculado à ONU.

“As previsões do IPCC colocam que a temperatura do Brasil, de acordo com o cenário das emissões, pode ter um aumento, em média, da ordem de 4°C”, diz o pesquisador.


Folha de S. Paulo

Tempo seco pode agravar quadros respiratórios; veja dicas de como enfrentar a baixa umidade do ar



Em meio a uma nova onda de calor que afeta todo o país, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de baixa umidade relativa do ar para os próximos dias. O aviso vai até quinta-feira (21). Segundo o órgão, o índice deve ficar entre 20% e 30% em várias regiões brasileiras (veja mapa abaixo).

A umidade do ar estará baixa em localidades espalhadas por 16 estados e mais o Distrito Federal:

Alagoas
Bahia
Ceará
Distrito Federal
Goiás
Maranhão
Paraíba
Pernambuco
Piauí
Rio Grande do Norte
Mato Grosso
Mato Grosso do Sul
Minas Gerais
Pará
São Paulo
Sergipe
Tocantins

🥵🌡️ E qual a relação da baixa umidade com a nossa saúde? O tempo seco pode levar a problemas respiratórios, cansaço, dor de cabeça, narinas e olhos ressacados. O desconforto é ainda maior para pessoas que já têm doenças respiratórias, como asma, rinite alérgica ou bronquite crônica, que ficam propensas ao agravamento dos quadros.

😷 Por que sentimos desconfortos respiratórios quando o tempo está seco? Isso acontece porque um dos mecanismos de defesa que temos para as vias aéreas é o muco. Com o ar seco, esse muco também seca e isso piora a obstrução.

O melhor remédio para a secura é ingerir bastante líquido. Por isso, idosos e crianças tendem a sofrer mais quando a umidade do ar está mais baixa, já que esquecem de beber água com frequência.

Dicas para enfrentar o tempo seco

Beba bastante água (cerca de dois litros por dia ou 10 copos de água de 200 ml). Ela hidrata todos os órgãos, inclusive pele e mucosa.
Se puder, tenha um umidificador de ar em casa. Você também pode colocar uma bacia com água no ambiente ou uma toalha umedecida para minimizar os efeitos do ar seco, do ar poluído.
Hidrate bem as mucosas com soro fisiológico - pelo menos duas vezes ao dia.
Lave os olhos com soro fisiológico ou com colírio de lágrima artificial.
Cuidado com bebidas alcoólicas. Elas podem refrescar, mas também desidratam.
Mantenha a casa limpa, evitando o acúmulo de poeira.
Evite praticar exercícios físicos das 11h às 17h.
Proteja-se ao máximo do sol e evite o ressecamento das mucosas e pele.
Caso a pessoa apresente tosse intensa, aumento de catarro, chiado e falta de ar, é recomendável procurar atendimento médico.

(*) g1

Pré-estação chuvosa começa mais cedo no Ceará, apontam especialistas

As chuvas que marcam o início da pré-estação no Ceará começaram mais cedo, de acordo com especialistas. O período ocorre, normalmente, em dezembro e janeiro, contudo, nos primeiros dias de novembro, o Estado registrou intensos volumes de precipitações em várias cidades.

Raul Fritz, meteorologista da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), destacou que não é incomum que ocorra o fenômeno da antecipação e ressaltou que o fato é possível quando há junção de vários fatores climáticos como umidade do ar, calor e a influência da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS).

Para o coordenador do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), no Nordeste, Flaviano Fernandes, a presença de um “sistema de larga escala de convecção tropical na faixa equatorial – conhecido por Oscilação de Madden-Julian – influencia as chuvas, que podem ocorrer até o início de janeiro”.

Conforme a previsão do Inmet e do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Cptec/Inpe), o período compreendido entre novembro a janeiro deve ser de ocorrência de chuva dentro da média histórica, que é de 136.1 milímetros.

“As chuvas da pré-estação podem até animar os agricultores, mas não são indicativos se haverá ou não uma quadra chuvosa favorável no próximo ano”, destacou Raul.

Marinha alerta para ondas de até 4 metros no litoral do Nordeste


Resultado de imagem para ONDAS DE 4 METROS NO LITORAL NORDESTINO

Ventos muito fortes e ondas de 3 a 4 metros podem atingir o mar do litoral do Nordeste entre Natal e São Luís até a manhã deste domingo (30). A previsão é da Capitania dos Portos do Ceará, que emitiu alerta de navegação.
O órgão recomenda que os barcos de pequeno porte evitem navegar nestes dias e que as demais embarcações redobrem os cuidados com os itens de salvamento e segurança e com o estado dos motores e do casco.
Para o presidente da Colônia de Pescadores Z-8, Possidônio Soares Filho, em condições assim, sair para o mar pode ser fatal para jangadas e outros tipos de barcos a vela.
“Quando se sai daqui do Porto de Fortaleza, está esse terral, esse ventinho calmo, mas com a subida do sol, o vento vai se aproximando da velocidade que não é compatível com embarcações a vela. O pescador precisa estar atento, porque pode cair numa situação em que ninguém poderá ser resgatado”, afirmou.
De acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), esta época do ano (até novembro) em Fortaleza se caracteriza pelos ventos fortes, que chegam a mais de 50 quilômetros por hora. Também nesse período, o vento muda de direção e passa a soprar a partir do leste e do sudeste, o que afeta a navegação na parte norte da Região Nordeste.
(Agência Brasil)

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